segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Unidade integrada na Charneca: as explicações necessárias!

No 1.º trimestre de 2010 era assim:
A promessa de ter um novo equipamento social,
pronto a usar em Abril do ano seguinte.
Mas, em Outubro de 2011, está assim.

Algumas informações sobre as razões deste impasse... Só não percebo é por que razão ninguém prestou esta informação aos moradores. Na Segurança Social, ao contrário da CMA, deixaram-nos aceder ao processo, gratuitamente...

(...)
15-04-2010
Primeira visita de fiscalização do Gabinete de Apoio Técnico do Instituto da Segurança Social: Foi detectado um colector que não estava referenciado no projecto obrigando à paragem dos trabalhos.

16-06-2010
Segunda visita de fiscalização do GAT:
Encontraram-se concluídos os trabalhos de desvio do colector detectado durante a escavação a cargo dos SMAS de Almada.
… “verificou-se que o terreno de implantação não apresentava a consolidação pressuposta no projecto de fundações havendo necessidade de adequar o projecto às condições verificadas, podendo vir a ser necessária a suspensão dos trabalhos.”
“O Plano de Segurança e Saúde da Obra, elaborado pelo empreiteiro, foi validado pelo coordenador de segurança tendo sido solicitado o documento de aprovação do dono da obra.”
“Foram solicitados os autos de medição até agora aprovados.”

06-12-2010
É assinado um “acordo de rescisão” entre a AIPICA (dona da obra) e o empreiteiro (J. Marques Fernandes) onde se declara que:
«…por diversas vicissitudes, apenas puderam ser realizados os trabalhos constantes dos autos 1, 2 e 3, verificando-se que as suspensões da obra ultrapassaram mesmo os limites referidos no artigo 406.º alínea d) do CCP.»
Em consequência a 1.ª e a 2.ª outorgantes acordam revogar o contrato [celebrado em 30-04-2009] nos termos do artigo 331.º do CCP com efeitos a partir da presente data e nas seguintes condições:
Pelos trabalhos realizados pela 2.ª outorgante, a 1.ª declara-se devedora do montante de 30.814,232€.
O valor acima referido «será pago mediante um plano de pagamento fraccionado acordado entre as partes.»

20-01-2011
Terceira visita de fiscalização:
“Na visita efectuada verificou-se que foi concretizada a rescisão do contrato de empreitada com a empresa adjudicatária.
À data da rescisão do contrato encontravam-se executados os trabalhos correspondentes aos três autos de medição validados pela fiscalização:
n.º 1, de 19-03-2010 – 11.590,89€; n.º 2, de 23-04-2010 – 1.707,92€; n.º 3, de 10-08-2010 – 7.272,84€.”
“Foram apenas executados trabalhos preparatórios e acessórios, estaleiro, movimentos de terras e demolições.
Durante as escavações efectuadas verificou-se que o terreno de implantação não apresentava a consolidação pressuposta no projecto de fundações havendo necessidade de adequar o projecto às condições verificadas, pelo que a Instituição procedeu à revisão e alteração do projecto de fundações e respectivos ajustamentos nos projectos onde foi necessário, com o intuito de, após aprovação da reprogramação física, abrir novo procedimento para concretizar a construção do equipamento.”

16-05-2011
Foi aprovado o novo projecto, cujo preço base é de 850.000,00€, acrescido de IVA à taxa legal em vigor:
Foi autorizada a abertura de procedimento para a adjudicação da empreitada.
O prazo de execução da obra é de 12 meses, contados a partir do auto de consignação (a elaborar após concluída a adjudicação).

»»»»»

Embora a AIPICA já tenha apresentado vários documentos de despesa, referentes aos trabalhos efectuados pelo antigo empreiteiro, a Segurança Social ainda não pagou nenhuma factura.
A AIPICA ainda não enviou à Segurança Social a informação necessária sobre a nova adjudicação.


Consulta efectuada no dia 07-10-2011
Nas instalações do GAT do ISS em Lisboa


Veja AQUI o relatório completo da consulta ao processo relativo ao contrato de comparticipação financeira n.º D23403/IPSS2008/002.


Fotografias: Isabel Santos (através do Facebook).

domingo, 9 de outubro de 2011

sábado, 8 de outubro de 2011

Será que vai haver resposta?

Exm.º Senhor
Presidente da Assembleia Municipal de Almada

No dia 3 de Outubro de 2011, durante a segunda reunião da sessão ordinária da Assembleia Municipal de Almada, apercebi-me de alguma agitação no espaço reservado aos munícipes.

1. No local do burburinho, encontravam-se, nomeadamente, a Dra. Ermelinda Toscano, o Senhor Deputado Municipal José Gabriel Joaquim, e mais algumas pessoas.

2. Na origem da situação, segundo várias testemunhas, esteve um conjunto de atitudes do Sr. Ramiro Norberto, Director do Departamento Municipal de Gestão de Redes dos SMAS.

3. O Sr. Ramiro Norberto terá insultado gravemente a Dra. Ermelinda Toscano, dirigindo-se ainda à munícipe de forma fisicamente ameaçadora.

4. Esse comportamento só não terá tido consequências mais graves porque algumas pessoas se interpuseram.

5. Segundo apurei, já na sexta-feira, durante a primeira reunião da mesma sessão da Assembleia Municipal, o mesmo Sr. Ramiro Norberto terá abordado em tom provocatório e obsceno uma outra munícipe, a Sra. D. Maria Fernanda Abreu, esposa do Eng. Jorge Abreu, seu subordinado hierárquico nos SMAS.

Sendo as ocorrências graves e perpetradas em espaço público, durante uma reunião do órgão deliberativo do Município, e sendo o seu autor um funcionário municipal, venho solicitar à Senhora Presidente da Câmara Municipal de Almada, ao abrigo das disposições legais e regimentais, a resposta clara e completa às seguintes questões:

a) Tem conhecimento dos episódios acima descritos?
b) Em caso negativo, tenciona inteirar-se do que sucedeu?
c) A serem confirmadas as ocorrências acima referidas, e sendo o Sr. Ramiro Norberto um funcionário municipal, tenciona iniciar contra ele algum procedimento disciplinar?
d) Sendo uma das pessoas insultadas esposa de um subordinado hierárquico do Sr. Ramiro Norberto, considera que as atitudes por este tomadas podem significar uma deterioração grave da relação profissional entre ele e o Eng. Jorge Abreu?
e) Em caso afirmativo, considera que a eficácia dos serviços municipais respectivos pode ser afectada? O que tenciona fazer a esse respeito?
f) Considera que a actuação da Câmara Municipal de Almada relativamente Eng. Jorge Abreu, que em muitos aspectos já mereceu condenação judicial, tem propiciado um tratamento discriminatório contra o trabalhador e a sua família?
g) Considera que as palavras que, enquanto edil com a responsabilidade máxima na gestão do Município, tem utilizado para caracterizar a actuação da Plataforma de Cidadania do Concelho de Almada propiciam actuações agressivas como as descritas anteriormente?


Fernando Sousa da Pena
Deputado Municipal
»»»»»»»»

Só mais uma pergunta:
E os restantes partidos não reagem?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Mudar o medo!


Dedico este video aos trabalhadores da Câmara Municipal de Almada. Porquê? Porque é preciso "mudar o medo"...


É preciso ganhar coragem e denunciar o que se passa na autarquia. Em particular ao nível da gestão dos recursos humanos...

Porquê esta lembrança hoje? É que acabei, agora mesmo, de conhecer mais uma série de atropelos aos direitos dos trabalhadores: favorecimentos diversos de amigos e camaradas e práticas vergonhosas de mobbing (e não, não é o caso do eng.º Jorge Abreu já aqui tão falado... são outros dois casos, estes na CMA e não nos SMAS)... estou indignada!

Pena é que o medo ainda seja o sentimento que prevalece e faça com que cada vez mais as vítimas se isolem... e, por outro lado, torna os restantes trabalhadores cada vez menos solidários.

Como Mia Couto diz: é preciso mudar o medo!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Da calúnia passou-se à ameaça. Mas nós não desistimos!


Depois das cartas anónimas injuriosas enviadas para o meu emprego (incluindo o próprio Presidente) e distribuídas pelos condomínios da rua onde moro (redigidas em calão, com alegados pormenores da minha vida íntima e apreciações pejorativas do meu comportamento privado, profissional e político);
Depois das anónimas mensagens de telemóvel e de correio electrónico com ofensas pessoais;
Depois dos comentários caluniosos (também anónimos) deixados neste blogue (tentando colocar em causa a minha idoneidade pessoal, política e profissional);
Passaram às provocações directas… mas ainda em meio virtual, através de algumas pessoas identificadas (presume-se que assumindo a sua verdadeira identidade), iniciaram no Facebook uma série de acusações ordinárias e sem fundamento. (veja AQUI as diversas notícias sobre o assunto).

E na segunda-feira passada, eis que chegam as ameaças pessoais… O sentimento de impunidade é de tal ordem que não se coibiram de o fazer em público, perante várias testemunhas, em plena Assembleia Municipal.

Estávamos durante o período de "antes da ordem do dia", quando dois sujeitos se aproximam do lugar onde eu estava sentada e um deles resolve dirigir-se-me em tom intimidatório: «tu sim, seu …. É contigo que estou a falar, sua … Nós os dois temos umas contas a ajustar. E é já aqui. Aqui mesmo! Sua …»

Perplexa e indignada, levantei-me para ir para outro lugar.

Entretanto, aquele desconhecido continuou lançando impropérios, actuação que acabou chamando a atenção do público e provocou a aproximação de várias pessoas, como se pode ver nas fotografias, entre elas um deputado municipal da bancada da CDU que, finalmente, conseguiu que a personagem se acalmasse.
Qual não é o meu espanto quando venho a saber que aquela criatura boçal, suando as estopinhas, era Ramiro Norberto dirigente responsável pelas práticas vergonhosas de mobbing contra o Eng.º Jorge Abreu, com a conivência passiva do vereador dos recursos humanos e Presidente do CA dos SMAS José Gonçalves, e que temos vindo a denunciar.

Está tudo explicado!

Mas não pense este senhor, cujo comportamento deu uma muito má imagem da autarquia (e que deveria ser passível de procedimento disciplinar por violação grosseira do dever de correcção - n.º 10 do artigo 3.º do Estatuto Disciplinar aprovado pela Lei n.º 58/2008, de 9 de Setembro), que vamos deixar de denunciar publicamente o crime de assédio moral que, com o seu consentimento e participação activa os SMAS de Almada estão a fazer ao Eng.º Jorge Abreu.

Não me calarei! Não calarão a Plataforma de Cidadania do Concelho de Almada.

E a nossa resposta é: amanhã será entregue uma participação ao Ministério Público para que seja instaurado o respectivo processo crime contra Ramiro Norberto.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dois eventos a não perder

«No próximo dia 5 de Outubro (quarta-feira), a Incrível Almadense vai comemorar a Implantação da República com uma "Visita à Almada Velha", guiada pelo prof. Alexandre M. Flores, responsável pelo Arquivo Histórico de Almada e um dos mais distintos historiadores almadenses.
O ponto de encontro será no Largo Luís de Camões, em frente dos Paços do Concelho, às 10.30 minutos.
Após a visita, a Incrível terá todo o prazer em oferecer um Porto de Honra a todos vós, no Salão Nobre da Colectividade.
Quem não conhece a Incrível por dentro, tem uma boa oportunidade de ficar a conhecer um pouco mais da "Catedral do Associativismo Almadense".
Apareçam, de certeza que passaremos uma manhã extremamente rica, na companhia do prof. Alexandre M. Flores.»

«Apesar do "Dragão Vermelho" fechar mais cedo (20 horas), na primeira quinta-feira de cada mês continuará a abrir, excepcionalmente, para que se realizem as nossas tertúlias [ da SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada].
Pelo que no dia 6 de Outubro retomaremos os nossos convívios culturais, tendo como convidado o prof. Manuel Lima, que nos irá falar sobre o seu último livro, "Aves do Sapal de Corroios e doutras zonas ribeirinhas do concelho do Seixal", com a projecção de excelentes imagens de uma grande variedade de aves que estão tão perto de nós...
Apareçam, para retribuirmos a gentileza da gerência do "Dragão" e para passarmos um belo serão na companhia do prof. Manuel Lima.»

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

"Modus operandi" do dirigente inútil que se presume um grande líder!

(clique na imagem para a aumentar)

Um "gráfico de fluxos" que nos dá um retrato perfeito daquele tipo de dirigentes sem carácter, incompetentes e tiranos, que apenas estão nos lugares porque são amigos, familiares ou do mesmo partido de quem tem o poder de decidir. Conhece algum por aí?

domingo, 2 de outubro de 2011

Falta de verba? Não! Actuação parcial da CMA? Sim!


«Exm.º Senhor Presidente da Assembleia Municipal
Senhora Presidente da Câmara
Senhores Deputados
Senhores Vereadores
Munícipes

Mais uma vez me dirijo a esta assembleia para dar voz ao Almada Atlético Clube e faço-o, neste momento, na qualidade de sócio.

Na Assembleia Municipal de 4 de Fevereiro de 2011, dirigi-me a vós para denunciar a forma como a senhora Presidente da Câmara e o senhor Vereador Matos se relacionam com o movimento associativo em geral e com o AAC em particular.

Não querendo repetir a minha intervenção dessa AM, gostaria de voltar a centra a questão.

A senhora Presidente e o senhor Vereador Matos prometeram, há três anos, um relvado sintético para o campo n.º 2 do AAC, fundamentando pela procura exponencial que o clube teve para a prática de futebol nos escalões de formação. Essa promessa foi reiterada em vésperas das eleições autárquicas de 2009 junto de elementos da direcção.

Passados dois anos das eleições, essa promessa não foi cumprida, demonstrando a falta de respeito institucional pela colectividade, pelos atletas, pais dos atletas e associados.

No entanto, os dirigentes, percebendo a necessidade, não ficaram á espera. Procuraram uma solução e encontraram-na. Hoje o relvado sintético é uma realidade. Foi inaugurado no passado sábado, com centenas de jovens a praticar a modalidade. Este novo equipamento deve-se ao esforço dos seus dirigentes e de um grupo de investidores e amigos do AAC.

Depois de encontrada a solução, existia a necessidade de requalificar o espaço envolvente, que está num estado bastante degradado, tendo sido solicitado pela direcção apoio à Câmara Municipal.

O senhor Vereador Matos pediu a direcção do AAC que lhe fosse entregue um orçamento com o valor total da requalificação. A direcção entregou o orçamento solicitado, no valor de 18.000€. Este foi indeferido pelo senhor Vereador Matos, fundamentado em falta de verbas.

Depois de voltar a centrar a questão, permitam-me concluir que o fundamento destas decisões não são a falta de verbas mas sim uma questão de prioridades. Vou dar três exemplos que confirmam o que disse anteriormente.

Primeiro:
Todos conhecem a Academia Almadense. Uma colectividade centenária do nosso concelho. Em 2006 foi transferido da Câmara para a colectividade 300.000€ para requalificar o antigo cine-teatro, contíguo ao novo edifício, era então presidente da direcção o senhor Osvaldo Azinheira, actual assessor da Presidente a Câmara. Cinco anos volvidos o edifício encontra-se na mesma.

Segundo:
Este bastante singular. Os SMAS e a Ecalma financiaram o partido comunista através da Festa do Avante, tendo sido celebrado um contrato travestido de publicidade.

Terceiro:
A Câmara adquiriu no passado mês de Junho, a uma ourivesaria do nosso concelho, relógios de ouro no valor de 31.915€.

Por isso, estes exemplos definem bem as prioridades da senhora Presidente da Câmara e do senhor Vereador Matos. A argumentação da falta de verbas é pura demagogia. A senhora Presidente da Câmara, quando afirmou na Assembleia Municipal de 4 de Março que a Câmara financiou parte do pavilhão, o relvado do campo n.º 1 ou qualquer benfeitoria nas instalações… sim, é verdade. Mas essas são as suas competências e é uma obrigação sua para com o movimento associativo.

Deixe-me que lhe diga que é muito censurável, do ponto de vista democrático, justificar o incumprimento de uma promessa com o trabalho já realizado.

Para finalizar, permita-me que lhe diga, a senhora Presidente e o senhor Vereador matos têm uma visão distorcida do funcionamento do movimento associativo, em virtude de parte deste ter sido “capturado” por estruturas partidárias locais ligadas à senhora Presidente.

Quero, também, dizer-lhe que o AAC, com ou sem o apoio da Câmara, construirá o seu futuro alicerçado na dimensão do seu passado.

Pedro Matias
Assembleia Municipal de Almada, 30 de Setembro de 2011»

sábado, 1 de outubro de 2011

Câmara Municipal de Almada: entre a coragem e a cobardia!




«Sr. Presidente, Srs. Deputados Municipais,
Público, trabalhadores da Autarquia e Comunicação Social
Muito Boa Noite a todos!

Escrevia o Sr. Vereador, José Gonçalves, em missiva enviada ao Sr. meu Pai, a 9 de Agosto do corrente ano, cito: “Solicito à DPE o pagamento a que haja lugar, desde o final do estágio até à presente data”. Citei o despacho n. 27/2011, devidamente assinado pelo vereador Presidente dos SMAS.

De novo, incumprem os SMAS do Sr. Vereador, agora no que ele escreve, pois nada foi processado dos retroactivos desde Março deste ano, totalizando oito meses em dívida. Dirão os hipócritas do costume que, o trabalhador apenas teria que se dirigir ao sector dos Recursos Humanos para que tal situação fosse regularizada.

Mas, se nem ao Presidente, os dirigentes dos SMAS obedecem, como iriam cumprir com o que o trabalhador lá fosse solicitar? Além de que já lá foi há meses, e apenas foi humilhado e mal tratado.


A título de exemplo, posso referir que o que aqui denunciei em Julho acerca das irregularidades de declarações prestadas às finanças em matéria de IRS, apenas foi corrigido com atraso de meses, depois de notificados para tal pelas próprias Finanças.

Constata-te, mais uma vez, que os SMAS de Almada, sob a capa de oportunos enganos ou esquecimentos, são brilhantes a “inventar” formas de prejudicar quem não gostam.

E não gostam do Sr. meu Pai, porque ele teve a ousadia de os accionar judicialmente e, consequentemente ganhar duas acções contra a Autarquia, que violou direitos óbvios do trabalhador, tal como ficou amplamente provado em Tribunal. Nunca é demais lembrar os factos e as decisões judiciais, tal como ocorreram, na sequência de dois ilícitos cometidos pela Autarquia, nomeadamente o despedimento ILÍCITO do trabalhador, em 2006.


Não há dúvida que certos dirigentes dos SMAS querem à força ter a razão que lhes foi negada pelos Tribunais. Nem que tenham para isso de insinuar insanidade mental do trabalhador, muito à semelhança de velhos métodos de um certo regime velho de 100 anos que, sob a ditadura de Staline, mandou 60 e tal milhões de opositores para prisões que designava de “clínicas psiquiátricas”.

Ainda recentemente vimos o Sr. Deputado Bruno Dias muito combativo relativamente aos trabalhadores por conta dos outros, “esquecendo-se” do que se passa dentro de portas da Câmara Municipal de Almada, em matéria de direitos de quem lá trabalha…

Sra. Presidente da Câmara de Almada:
Até quando vai esta Autarquia atropelar direitos fundamentais do trabalhador?

Afinal quem precisa de psiquiatra, o trabalhador vítima, ou os esbirros de vossa senhoria?

Até quando vão certos deputados municipais, olhar para o lado enquanto se vilipendia este trabalhador?
Até quando vai subsistir este regime de faz-de-conta que na realidade desrespeita e atropela os mais elementares direitos do trabalhador?
Será que quer terminar o seu mandato desta forma ignóbil, e assim ser lembrada?
Esta é a segunda vez que aqui venho e, de novo, vos peço que deixem de desestabilizar a qualidade de vida da minha Família, parem de a prejudicar economicamente, deixem que eu e a minha irmã cresçamos em democracia e liberdade.


Muito obrigada pela vossa atenção,

Maria Inês Pereira de Abreu»


CORAGEM: da Maria Inês.
COBARDIA: nem vale a pena dizer de quem... todos sabemos quem eles são.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Prioridades

Cacilhas, 2.ª feira (26-9-11, 06:45H) e 3.ª feira (27-9-11, 14:40H)

Adivinhe quais são as situações que, em Almada, a Câmara Municipal considera prioritárias:
1) Iluminação pública?
2) Publicidade na Festa do Avante?
3) Limpeza urbana?
4) Aquisição de relógios de ouro para oferta?

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mobbing: da teoria à prática. O caso dos SMAS de Almada.


Veja AQUI o trabalho de Paula Cristina Carvalho da Silva
Faculdade de Economia - Universidade de Coimbra, 2007
Conforme denúncia feita no Grupo da rede social Facebook Solidariedade com Jorge Abreu vítima de mobbing nos SMAS de Almada, esta imagem do portão do depósito de água do Feijó (que mostra a única forma de acesso do Eng.º Jorge Abreu às instalações onde se encontra o seu gabinete), soldada por ordem do dirigente responsável pelo departamento (pois uma ocorrência desta natureza nunca seria executada sem esse aval), e que foi apresentada na reunião de 17-09-2011 da comissão da Assembleia Municipal encarregue de investigar este caso, é uma das mais evidentes provas, entre muitas outras, do assédio moral que o Sr. Ramiro Norberto permite sejam exercidas sobre aquele trabalhador.
Impedido de trabalhar, não fosse esta fotografia, as diligências efectuadas naquele dia (de que existem provas escritas) e o testemunho de quem veio "resolver o problema", este facto passaria por mais um delírio do Eng.º Jorge Abreu, para corroborar a tese que o vereador dos recursos humanos da CMA, José Gonçalves (e presidente dos SMAS) agora quer fazer passar: de que o trabalhador é um coitado que sofre de perturbações mentais, quando quem precisa de apoio psiquiátrico urgente são, precisamente, os seus algozes... isto além de merecerem estar na cadeia pelos crimes que têm vindo a cometer.
A justiça pode tardar... mas acaba por chegar. Aos poucos (demasiado lentamente é certo, mas com consistência) a verdade está a vir ao de cima e estes carrascos dos trabalhadores acabarão desmascarados e penalizados judicialmente.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Carta Aberta ao deputado Bruno Dias...


… do grupo parlamentar do PCP e membro da bancada da CDU na Assembleia Municipal de Almada, convém frisar.

Soube hoje [dia 26-9-2011] pela notícia do jornal Público acima publicada, que o senhor enviou um requerimento ao governo solicitando explicações sobre a intenção da Carris despedir um trabalhador, supostamente por não usar gravata.
É óbvio que a posição do PCP só poderia ser essa. Na defesa dos direitos dos trabalhadores, nunca se poderia concordar com tal abuso.
Mas estranho é que, em Almada, a sua posição na Assembleia Municipal seja a da mais atroz indiferença perante os crimes cometidos pela gestão municipal a esse mesmo nível.
Refiro-me ao caso do despedimento ilícito do trabalhador dos SMAS de Almada e que, como se não bastasse, foi ainda retirado ilegalmente da lista do concurso que vencera, tendo a CMA sido condenada em Tribunal até à última instância.
Nunca em plenário a sua boca se abriu, nem a de nenhum camarada seu, para defender este trabalhador, que tem vindo a ser vítima de mobbing há vários meses consecutivos e cujos direitos têm sido vilipendiados de forma ignóbil pelos dirigentes dos SMAS, com o aval dos responsáveis políticos e o conhecimento da senhora Presidente da Câmara.
Até na Comissão da Assembleia Municipal criada para investigar este caso, depois de o mesmo ter sido tornado público, nenhum dos elementos da CDU nela presentes, entre eles a sua própria mãe, a deputada municipal Luísa Ramos, tiveram uma palavra de solidariedade para com este trabalhador preferindo, antes, dar crédito às vis insinuações do seu camarada vereador dos recursos humanos, José Gonçalves (e actual Presidente dos SMAS) de que o Eng.º Jorge Abreu era um coitado e precisava de tratamento psiquiátrico urgente.
Porque as contradições entre o que o senhor diz e faz no Parlamento e o que pratica na Assembleia Municipal de Almada vai a distância da ética que você substituiu pela hipocrisia e pela demagogia, lhe dirijo esta carta aberta, senhor deputado Bruno Dias.
E deixo-lhe estas duas simples perguntas:
O crime de despedimento ilícito só é condenável se for praticado por empresários capitalistas ou entidades geridas por políticos de direita? E deverá ser tolerado e até usado como instrumento de retaliação contra trabalhadores inconvenientes, se forem os seus camaradas do PCP a cometê-lo?
Espero que não fique de bem com a sua consciência.


Paulo Ataíde
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