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domingo, 21 de janeiro de 2018

Criam uma biblioteca pública com livros "resgatados" do lixo!




«Os homens do lixo da capital turca Ancara criaram uma biblioteca pública composta por livros que tinham como destino o lixo, isto segundo uma notícia avançada pela CNN. A biblioteca está situada num edifício que anteriormente era uma fábrica de tijolos no distrito de Çankaya e onde vivem cerca de 700 mil pessoas
Durante vários meses, os homens do lixo guardaram livros que iam para o lixo e à medida que se foi sabendo desta iniciativa os habitantes que moravam ali perto também começaram a doar directamente livros.
Actualmente a biblioteca tem mais de 6000 livros de literatura, não-ficção, banda desenhada e até tem uma secção inteira de pesquisas científicas. A colecção cresceu tão depressa que a biblioteca empresta agora obras para escolas, programas educacionais e até prisões.

Segundo a CNN, inicialmente, os livros eram apenas para os funcionários e para as suas famílias, com uma lógica de empréstimo. Mas à medida que a colecção aumentou e o interesse começou a espalhar-se pela comunidade, a biblioteca foi aberta ao público em geral (em Setembro de 2017).»
Veja a notícia completa AQUI.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Galerias Romanas da Rua da Prata, em Lisboa


Dia 12 de setembro abrem as inscrições e reservas para visitar as Galerias Romanas da Rua da Prata inseridas no programa do Museu de Lisboa para as Jornadas Europeias dePatrimónio.
O link para as mesmas será divulgado no Facebook e sitio do Museu de Lisboa, EGEAC e Câmara Municipal.

A entrada nas galerias é 2,00 euros (crianças até aos 12 anos inclusive, não pagam)

sábado, 6 de agosto de 2016

Novo espaço cultural na Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas.


Fica no n.º 49 da Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas. À primeira vista é uma livraria... com bar e esplanada. Entra-se e o espaço abre-se para a cultura... exposições, sessões de poesia, música ao vivo e muito mais.
Vale uma visita. Uma? Não! Muitas... sobretudo às 2.ªs e às 5.ªs, dias em que a poesia e a música andam por ali à solta livremente.

Mais informação na página do facebook e no instagram da Meia Volta de Úrano.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Património cultural. Mais um conjunto de medidas para enfiar na gaveta?

Imagem retirada na Internet (autor desconhecido)


Foram hoje publicados dois diplomas de importância relevante para a defesa e salvaguarda do património cultural.


Tendo presente a forma como o Governo está a cuidar do importante acervo (arquivístico, biblioteconómico, editorial e museológico) dos Serviços de Cultura da Assembleia Distrital de Lisboa não posso deixar de considerar que estas serão mais um conjunto de medidas para enfiar na gaveta.


domingo, 26 de julho de 2015

É o Estado Português "pessoa de bem"?


UM TRISTE E INDIGNO FIM PARA OS SERVIÇOS DE CULTURA
DA ASSEMBLEIA DISTRITAL

«Um importante património cultural (arquivístico, biblioteconómico, editorial e museológico) ao abandono e que apesar do seu valor ninguém parece querer e uma trabalhadora tratada de forma indecente e chocante a qual nesta data tem já ONZE MESES DE SALÁRIOS EM ATRASO, além de dois subsídios de férias também por receber, e a quem a ADSE retirou todos os direitos de beneficiária. Ainda assim o Governo continua a adiar, sem qualquer explicação, a apresentação da solução que lhe cabe...»

«Conhecida a decisão da Assembleia Municipal de Lisboa de rejeição da Universalidade da Assembleia Distrital, que lhes foi comunicada logo no dia 3 de junho, o Governo só trinta e cinco dias depois publicou o despacho que concretiza a sua transferência a favor do Estado Português, nos termos do n.º 5 do artigo 5.º da Lei nº 36/2014, de 26 de junho.
Apesar de conhecer a composição da Universalidade da Assembleia Distrital e de saber que havia uma trabalhadora com quase um ano de salários e dois subsídios de férias em atraso, o Governo foi incapaz de, durante esses mais de trinta dias, diligenciar no sentido de arranjar uma solução célere para o problema da trabalhadora e encontrar a Entidade Recetora que, na Administração Central, iria receber o valioso património cultural que aqui está em causa (arquivístico, biblioteconómico, editorial e museológico).
Acabou publicando um despacho generalista e indefinido que deixou a trabalhadora numa situação ainda mais grave do que a anterior: sendo funcionária do Estado Português desconhece, contudo, a quem deve obediência hierárquica e disciplinar, não tem “patrão” que lhe pague o ordenado mensal e não sabe a quem caberá a responsabilidade de lhe pagar os vencimentos em atraso (ou sequer quando os receberá).
No entanto é esta mesma trabalhadora que, sozinha, sem salário há quase um ano, sem quaisquer meios logísticos, técnicos ou financeiros ao seu dispor, e a partir de 9 de julho de 2014 sem nenhum superior hierárquico a quem reportar responsabilidades, tem a incumbência de zelar pelo importante espólio de uma Biblioteca com cerca de trinta mil livros, um Arquivo histórico-administrativo com milhares de documentos, um depósito com obras editadas pela Assembleia Distrital que importam em mais de trezentos mil euros e um Museu Etnográfico com cerca de três mil peças.
Desde 9 de julho já passaram mais quinze dias. Quinze dias de um silêncio angustiante e em que a trabalhadora assiste, dia a dia, ao adiamento sucessivo e inexplicável de uma solução que só não é possível de encontrar devido à falta de vontade política para o efeito. Porque, sinceramente, custa-nos muito a crer que seja assim tão difícil resolver o problema, em particular o dos salários em atraso levando-nos a duvidar se este Estado é mesmo “pessoa de bem”.
Aproveitamos a oportunidade para, nesta que será a última notícia aqui colocada, divulgar o “Relatório e Contas de 2015”.»


sexta-feira, 20 de março de 2015

Este património não é lixo!


Trata-se da mais vasta coleção de periódicos portugueses, existente a nível nacional. Mais de cem títulos e, no total, muitos milhares de obras, disponíveis para consulta na Biblioteca dos Serviços de Cultura da Assembleia Distrital de Lisboa e cujo estado de conservação é o que as fotografias (captadas hoje mesmo) documentam.

Ainda assim, é um património cultural que a Câmara Municipal de Lisboa, com base no parecer do seu Secretário-geral (Dr. Alberto Guimarães), considerou "sem interesse para o município" atentas as suas "caraterísticas" e o "estado de conservação do acervo".

Façamos um esclarecimento:

A autarquia da capital tem todo o direito de recusar aceitar a transferência dos equipamentos culturais da Assembleia Distrital alegando meras razões políticas para o efeito. Todavia, como entidade da Administração Pública deve obediência à lei e, sobretudo, aos princípios constitucionais da transparência e da boa-fé, pelo que deveria fazê-lo de forma democrática e dando notícia das razões objetivas para tal.

Acontece, porém, que esta decisão assumida em nome do Município resulta apenas de uma opinião pessoal (do SG da CML) que obteve o aval da vereadora Graça Fonseca (em quem, supostamente, o presidente da Câmara terá delegado competências para tratar do assunto da Assembleia Distrital) mas nunca foi discutida pelo órgão executivo.

Além disso é baseada em falsidades, como essa das caraterísticas (supondo que a referência é aos conteúdos desinteressantes para a história da cidade e do seu concelho) e de dar a entender que o "estado de conservação do acervo" é de tal ordem (mau, supõe-se) que inviabiliza qualquer interesse do município.

Não estão interessados nos Serviços de Cultura da Assembleia Distrital de Lisboa, em particular na sua Biblioteca? Essa é uma opção que, mesmo que a não compreendamos, devemos respeitar (em democracia é assim que as coisas deveriam funcionar). Mas, por favor, não mintam sobre os motivos que se escondem por detrás de tal vontade. E se os fundamentos são apenas políticos, assumam-nos e esclareçam-nos quais são. É o mínimo que exigimos.


Mais notícias AQUI.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Em defesa dos Serviços de Cultura da Assembleia Distrital de Lisboa


Ciente da importância que as redes sociais podem desempenhar na sensibilização para várias questões entre elas as da cultura, a Assembleia Distrital tem vindo a proceder, através do Facebook, à divulgação de notícias sobre a sua Biblioteca e o acervo de várias centenas de milhar de obras que tem disponíveis para consulta (contando com o espólio do Arquivo Distrital). Pretende-se chamar a atenção para o cenário de abandono (tentando evitar que venha a ocorrer) a que este património parece estar votado no futuro próximo, depois da Câmara de Lisboa se ter recusado a recebê-lo no âmbito do processo de transferência da Universalidade Jurídica (nos termos da Lei n.º 36/2014, de 26 de junho) alegando, sem fundamentar tecnicamente, que estes equipamentos não interessavam ao município de Lisboa, atendendo às suas “caraterísticas” e ao “estado de conservação” do seu acervo.


Embora esteja encerrada ao público desde 1 de outubro de 2014, mercê da situação de falência da Assembleia Distrital provocada pela recusa da Câmara de Lisboa, a partir de janeiro de 2012, em assumir o pagamento da contribuição que lhe cabia nos termos do artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 5/91, de 8 de janeiro (uma obrigação mantida pelo artigo 9.º da Lie n.º 36/2014, a vigorar durante o período de transição e até a efetiva integração dos Serviços, património e pessoal, numa nova Entidade Recetora), a Biblioteca dos Serviços de Cultura possibilita, ainda, que, mediante marcação prévia, todos(as) os(as) interessados(as) possam aceder ao seu vasto acervo documental (arquivístico e bibliográfico).
Para o efeito basta contactar os Serviços através do telefone: 213147629, ou por correio electrónico:
assembleia.distrital.lisboa@gmail.com.
Pode consultar, em ficheiro de formato PDF, as várias notícias que têm vindo a ser publicadas aqui:

sexta-feira, 13 de março de 2015

Os estranhos critérios da Câmara de Lisboa para avaliação do património cultural.


Alguém me saberá explicar quais poderão ter sido os critérios para o SG da CML classificar este espólio como não tendo interesse para o Município de Lisboa devido às suas "caraterísticas" e ao seu "estado de conservação"? Colocando de parte critérios sérios de avaliação patrimonial, que obviamente não foram os utilizados, o que terá justificado aquela apreciação? Eu tenho uma ideia... mas por pudor não a apresento aqui. Deixo ao vosso critério... 

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O espólio literário da Biblioteca dos Serviços de Cultura da Assembleia Distrital de Lisboa em relação à capital é bastante importante e rico, sobretudo pela qualidade e antiguidade das obras disponíveis. Isto tem-se verificado ao longo dos anos, já que, frequentemente, vários investigadores nos procuram seguindo indicações de outras bibliotecas da cidade e até de ilustres professores universitários que continuam a nos indicar como referência, mesmo agora que este espaço se encontra encerrado ao público desde outubro de 2014 (embora, por marcação prévia, seja possível aceder aos nossos fundos arquivísticos e bibliográficos).

Apesar de a Câmara Municipal de Lisboa, segundo parecer do seu Secretário-geral Dr. Alberto Guimarães, no âmbito do processo de transferência da Universalidade Jurídica da ADL (nos termos da Lei n.º 36/2014, de 26 de junho) ter recusado aceitar este equipamento por considerar que não interessava ao município de Lisboa devido às suas “caraterísticas” (?) e ao “estado de conservação”(?) do acervo, são várias as obras que, além da nossa edição Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa (uma das mais procuradas em particular por alunos universitários de arquitetura e história de arte), que têm despertado o interesse junto dos estudiosos da olisipografia.

Alguns exemplos:

Coisas e Loisas de Lisboa Antiga, de Francisco Câncio, 1951
O autor, conhecido erudito ribatejano que cursou a Faculdade de Letras e que se dedicou a trabalhos históricos e etnográficos como o livro Ribatejo, obteve também apreciável êxito em publicações sobre a cidade de Lisboa, como esta, em que trata de curiosidades e apontamentos históricos da cidade, do século XV ao século XIX, retratando situações e acontecimentos dignos de destaque, monumentos e edifícios, hábitos e costumes da população, descrevendo igualmente certos tipos lisboetas, como por exemplo: o ferro-velho, o moço de recados, a vendedeira de fruta ou a varina.

Lisboa de Lés a Lés, de Luiz Pastor de Macedo, 1940
Esta obra nasce, conforme o seu prefácio, na sequência de uma outra, intitulada Ruas de Lisboa, (obra póstuma de Gomes de Brito) em que Pastor de Macedo considerava existirem algumas lacunas na história das artérias mencionadas pelo erudito olisipógrafo.

Lisboa de outros Séculos, de Francisco Câncio, 1940
O autor, já acima citado, inicia aqui o seu trabalho reportando-se à época da morte de D. João II e da fundação do Paço da Ribeira. Dada a sua vertente etnográfica, mais uma vez, os hábitos e costumes da época, o vestuário e o vocabulário, são estudados.

Peregrinações em Lisboa, de Norberto de Araújo, 1939
Nesta obra, Norberto de Araújo faz uma descrição extensa das ruas, palácios e monumentos, templos e instituições e dos mais diversos episódios da vida e hábitos citadinos. Também são referenciadas pessoas que se destacaram no seu contributo pela cidade. Nesta publicação de 15 volumes é demonstrado o profundo conhecimento que o autor tinha das fontes e dos estudos esclarecedores do passado de Lisboa, sendo por isso hoje, especialmente conhecido, como um olisipógrafo erudito, tendo-lhe concedido o município de Lisboa a medalha de ouro da cidade.

A Ribeira de Lisboa, de Júlio de Castilho, 1948

Esta é a 2ª. edição da obra, que consiste numa preciosa descrição histórica da margem norte do Tejo, desde a Madre de Deus até Santos-o-Velho, da autoria de Júlio Castilho, ilustre escritor do século XIX, sócio da Academia Real das Ciências, professor de História e Literatura Portuguesa do príncipe D. Luiz Filipe.



terça-feira, 10 de março de 2015

Quando a política mata a cultura!


Os critérios subjacentes à recusa da Câmara de Lisboa em aceitar os equipamentos culturais da Assembleia Distrital, em particular a sua Biblioteca, carecem de fundamentação técnica e são meramente políticos. E mesmo neste campo (da política), dada a ausência de qualquer deliberação do órgão colegial executivo, trata-se de apenas mais uma posição pessoal que espelha bem a forma antidemocrática como António Costa se tem relacionado com a Assembleia Distrital (à semelhança da recusa em pagar as contribuições a que, por lei, a autarquia estava obrigada e que levou a entidade à falência, ao encerramento dos Serviços em 01-10-2014 e à existência de trabalhadores com mais de sete meses de salários em atraso).

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Através do ofício n.º 3 da vereadora Graça Fonseca, de 15 de janeiro de 2015, fomos informados de que «após visita à Biblioteca e Arquivo da ADL pelos Secretário-geral e Diretor Municipal da Cultura foi apurado que a transferência daqueles equipamentos não se revestia de interesse para o Município de Lisboa, atentas as caraterísticas e o estado de conservação dos respetivos acervos.»
Em resposta, a ADL esclareceu: «Sobre a falta de interesse do Município de Lisboa na transferência dos equipamentos culturais da Assembleia Distrital apurada após uma breve visita de alguns minutos em que o Secretário- -geral e o Diretor Municipal da Cultura apenas visitaram parte das instalações e sem que fosse analisada qualquer peça do espólio arquivístico e/ou bibliográfico, importa referir que se é verdade que o acervo do Arquivo nos foi entregue pelo Governo Civil de Lisboa em 30-11-2011 em péssimas condições de conservação após terem-no gerido durante mais de vinte anos, o mesmo já não se pode dizer, muito pelo contrário, do estado das obras disponíveis para consulta na nossa Biblioteca a qual tem uma das mais vastas coleções de seriados a nível nacional (com mais de quatrocentos títulos portugueses e estrangeiros) e um extenso acervo na área da olisipografia.»
E, de imediato, foi solicitado à Câmara Municipal o parecer técnico que fundamentara aquela avaliação, bem assim como a deliberação do executivo que determinara a conclusão final. Todavia, o silêncio foi a única resposta obtida o que obrigou à denúncia da situação junto da CADA – Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos.
No esclarecimento prestado à CADA pela CML ficamos a saber que não existe relatório técnico porque a sua “elaboração não foi considerada oportuna nem necessária”.
Para avaliar as caraterísticas e o estado de conservação de centenas de milhar de obras bastou uma simples “passagem de olhos” pelas estantes (não esquecer, contudo, que a maioria dos livros até estão em armários fechados que não foram abertos), sem sequer tocar num único exemplar, durante uma visita de pouco mais de trinta minutos (realizada em 07-11-2014) e durante a qual o SG da CML tratou de outros assuntos que não a avaliação dos bens em causa.
Ainda assim, a sua apreciação foi considerada suficiente para que não subsistissem “quaisquer dúvidas quanto ao não interesse do Município de Lisboa em receber aqueles equipamentos, atentas as caraterísticas e o estado de conservação dos respetivos acervos.”
Afirmação peremptória que, contudo, não impediu o Diretor do Departamento do Património Cultural da CM de Lisboa de, em 15-12-2014, efetuar este “estranho” pedido considerando a falta de interesse e o estado de conservação acima referidos:
«Venho por este meio, no âmbito da dissolução da Assembleia Distrital de Lisboa, solicitar a integração no Centro de Arqueologia de Lisboa do acervo da antiga Biblioteca da Assembleia Distrital de Lisboa, respeitante a toda a bibliografia que diga respeito a estudos arqueológicos, como por exemplo as seguintes obras:
Todos os volumes das quatro séries da revista O Arqueólogo Português.
Revista Conimbriga.
Revista Setúbal Arqueológica.
Revista O Arquivo de Beja.
Revista Guimarães.
Almansor, boletim da Câmara Municipal de Montemor o Novo.
Revista Portugália.
Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa Boletim Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa, Revista Huelva Arqueologica, Revista Madrider Mitteilungen. Outras revistas portuguesas e estrangeiras de arqueologia.
Catálogos de exposições arqueológicas.
Livros de numismática: Ceitis; Moedas do reinado de D. Fernando I.
Azulejaria em Portugal nos séculos XV e XVI, de Santos Simões; Azulejaria em Portugal nos séculos XVII, de Santos Simões; Azulejaria em Portugal no Séc. XVIII, de Santos Simões; Faiança Portuguesa Vol. 1, Séculos XVIII XIX, Arthur Sandão.
Entre outras obras que possam ser úteis para os nossos centros de investigação.»
Para uma Biblioteca que mereceu da parte do Dr. Alberto Guimarães (SG da CML) a apreciação negativa que aqui se apresenta, ter tantas obras que, afinal, até interessam ao Departamento do Património Cultural (e trata-se, somente, da área de arqueologia) da Câmara de Lisboa quando ele afirma, sem margem para dúvidas, que o seu acervo não interessa ao município, só nos pode levar a uma conclusão:
Que os critérios subjacentes à recusa da Câmara de Lisboa em aceitar os equipamentos culturais da Assembleia Distrital, em particular a sua Biblioteca, carecem de fundamentação técnica e são meramente políticos. E mesmo neste campo (da política), dada a ausência de qualquer deliberação do órgão colegial executivo, trata-se de apenas mais uma posição pessoal que espelha bem a forma antidemocrática como António Costa se tem relacionado com a Assembleia Distrital (à semelhança da recusa em pagar as contribuições a que, por lei, a autarquia estava obrigada e que levou a entidade à falência, ao encerramento dos Serviços em 01-10-2014 e à existência de trabalhadores com mais de sete meses de salários em atraso).



Toda a informação disponível AQUI.

sábado, 8 de setembro de 2012

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Venham... estão todos convidados!

Almada é, definitivamente, uma "cidade de cultura"... e o teatro uma sua âncora. PARABÉNS à organização, a todos os artistas e aos trabalhadores que, nos "bastidores", irão possibilitar que esta iniciativa venha a ser um êxito. Apareçam!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Almoço da Universidade Aberta

Ontem, domingo, Cacilhas recebeu um grupo de estudantes e ex-alunos da Universidade Aberta que realizaram um almoço/convívio no Restaurante O Lucas e, depois, partiram para um passeio à beira-rio até Almada (veja a foto reportagem completa AQUI, local de onde retirei a fotografia que ilustra este artigo).

Ao que pude apurar a comida foi excelente (numa óptima relação qualidade/ quantidade/ preço) tendo a D. Luz (a cozinheira e esposa do proprietário, o Sr. Lucas) merecido muitos e sentidos elogios por parte dos convivas, que também ficaram muito satisfeitos com a forma afável e profissional como esta família os recebeu (aliás, não foi por caso que este ano o seu estabelecimento, onde quem serve às mesas é o filho Carlos e os netos, foi distinguido com o 2.º prémio do Concurso de Gastronomia de Cacilhas).

Os "
Poetas Almadenses" (que integram a Associação de Cidadania de Cacilhas - O FAROL e a Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada - A SCALA) também participaram no evento distribuindo a todos os presentes:
A "Árvore dos Mil Anos" (caderno "Uma Dúzia de Páginas de Poesia" n.º 60, de Alberto Afonso, Anyana e Luís Milheiro);
"Marcadores de leitura" e "rolinhos de poesia" com poemas da antologia "Index Poesis" e da colectânea "Alma(da) da Nossa Terra" (dos quais foram oferecidos um exemplar de cada um), ambas coordenadas por Ermelinda Toscano;
Vários livros "Vidas na Corda Bamba" (poesia de vários autores almadenses);
A obra "Cacilhas: a pesca, a gastronomia e as tradições locais" (de Fernando Barão e Luís Milheiro);
Além de uma pequena brochura intitulada "Cacilhas: o passado, o presente e o futuro", com apontamentos sobre a história de dois ex-libris desta terra (o farol e o chafariz, já desaparecidos) e algumas fotografias antigas e recentes.
A Associação O FAROL ofereceu, ainda, vários exemplares do catálogo da exposição "O Tesouro da Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso", de Cacilhas.

Este foi um almoço diferente, onde a cultura esteve lado a lado com a gastronomia e o turismo, três valências desta freguesia que a tornam naquela que, na minha opinião, é de entre todas as do concelho de Almada, a que apresenta as melhores condições para desempenhar um papel dinamizador a este nível., não só pela localização geográfica (excelente miradouro natural sobre Lisboa e o estuário do Tejo) mas, também, pela proximidade à capital.

Estão de parabéns a organização: a minha irmã – a São (de quem muito me orgulho); o Sérgio – meu amigo da blogosfera e quem mais pugnou para que Almada marcasse a diferença; e o Paulo (se não estou em erro, o outro elemento do grupo, que não conheço, mas que sei desempenhou, também, um papel importante), e claro, todos aqueles que participaram neste evento.

Os "Poetas Almadenses" (que represento) esperam que todos tenham gostado e que, por isso, voltem muitas mais vezes a Cacilhas. Serão sempre bem-vindos e melhor recebidos ainda.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

No fim-de-semana passado aconteceu...

em Vila Nova de Gaia, na Biblioteca Municipal:
A apresentação do livro Quadrar, do meu amigo Fernando Morais, um poeta que consegue, como por magia, desfazer as sombras que nos habitam com a luz que as suas palavras acendem dentro de nós (parafraseando um dos seus versos).




Ele que, na sua humildade de grande senhor das letras (aquela postura que só os homens de talento não temem), se diz o nosso poeta, "porque as palavras ficam, como ramos de árvores cheios de pardais" tem, de facto, o dom de nos fazer sentir o cheiro dos sentimentos que cada sílaba por si escrita transpira, talvez por, como diz, dentro de si a poesia se misturar com a erva doce e outras plantas aromáticas que beijam o paladar dos sentidos…

Além das fotografias, fica o vídeo de um solo de violino com que foi encerrada a sessão, fechando-a com chave de ouro:





O encerramento da exposição "Cores em Sinfonia", de Maria Eugénia Sardoeira Pinto, a qual tive o privilégio de visitar. E, como tal, não posso deixar passar o evento sem deixar-vos aqui nota do quanto os quadros de Maria Eugénia me sensibilizaram: as suas obras fazem jus ao título escolhido para a mostra. São uma verdadeira sinfonia de cores que nos acalentam a alma. Parabéns à autora.

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Cultura versus Planeamento

Hoje deixo-vos, aqui, um excerto de um texto que escrevi já lá vão 13 anos mas que continua bastante actual:

Na prossecução do interesse das populações devem, então, os técnicos e os autarcas, estar sensibilizados para o facto de o património cultural, à semelhança do paisagístico e urbano, carecer de protecção efectiva. Para atingir esse objectivo é urgente superar, na teoria e na prática, o ostracismo a que se tem votado a cultura, formular uma "política cultural (...) que contemple como intervenções fulcrais aquelas que maior influxo possam ter na formação duma nova consciência e responsabilização locais" e, apostar no "diálogo constante com os outros departamentos ou planos, por forma a que os programas ou decisões cumpram os requisitos e metas apontados" (7).

A evidente ligação entre factores biológicos e factores sócio-culturais vem, ainda, reforçar a utilidade do estudo "das componentes ecológica e ecológica da evolução humana"(8), e demonstrar que, para compreender a "integralidade da mudança" e consequentes reflexos no tecido social, é necessário equacionar os problemas quotidianos na dupla perspectiva material (economia e tecnologia) e imaterial (ideologia e organização política).

Assim, para que seja possível:
- proceder à aproximação entre métodos de investigação e programas de intervenção;
- evitar a retracção dos políticos ("porque os trabalhos de investigação se afastam dos sectores que mais directamente lhes interessam") e o desânimo dos investigadores ("porque as decisões daqueles ignoram as suas conclusões"),
é conveniente procurar uma identificação de interesses que satisfaça as necessidades (em termos sociais) de uma gestão racional, em apoio de um planeamento que se deseja operativo, táctico e estratégico, pelo que preconiza-se "um esforço de articulação entre investigação e ensino" para uma "convergência interprofissional" que permita estabelecer um adequado "mecanismo de adaptação ao processo de mudança social"(9).»

Ermelinda Toscano, in Planeamento versus Cultura (intervenção nas I Jornadas de História e Cultura da Lourinhã, 1993)
(7) FERREIRA, José Maria Cabral, "Do Planeamento da Cultura à Cultura no Planeamento", Sociedade e Território, n.° 4, Porto, 1986.
(8) AREIA, M. L. Rodrigues de, "Antropologia Geral. Tópicos para um Programa", Antropologia Portuguesa, n.° 2, Coimbra, 1984.
(9) SANTOS, Maria de Lourdes Lima dos, "Políticas Culturais e Juventude", Análise Social, vol. XXVI, Lisboa, 1991.

sábado, 11 de novembro de 2006

Educação e Cultura

Hoje estou sem inspiração para escrever algo original e tenho preguiça de ir procurar nos meus vastos catálogos fotográficos algumas imagens para postar.

Assim sendo, fui rebuscar umas linhas que tinha garatujado a quando de um debate em que participei sobre «Educação e Cultura» e deixo-vos aqui algumas notas / palavras chave, de temas que foram, então, abordados:

AVALIAÇÃO: Das reformas, nomeadamente de gestão (do sistema de ensino, das escolas, da colocação dos professores) e do trabalho dos docentes.

INTEGRAÇÃO e MUDANÇA: Integrar Escolas/ Famílias/ Autarquias/ Associações Locais para sustentar a mudança.

DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA: O mito da escola inclusiva e o papel das equipas pedagógicas.

POLÍTICAS PÚBLICAS LOCAIS: Educação e Cultura. Agentes formais e informais. O eleitoralismo das inaugurações de fachada sobre Cultura.

CONSTRUÇÃO DE REDES: De comunicação de dados e entre parceiros, públicos e privados.

MEMÓRIA: O passado e a construção da nossa identidade colectiva. A importância dos arquivos históricos.

ARTES: A valorização da aprendizagem através da expressão artística e não apenas do saber cognitivo.

PRODUÇÃO CULTURAL: O preço dos bens culturais, os espaços informais e o melhor aproveitamento dos equipamentos, as elites culturais. Relação economia e cultura.

INDIFERENÇA e MOTIVAÇÃO: A apatia do público. A atribuição de apoios financeiros. A subsídio-dependência e as formas alternativas de sustentação económica da cultura.
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