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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

"Escolho o centro de Portugal"



«Um filme do Turismo Centro de Portugal, dedicado a vítimas da tragédia de Pedrogão Grande, conquistou um prémio nos Estados Unidos.
"Escolho o centro de Portugal" foi distinguido no 50.º Festival Internacional de Filme e Vídeo, que se realizou em Los Angeles.
"O facto de ganharmos este galardão nos Estados Unidos assume particular importância, uma vez que o mercado norte-americano tem um grande potencial de crescimento na nossa região”, afirma o presidente do Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, em comunicado.

O prémio representa “um importante sinal de reconhecimento que reforçam o posicionamento, nacional e internacional, da marca Centro de Portugal”, sublinha.
"Escolho o centro de Portugal" foi dedicado às vítimas do grande incêndio que deflagrou a 17 de Junho em Pedrógão Grande, que provocou 64 mortos e mais de 200 feridos.»

Fonte: RR

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Poesia de Cabo Verde

Programa
15h00 – Descerramento de uma placa no edifício onde o poeta morreu, sito na Rua Mário Sacramento, nº. 66 Cova da Piedade. (frente à paragem do Metro denominada Parque da Paz - Perto da Igreja Nova).

Intervenções: Associação Caboverdeana, em nome da comissão organizadora; representante da Câmara Municipal de Almada e do representante da Embaixada, a par da possível leitura de um poema do homenageado.

16h00 – Inauguração, no Fórum Municipal Romeu Correia, da Exposição sobre a Morna (género musical de Cabo Verde), no âmbito da candidatura a património imaterial da humanidade, explicada pelo Dr. Eugénio Sena, Presidente da Fundação Eugénio Tavares, a convite da Embaixada.

Alocuções: Sra. Embaixadora de Cabo Verde e Representante da Câmara Municipal de Almada, acompanhada da Leitura de uma breve introdução sobre a Morna e do poema de JB "A Morna", Interpretação de mornas por Zenaida Chantre e Mário Rui, acompanhados por Armando Tito e Zé António, ao violão e cavaquinho.

16h30 – Mesa Redonda sobre a vida e obra de Jorge Barbosa, coordenada pelo Dr. José Luís Hopffer Almada, com a participação do Prof. Doutor Alberto Carvalho e dos Drs. Hilarino da Luz e Joaquim Saial.


18H30 - Recital de poesia de Jorge Barbosa com a participação de Charlie Mourão, Filomena Lubrano, Luís Lobo, Manuel Estevão, Marlene Nobre e Regina Correia. Selecção de textos de José Luís Hopffer Almada, direcção artística de Manuel Estevão e a participação musical de Armando Tito, José António e Zenaida Chantre.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

1 de Maio de 1958 a 24 de Abril de 2012



Miguel Portas foi, sobretudo, um Homem íntegro, de ideias e convicções firmes, frontal, e um lutador... resistiu até ao fim, sempre na luta.
Mais do que quaisquer palavras que possa escrever, eu que o conheci pessoalmente nas campanhas do BE (mas de forma superficial), penso que o meu silêncio será a melhor forma de mostrar o respeito por este Homem que eu admirava pela forma como defendia os valores em que acreditava.
E lutar por aquilo em que acredito, resistindo e nunca desistindo, é uma singela forma de homenagem.
Miguel partiu, fisicamente. Mas ele ficará sempre na nossa memória.
Até sempre!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Homenagem a José Alaiz


«No próximo sábado, dia 15 de Outubro, a Associação dos Amigos da Cidade de Almada, vai promover uma homenagem a José Alaiz, uma grande figura do associativismo almadense e um grande democrata, que lutou a vida inteira pela Liberdade.
Esta iniciativa conta com o apoio do Município, das Juntas de Freguesia de Almada e Cova da Piedade e também de uma parte significativa do Movimento Associativo do nosso Concelho.
A homenagem terá lugar no hall de entrada do cinema da Academia Almadense, às 16 horas.
O programa será iniciado com a actuação musical do Grupo de Cavaquinhos da ARPLF e dos Violinos da SFUAP.
Depois será constituída uma mesa de honra, moderada por Carlos Nunes, que terá como principais prelectores Vitor Alaiz (neto do homenageado) e Luís Milheiro, que evocarão aspectos marcantes da vida do homenageado.
Todos aqueles que conheceram José Alaíz, poderão manifestar publicamente o seu apreço por este grande Almadense.
Luís Milheiro»

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Homenagem a Alves Redol



«Na próxima quinta-feira (dia 13 de Outubro), às 21 horas, a Incrível Almadense vai realizar um colóquio de homenagem a Alves Redol, neste ano que se comemora o centenário do seu nascimento.
A sessão terá início com a projecção de um filme biográfico de 50 minutos (com a presença e as palavras de Alves Redol). Depois será formada a mesa de honra com o Eng.º António Redol (filho de Alves Redol), o professor universitário, Vítor Viçoso, que falará da obra e do autor, e também o Prof. Alexandre Castanheira, que conviveu com o escritor ribatejano.
Será certamente mais um excelente momento cultural, que nos enriquecerá a todos.
Saudações Incríveis.
Luís Milheiro»

domingo, 22 de maio de 2011

A Homenagem!

Por Almerinda Teixeira




Tenho andado bastante por longe e raramente por lá abria o correio.

Porém, agora aqui chegada, deparo-me com várias notícias frescas e logo entre elas uma, no “Observatório Autárquico” nº 31, de fazer crescer água na boca: a da arte pública em Almada e do usufruto da população do concelho de Alcobaça (mas também de turistas e não só, acrescento eu), pago pelo concelho de Almada. A arte é de todos, sem dúvida, ou deve sê-lo, mas há questões sobre o caso que não são lineares.

É só quantidades em euros às centenas de milhar para a esquerda e para a direita. Almada é uma benemérita!!! Calma, pela Cultura Almada tem feito bastante, os critérios é que são discutíveis: os cidadãos não têm o direito de escrutínio, por aqui os direitos dos cidadãos andam pelas ruas da amargura. Aqui há o domínio de “Quem não é por nós é contra nós”, diálogo é só para aparecer em parangonas nos outdoors. Chama-se participação a quase comícios, e neles usando-se muitos truques; até sou bondosa na crítica, não perco o pé facilmente. Perder o pé é com a senhora D. Maria Emília, mas até já nem dá por isso.

Vamos pensar. Talvez ande por aqui algum ressentimento, até alguma injustiça.

Tenho o fascínio por amores loucos, trágicos, que vêm sendo tratados desde há tantos séculos com uma enorme crueldade. Se nisto falo foi porque fiz a associação de Alcobaça com Pedro e Inês. Quem nos garante que não se possam observar por lá, milagrosamente ressuscitados de quando em vez, os dois terrivelmente apaixonados. Soubera eu que em alguma noite de luar os iria encontrar, de mãos dadas, beijando-se loucamente, e iria por aí fora a correr, não, não eram fantasmas, era a minha alegre fantasia feita realidade. Só por curiosidade, para quem não conhecer esse maravilhoso ensaio de Denis de Rougemont - “O amor e o Ocidente”-, aqui fica a referência, onde nos é revelada a forma como os mitos fundamentais da nossa civilização se projectam na nossa maneira de pensar e sentir o amor, e cujo ponto de partida é o par Tristão e Isolda.

Nisto falo, e assim, porque bem andamos a precisar de emoções fortíssimas, mas não provocadas por desgraças e catástrofes, que, estas, nos abatem em excesso, particularmente em tempos tão conturbados. Talvez com tal visão milagrosa possamos neutralizar todas as primeiras notícias seja de que telejornal for. Que cada um se defenda como puder: pelo meu lado, aqui fica a minha modesta sugestão.

Depois de tão grande desvio, voltemos lá à arte pública, ao José Aurélio, à Câmara Municipal de Almada, à senhora D. Maria Emília (que certamente bem precisaria de ter também assim uma dessas paixões, que lhe queimasse as energias todas e se esquecesse do governo da cidade e dos almadenses. Seria uma benesse do Altíssimo. Que fosse raptada por um desses lendários amantes que incendeiam os céus. Mulher bonita, carismática, não é de desprezar como objecto de desejo.

Mas estes 2 anos e tal vão passar depressa; já faltou mais. Não sejamos ingratos com a senhora, que tanta dedicação tem vindo a ter à sua cidade e às suas gentes. Ingratos, estamos sempre a lembrar-lhe que ela se sente acima da lei, ou já nem nada lhe dizemos, porque ela nada aprende no laboratório nobre da democracia.

No banquete que imagino na sua despedida autárquica, eu quero ver em cima da mesa central do evento, que prevejo comovente, um só ferro – do escultor José Aurélio, já se vê - com 250 metros de altura, em forma cónica (é preciso ele ver muito bem a que obrigará a Física), apontando para o céu, minimalista. Tão minimalista como escultura como o são, na pintura, de Malevich, o célebre “Quadrilátero Preto” e o “Branco em Branco”, do princípio do século passado. Espero que a crise grega não tenha feito desaparecer de Atenas, o primeiro, porque o segundo continua, assim o julgo, sem perigo, em Nova Iorque, no Museu de Arte Moderna. Aí Malevich mostra a supremacia do sentimento puro, da percepção, na pintura.

Como adversária política que sou, da nossa presidente, ninguém me pode acusar de mau íntimo, antes de alguma generosidade. Proponho ainda que tal escultura seja benzida pelo Padre Ricardo, porque talvez hoje já a nossa presidente não possa contar com a bênção do Padre João Luís Paixão, de Cacilhas, porque os olhos deste reverendo foram-se abrindo com o andar dos tempos.

Proponho ainda que se forme uma comissão que venha a escolher 6 lugares possíveis para a dita estátua ficar, como memória da governação mui dedicada da nossa presidente. Quem me quiser contactar pode fazê-lo; teria muito gosto em começar, com outros, tal tarefa. Não podemos deixar isso para o próprio dia do evento, cada um a dizer a sua sugestão, porque seria uma balbúrdia, apenas se tratava de aparência democrática sem qualquer sentido.

Suponho que a senhora D. Maria Emília, depois de deixar a governação da cidade, vai para os gabinetes do partido pondo ao seu dispor os muitos saberes acumulados, situação comum à dos militantes que ocuparam altos cargos. Permanecer saudavelmente activa, útil à comunidade, é um bom princípio. Todavia, reflectindo com um pouco mais de profundidade, e porque ficando com o espírito mais liberto, e com tempo livre, penso que venha a reflectir, junto à estátua, as vezes que for necessário fazê-lo, até descobrir as malfeitorias que vem fazendo a Almada e a muitos almadenses. A estes, pelo simples facto de discordarem de si, não sendo a clarividência (dela) uma das suas muitas virtudes.

Nós, ora com mais força, ora, não diria desfalecendo, mas com mais custo, cá vamos lutando, acreditando em Espinosa, que nos ensinou que a sobrevivência se fazia sempre com luta. Quando digo “nós”, obviamente que me refiro aos adversários da nossa presidente. Em particular de uns tantos, poucos, onde honrosamente me incluo, e que somos objecto da sua grande estimação.

Apesar de tudo, que Deus a abençoe, lhe proporcione uma aposentação financeiramente folgada – um bem nada despiciendo, sobretudo em tempos de crise.


Cacilhas, 20 de Maio de 2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

À Teresa David

Poesia Vadia, Maio de 2010 (Café Le Bistro, Almada)
Acabei de saber que partiste, amiga
E o meu coração chorou...
Fiquei sem palavras! Sinto apenas um vazio.
Recordo o teu sorriso,
A força das tuas palavras.
E na minha lembrança ficam
os muitos momentos que partilhamos
a poesia que nos unia.

Poesia P'ra Comer, Outubro de 2009 (Sala Pablo Neruda, Fórum Romeu Correia)

Poetas Almadenses.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Aniversário de Alexandre Castanheira

Veja AQUI a reportagem fotográfica e os videos da sessão.



E destaco alguns videos do espectáculo musical:


Os "Cantadores da Rusga", que ouvi pela primeira vez e dos quais fiquei fã, "As Cantadeiras Alentejanas" (que também não conhecia e que muito apreciei) e o meu amigo Francisco Naia.






E termino o post de hoje com uma fotografia de quatro amigos, cuja presença me deixou muito feliz:



Da esquerda para a direita: Isidoro Augusto (poeta), Cândida Esteves, Julieta Rocha e Luís Miguel (artista plástico - autor da capa do programa deste serão poético-musical).

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Já passaram 13 anos

Hoje, no restaurante "Boa Esperança" (na Rua Capitão Leitão, em Almada), eu e um largo grupo de amigos, vamos estar presentes no jantar anual de solidariedade com o Luís Miguel (o jovem que, faz hoje, precisamente, 13 anos, foi baleado durante a manifestação contra os aumentos da portagens da Ponte 25 de Abril, em 1994 tendo ficado paraplégico).

Muito já se disse e escreveu sobre o assunto, por isso prefiro deixar-vos uma imagem de um dos quadros do Luís Miguel de que mais gosto (mas há muitos mais): foi imaginado para ilustrar outra situação que não a sua, mas serve, na perfeição, para mostrar o que lhe aconteceu… entre linhas revoltas e aqueles pingos de tinta lembrando sangue estão, de facto, momentos de dor e sofrimentos retratados com uma sensibilidade notável.

Até logo Luís. E espero encontrar-te com esse sorriso aberto que é o melhor cumprimento que nos podes dar…

Para recordar os acontecimentos de 1994 (porque há coisas que convém nunca esquecer para que não voltem a acontecer):


segunda-feira, 28 de maio de 2007

PARABÉNS!!

1.ª foto: Liliana (finalista do curso de Ciências Sociais), São (finalista do curso de História) e Linda (aluna do curso de Ciências Sociais e delegada da Associação de Estudantes da Universidade Aberta).
2.ª foto: o meu sobrinho Sérgio (apesar da altura só tem 15 anos) e a minha irmã (a São).

Terminou ontem, em Setúbal, a semana académica com a realização da cerimónia da bênção e queima das fitas dos finalistas dos diversos cursos universitários que têm neste distrito o seu local de estudo.

Este foi, obviamente, um dia muito especial para as muitas centenas de estudantes presentes e respectivas famílias. Todos merecem os parabéns por terem conseguido concluir esta que será, apenas, mais uma etapa no seu percurso de vida.

Todavia, quero hoje aqui destacar três estudantes da Universidade Aberta. E porquê?

Primeiro, porque estas mulheres, todas elas estudantes trabalhadoras, são dignas de apreço pelo esforço e empenho que colocaram na realização deste objectivo – concluir a respectiva licenciatura.

Eu, que também já fui estudante trabalhadora e sei bem dar o valor ao quanto custa conciliar emprego e estudos, em particular quando se é mãe, tenho de confessar que as admiro pela tenacidade e força de vontade que foi preciso terem tido para chegarem a este momento.

Segundo, porque entre elas se encontra a minha irmã (de quem me senti muito orgulhosa, sobretudo ao observar a satisfação do Sérgio, o meu sobrinho… um filho que mesmo sem jeito para demonstrações mais efusivas era ontem um jovem extremamente vaidoso por estar ao lado da mãe).

Deixo-vos aqui o poema que lhe dediquei:

Faltam-me as palavras
Para este momento descrever
Mas podes crer que vou tentar
Porque apenas quero, afinal,
Os parabéns te deixar
A ti que conseguiste vencer
E com orgulho aqui chegar
Mereces um grande louvor
Um abraço e muito mais.

Mágoas, frustrações e tantos ais
No caminho encontraste
Foi difícil, sim eu sei...
Contra ventos e marés lutar
Mas o sonho nunca perdeste
E entre lágrimas e gritos mudos
Conseguiste a meta ultrapassar.

O futuro começa agora
Não desistas vai em frente
Sê persistente e audaz
Porque eu sei que conseguirás
Mais uma vitória alcançar
Quiçá a Mestre chegar.

Estão as três de parabéns.
A São e a Liliana por terem conseguido concluir a sua licenciatura, e a Linda por ter sido uma digna e empenhada represente da respectiva Associação Académica (que está a dar os primeiros passos, que são sempre os mais difíceis).
Podem crer que são, as três, um exemplo a seguir. E, perdoem-me se destaco a São (mal parecia sendo ela a minha irmã eu não fazer, não acham?), uma mulher que tem demonstrado uma força de vontade enorme e contagiante. Às três deixo os meus votos sinceros de que consigam atingir os vossos objectivos. E não desistam nunca de continuar a sonhar.
PARABÉNS, mais um vez.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Zeca Afonso

José Afonso morreu em Setúbal, na madrugada de 23 de Fevereiro de 1987.

Faz hoje, precisamente, 20 anos.

Parece que foi ontem... na minha memória Zeca está sempre presente, por isso a saudade da sua voz, da sua música, das letras das suas canções se esbatem por entre os acordes que me enchem a casa de cada vez que oiço os seus álbuns.

E deixo-vos a UTOPIA... um poema que é uma doce melodia de homenagem ao sonho e à liberdade...


Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo mas irmão
Capital da alegria

Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
E teu a ti o deves
lança o teu
desafio

Homem que olhas nos olhos
que não negas
o sorriso a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio este rumo esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?

Utopia, José Afonso (Álbum: Como se Fora Seu Filho).

E para mais informações sobre a vida e obra de José Afonso clique AQUI.
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