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sábado, 4 de maio de 2019

Aqui na Europa! Uma tertúlia que foi um êxito.




Auditório da Junta da União das Freguesias da Charneca de Caparica e Sobreda. 03-05-2019

O “Grupo da Cidadania” agrega um conjunto de almadenses[1] que, independentemente do laço que os liga a este município (tenham por cá nascido, aqui residam, trabalhem, estudem ou gostem desta terra pelas praias, gastronomia ou outro motivo qualquer), gostam de se reunir para refletir sobre temas do quotidiano.
Desvinculados partidariamente, mas não anti partidos (e muito menos apolíticos), une-os a preocupação com as questões da participação cívica encontrando no debate democrático de ideias (plural, franco e aberto) com os(as) participantes que a eles(as) se vão juntando nas várias iniciativas (sejam conversas de café, encontros ao ar livre ou tertúlias temáticas em instalações cedidas para o efeito) uma forma de enriquecimento pessoal e, principalmente, de intervenção cidadã.
Em ano eleitoral, a abstenção é um assunto premente. Lançaram um inquérito que, numa primeira fase foi realizado na rua e na etapa seguinte passou para a interne (ainda se encontra a decorrer) para aferir as razões da abstenção e apurar o que fazer para combater o fenómeno.
Com as eleições europeias já no próximo dia 26 do corrente mês, e sendo este o ato eleitoral com maiores índices de abstenção em Portugal (61% em 2004; 63% em 2009; 66% em 2014), estando a decorrer uma campanha onde se fala de tudo menos da Europa, sentiu-se a necessidade de encetar uma reflexão conjunta sobre o tema.
Para o efeito contactou-se[2] o Professor António Manique, que nos honrou com a aceitação do convite, o qual fez uma pequena apresentação de 15 minutos a que se seguiu o debate com os presentes que durou cerca de três horas e no qual todos(as) puderam participar. E quando digo todos é porque todos participaram mesmo.
Foi um momento único. Não estarei errada ao dizer que aprendemos imenso com a partilha de ideias (eu admito-o: vim de lá muito mais rica) e não só com a excelente apresentação do professor António Manique mas, sobretudo, com a forma livre e democrática como decorreu a conversa (porque foi isso mesmo: uma toca informal de opiniões) em "pé de igualdade": as cadeiras colocadas em círculo esbatiam a diferença entre organização, orador convidado e público (algo que se evidencia olhando as fotografias do evento). Uma disposição que aliada à forma descontraída como se deu início “aos trabalhos”, que me fez lembrar as sessões de Poesia Vadia (algumas ocorridas naquele mesmo espaço: auditório da Junta de Freguesia)[3]
Se a organização está de parabéns, todos e todas os que ali estiveram cerca de três horas a debater a Europa (é mesmo verdade! a discutir a Europa, nos seus multifacetados temas, sem sequer fazer derivas para a situação política do momento: o Governo vai ou não cair por causa do "caso dos professores"?) devem ser também parabenizados.
Da Europa dos (e para os) Cidadãos à Europa dos interesses. Da Europa dos valores (paz, democracia, liberdade) à Europa dos extremismos, da xenofobia. Da Europa da solidariedade à Europa dos egocentrismos individualistas. Da Europa da partilha cultural à Europa da indiferença. Da política europeia do passado e dos seus líderes carismáticos, aos populistas de hoje e às liderança atuais (fracas e interesseiras), do papel dos eleitores no comportamento dos que elegem, do contributo dos cidadãos na melhoria do sistema democrático, da escola como formadora cidadã e da família que se desobrigou de educar os seus filhos, sempre numa perspetiva de integração europeia (quiçá desintegração nalguns casos) sem esquecer o factor local, a perceção que os munícipes têm das instituições oficiais (da junta de freguesia à câmara municipal, à Assembleia da República até ao Parlamento Europeu). Falou-se de tudo um pouco: cidadania, crescimento económico, sociedade, educação…
Para tentar apurar: que Europa queremos, afinal? A relação de Portugal com a União Europeia (firmeza e subserviência). A paranoia securitária, a imigração, a mobilidade sem fronteiras. Regras, restrições, liberdade amordaçada… fundos comunitários, abusos e corrupção…
Parece incrível, mas é verdade: abordou-se isto tudo e muito mais, sempre na ótica da Europa: o perigo da abstenção, o crescimento da extrema direita, o acesso à justiça, da pobreza dos programas partidários, da ausência de visão de longo prazo, as consequências do Brexit… Quem lá esteve pode testemunhá-lo. Até houve espaço para histórias de vida, pequenos apontamentos que nos fizeram pensar ou sorrir.
Eramos poucos (17)? Desenganem-se… eramos os suficientes para que esta "conversa de amigos" tivesse dado oportunidade a todos(as) de opinar (mais do que uma vez), de expor ideias, de contra-argumentar, sempre de forma espontânea, tal era o à vontade com que os diálogos fluíam (o que talvez não tivesse sido possível se estivéssemos perante uma grande audiência, facto que provavelmente inibiria alguns de intervir)… e não fosse o adiantado da hora, e eu própria ter de sair por questões familiares, por ali tínhamos ficado outras tantas horas.
Pronto: confesso…
Adorei! E quero mais! Quero eu e querem os que participaram.



[1] Do núcleo inicial fazem parte: António Palma, Ermelinda Toscano, Filomena Silva e Jerónimo Gil. Neste momento juntaram-se muitos outros.
[2] Uma diligência encetada por António Palma (amigo de longa data, mais de cinquenta anos, do orador) mas que, infelizmente, por motivos de saúde (internamento hospital de urgência) não pode estar presente no evento e a quem todos os presentes endereçaram votos de rápidas melhoras.
[3] Estas sessões de declamação poética da associação informal Poetas Almadeses, ficaram célebres pela forma como eram organizadas, sem agenda pré-definida, onde cada um era livre de se levantar e declamar. 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

"Viagens à Quinta" - tertúlias de artes e letras.


VIAGENS À QUINTA - tertúlias com arte (ou a arte de tertuliar)…

Em torno de um tema e de uma mesa com variadas iguarias, reunimo-nos às quintas feira, refletindo e analisando-o sob várias perspetivas.
A primeira viagem será feita sob o tema "Exílio" e acontece hoje mesmo, dia 12 de janeiro. 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Segredos da Natureza



«Caros (as) Amigos (as),

Na próxima quinta, as tertúlias da SCALA regressam ao 1.º andar do café "Dragão Vermelho", em Almada. 

O nosso convidado é o prof. Manuel Lima, que nos vem apresentar o seu último livro, através da projecção de imagens, acompanhadas dos seus comentários, sempre vivos e eloquentes.

Já sabem, se quiserem jantar, apareçam antes das 20 horas. Se só quiserem assistir à Tertúlia, apareçam um pouco antes das 21 horas, hora em que começará a projecção.

Nota: já está colocada uma notícia no nosso blogue:


Assim como as fotografias de alguns amigos:



Saudações Scalanas»

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Passeando à volta do Chiado



Na sequência dos roteiros multimédia “De Cacilhas ao Chiado passeando pela Baixa”(2009),“Do Chiado ao Marquês passeando pela Avenida”(2010) e “Da Praça da Figueira ao Intendente, passeando pela (velha) Mouraria”(2011), que foram apresentados no café Dragão Vermelho em Almada, no âmbito das noites de tertúlias mensais da SCALA e que se realizam na primeira 5ª f. de cada mês, Luis Bayó Veiga e Modesto Viegas, apresentam agora o seu novo trabalho intitulado “Passeando à volta do Chiado”.

Trata-se de um roteiro iconográfico, legendado e musicado, no qual através de imagens digitalizadas, ao longo de um trajecto proposto, se procura dar a conhecer(para alguns relembrar) o Chiado tal como ele se mostrava desde a segunda metade do séc. XIX até meados de XX.

O Chiado Oitocentista, romântico, boémio, burguês, político e intelectual, foi local obrigatório de encontros e convívio dos janotas, dos marialvas, dos “dandys”, mas também de poetas, políticos, escritores, artistas, pintores e jornalistas, que no Chiado se reuniam emalegres tertúlias nos cafés, nas charmosas pastelarias finas ou nos populares “restaurants” que então por ali existiam.

No Chiado de outros tempos, passaram também os aguadeiros, os galegos dos fretes e dos recados amorosos, as costureirinhas dos grandes ateliers das modistas de “haute-côture”, e ainda as pitorescas personagens que eram alvo de risota e de chacota popular.

As seculares igrejas e ancestrais conventos, o chafariz do Loreto, os teatros e “animatographos”,os tradicionais livreiros, o glamour das lojas de moda, perfumarias e mercearias finas conjuntamente com os populares grandes armazéns do Chiado, do Grandella e do Eduardo Martins também fazem parte da sua história.

Por tudo isto, o Chiado, o grande Chiado, apesar do terrível incêndio que sofreu em25 de Agosto de 1988, continuará sempre a fazer parte indelével, da história de Lisboa, das suas memórias, das suas lendas, da sua magia, da sua saudade...

Os autores têm o prazer de o(a) convidar a assistir a este evento que decorrerá no dia 3 de Maio (5ª f), pelas 21h, no salão do café Dragão Vermelho, pelo que se agradece a sua presença alguns minutos antes de modo a que se inicie à hora prevista.

Cordialmente,
Luis Bayó Veiga / Modesto Viegas

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

É já amanhã: mais uma tertúlia do Dragão Vermelho

«Na próxima quinta-feira o nosso convidado das "Tertúlias do Dragão" é o professor Feliciano Oleiro, grande figura do ensino e da cultura almadense.
Em boa hora editou o livro, "Saga de Pequenas Memórias", do qual nos irá falar, assim como de outras histórias de vida, que de certeza serão de bastante interesse para todos nós.
Já sabem, se quiserem jantar connosco apareçam antes das 20 horas, se apenas pretenderem assistir à nossa Tertúlia, apareçam um pouco antes das 21 horas.
Como de costume, será um prazer para a SCALA contar com a vossa companhia e amizade.
Saudações Scalanas,
Luís Milheiro»

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dois eventos a não perder

«No próximo dia 5 de Outubro (quarta-feira), a Incrível Almadense vai comemorar a Implantação da República com uma "Visita à Almada Velha", guiada pelo prof. Alexandre M. Flores, responsável pelo Arquivo Histórico de Almada e um dos mais distintos historiadores almadenses.
O ponto de encontro será no Largo Luís de Camões, em frente dos Paços do Concelho, às 10.30 minutos.
Após a visita, a Incrível terá todo o prazer em oferecer um Porto de Honra a todos vós, no Salão Nobre da Colectividade.
Quem não conhece a Incrível por dentro, tem uma boa oportunidade de ficar a conhecer um pouco mais da "Catedral do Associativismo Almadense".
Apareçam, de certeza que passaremos uma manhã extremamente rica, na companhia do prof. Alexandre M. Flores.»

«Apesar do "Dragão Vermelho" fechar mais cedo (20 horas), na primeira quinta-feira de cada mês continuará a abrir, excepcionalmente, para que se realizem as nossas tertúlias [ da SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada].
Pelo que no dia 6 de Outubro retomaremos os nossos convívios culturais, tendo como convidado o prof. Manuel Lima, que nos irá falar sobre o seu último livro, "Aves do Sapal de Corroios e doutras zonas ribeirinhas do concelho do Seixal", com a projecção de excelentes imagens de uma grande variedade de aves que estão tão perto de nós...
Apareçam, para retribuirmos a gentileza da gerência do "Dragão" e para passarmos um belo serão na companhia do prof. Manuel Lima.»

quarta-feira, 4 de junho de 2008

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Tertuliando...

A tertúlia, de Aquijaro.
Hoje, a partir das 19h30m (para quem quer jantar), ou depois das 21h para os que pretendem, apenas, assistir à parte cultural, vou estar na tertúlia do café Dragão Vermelho (Praça do MFA, n.º 24 - em Almada), organizada pela SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada à qual pertenço.
Estes encontros informais, que acontecem sempre na primeira 5.ª feira de cada mês, são a oportunidade para um grupo de amigos, com interesses comuns (apesar de serem reuniões abertas à população em geral), trocar umas ideias sobre temas culturais, ouvir poesia e contar umas anedotas mas, também, assistir a palestras ou, simplesmente, conviver.
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