quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Rio Tejo

Em Junho último o Rio Tejo, nas "portas do sol" em Santarém, estava assim:
No fim-de-semana passado, o leito transbordou e as águas inundaram os campos agrícolas da Ribeira de Santarém, cortando estradas e caminhos. Felizmente não chegou, nesta zona, a atingir a povoação. Mais fotografias destes últimos dias nos meus álbuns fotográficos arquivados na coluna do lado.

domingo, 5 de novembro de 2006

Pesadelo

Cansada, sentei-me ali mesmo. Olhando os barcos no areal, deixei-me ficar navegando entre mágoas... à espera de te ver surgir por entre as águas do rio sereno. Sentia a brisa fresca no rosto, os pálidos raios de sol aquecendo o meu corpo. E as horas foram passando, lenta e penosamente... Nas pedras da calçada o meu riso foi-se esmorecendo nas sombras frias do entardecer. Do céu caiam lágrimas minúsculas que no solo se transformavam num fino e brilhante manto de sonhos perdidos... Na eternidade da espera, afinal meros instantes, acordei daquele pesadelo e verifiquei que, afinal, ali mesmo junto a mim, me olhavas calado.

(hoje à tarde parto, mais uma vez, para Santarém... de onde regresso só na 4.ª feira à noite. Por isso não sei se terei oportunidade de aparecer por aqui. Como tal, despeço-me até 5.ª feira, na certeza porém de que tudo farei para passar por cá, nem que seja apenas para responder aos comentários. Fica aqui, pois, um abraço para cada um dos visitantes)

sábado, 4 de novembro de 2006

Sonho e Mar

Hoje choveu desde manhã ao anoitecer. O dia esteve cinzento... o ambiente era húmido e deprimente. E eu que me apeteceu tanto ter ido até à praia, passear na areia, sentir a espuma das ondas fazer-me cócegas nos pés... sentar-me nas rochas a ler um livro, ou deixar-me ficar, simplesmente, a olhar o mar... inebriar-me com o perfume da maresia e SONHAR!
Talvez a própria expressão desta vontade mais não seja do que um sonho, enquanto deitada na cama oiço a chuva a bater nas vidraças da varanda. Desligo a luz do candeeiro e, no silêncio do quarto, adormeço a teu lado. Boa noite. Até amanhã!

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Caricaturas

Às vezes sinto-me tão desiludida com algumas pessoas que fico mesmo angustiada... Mas, depois, analisando as situações friamente, chego a ter pena desses imbecis que mais não são do que caricaturas daquilo que julgam ser! E fico mais tranquila, embora lamente que a cegueira voluntária os impeça, afinal, de serem felizes.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Vem aí a FLAMA!?

A propósito da revisão da lei das finanças regionais, o líder do governo e do PSD Madeira, entre vários impropérios desvairados, ameaça "ressuscitar a FLAMA" (Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira), um grupo terrorista de extrema direita, cuja acção terá terminado (?) em 1978, quando Alberto João Jardim assumiu o poder (?!?).

Já então, AJJ enaltecia o papel destes bombistas (que cometeram dezenas de ataques contra automóveis e outros bens de personalidades ligadas a partidos de esquerda) na conquista da autonomia, embora tenham ficado longe do seu objectivo (a independência total e a criação de uma moeda própria) … é caso para dizer que, lamentavelmente!, pois assim o défice do nosso orçamento seria muito menor, ou quase inexistente, sem esse sorvedouro de dinheiro público que é a ilha da Madeira.

Hoje, decorridos quase 30 anos do "consulado jardinista", uma espécie de ditadura que usa a mascara da democracia para sobreviver, AJJ acaba por confessar aquilo que todos já sabiam: da sua influência na FLAMA…

Fossem estas declarações proferidas por outra pessoa e já teria a PJ à porta da sua residência com um mandado de busca, quiçá estaria já em prisão preventiva. Mas é o AJJ que assim fala e todos se calam. Até a RTP lhe vai dar tempo de antena na Grande Entrevista de logo à noite com a Judite de Sousa. Mas, afinal, que país é este?

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Onda verde...



Chegaram a Lisboa vindos da Escócia... eram às centenas (talvez milhares). Estava bom tempo e vieram passear até à baixa pombalina. Ocuparam ruas e esplanadas. Bebiam cerveja com fartura e cantavam, riam e gritavam alto e bom som. A polícia vigiava, mas foram sempre ordeiros e afáveis. Foi assim hoje à tarde quando os adeptos do Celtic invadiram a capital... enquanto o jogo com o Benfica não começava.

Eram muitos, de facto. Vieram de longe ver a sua equipa. Um apoio em força que, mesmo assim, não foi suficiente para dar a vitória ao seu clube, felizmente para nós (não sou benfiquista, mas ontem o meu coração era vermelho). Apesar da confusão que se via pelas ruas de Lisboa e dos milhares de litros de cerveja a circular por aquelas gargantas, o civismo acompanhou-os. Ao ponto de um comentador desportivo dizer, no final do jogo: «os escoceses levaram uma lição no relvado, mas os portugueses levaram uma lição nas bancadas».
Verdadeiro desportivismo, simplesmente!

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Poetas Almadenses...

O 1.º Encontro de Poetas Almadenses foi um evento preparado com muito poucos recursos financeiros, onde o material de divulgação (cartazes, folhetos com o programa e as próximas iniciativas) teve de ser elaborado de forma caseira, mas com qualidade e muito profissionalismo, por isso há que começar por salientar o empenho da equipa responsável pela organização… com boa vontade, tudo se consegue.

De seguida, não posso deixar de referir o pormenor da poesia espalhada pelas paredes, nas mesas, pelas cadeiras e no balcão do bar… eram centenas, quase um milhar, de poemas de autores locais (nascidos, residentes, filhos adoptivos ou, apenas, amigos do concelho de Almada), todos diferentes (não havia uma única repetição), disponíveis para oferecer a todos os presentes sob diversas formas: marcadores de leitura, rolinhos com um laço de fita de seda e exposição de cartazes no cantinho da Feira da Poesia (os quais, no final, foram retirados e entregues aos autores presentes: não ficou nem um! E até houve inscrições para encomendar mais alguns exemplares). Diz quem por lá esteve (e foram cerca de uma centena de pessoas): na Casa Municipal da Juventude respirava-se, efectivamente, poesia por todos os lados.

Depois da leitura do Manifesto Poético, por António Boieiro, deu-se início ao painel de reflexão subordinado ao tema: A Poesia e a Vida. Falaram cinco oradores: Alexandre Castanheira (consagrado poeta almadense, recentemente agraciado com a Comenda da Ordem da Liberdade), Luís Van Seixas (em representação da editora Thisco), Maria Gertrudes Novais e José Nogueira Pardal (poetas almadenses) e Francisco Naia, que além de poeta é músico e fez uns improvisos brilhantes pegando em vários poemas da antologia Alma(da) Nossa Terra e musicou-os deixando-nos a todos admirados… pela beleza da sua voz e, sobretudo, pela capacidade de num instante, pegando na viola de quem nunca se separa, tocar uns acordes e fazer de um simples poema, como se fosse um passe de mágica, uma lindíssima canção.

Alexandre Castanheira recebeu um quadro que o pintor Zal ofereceu, alusivo à Liberdade, em jeito de homenagem pela obtenção da distinção da mis alta distinção da República Portuguesa.

Nogueira Pardal leu, com muita emoção, um poema de Fernando Barão (seu amigo de longa data), prestigiado autor cacilhense, ausente por motivo do falecimento de sua esposa (cujo funeral fora poucas horas antes), e que muito emocionou os presentes.

Apesar do debate com o público ter ficado aquém das expectativas (na medida em que as pessoas se coibiram de expor as suas ideias sobre as várias propostas em discussão, nomeadamente a possível e necessária criação de uma cooperativa de poetas almadenses), falaram várias pessoas cujo contributo irá ficar registado em acta.

De seguida, Ermelinda Toscano fez a apresentação do livro Index Poesis: Colectânea de Poesia e agradeceu a todos os 57 autores que participaram assim como ao Luís Miguel, jovem pintor almadense que ofereceu o desenho que serviu de ilustração para a capa, e António Boieiro apresentou o Cd Poetas & Vozes d'Almada.

Finalmente, chegou a hora mais esperada: a sessão de «Poesia Vadia»… mas, antes, foram distribuídos a todos os membros da mesa um poema seu (em tamanho A3, tendo como fundo o cartaz do Encontro, como se se tratasse de um diploma) e um exemplar de ambas as obras editadas. A Luís Van Seixas foi-lhe entregue um poema do mais velho poeta do concelho de Almada, como forma de homenagear o sr. Arriaga (a quem foi entregue, também, um poema, o livro e o Cd), que, aos 93 anos continua a fazer e declamar poesia de uma forma extraordinária, conforme assim o puderam comprovar todos os presentes.

Depois da declamação de poesia, onde intervieram vários poetas que leram um ou mais trabalhos seus, acabou-se o dia cantando os parabéns a uma das declamadoras que participou no Cd: a Rosette, que fazia anos no sábado.

Antes de encerrar portas, ainda houve oportunidade para "dois dedos de conversa" no bar, dar autógrafos, comprar uns livros na Feira da Poesia (coordenada por Luís Milheiro) e, sobretudo, fazer novos amigos… (a poesia tem este dom: o de aproximar as pessoas!).

Por tudo isto, considero que esta iniciativa foi um êxito e só me resta esperar que a futura e necessária cooperativa de poetas almadenses venha a ser uma realidade em breve. Tudo farei para que assim seja!

Quem quiser ver a foto-reportagem do evento basta que se dirija ao site:
BLOG DOS POETAS ALMADENSES.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

CONVITE

Quem gosta de poesia não pode perder o 1.º Encontro de Poetas Almadenses: é já amanhã, pelas 15h, na Casa Municipal da Juventude, Rua Trindade Coelho, em Cacilhas!
Mais notícias e, sobretudo, muita poesia, no

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Beleza

A beleza não é a imagem que o espelho nos devolve, mas o brilho com que a nossa presença ilumina o rosto de quem gosta de nós” – Eduardo Sá

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Pequena oferta

Hoje estou sem disposição para escrever. Apetecia-me falar da violência doméstica (que mereceu, ontem, uma reportagem de várias páginas no Jornal de Notícias na sequência da morte de mais uma mulher), ou, talvez, do desrespeito sistemático dos partidos pelas leis que aprovam no parlamento (isto a propósito das reacções estapafúrdias depois do Tribunal de Contas ter detectado várias irregularidades nas contas da última campanha eleitoral).

Todavia, o texto não sai com a necessária fluidez e, por isso, desisto de abordar esses temas. Não estou mesmo com inspiração nenhuma.
Por isso, deixo-vos apenas esta pequena quadra (em jeito de oferta) que, influenciada pela onda poética que corre aqui pelas bandas de Cacilhas, escrevinhei hoje enquanto atravessava o Tejo para vir trabalhar… espero que gostem.

Semente de luz quis ser
Para emoções no teu corpo semear
E da indiferença fazer nascer
Um campo de sonhos a germinar

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Espera

Olho o vazio
e espero…
Sinto a tua falta
e desespero!
A multidão corre
apressada,
indiferente…
E eu aqui…
tão só!
À minha volta
estende-se o nada…
Fachadas negras,
gente muda,
e tu que não chegas!
Começou a chover…
(Ou serão gotas
do meu sofrer?)
Abrigo-me…
na tua lembrança,
recordo o teu sorriso…
e renasce a esperança!

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Santarém / Cacilhas

Vim de lá na 6.ª feira passada e para lá irei na próxima semana, talvez!

Mas já tenho saudades de Santarém... e, apesar de gostar de viver em Almada (concelho onde nasci), de trabalhar em Lisboa (onde por cá ando desde 1983) e de atravessar o Rio Tejo todos os dias, fico saudosa só de pensar na vista que os meus olhos alcançam quando me aproximo da janela do gabinete onde passo o dia na cidade scalabitana.

Esta fotografia foi tirada na 5.ª feira, chovia tanto que até fazia nevoeiro, mas mesmo assim dá para verem quão bela é a paisagem naquela zona: «as portas do sol», com o "meu" Tejo em fundo.

Acho que vou pensar, seriamente, em arranjar casa por aquelas bandas... estava mesmo a precisar de descansar da azáfama da área metropolitana, sobretudo da poluição e dos dias confusos, de gente apressada e indiferente... Enfim, por enquanto vou-me contentando com umas quantas viagens semanais!

Mas, no fundo, não sei se seria capaz de abandonar a "minha" terra adoptiva (Cacilhas, onde resido): apesar de degradada, sinto-me hipnotizada pelo seu passado histórico, pela riqueza dos seus costumes, pela proximidade a Lisboa... e, principalmente, pela presença tão próxima do estuário do rio Tejo, um dos mais belos da Europa.

domingo, 22 de outubro de 2006

Feira da gastronomia

Outubro é, segundo parece, o mês dos festivais de gastronomia. Vim de Santarém, onde se encontra a decorrer um (que, lamentavelmente, não tive oportunidade de ir saborear) e chego a Cacilhas e cá temos, também, o nosso concurso gastronómico, que serve, em simultâneo, para assinalar o 21.º aniversário desta jovem freguesia.

Apesar de considerar esta iniciativa interessante (mais pelo que poderia ser do que por aquilo que é, efectivamente), não posso, contudo, deixar de dizer que esta «Feira da Gastronomia», que já vai na sua 6.ª edição, fica muito aquém das expectativas que o título do certame faz supor.

Ou seja, independentemente da qualidade da apresentação e da confecção da comida, tirando os 12 pratos que outros tantos restaurantes candidatam ao prémio, e que nem sequer primam pela diversidade (apenas 2 de carne e 10 de peixe – 4 de caldeirada, 3 de bacalhau, 2 de cherne e 1 de peixe espada), o certo é que este evento é um simples concurso, que dá uma pálida imagem da riqueza e variedade gastronómica desta terra onde existem várias dezenas de estabelecimentos de restauração.

E, para feira, falta-lhe quase tudo: desde a variedade que seria suposto ter (não só de refeições principais, como é o caso, mas entradas, sobremesas, etc.), um local para exposição e venda de produtos afins, até à prova de bebidas e petiscos, além da esperada animação complementar.

Como já tinha comido peixe nas duas refeições anteriores, resolvi-me a experimentar as “Costeletas Africanas” no restaurante O Lucas (junto à estátua do burro), uma receita original de Carlos Ferreira, natural de Angola, e que quis, desta forma, homenagear a sua terra natal.


A surpresa apresentou-se, sobretudo, nos acompanhamentos... ou seja, na combinação de alguns ingredientes típicos da culinária angolana, como os quiabos e a mandioca, que davam um paladar excêntrico à carne de porco, ou o ananás e a manga duas frutas utilizadas para decorar a travessa e cujo sabor adocicado combinava na perfeição com os restantes elementos do prato.

Criatividade nas combinações e um toque de exotismo é de fazer abrir o apetite, podem crer! Vale a pena passarem por lá!

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Santarém aí vou eu...



Amanhã (4.ª feira) vou para Santarém e só regresso na 6.ª feira. Espero ter oportunidade de por aqui passar, mas não prometo nada... eu acho que as promessas são para cumprir (ao contrário dos políticos) e como não tenho certezas, prefiro não me comprometer.

As ideias estão escassas e o cansaço aperta, por isso, fico-me por aqui para ver se acalmo e retempero forças para poder enfrentar a jornada de trabalho duro que se avizinha nos próximos três dias... até à próxima, e um bom resto de semana para todos quantos por cá passarem.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

As Horas

Finalmente consegui ver, ontem, o filme «As Horas», de Stephen Daldry. E, confesso, adorei!

Não só pela mestria das interpretações, sobretudo de Nicole Kidman, que se excedeu a si própria como actriz (mesmo sem dizer uma palavra, apenas através da expressão corporal, consegue exprimir toda a dor de Virgínia Wolf, nomeadamente a angústia que a consome e o desequilibro psíquico que a levará ao suicídio) mas pelo enredo muito bem construído (mérito de Michael Cunningham, autor do livro com o mesmo nome, The Hours, em que se baseou o filme):
· na década de 20, Virgínia (a única personagem com existência real) escreve a sua obra Mrs. Dalloway e tenta manter sob controle a sua loucura, medicamente diagnosticada;
· em 1949, Laura (Julianne Moore), tenta conciliar o facto de ser mãe, esposa e dona-de-casa apesar da solidão ser o que mais deseja.
· nos dias de hoje, Clarissa (Meryl Streep), empenha-se na fútil preparação de uma festa para um amigo que sofre de SIDA, e que conquistou um prémio literário.

Este é um filme dramático, em certa medida cruel mesmo, não só porque aflora o problema da depressão, do suicídio e das relações homossexuais (sobretudo femininas, assumidas ou escondidas), mas, principalmente, porque trata de uma questão muito actual (embora o filme se passe mais no passado do que no presente, sendo os dias de hoje um mero epílogo de que nos vamos apercebendo ao longo das duas outras histórias que aconteceram há décadas de distância, em épocas diferentes): o medo de viver, ou, melhor dizendo, a agonia de não saber o que fazer com o tempo que ainda nos resta.

Num mundo pautado pela busca individual e bastante egoísta da felicidade, da permanente ilusão da possível realização plena, em que os únicos empecilhos parecem ser a morte e o fracasso, a dor de viver é aqui abordada de forma magistral. Virgínia e Laura, sobretudo, mas também Clarissa e Richard (o amigo com SIDA) sentem sobre seus ombros a pressão do enorme fardo de existir, que tem um peso muito maior do que a família e os amigos imaginam…

Mas pode a vida, enfim, trazer-nos mais do que felicidade e realizações efémeras? Depois de ver o filme ficamos com a sensação de que o mais provável é a vida trazer-nos, apenas, uma injustificada insatisfação sem precedentes e um permanente desgosto de viver.

Este é, pois, um filme a não perder… apesar do pessimismo, aconselho-o porque são aqui levantadas questões muito sérias e que era bom que sobre elas reflectíssemos para trazer outro colorido à nossa existência.

E para quem gosta desta temática, deixo-vos um artigo muito interessante, publicado na Revista de Psiquiatria do Rio de Janeiro (Janeiro/Abril de 2006): «Depressão e Suicídio no filme “As Horas”».
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