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quinta-feira, 4 de abril de 2019
ELEIÇÕES EUROPEIAS: que importância tem o nosso voto?
As eleições europeias estão aí "à porta". Mas o que
sabemos nós sobre a Europa? Que contrapartidas recebemos por pertencer à União
Europeia? Que importância tem o nosso voto? Venha conversar connosco. Trocar
ideias, esclarecer dúvidas...
As questões da integração na UE também são locais. Será que
conhece o impacto regional dos fundos comunitários? De que forma eles
contribuem para melhorar a qualidade de vida da nossa população em cada
concelho? Aqui em Almada, por exemplo: sabe quantos projetos são financiadoscom dinheiro fundos comunitários?
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Comportamento dos eleitores no Concelho de Almada (parte 2)
A evolução da abstenção e dos votos em branco e nulos (expressa nos dois gráficos que hoje vos apresento) mostra uma tendência muito preocupante: o crescente alheamento da população almadense em relação ao ato eleitoral, sobretudo ao nível das autárquicas.
Uma eleição onde quase 60% da população nem sequer participa - refiro-me às últimas autárquicas (em algumas freguesias a percentagem foi ainda mais elevada - como aconteceu nas uniões das freguesias da "Caparica e Trafaria" e "Laranjeiro e Feijó" onde a abstenção atingiu 62% em cada uma delas) - é sintoma de uma cidadania débil, e se ninguém fizer nada para inverter essa situação é a própria Democracia que pode vir a ser afetada.
Estranhamente não vislumbro quaisquer laivos de preocupação por parte dos partidos políticos em pré-campanha por estas bandas... Assunto afastado dos respetivos discursos públicos, não se assiste a nenhuma reflexão sobre a matéria (e que tanta falta fazia). Parece que temem saber das razões pelas quais a maioria dos eleitores almadenses não confiam nos programas políticos nem nos candidatos que lhes são apresentados como possíveis representantes e, por isso, preferem ficar na ignorância.
Fonte: www.eleicoes.mai.gov.pt/
Autores: Ermelinda Toscano e Manuel Barão.
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Comportamento dos eleitores no Concelho de Almada (parte 1)
As próximas eleições são autárquicas, eu sei. Mas hoje resolvi trazer-vos aqui um resumo das votações nos cinco principais partidos no concelho de Almada a partir de 1999.
Em breve apresentarei os resultados das votações para a Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia (com o somatório dos votos adaptados à atual divisão administrativa - em 2013 Almada passou de onze para cinco freguesias).
A recolha da informação destina-se à elaboração de um breve estudo sobre o comportamento dos eleitores no concelho de Almada o qual pretendo divulgar ainda antes da próxima campanha eleitoral.
Estes gráficos já deixam, contudo, transparecer uma interessante conclusão: embora em termos autárquicos Almada seja um "bastião comunista" (em democracia, este concelho nunca conheceu outro partido além do PCP na presidência da autarquia), certo é que quando toca ao governo do país a situação inverte-se completamente.
Fonte dos dados: http://www.eleicoes.mai.gov.pt/
Autores: Ermelinda Toscano e Manuel Barão.
sábado, 26 de setembro de 2015
PORQUE NÃO IREI VOTAR PSD/CDS NEM PS.
Dia 4 de outubro irei cumprir o
meu dever de cidadania. E, obviamente, como não podia deixar de ser, o meu voto
será (como sempre assim o foi) sem mordaças ou correntes.
Se por um lado há inúmeras razões
universais (porque gerais e abrangentes) e imensos fundamentos de princípios
(políticos mas não só) que me impedem de votar na coligação PSD/CDS, não posso
deixar de confessar que a minha escolha acaba por ser também, e muito, condicionada
por aquela que foi a situação profissional que vivi nos últimos dois anos.
Por isso mesmo mas, sobretudo por
uma questão de dignidade, nunca poderei confiar no PS nem no seu líder António
Costa, o responsável pela falência da Assembleia Distrital de Lisboa e pelos 12 meses de
salários em atraso (além dos dois subsídios de férias) que, ainda hoje, estou a
aguardar me sejam pagos.
O meu voto será válido (recuso-me
votar em branco e nunca anulei um voto) e terá a utilidade que, estou em crer,
aqueles em quem deposito confiança lhe irão dar. Que partido será? Seguramente de
esquerda.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Autárquicas e Legislativas... uma reflexão.
Durante esta semana (até sexta-feira próxima) está em discussão no grupo DEMOCRACIA LOCAL da rede social Facebook a questão acima colocada.
Ainda não recebeu muitos contributos, mas já tem alguns:
Ainda não recebeu muitos contributos, mas já tem alguns:
terça-feira, 29 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Eleições autárquicas no concelho de Almada: 1979 a 2005
Vem este quadro a propósito de um comentário que fizeram num artigo anterior indicando as votações na CDU nas eleições legislativas, e onde se demonstrava o notório decréscimo de votos que tem havido nesta coligação desde, salvo erro, 1985.
Disse, em resposta, que seria importante analisar, isso sim, o que se passava nas eleições autárquicas no nosso concelho, pois eram essas que aqui mais nos interessavam. E, como tal, acabei de fazer o quadro comparativo que ilustra este texto.
Confesso que tive, ainda, pouco tempo para estudar todas as implicações dos números que aqui vos apresento. Mas, brevemente, conto fazê-lo e em particular para a freguesia de Cacilhas onde sou cabeça de lista à Assembleia de Freguesia, que é como quem diz, candidata a Presidente da Junta.
Mas numa análise muito superficial, julgo que há a reter quatro evidências:
- A tendência média de votação na CDU é decrescente em termos gerais (de 1979 a 2005);
- A votação na CDU para a Assembleia Municipal e Freguesias (2001 e 2005) é inferior ao votos para a Câmara Municipal;
- Entre 2001 e 2005 o BE mais do que duplicou a respectiva votação em todos os órgãos autárquicos;
- Se as eleições tivessem as mesmas regras (e felizmente não têm) dos referendos em termos de vinculação dos respectivos resultados, a maioria absoluta da CDU em 2001 e em 2005 não tinha qualquer legitimidade política em virtude de a taxa de abstenção ter sido superior a 50% (53 e 52, respectivamente).
Em breve voltarei ao tema. Entretanto, digam de vossa justiça...
segunda-feira, 8 de junho de 2009
BE: um resultado histórico!
Para o Bloco de Esquerda aconteceu o melhor dos cenários possíveis. Três deputados europeus! Um resultado que nem nos atreviamos, sequer, a pensar fosse possível de ser atingido. Fica-nos, agora, a responsabilidade de cumprir com o compromisso assumido. E eu sei que vamos conseguir.
domingo, 7 de junho de 2009
Votar é um dever de cidadania!

Hoje é o dia das Eleições para o Parlamento Europeu.
Não se abstenha!
Votar é um dever de cidadania.
Eu vou cumprir o meu...
Não se abstenha!
Votar é um dever de cidadania.
Eu vou cumprir o meu...
E aliás, até vou exercer o mandato de Presidente da Mesa numa Assembleia Eleitoral da freguesia onde resido.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Mesas de voto e matemática eleitoral
Existem 9 mesas, cada uma com 5 elementos (1 presidente, 1 vice-presidente, um secretário e dois escrutinadores).
Embora esta não seja a primeira reunião do género em que participo, ditou-me a experiência que, desta vez, não iria aceitar o número de lugares que, até aqui, os restantes partidos (CDU, PS e PSD) se têm dignado disponibilizar para o Bloco de Esquerda e preparei argumentação nesse sentido.
E assim aconteceu... Mas aprendi algo extraordinário: que a justificação para manter tudo como estava era o critério proporcional. E sabem qual era a distribuição que cabia a cada partido? Era, pois, a seguinte:
CDU - 13 lugares; PS - 13 lugares; PSD - 13 lugares e Bloco de Esquerda - 6 lugares. Exactamente...
Pensava eu que, atendendo à dita proporção (que só podia ser a dos resultados em urna, presume-se que em acto eleitoral idêntico e no mandato em curso), tratando-se de eleições europeias seria, seguindo a ordem do mais votado para o que menos votos obteve: PS, PSD, CDU e BE. No entanto, o que estava em cima da mesa como proposta de continuidade era uma repartição uniforme entre três partidos e, depois, com menos de metade dos lugares, o Bloco de Esquerda.
Estranha contabilidade esta... Alguém me saberá explicar que raio de regra matemática suporta este critério? Eu, por mais voltas que dê à cabeça não consigo vislumbrar qualquer coerência ou racionalidade nestas contas!
E apresentei como contraproposta que o BE ficasse com 9 lugares (um representante por mesa, o que eu achava de toda a justiça) e os restantes com 12 cada um. Porque, para o BE o mais importante era apenas isso... o de ter um elemento por mesa.
O PS concordou de imediato, o PSD foi um pouco renitente assim como a CDU, mas depois acabaram por aceitar.
Mas a surpresa acabou por ser a discussão em torno de uma sugestão do PS: a de que a presidência das mesas deveria ser rotativa. Ou seja, a CDU ficava sempre com as mesmas mesas, entre elas a n.º 1, porquê?
Eu manifestei-me a favor, o PSD disse que lhe era indiferente, mas não percebia a razão da mudança, e a CDU não queria de todo perder essa mesa (a n.º 1). A confusão ficou lançada, entre acusações veladas e insinuações mais ou menos directas entre o PS e a CDU.
Francamente, custa-me a perceber o porquê desta posição da CDU que apenas argumenta com o factor tradição (?)... e fiquei deveras desiludida com o que ali se acabou por passar, nomeadamente com as suspeitas que acabaram a pairar no ar, como se tudo estivesse viciado à partida. Mau, muito mau mesmo...
No final porque havia empate (PS e BE a favor da rotatividade e PSD e CDU a favor da manutenção da tradição) o Presidente da Junta de Freguesia sugeriu que a presidência das mesas se fizesse por sorteio. Uma ideia que acabou por colher o aval de todos os partidos. E sortearam-se, também, o n.º de presidências e de vice-presidências que caberia a cada um.
E para quem não acredita em coincidências, a mesa n.º 1 lá acabou por ir parar à CDU.
Contudo, o que acabou por fazer prolongar a reunião muito para lá do que se estava à espera (normalmente, em menos de duas horas está tudo resolvido), mais três horas do que o habitual, foi mesmo o SIGRE (sistema integrado de gestão do recenseamento eleitoral... ou qualquer coisa do género) ... é que com as recentes mudanças na legislação e o recenseamento automático dos eleitores com referência à morada que constar no BI e/ou cartão de cidadão, a confusão foi enorme na altura de conferir os dados das pessoas indicadas pelos partidos.
À excepção do BE e da CDU, o PS e o PSD tinham indicado nomes que não constavam da base de dados do sistema. E o PSD, o mais lesado (com cinco falhas, se não estou em erro), recusava-se em assinar as listagens sem que esse problema fosse resolvido.
Depois de muitas voltas, de várias tentativas frustadas, houve alguém que se lembrou de introduzir os nomes sem colocar acentuação e retirando os artigos e, SURPRESA... o sistema passou a reconhecer aqueles eleitores. BINGO!!
Imaginem agora a confusão que não deve ir por esse país fora e como é que será no dia das eleições. Isto passou-se apenas com os nomes das pessoas que vão estar nas mesas de voto, uma ínfima parte dos cidadãos eleitores...
Mas esta de mudar a lei de bases do recenseamento eleitoral (em finais do ano transacto) quando vinha aí um ano com três actos eleitorais, é de bradar aos céus...
domingo, 15 de julho de 2007
Duas notícias em destaque:
Ontem, no Convento dos Capuchos, decorreu a cerimónia de entregue dos prémios da 12.ª edição do Concurso de Quadras Populares de Almada, uma organização conjunta da Câmara Municipal de Almada e da Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada.
Este ano o concurso, de âmbito nacional, contou com a participação de 430 concorrentes e 1290 quadras.
A animação musical esteve a cargo do Coro Polifónico de Almada de quem vos deixo este pequeno video:
1.º Prémio (atribuído a Maria Celeste Gaspar):
Almada, nobre cidade,
Com S. João na Matriz,
Dando cor à Liberdade
Fez-se exemplo dum país.
2.º Prémio (atribuído a Maria Margarida Leal Nunes):
Dum poema fiz canção,
Da rubra cor fiz balada.
Dum cravo fiz S. João,
Dum beijo nasceu Almada.
3.º Prémio (atribuído a Dália Nunes Marques Guerreiro):
Ir ao S. João de Almada,
Ouvir o som, ver a cor.
Sentir a gente enleada,
Numa corrente de amor.
António Costa, como era já esperado, é o novo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Parabéns!
Três principais conclusões dos resultados eleitorais em Lisboa:
Três principais conclusões dos resultados eleitorais em Lisboa:
1) a evidente crise do actual sistema político, como o evidencia a elevadíssima abstenção (63%) e o peso das candidaturas lideradas por movimentos de cidadãos (Carmona Rodrigues – 17% e Helena Roseta – 10%) que, juntas, conseguem 27% dos votos, quase tantos como o PS - 30%;
2) o erro que é os partidos da oposição continuarem a apostar na estratégia de confundir eleições autárquicas com legislativas: o facto de o PS ter sido o partido mais votado nas 53 freguesias do concelho demonstra que, afinal, os eleitores souberam “separar as águas”;
3) a clara derrota da direita, PSD e CDS/PP (em particular este último, que chegou a ser um dos partidos mais votados em Lisboa e a eleger um Presidente e, agora, desaparece da vereação).
UM BOM INÍCIO DE SEMANA.
quinta-feira, 17 de maio de 2007
E eles são aos molhos
(imagens retiradas do Diário de Notícias de hoje)
A esquerda está fragmentada. Apesar de se falar na necessidade da convergência, da união de esforços, etc. e tal, o certo é que cada um dos candidatos continua a pregar no seu quintal.
Fala-se que a esquerda ficaria fragmentada, perderia identidade (?) caso formasse uma única lista. Que haveria o perigo de se assistir a um êxodo eleitoral (?) de corrente inversa (?) – será que passariam todos para o PND? - porque há quem considere que os lisboetas não aceitariam votar numa lista onde comunistas e bloquistas estivessem lado a lado (?).
Misturam-se eleições autárquicas com política nacional (embora a importância de Lisboa transcenda, de facto, os limites geográficos do seu concelho) e, apesar de todos falarem em nome da população, recusam-se alianças à esquerda por temer que isso enfraqueça a luta contra o Governo.
Ou seja, acabam por estar a favorecer a vitória da direita que, mesmo com um candidato de circunstância e tendo partido de uma posição bastante fragilizada, vê as hipóteses de chegar ao poder crescerem significativamente. Refiro-me ao Fernando Negrão (do PSD), que pretende aparecer como paladino da luta contra a corrupção na autarquia da capital, o que não deixa de ser caricato sabendo que foi das hostes do partido que o apoia que saíram os principais responsáveis pelo caos a que a câmara chegou.
Aguardemos pelo desenrolar dos acontecimentos. Decerto que irão surgir algumas surpresas.
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