Às caixas de electricidade degradadas, presas por arrames... enfim. Parece que estamos numa qualquer cidade do terceiro mundo, de gente sem brio (onde residentes e governantes não sabem cuidar do espaço público)... que bela imagem esta para quem quer apostar no turismo!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Mas que Cacilhas é esta, afinal?
Às caixas de electricidade degradadas, presas por arrames... enfim. Parece que estamos numa qualquer cidade do terceiro mundo, de gente sem brio (onde residentes e governantes não sabem cuidar do espaço público)... que bela imagem esta para quem quer apostar no turismo!
quarta-feira, 13 de maio de 2009
ALMARAZ: o prometido e o devido!
Depois das cenas verificadas nas duas últimas sessões da Assembleia de Freguesia de Cacilhas (22 de Abril e 5 de Maio), em particular esta última, durante a qual o Bloco de Esquerda foi acusado de aproveitamento político e a sua autarca apelidada de arruaceira e de andar a amedrontar os moradores com mentiras etc. & tal, apenas porque esta colocou os “pontos nos is” e exigiu que se esclareçam alguns pormenores do processo, nomeadamente, quanto à adequada divulgação do Estudo de Enquadramento Estratégico, não posso deixar de voltar a escrever mais umas linhas acerca deste assunto.
E o que é que há de novo? Apenas umas quantas dúvidas que quero partilhar convosco...
Em Outubro de 2007, no dia 20 mais precisamente, realizou-se o 3.º Fórum «Visão Estratégica para o Almaraz».
Para esse «debate e encontro de ideias» (?!?), foram impressos milhares de convites (em papel de boa qualidade, a cores) – um investimento razoável, com toda a certeza, distribuídos proficuamente em Cacilhas mas também noutras freguesias do concelho de Almada.
Ora, sendo esta uma simples apresentação pública do Estudo de Enquadramento Estratégico, com as plantas a serem projectados num ecrã a uma distância da plateia que não permitia a identificação de quaisquer pormenores de desenho urbano, sem possibilidade de se consultar as peças processuais, só por mero exercício de adivinhação se poderia saber o que esperava os moradores dos n.ºs 88 a 92 da Rua Elias Garcia.
É que, é bom lembrar, quer o arquitecto Samuel Torres (da equipa responsável pelo projecto), quer a Presidente da Câmara (que se mostrava fascinada com a proposta) nunca abordaram o assunto da demolição prevista para aquele conjunto de prédios, embora tivessem focado a questão dos direitos dos particulares no caso da Quinta dos Ingleses e no Cais do Ginjal (por ser demasiado evidente aquilo a que a CMA se propõe realizar naqueles espaços).
Então porque nunca falaram nas demolições dos n.ºs 88 a 92 da Rua Elias Garcia? Porque não convinha? Porque iria levantar sérias e justas dúvidas na população afectada? Porquê? Mas se essa era já uma ideia que se pretendia implementar (mesmo que o seu cariz não fosse definitivo) – aliás, o traçado da nova alameda de acesso ao castelo foi referido (mas não o que era necessário fazer para construí-la, nomeadamente demolir três prédios em bom estado de conservação e habitados por várias famílias). Escondeu-se, deliberadamente, essa intenção! Porquê?
E se aquela é uma mera hipótese (a demolição dos n.ºs 88 a 92), quais são as alternativas? Porque não se apresentaram outras soluções?
Ou seja, desde 20-10-2007 que o projecto foi tornado público, é bem verdade. Mas seria impossível adivinhar o seu conteúdo para lá das explicações fornecidas naquele fórum.
E o que é que ali foi dito? Além do resumo feito pelo arquitecto Samuel Torres, cirurgicamente focalizado nas questões menos polémicas, temos as palavras da senhora Presidente da Câmara Municipal, naquele que apelidei do «Discurso do "não é?"», tantas foram as vezes que Maria Emília repetiu esta irritante expressão, como podem comprovar através da audição e visionamento dos vídeos que fiz então, pelo que não restam quaisquer dúvidas de que as afirmações proferidas foram aquelas e não outras.
Desmentir que foi dito à população o que a seguir transcrevo é, pois, impossível. E se a Presidente da Câmara é uma pessoa de palavra decerto manterá o que disse em 2007:
«Eu queria sossegar as pessoas da Quinta dos Ingleses. (...) A Quinta dos Ingleses é uma propriedade que é dos seus proprietários. E, portanto, o que está aqui, é desenvolver uma ideia, um projecto, que aponta para um determinado uso. Mas só será concretizado se as pessoas quiserem que seja.»
«Nós temos o sistema da perequação, depois podemos explicar tudo isso, mas só é se as pessoas quiserem, e quando as pessoas quiserem. Portanto, eu queria, portanto, deixar aqui muito claro isso. Ou qualquer proprietário, não é?» (…)
«O projecto aponta o que ali está, e realmente, o que nós desejamos é que os proprietários (e, por isso, vamos conversando) adiram à proposta, que se interessem em pô-la em prática.»
«Mas se os proprietários não quiserem, vamos esperar para se ver, para quando é que querem. Mas, por isso, a forma como se constroem estas propostas, não é?, é muito determinante.»
«Chamar as pessoas, fazê-las perceber, não é?, ouvi-las, perceber os seus anseios e tudo isso. Para que a proposta não fique muito linda numa prateleira e, depois, nunca acontece nada.»
Posto isto, é evidente que:
Nunca se falou nos direitos de propriedade dos moradores dos n.ºs 88 a 92, embora o arquitecto Samuel Torres tivesse referido os novos acessos ao castelo, nunca especificando que, para o efeito, teriam que ser demolidos aqueles três prédios. Para não ter de se informar os presentes de que a CMA pretendia demoli-los? Porque não queriam dar respostas, em virtude de não estarem preparados convenientemente? Porque queriam que os moradores viessem a ser apanhados de surpresa mais tarde para poderem ser facilmente "manobrados"? Com que objectivos? Porquê?
O empenho da CMA em avisar a população de que se encontrava a decorrer a fase da “consulta preventiva” do projecto da Quinta do Almaraz (que durou 15 dias e terminou em 22-04-2009), durante a qual as pessoas poderiam ter consultado as peças gráficas incluídas na proposta e apresentar sugestões, foi deliberadamente feita cumprindo apenas os requisitos legais mínimos, ao contrário do investimento na divulgação do inócuo fórum de apresentação do EEE (em que o projecto não era passível de leitura de pormenor pela assistência, por ser impossível consultar as plantas, e por as dúvidas da plateia serem em função das informações fornecidas pelos oradores, que eram diminutas – ninguém pode ter dúvidas sobre questões que desconhece!).
Isto é, gastam-se muitas centenas (quiçá milhares) de euros na divulgação em massa de um fórum generalista, em que o mais provável seria a participação dos cidadãos se resumir a umas quantas perguntas sem qualquer impacto, enviando convites aos residentes. Todavia, quando a intervenção dos moradores poderia e deveria ter sido bastante activa, publica-se um simples edital no Diário da República, afixa-se o dito na montra da Junta de Freguesia e pouco mais. Porquê? Até parece que se pretendia que tudo passasse despercebido...
Penso que, dada a importância do assunto, sobretudo para as pessoas cujo património é abrangido pelo perímetro do projecto, teria feito muito mais sentido enviar-lhes um convite para que fossem consultar o processo, apelando à sua efectiva participação… e não era preciso gastar assim tanto dinheiro como no caso anterior: bastava terem informado as administrações dos condomínios em causa e solicitar que afixassem um aviso no hall de entrada do respectivo prédio (são apenas três!!!) e fizessem o mesmo com os proprietários da Quinta dos Ingleses.
Importante teria sido, também, informar o órgão deliberativo autárquico da freguesia de que se encontrava a decorrer essa diligência (um e-mail bastava para o efeito), solicitando aos autarcas que fossem consultar o EEE, participassem e diligenciassem a divulgação dessa iniciativa.
Assim, acredito, o processo teria sido, com toda a certeza, bastante participado, de forma serena, e sem a exaltação dos últimos tempos motivada, sobretudo, pela sensação de que a CMA está a esconder algo aos moradores. Daí é um passo até à desconfiança geradora de instabilidade social. A quem convém que assim seja?
Se tudo é tão claro e transparente, por que não se colocaram todos os dados na mesa (as várias hipóteses de desenho urbano, demolição e alternativas)? Por que não se fornecem os esclarecimentos jurídicos adequados que apazigúem as dúvidas legítimas dos proprietários, e se continua a insistir em que nada do que está previsto é definitivo, remetendo para depois eventuais explicações (que nuna mais chegam)? Porquê?
E continuar a branquear a atitude da CMA, quando é por demais evidente que se o EEE da Quinta do Almaraz / Ginjal propõe a demolição daqueles prédios (e, segundo informação do Presidente da Junta de Freguesia de Cacilhas na sessão de 05-05-09, esta proposta até foi
Aliás, a prova de que a autarquia pretende insistir nessa hipótese é, por exemplo, o facto de os termos de referência do Plano de Pormenor da Quinta do Almaraz, aprovados pela CMA já em 2009, acabarem por manter essa mesma ideia / sugestão de 2007, ao indicar como objectivo a cumprir, a construção de uma “nova zona de acesso viário ao Castelo, salvaguardando as características da antiga travessa do Castelo, a avaliar durante a execução do Plano de Pormenor, estimulando a requalificação urbana da zona” para a qual é dito no EEE que as “alterações de carácter urbanístico” (outro nome encontrado para “mascarar” o acto de demolição, só perceptível através da leitura das plantas e respectivas legendas) a efectuar são essenciais para a sua viabilização.
Se em Almada temos o tal sistema da perequação, que tudo resolve em termos de assegurar os direitos dos proprietários particulares, cujo património é afectado por estas soluções urbanísticas, como a Presidente da CMA garantiu aos presentes no Fórum de 20-10-2009, porque razão não se explicam às pessoas estas questões técnicas, em linguagem acessível, acompanhadas dos esclarecimentos jurídicos indispensáveis, com as alternativas possíveis e um cronograma de execução da obra?
Porque preferem os responsáveis políticos da CMA manter o silêncio, ou falar sem nada explicar, acabando por deixar as dúvidas sedimentarem, as angústias crescerem e a revolta se instalar na população afectada? E depois vêm acusar o BE de andar a lançar o pânico nos moradores… e a sua autarca de faltar à verdade. Mas quem é que, afinal, anda a mentir? E, sobretudo, a prometer o que parece não ter vontade de cumprir? Quem é que anda a enganar quem?
terça-feira, 12 de maio de 2009
O que mais virá aí?
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Mas que raio de jornalismo é este?
domingo, 10 de maio de 2009
Será?
À esquerda: Praça Gil Vicente (em frente ao Café Repuxo).
sábado, 9 de maio de 2009
Ai se chove!!...
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Mistificações sobre os financiamentos partidários
Confesso que o tema já me estava a incomodar. Em particular as suspeitas de que, afinal, o Bloco de Esquerda era um dos que estava a favor deste suposto recuo na lei do financiamento dos partidos, quando tanto pugnava pela transparência de contas nessa área.
Por isso, faço minhas as palavras de Rogério Moreira:
«Comentadores encartados repetem nos últimos dias que o Parlamento teria aumentado o dinheiro do Estado para os partidos. Para mais, contando com os votos do Bloco. Nada de mais falso. Ninguém diz onde tal está escrito nem explica como. Mas não importa, já paira no ar.
(…)
Nada do que é fundamental para garantir transparência e seriedade nas contas mudou. Nem os donativos anónimos passaram a ser permitidos. Nem as empresas passaram a poder financiar os partidos. Nem a regra que impede o anonimato foi alterada. Nem os limites aos donativos de particulares foram aumentados. Nem a obrigatoriedade do mecanismo bancário para a recolha de donativos. Nem o modelo de apresentação de contas e de fiscalização detalhada pela entidade competente teve alterações.»
Leiam o artigo completo AQUI. E comentem.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
AINDA O ALMARAZ… intolerância versus participação!
Na última Assembleia de Freguesia de Cacilhas, realizada no passado dia 05-05-2009, que já vai na 2.ª sessão, e irá ter uma 3.ª no próximo dia 18 do corrente mês, o assunto principal do dia foi, mais uma vez (tal como aconteceu no dia 22-04-2009), o Plano de Pormenor da Quinta do Almaraz / Ginjal.Mercê da provável demolição de três edifícios na Rua Elias Garcia prevista no respectivo Estudo de Enquadramento Estratégico, os moradores dos n.ºs 88 a 92 sentem-se com a “vida suspensa” e têm vindo assistir às reuniões da AF na tentativa de colher informações sobre a sua situação.
Apanhados de surpresa a quando da “consulta preventiva”, da qual souberam por mero acaso, têm muitas dúvidas a que ninguém responde.
O Bloco de Esquerda, solidário com as preocupações daquelas pessoas, além de ter falado, pessoalmente, com alguns residentes, apresentou um protesto contra a forma como o procedimento tem vindo a decorrer, e apresentou na 3.ª feira passada um requerimento solicitando esclarecimentos sobre diversas questões concretas.
Mas na Assembleia de Freguesia em causa, cujo resumo podem ler AQUI, os ânimos estiveram bastante acesos, em particular devido ao artigo que escrevi para o jornal Notícias de Almada, o qual foi completamente descontextualizado e interpretado de forma a justificar as acusações que quer PSD quer CDU pretendiam fazer ao Bloco de Esquerda.
Primeira interpretação errada:
Nunca afirmei que as demolições eram uma certeza. Se lerem o primeiro parágrafo do artigo em causa com atenção podem verificar que nele afirmo … “prevista demolição de um bloco de três edifícios”. E se mais adiante digo “sobretudo quando se propõe a demolição, com carácter de inevitabilidade”… Saberão o que significam as palavras previsão e proposta? Parece-me que não!
Segunda interpretação errada:
Quando refiro que o comportamento do Presidente da Junta, da Assembleia de Freguesia e do Coordenador da Comissão deixou muito a desejar, é preciso ler o que se segue… e ter presente que, nomeadamente, se a JFC chegou a enviar aos eleitos documentos de acções desenvolvidas pelo PCP na Assembleia da República (será que consideraram esta uma obrigação legal? Só porque é do partido que lidera esta autarquia?), então por que não enviaram, também, apenas uma nota que fosse a dizer que o processo do Almaraz estava em consulta pública? E não é esta uma atitude criticável?
Terceira interpretação errada:
Dizer que afirmo, taxativamente, que “esta foi uma estratégia delineada para impedir a oposição (PS e BE) de estudar, atempadamente, o processo e evitar o aparecimento de perguntas incómodas” sem referir como o parágrafo é iniciado (onde se dá a entender que são aquelas atitudes que nos forçam a este entendimento, quer queiramos quer não – evocando dúvida) e pretendendo branquear o facto de, em Cacilhas, CDU e PSD estarem juntos no executivo (por acordo pós-eleitoral) é, no mínimo, estranho.
Por isso, considero que os acontecimentos da última Assembleia de Freguesia de Cacilhas, cuja acta espero que venha a transcrever com rigor o que por lá se passou, isto é, insira “ipsis verbis” as acusações feitas à eleita do Bloco de Esquerda e que a seguir indico de forma resumida:
“A JFC não está em campanha como alguns membros desta Assembleia”, acusou o presidente da JFC, que em vez de serenarem as pessoas só sabem é fazer arruaça e lançar o pânico nos moradores, com claros objectivos político partidários, como por exemplo anda a fazer a eleita do Bloco de Esquerda.
Além das acusações anteriores de arruaceira, o Presidente da Junta disse que eu era uma provocadora, que o meu artigo metia nojo (porque só dizia mentiras), que a continuar “a atear o fogo desta maneira ainda saía queimada”, que já metera “a pata na poça”, que não me reconhecia qualquer capacidade técnica nem autoridade moral para afirmar o que escrevera.
O Secretário da Mesa da AF (CDU) acrescentou, ainda, dizendo-se indignadíssimo, que eu tinha que provar tudo o que escrevera, nomeadamente como soubera que os prédios iam ser demolidos. As afirmações que eu fazia ao jornal eram demasiado graves. Tão graves que até podiam ser passíveis de procedimento judicial.
O Presidente da AF (PSD) disse que não admitia insinuações como as que eu fazia no jornal. Porque a abstenção não se combatia com estas “tentativas de arruaça”, com este tipo de “aproveitamento político partidário”. Se existia alguma estratégia delineada era entre o PS e o BE como se podia ver pelo texto das moções do PS que copiavam frases inteiras do artigo da eleita do Bloco de Esquerda. Que o PSD e a CDU eram partidos muito diferentes e cada um tinha a sua política. É uma aberração completa acusar o PSD e a CDU de terem uma estratégia delineada. Isso é fazer “gincana política”, é confundir as coisas, etc.
Um membro da bancada da CDU disse, ainda, que “nunca vira gente descer tão baixo”.
Contudo, não posso deixar de assinalar o facto de, no final da sessão o Presidente da Junta ter vindo falar comigo para me pedir desculpa por se ter excedido. Estivemos à conversa (pena foi que tivesse sido sem assistência) e aqui registo, publicamente, que ele me disse que reconhecia o meu excelente trabalho como autarca e que eu marcava, de facto, a diferença. Mas no calor da discussão, às vezes diz-se o que se não quer.
Apesar de bastante aborrecida com o que se passou, sentindo-me ofendida na minha honra, não pude, contudo, deixar de registar com agrado esta atitude do Presidente da Junta.
Só lamento que a política deixe, por vezes, as pessoas tão cegas ao ponto de acabarem por não saber respeitar as opiniões dos outros e quando se sentem lesadas não saibam contra-argumentar sem recorrer à ofensa ligeira e não sustentada.
E para terminar, deixo-vos o resumo do 3.º Fórum de Participação sobre o Almaraz, realizado em 20-10-2007, o qual inclui vários vídeos com a intervenção da Sr.ª presidente da CMA… leiam e oiçam com atenção. E depois de tudo o que se passou nestas duas últimas Assembleias de Freguesia, digam-me, sinceramente, quem é que tem razão.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Nacionalismos...
terça-feira, 5 de maio de 2009
Uma praia de tábuas? Bendito POLIS...
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Feira do Livro - Lisboa 2009
Ainda não fui lá este ano. Refiro-me à Feira do Livro de Lisboa 2009. Mas irei, com toda a certeza. Ou não fosse eu uma "livrodependente"... Não posso estar sem um livro para ler, vá para onde for, esteja onde estiver. Um livro acompanha-me sempre.
Que me lembre, nunca faltei a uma Feira do Livro. Mesmo que venha de mãos a abanar, o que é muito difícil de acontecer.
Adoro livros. Tenho centenas e centenas deles. Hoje, muitos mais do que aqueles que vos mostro neste slide-show de há dois anos atrás e que já só representava uma ínfima parte do meu vasto espólio bibliográfico.
O ano passado, por exemplo, "passei-me"... levei seis livros para férias e enquanto estive em Porches, entre as visitas às feiras do livro de Armação de Pêra e de Portimão, mais as idas à FNAC do Algarve Shoping, regressei com mais dez. Em apenas duas semanas...
E, claro, sou sócia do Círculo de Leitores há cerca de trinta anos. Imaginem quantos livros já não comprei...
Como se não bastasse, trabalho numa Biblioteca...
domingo, 3 de maio de 2009
A participação dos cidadãos: teoria e prática
· O actual PDM de Almada resulta de um processo iniciado em 1987, aprovado pela Assembleia Municipal em 1993, e publicado em Diário da República em 1997;
· Em Abril de 2006, a Câmara criou, com a aprovação desta Assembleia Municipal, uma Direcção de Projecto para Revisão do PDM-A;
· As Opções do Plano para 2008, aprovadas por esta Assembleia Municipal em Dezembro de 2007, prometiam a ‘condução e concretização do processo de revisão do PDM’, que integraria ‘a realização de workshops e fóruns de participação’;
· Em Dezembro de 2008 a Câmara deliberou dar início formal ao processo de Revisão do PDM;
· Em Janeiro de 2009, o Relatório de Avaliação da Execução do actual PDM foi tornado público, através da sua publicação no site da CMA e disponibilização para consulta nos Serviços Técnicos Municipais e anunciado através de edital publicado no Diário da República e em 2 jornais nacionais;
· O referido Edital informava também do período de consulta pública, que decorreu entre 5 de Fevereiro e 18 de Março de 2009, tendo constituído, ao que se sabe, a única forma de divulgação do mesmo, para além do site da CMA.
Considerando ainda que:
· Estamos no início do processo de revisão de um instrumento de planeamento que é a expressão máxima da Autonomia Municipal na definição dos seus Objectivos de Desenvolvimento de longo prazo e da sua expressão ao nível do território do Município de Almada;
· A chave de uma participação cidadã verdadeiramente efectiva e eficaz é, neste como em todos os processos de Desenvolvimento Local, o acesso à informação, que tem que ser facilmente acessível ao maior número, inteligível por todos, e estar permanentemente actualizada e disponível;
· O procedimento adoptado pela Câmara Municipal é manifestamente insuficiente, em termos de real incentivo a uma participação activa dos cidadãos no processo de revisão do PDM, que se iniciou no princípio de 2009;
· O Relatório de Avaliação da Execução do PDM em vigor revela-se de árdua leitura para não especialistas, e apresenta um conjunto de informação estatística, que não cumpre nenhum dos objectivos atrás referidos em termos de real acesso à informação;
· O referido Relatório não cumpre o seu objectivo declarado (e que a lei lhe estabelece), ou seja, não faz a avaliação da execução do PDM em vigor. Assim, a Câmara Municipal não assumiu a responsabilidade que lhe cabe neste processo de explicitar, partilhando com os cidadãos, se o PDM-A em vigor atingiu ou não todos os seus objectivos;
· Sem prejuízo do atrás referido, a natureza do Relatório, a sua forma e conteúdo, exigiriam e exigem, que sejam promovidas sessões públicas de efectivo esclarecimento e informação sobre o mesmo;
· Os novos Objectivos de Desenvolvimento, nomeados no final do Relatório, devem ser matéria de debate alargado desde o início do processo, o que, a não acontecer, porá irremediavelmente em causa o carácter de projecto comum de desenvolvimento que o novo PDM deve assumir.»
2. Realização de sessões de esclarecimento/debate sobre este Relatório, em todas as freguesias;
3. Revisão do Relatório, de modo a explicitar uma verdadeira avaliação, e tornando o seu conteúdo inteligível pelo maior número de cidadãos;
4. Criação de um Fórum de Debate On-Line que acompanhe todo o processo de elaboração da Revisão do PDM-Almada;
5. Inclusão no Boletim Municipal de Almada de uma página dedicada ao processo de Revisão do PDM-Almada.»
Foi pena não termos ficado a saber as razões desse voto, embora facilmente as pudessemos deduzir através das palavras da Sr.ª Presidente que antes da votação das moções gosta sempre de intervir para dar instruções à sua bancada.
sábado, 2 de maio de 2009
Aqui há marosca... ou, será pura incompetência?
Competência que se supõe, mas que alguns pormenores desmascaram...
Nessa óptica, apresento-vos a transcrição do parecer do Bloco de Esquerda na parte correspondente à apreciação destas matérias e que foi apresentado na Assembleia Municipal de Almada no passado dia 29 de Abril:
«FORMAÇÃO PROFISSIONAL
Foram realizadas 42 acções de formação, envolvendo 438 formandos e 11.356 horas.
Destas, 13 acções foram sobre o SIADAP, envolvendo 119 trabalhadores e 705 horas. As restantes 29 acções envolveram 319 trabalhadores e 10.651 horas, no âmbito do Plano de Formação implementado pela Autarquia, em substituição do Programa Operacional Potencial Humano, cuja candidatura foi rejeitada.
Se atendermos a que em 2006 foram realizadas 66 acções envolvendo 835 trabalhadores e 8.428 horas, e em 2007 foram desenvolvidas 100 acções envolvendo a quase a totalidade dos trabalhadores (1.213) e 12.428 horas, temos que concluir que em 2008 o investimento do Executivo na formação dos seus trabalhadores diminuiu consideravelmente, o que é de lamentar.
VÍNCULO LABORAL
O Relatório explicita que foram feitos 118 processos de recrutamento, para cobrir 403 necessidades: 11 cargos dirigentes, 132 situações de necessidade permanente, 192 lugares de promoção e 73 situações transitórias (época balnear e substituições temporárias), tendo existido 58 processos de aposentação.
Os dados que possuímos indicam que em 2007, a CMA tinha 1.460 trabalhadores – 1.392 no quadro permanente e 68 contratados a prazo (dados do Balanço Social 2007). A estes números, há a acrescentar 66 contratos de prestação de serviços.
Em 31 de Dezembro de 2008, a CMA tinha 1.464 trabalhadores (diz-nos o presente Relatório), dos quais 1.392 no quadro permanente e 72 a prazo. Acrescidos de 120 contratos de prestação de serviços (dados disponíveis na resposta ao 1.º requerimento do BE, em Outubro 2008).
Ou seja, em termos gerais o trabalho precário no Município (contratos a termo e prestadores serviços) aumentou, de 2007 para 2008, 3.34%. Apesar desta percentagem de crescimento não poder ser considerada muito significativa, é preciso não esquecer que, mesmo assim, ela representa 12,12% de trabalhadores precários em 2008, a que correspondem 192 trabalhadores.
Além disso, se nos cingirmos ao pessoal com vínculos precários (contratados a termo, avençados e tarefeiros), verificamos que de 2007 para 2008 a taxa de precariedade sobe exponencialmente, atingindo os 43%, mesmo que em termos financeiros o encargo global dos trabalhadores com uma relação jurídica de emprego instável, até tenha diminuído.
No caso concreto dos prestadores de serviços, não podemos deixar de frisar a problemática da reapreciação dos respectivos contratos. Com efeito, apesar de questionada, por diversas vezes, sobre a fundamentação alegada para continuar a manter tantos avençados e tarefeiros a título individual (pois os valores aqui referidos dizem respeito, em exclusivo, aos encargos cabimentados na conta 01.01.07 das despesas com remunerações certas e permanentes), a CMA nunca nos respondeu de forma clara e objectiva.
Por outro lado, analisadas as verbas relativas a prestações de serviços diversas (contas 02.02.14 - Estudos, pareceres, projectos e consultadoria e 02.02.20 - Outros trabalhos especializados), verifica-se que tiveram, em 2008, um aumento global de mais 25% do que no ano anterior, o que levanta a dúvida sobre se não estaremos perante uma qualquer operação jurídica/contabilística para possibilitar a continuação de determinados avençados e/ou tarefeiros mas, agora, como se fossem pessoas colectivas.
RECLASSIFICAÇÃO DOS TRABALHADORES
O Relatório dá-nos conta de que foram analisados 87 processos de reclassificação em 2008.
Destes, 74 trabalhadores terão sido reclassificados (resposta a outro requerimento do BE, em Março de 2009).
Acontece que os Avisos publicados no Diário da República de 18 Março e 31 Dezembro (II Série – 8.412/2008 e 30.904-A/2008) contrariam estes dados, ao demonstrar que, em 2008, foram efectuadas 104 reclassificações: 53 por desadaptação profissional, 47 por desajuste funcional e 4 por reabilitação profissional).
Em 2 de Abril deste ano requeremos explicações ao Executivo, mas a resposta, quase um mês depois, ainda não chegou (o que é também demonstrativo da consideração e respeito que o Executivo tem por esta Assembleia Municipal).
No mesmo requerimento, questionamos ainda sobre quais os fundamentos apresentados para não se ter procedido à reclassificação de vários assistentes administrativos e alguns técnicos profissionais que vinham exercendo, há vários anos consecutivos, funções de técnicos superiores, possuindo todos os requisitos legalmente exigidos para o efeito. Continuamos sem resposta.»
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Mas onde é que este país vai parar?
O 1.º de Maio e a hipocrisia da CDU em Almada
Nela está versado o que o Bloco de Esquerda pensa sobre o 1.º de Maio e a situação dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Almada, posição que subscrevo na íntegra, como devem calcular.
Então, o que me dizem desta posição da CDU? Votaram contra porquê? perguntarão vocês... Pois é: segundo a Exm.ª Sr.ª Presidente da Câmara, a CDU iria votar contra (vejam bem, quem indica o sentido de voto da bancada da CDU - do PCP, sejamos francos! - é a Maria Emília não vá o "diabo tecê-las" e algum deputado ter a veleidade de opinar em sentido contrário) porque: