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segunda-feira, 27 de agosto de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
domingo, 21 de março de 2010
Dia Mundial da Poesia
como se fosses de mim
a alma que procuro.
O que sinto,
e não sei exprimir,
busco-o, em ti...
O sonho de ser,
apenas
MULHER.
Imagens: do primeiro dia do 1.º Encontro de Poetas do Mundo em Almada. Veja a foto-reportagem completa AQUI.
terça-feira, 16 de março de 2010
À superfície do ser
Sinto os sonhos
em derrocada,
as ideias turvas
presas no labirinto
da vida...
Busco a certeza
do que não sou,
procuro encontrar-me
onde não estou.
Perdi-me!
Mas, afinal,
entre o grito
que não dei
e as palavras
que sufoquei...
sinto-me renovada.
Espero que ainda vá a tempo!
entre o grito
que não dei
e as palavras
que sufoquei...
sinto-me renovada.
Espero que ainda vá a tempo!
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Quero navegar...
Quero navegar... seja em sonhos, no mar ou pelo ar.
Quero navegar, mas com os pés acentes na terra.
Quero navegar por entre memórias, levantar voo e molhar as asas na espuma das ondas.
Quero navegar... entre o teu sorriso, no calor do teu olhar.
Quero navegar para bem longe, sentir-me livre de amarras.
Quero navegar e voltar para te encontrar.
Quero navegar... percorrer o caminho que me leva ao infinito.
Quero navegar por entre as veredas da saudade que enchem meu coração.
Quero navegar sem motivo ou razão.
Quero navegar... pelo teu corpo, a meu lado acostado.
Quero navegar levando-te comigo.
Quero navegar e vou consegui-lo!
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Trafaria
na margem esquerda do rio,
em frente das colinas de Lisboa,
uma terra simples e tão boa
quanto a sua altiva vizinha.
Filha de pescadores valentes,
que humildes casas ergueram,
e uma aldeia nascer fizeram
a Trafaria assim apareceu.
Recordo com saudade
a sua extensa e sedutora praia,
de areia branca, águas límpidas e serenas,
que tanta gente fina atraia,
e para onde eu sempre ia,
brincar e rebolar na areia,
até das horas me esquecer
ficando por ali a sonhar
sem vontade de p’ ra casa voltar.
Foram tempos que já lá vão...
Lembranças que não voltam mais
e muita mágoa arrastam
pois o retrato d’ hoje é de degradação.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Recordando Anyana
Encurralados no silêncio da sua ausência.
Faltam-me as palavras
(Sinto-as presas entre os dedos)
Quero, mas não consigo,
Expressar a dor que sinto.
Escrever nunca me pareceu tão difícil...
Misturam-se as lembranças
Entre as sílabas destes versos
Memórias que encontro dispersas
Embaladas no seu sorriso
Que recordo com saudade.
Lamento não lhe ter dito adeus
Antes da viagem final
(ai tanta coisa deixei por dizer!)
Por isso daqui lhe envio,
Em jeito de perdão,
Um abraço forte e sincero
Neste poema embalado...
Até sempre amiga,
Poetisa de sonhos e emoções
Companheira da Poesia Vadia.
QUINTA-FEIRA DIA 6 DE NOVEMBRO
Pelas 21:00H
HOMENAGEM A IDALINA ALVES REBELO
No café Dragão Vermelho
Tertúlia de Poesia (uma organização da SCALA).
sábado, 1 de novembro de 2008
Entardecer no rio Tejo
Porque já não sei que mais vos dizer, aqui ficam duas imagens do "mar da palha"... a paisagem que tenho a sorte de poder observar todos os dias:
Olho o entardecer no rio
da janela do meu quarto
deixo-me navegar
por sobre as mansas águas
perco-me no longínquo horizonte
esqueço as tormentas que se avizinham
parto para outras paragens...
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Mar adentro...
terça-feira, 28 de outubro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Olhar o vazio
Olho o vazio…
As palavras perdem-se
No silêncio que me envolve.
Do livro aberto,
Que não leio,
Salta a angústia das sílabas ocas.
Frases sem sentido,
Que me irritam…
A ansiedade cresce,
A desilusão avança.
Quero sair daqui!
Estou farta desta inércia
De gente cega por opção.
Quero ir-me embora,
Partir para outro lugar
Mas não tenho coragem.
Enquanto espero
Olho o vazio…
Imagem: estação da Fertagus no Pragal.
quarta-feira, 19 de março de 2008
Desprotegida
quinta-feira, 13 de março de 2008
terça-feira, 11 de março de 2008
Ruínas
Rua Elias Garcia, em Cacilhas.
Sonhos desfeitos
ruínas do meu sentir
mágoas
tristezas
revolta...
apetece-me gritar
fugir
a vida esvai-se
lentamente...
sinto-me perdida
tão só
abandonada
como uma simples folha
no chão caída...
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
PARABÉNS!
Alexandre Castanheira, um dos mais conceituados autores almadenses, professor universitário aposentado, condecorado com a Grande Ordem da Liberdade pelo Presidente da República Jorge Sampaio, em 2006, como forma de reconhecimento público e institucional da importância do seu contributo na luta pela conquista da democracia em Portugal, celebra hoje o seu 80.º aniversário.
Para comemorar o acontecimento, os "Poetas Almadenses", com o apoio do FAROL - Associação de Cidadania de Cacilhas, da SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, da ADL - Assembleia Distrital de Lisboa e da SFIA - Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, editaram o livro Tempo Meu, de Alexandre Castanheira, que irá ser lançado logo à noite, pelas 21h 30m no Salão de Festas da SFIA.
A seguir a este evento, seguir-se-á um serão poético-musical cujo programa pode consultar AQUI.
Junte-se a nós... Será bem-vindo.
E a Alexandre Castanheira, a quem logo à noite irei dar os parabéns pessoalmente, deixo-lhe estas letras:
Num tempo que só seu diz ser
o tempo d'outros partilha…
Passo a passo, sem esmorecer
vidas num instante cruzadas
recordações que se não esquecem
entre linhas desencontradas.
Aos alunos diplomados
ou aos companheiros de luta,
parceiros d'ideais conquistados,
solidário, camarada
ou, simplesmente, amigo…
uma palavra a todos é dedicada.
Do vazio que nada é,
seja por acaso ou não,
naquele que hoje volta a ser
um tempo de insubmissão,
transforma a raiva que é dor
em sublime poesia
gestos simples de amor
Ou em canto de alegria.
De carácter forte e amável
Cativa-nos com seu sorriso
E aos oitenta anos de idade
Continua a ser um exemplo
Na luta pela Liberdade.
o tempo d'outros partilha…
Passo a passo, sem esmorecer
vidas num instante cruzadas
recordações que se não esquecem
entre linhas desencontradas.
Aos alunos diplomados
ou aos companheiros de luta,
parceiros d'ideais conquistados,
solidário, camarada
ou, simplesmente, amigo…
uma palavra a todos é dedicada.
Do vazio que nada é,
seja por acaso ou não,
naquele que hoje volta a ser
um tempo de insubmissão,
transforma a raiva que é dor
em sublime poesia
gestos simples de amor
Ou em canto de alegria.
De carácter forte e amável
Cativa-nos com seu sorriso
E aos oitenta anos de idade
Continua a ser um exemplo
Na luta pela Liberdade.
PARABÉNS!
Fotografia de Alexandre Castanheira: Luís Milheiro.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Indecisão
Não sei…
se suba,
se desça…
Olho e fico confusa.
Tanto quero em frente ir,
como me apetece dali fugir…
Trémula, à entrada fico
Dois passos à frente dou…
Outros tantos para trás a seguir.
Gente apressada por mim passa
E eu sempre ali entorpecida,
pensando indecisa:
O que fazer?
Arriscar ou recuar?
Grande dilema tenho de resolver!
Avanço e enfrento o medo?
Desisto cobardemente?
Não sei…
se suba,
se desça…
Olho e fico confusa.
Tanto quero em frente ir,
como me apetece dali fugir…
Trémula, à entrada fico
Dois passos à frente dou…
Outros tantos para trás a seguir.
Gente apressada por mim passa
E eu sempre ali entorpecida,
pensando indecisa:
O que fazer?
Arriscar ou recuar?
Grande dilema tenho de resolver!
Avanço e enfrento o medo?
Desisto cobardemente?
Não sei…
Não, não pode ser!
Ganhei coragem e avancei…
Para onde?
Não sei!
BOM FIM-DE-SEMANA.
segunda-feira, 28 de maio de 2007
PARABÉNS!!
1.ª foto: Liliana (finalista do curso de Ciências Sociais), São (finalista do curso de História) e Linda (aluna do curso de Ciências Sociais e delegada da Associação de Estudantes da Universidade Aberta).
2.ª foto: o meu sobrinho Sérgio (apesar da altura só tem 15 anos) e a minha irmã (a São).
Terminou ontem, em Setúbal, a semana académica com a realização da cerimónia da bênção e queima das fitas dos finalistas dos diversos cursos universitários que têm neste distrito o seu local de estudo.
Este foi, obviamente, um dia muito especial para as muitas centenas de estudantes presentes e respectivas famílias. Todos merecem os parabéns por terem conseguido concluir esta que será, apenas, mais uma etapa no seu percurso de vida.
Todavia, quero hoje aqui destacar três estudantes da Universidade Aberta. E porquê?
Primeiro, porque estas mulheres, todas elas estudantes trabalhadoras, são dignas de apreço pelo esforço e empenho que colocaram na realização deste objectivo – concluir a respectiva licenciatura.
Eu, que também já fui estudante trabalhadora e sei bem dar o valor ao quanto custa conciliar emprego e estudos, em particular quando se é mãe, tenho de confessar que as admiro pela tenacidade e força de vontade que foi preciso terem tido para chegarem a este momento.
Segundo, porque entre elas se encontra a minha irmã (de quem me senti muito orgulhosa, sobretudo ao observar a satisfação do Sérgio, o meu sobrinho… um filho que mesmo sem jeito para demonstrações mais efusivas era ontem um jovem extremamente vaidoso por estar ao lado da mãe).
Deixo-vos aqui o poema que lhe dediquei:
Faltam-me as palavras
Para este momento descrever
Mas podes crer que vou tentar
Porque apenas quero, afinal,
Os parabéns te deixar
A ti que conseguiste vencer
E com orgulho aqui chegar
Mereces um grande louvor
Um abraço e muito mais.
Mágoas, frustrações e tantos ais
No caminho encontraste
Foi difícil, sim eu sei...
Contra ventos e marés lutar
Mas o sonho nunca perdeste
E entre lágrimas e gritos mudos
Conseguiste a meta ultrapassar.
O futuro começa agora
Não desistas vai em frente
Sê persistente e audaz
Porque eu sei que conseguirás
Mais uma vitória alcançar
Quiçá a Mestre chegar.
Estão as três de parabéns.
A São e a Liliana por terem conseguido concluir a sua licenciatura, e a Linda por ter sido uma digna e empenhada represente da respectiva Associação Académica (que está a dar os primeiros passos, que são sempre os mais difíceis).
Podem crer que são, as três, um exemplo a seguir. E, perdoem-me se destaco a São (mal parecia sendo ela a minha irmã eu não fazer, não acham?), uma mulher que tem demonstrado uma força de vontade enorme e contagiante. Às três deixo os meus votos sinceros de que consigam atingir os vossos objectivos. E não desistam nunca de continuar a sonhar.
PARABÉNS, mais um vez.
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Feira do Livro
Começam hoje três FEIRAS DO LIVRO: a de Lisboa, do Porto e de Santarém, onde me encontro em serviço e, por isso, irá ser a primeira que vou visitar. Depois, passarei pela de Lisboa, a minha preferida, e terminarei na do Porto, para onde terei de me deslocar no início de Junho.Como aqui já vos disse várias vezes, considero o livro o meu melhor amigo. Adoro ler, sendo este o meu passatempo preferido. Acho que sofro, até, em certos momentos, do "sindroma da leitura compulsiva"… mas não me quero curar. Posso passar sem televisão, música já é mais difícil (mas suportável por curtos períodos), agora sem livros é que não, nunca! São eles que me consolam na tristeza e me acompanham na solidão. Que escutam as minhas mágoas mesmo sem eu precisar de falar, que me ouvem sem criticar. São os livros que me dão alento, me fazem sonhar ao sabor do vento. É na leitura que recupero forças, me encontro e me perco…
Enfim, os livros são a minha paixão desde menina. Sempre fiéis e presentes. Comigo viverão até eu partir para outras paragens... Com eles me encontrarei numa outra dimensão...
Olho-te com carinho
Afago a tua alma
Sinto o cheiro do teu corpo…
Acaricio-te ao de leve
Tatuo o meu sentir na tua pele
Vejo-me nas tuas linhas…
Afasto a solidão
Sonho com o infinito
Encontro a felicidade…
Perco a noção do tempo
Partilho as tuas lembranças
Navego num mar de recordações…
Sinto-me livre só de te olhar
Mais segura e confiante
Aqui ou em qualquer lugar…
Estás sempre a meu lado
Ouves-me com atenção
Sem ti não sei viver…
És o meu melhor amigo
Aquele que nunca me abandona
Em quem posso sempre confiar…
LIVRO é o teu nome
Que pronuncio com prazer
E a quem amarei até morrer.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Abismo
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
Ver o mar
Quero ir ver o mar…sentir o seu perfume,
ouvir o seu cantar.
Quero ir ver o mar…
rebolar na areia,
adormecer ao luar.
Quero ir ver o mar...
Não quero mais nada:
apenas, ir ver o mar!
Hoje é só o que me apetece!
Estou cansada,
farta de confusões
de ilusões desfeitas
de promessas por cumpir.
Por isso, quero ir ver o mar...
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