quinta-feira, 16 de abril de 2009

Vandalismo e desleixo...





Estas são imagens do piso térreo de um prédio de habitação na Quinta da Alegria, freguesia de Cacilhas (concelho de Almada).
Sendo certo que a degradação é o reflexo de notórios actos de vandalismo, ela evidencia, também, a negligência dos proprietários daquela loja assim como dos próprios condóminos do edifício, pois aquele cenário já dura há anos.
Se nem os próprios interessados se empenham em mudar a situação e as autarquias se desobrigam, constantemente, de cumprir o seu papel ao nível da requalificação do espaço urbano, como pode o cidadão comum intervir nestas situações?

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Almoço na Cova da Moura

Hoje fui almoçar à Associação Moinho da Juventude, no Bairro da Cova da Moura, concelho da Amadora, com um grupo de amigos.

O ponto de encontro foi na casa da Godelieve (a alma desta associação e que, por isso, optou por viver ali mesmo no bairro), amiga comum de todos nós.

A "moamba de galinha" estava uma delícia, tal como o prova o prato vazio no fim da refeição (que, é bom dizer, repeti), assim como a sobremesa (mouse de manga) e o café. Mas, confesso, aquilo que mais me sensibilizou foi a surpresa inicial de encontrar sobre a mesa um poema de um autor de S. Tomé.

Adorei. E pretendo voltar. Obrigada Live. E a todos quantos possibilitaram esta deliciosa refeição.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Desuniões reunidas

Ribeira de Santarém, Janeiro de 2003

«Dizemos que um rio separa as suas duas margens... será que se reunificarão pelas pontes? São ligadas por vezes por um barco de barqueiro, como ainda se usa nestes lados do Ribatejo. Ou, quando são mais largos, por barcos a sério, daqueles que levam automóveis e tudo. Mas, afinal, há com frequência uma ponte. Ou duas, como aqui neste caso.

Aliás, dificilmente imaginamos um rio, qualquer rio, sem uma ponte. Acho que mesmo a primeira coisa que nos ocorre quando chegamos à beira duma corrente é como iremos atravessar para o outro lado. Como se fosse para contrariar a propriedade das margens paralelas, que é suposto nunca se encontrarem. Mas o mais certo é por não gostarmos de barreiras, separações, obstáculos.

Oxalá também sentíssemos sempre o mesmo anseio de construir as pontes que ligassem tudo o que nos desune dos outros, quer sejam pessoas ou povos, credos ou bandeiras, cultura ou abastança. É que quase sempre esses rios que nos dividem são tão estreitos que para atravessá-los bastaria esticarmos os braços e agarrarmos as mãos de quem está do outro lado. A Humanidade agradeceria.»


Vasco Ribeiro
Setúbal, Fevereiro de 2003

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O Bloco está na rua!



O Bloco de Esquerda realizou, no passado sábado, um périplo pelo concelho de Almada destinado a assinalar, a título de exemplo, alguns dos muitos “pontos negros” da gestão autárquica da CDU mas, também, da política do Governo PS que, juntas, têm contribuído para degradar a qualidade de vida dos almadenses, já de si fragilizada pela crise económica que o país atravessa. E, claro, eu estava lá fazendo parte da equipa.

Entre as 10:30h e as 18h, assinalaram-se cerca de trinta “pontos negros” através da afixação de faixas, colocação de placares e colagem de cartazes, além de se terem distribuído mais de mil exemplares do jornal nacional e do n.º 2 do Lado Esquerdo (o boletim mensal do núcleo de Almada).

Todavia, o momento alto de cada uma das paragem desta acção inédita, que percorreu todas as freguesias do concelho de Almada e teve uma aceitação extraordinária das pessoas, foi o contacto com a população local que se aproximava de nós para nos felicitar, solicitar esclarecimentos, denunciar algumas situações e pedir o apoio concreto do Bloco de Esquerda para ajudar a resolver casos concretos, num voto de confiança que muito nos sensibilizou e nos trouxe força redobrada para seguir em frente com a estratégia definida de oposição firme às arbitrariedades cometidas pela autarquia CDU e, obviamente, pelo Governo PS.

Os assuntos abrangidos focaram os problemas que mais têm merecido a nossa atenção nos últimos tempos, reflexo daquilo que são as preocupações dos almadenses, como sejam, por exemplo:
As questões da mobilidade e da segurança rodoviária (abordadas em Cacilhas e no Monte de Caparica);
A degradação do parque habitacional (na Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas);
O ambiente e a qualidade de vida (esgotos a céu aberto na Cova da Piedade e os silos na Trafaria);
Os bairros sociais do município e a subida das rendas (no Feijó);
Desporto para todos e não só alguns (pista municipal de atletismo na Sobreda da Caparica);
Equipamentos para a infância (Monte de Caparica);
A saúde, as listas de espera e as taxas moderadoras (com faixas colocadas em todos os centros de saúde existentes no concelho);
O trabalho precário e o desemprego, o direito público à energia, etc. etc.

Este foi, apenas, o primeiro alerta. No final, chegámos todos cansados, mas a sentir que o nosso esforço valeu a pena.

Em breve iremos encetar mais actividades. Contamos consigo! Porque é preciso “juntar forças” para mudar Almada...

sábado, 11 de abril de 2009

O distrito de Lisboa nos alvores do século XXI




A Biblioteca dos Serviços de Cultura da Assembleia Distrital de Lisboa está em mudanças. Com um pequeno investimento (que o tempo é de crise) arranjaram novas áreas dentro da Sala de Leitura Geral que estava subaproveitada: o espaço internet e as exposições, além de uma pequena divisão para trabalhos de grupo, são as principais inovações. E, para breve, teremos uma Sala Multiusos, com equipamento multimédia, para reuniões e acções de formação diversas.
Mas hoje, o que aqui vos pretendo apresentar é mesmo o trabalho fotográfico de Guilherme Cardoso (arqueólogo da ADL): trata-se de um conjunto de imagens de paisagens naturais e humanas dos vários concelhos do distrito de Lisboa e que vale a pena visitarem.
Nesta primeira mostra temos fotografias dos concelhos de: Alenquer, Amadora, Arruda dos Vinhos e Azambuja.
Esperamos por si! Faça-nos uma visita.
Rua José Estêvão, n.º 137 - 3.º, Lisboa (Jardim Constantino, perto da Praça do Chile, ou do Largo D. Estefânia) - de 2.ª a 6.ª feira, das 9h às 19h.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

O Direito à Cultura

Lisboa: Feira do Livro, Junho de 2003 (imagem de Vasco Ribeiro)

Em Abril de 2004, Vasco Ribeiro escrevia assim:

«A Feira da minha perdição

A Feira do Livro! Eu bem digo a mim próprio que não posso lá ir. Desta vez, à semelhança do ano transacto, disse que ia só fotografar. Mas não resisto... tenho sempre de comprar alguns livros. Demasiados livros! Não é só o dinheiro que gasto, o peso que carrego... mas também o espaço que já não tenho! (E ainda dizem que o conhecimento não ocupa lugar!) Mas que querem? Adoro livros!
No fundo, fazem parte integrante da Cultura, que é “o alimento do espírito”. Talvez por isso eu tenha sempre fome dela. Porque, na altura em que cresci, a cultura era um luxo escasso, quando não mesmo perigoso. Antes do 25 de Abril, todas as instituições culturais, incluindo as editoras e jornais, eram consideradas inimigas do regime. Por isso existia a censura (eufemisticamente chamada de Exame Prévio), aquela coisa tenebrosa e castradora de toda a criação artística.
Ainda hoje a Cultura é um contra-poder. Basta repararmos como os governantes a consideram um desperdício e para a qual disponibilizam um mínimo de verbas. Sem nunca entenderem ou ensinarem que ela faz parte da formação de cidadãos de corpo inteiro. Ou talvez por isso mesmo.»

Ele que me perdoe por usurpar as suas palavras mas, sinceramente, nunca tinha encontrado um texto que se identificasse tão bem com o que eu sinto em relação aos livros e à Cultura. Até parece que fui eu que escrevi estas linhas.

E a fotografia que a ilustra, essa, então, contém a força que se lê nas entrelinhas... o quanto a Cultura é maior que qualquer um de nós, como nos envolve e suplanta. E como eles, os livros, podem ser a nossa rampa de ascensão...

Uma pequena crónica e uma fotografia magníficas.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Isto também é Almada!





Estas são imagens do Bairro do Torrão, na freguesia da Trafaria. Com uma excelente localização geográfica, na frente ribeirinha... namorando Lisboa. Mas a degradação choca-nos. Com o POLIS ali tão perto, o ordenamento urbano deste concelho permite situações destas... arrastadas há anos e anos, sem perspectivas de solução.
Almada aposta no turismo, diz-se um concelho moderno, todavia em termos sociais esconde muitas chagas. De quem é a responsabilidade? O que fazer para mudar?
Imagens: Henrique Pires.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Quanto vale a palavra de cada um?

Resolução da Assembleia da República n.º 21/2009, publicada no Diário da República, I Série, n.º 60, de 29 de Março.

Regime Jurídico do Contrato de Trabalho em Funções Públicas, aprovado pela Lei n.º 59/2008, de 11 de Setembro.

Já pensou nesta questão? Quanto vale a sua palavra? E porque razão a palavra de uns vale mais do que a palavra de outros? O que é que as distingue e valoriza?

Vem esta conversa a propósito da justificação das faltas dos deputados e dos trabalhadores da administração pública em geral (tal como acontece aos do sector privado)... Pensava que se regiam pelas mesmas leis? Pois enganou-se!
Como pode verificar pela leitura comparativa dos excertos acima publicados, há "pessoas com palavra" e "pessoas sem palavra"... uma classe de privilegiados e outra de explorados.
Sendo certo que cumpridores e não cumpridores os há em todo o lado, é extremamente injusto (quiçá anticonstitucional) - para ser branda na classificação embora me apetecesse dizer "cobras e lagartos" - fomentar este tipo de discriminação, mais ainda quando a iniativa parte de um órgão de soberania que deveria dar o exemplo do rigor na aplicação das regras de direito.
Muito mais haveria para escrever sobre o assunto, mas fico-me por aqui. Deixo-vos, no entanto, o link para uma reportagem da RTP1 feita quando este projecto de resolução foi discutido no plenário, ainda antes da sua publicação oficial no DR: http://videos.sapo.pt/jRQwc2ck27Wj7oG6DMZP.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

QUANTO VALES TU, PRECÁRIA/O?


Trabalho e emprego na era da precariedade
Hoje, segunda-feira, dia 6 de Abril, às 21h30, o MayDay Porto promove um debate sobre precariedade, a decorrer na Cooperativa Árvore, situada na Rua Azevedo Albuquerque, número 1, ao Passeio das Virtudes, no Porto.
DEBATE COM:
Ana Maria Duarte: Socióloga da Universidade do Minho, tem estudado a precariedade e a instabilidade dos modos de vida, tentando compreender o modo como a precariedade se repercute na vida dos trabalhadores.
António Casimiro Ferreira: Professor da Universidade de Coimbra, especialista em direito do trabalho e sociologia do direito. Foi membro da Comissão do Livro Branco para as Relações Laborais, nomeada pelo Governo, tendo-se demitido, criticando a imposição do tema da flexigurança e apelando a “uma agenda laboral alternativa”.
João Pacheco: Jornalista, é membro dos Precários-Inflexíveis e participa no May Day Lisboa. Recebeu em 2007 o prémio do Clube de Jornalistas Gazeta Revelação 2006, entregue pelo Presidente da República numa cerimóna pública. Dedicou o prémio a todos os jornalistas precários.
Sofia Cruz: Socióloga da Universidade do Porto. Tem investigado o tema do trabalho e da precariedade, tendo realizado estudos sobre a realidade das trabalhadoras de caixa de supermercado e o fenómeno dos centros comerciais.
ENQUADRAMENTO DO DEBATE:
Dizem-nos que o trabalho mudou e que chegou o tempo da flexibilidade. Dizem-nos que a protecção social é um resquício de outro tempo, que o pleno emprego é uma miragem, que o direito ao trabalho é coisa do passado e que o trabalho é apenas mais uma mercadoria. Dizem-nos que não há alternativas e que a única solução é adaptarmo-nos ao novo mundo do trabalho sem direitos.
Em Portugal, como no mundo, o trabalho mudou. Mas de que falamos quando falamos das mutações no mundo do trabalho? E o que significa exactamente a precariedade? Como se repercute no mundo da vida? Quem são os 2 milhões de pessoas em situação precária em Portugal? Como pensar novas formas de protecção social para estes trabalhadores?
E a precariedade, tantas vezes apresentada como inevitabilidade, não é afinal um conjunto de novas formas de exploração no trabalho? Que formas são essas? E mediante estas transformações, como se fazem ouvir os direitos dos trabalhadores? Como reagem os sindicatos e que novas formas de organização são possíveis? Qual o papel da luta social e qual o papel do direito do trabalho nesta nova situação?
O que se passou com o Código do Trabalho? E que reivindicações e que combates se impõem hoje para o precariado?Convidando especialistas e activistas, o May Day Porto promove o debate sobre o trabalho e o emprego na era da precariedade. Juntamo-nos no dia 6 de Abril para conhecer, para pensar em conjunto, para discutir e para transformar.
O QUE É O MAYDAY:
O MayDay é uma parada contra a precariedade, que decorre no dia 1 de Maio, dia d'O/A Trabalhador/a. Desde a estreia em Milão (2001), o MayDay tem-se multiplicado por todo o mundo. Em 2007, a iniciativa MayDay chegou a Lisboa, repetindo-se em 2008. Em 2009, juntamo-nos também no Porto.

FERVE - Fartos/as d'Estes Recibos Verdes
http://www.fartosdestesrecibosverdes.blogspot.com/
PETIÇÃO PELA DEVOLUÇÃO DO IRS EM 30 DIAS:
MayDay Porto - 1 de Maio - 12h00 - Praça dos Poveiros
http://www.maydayporto.blogspot.com
MayDay Lisboa - 1 de Maio - 12h00 - Praça de Camões

domingo, 5 de abril de 2009

Começar de novo...


Após quase três anos de existência, resolvi fazer umas mudanças aqui em casa e... de repente, desapareceram todos os comentários (3.378) e as estatísticas (33.267 visitas e 54.955 páginas consultadas) até ao dia 04-04-2009.


Depois de entrar em pânico, acalmei e lá consegui aceder aos servidores onde tinha alojado os comentários e as estatísticas, Haloscan e Sitemeter, respectivamente.


Todavia, apesar de poder consultar todos os dados, não consigo fazer a migração para o novo modelo do blogue, pelo que peço muita desculpa a todos aqueles que por aqui foram deixando o seu contributo e que, agora, não está acessível ao público pois só eu os posso consultar como editora do blogue.


E para que conste, aqui ficam algumas imagens com os principais dados. Pode ser que, entretanto, descubra como fazê-los voltar à origem. Até lá as minhas sinceras desculpas a todos vocês.


Pelo menos, espero que gostem da renovação feita... ainda não terminei, há umas coisitas a melhorar, mas fiquei tão abalada com o que aconteceu que perdi logo a vontade de continuar o trabalho. Espero que compreendam e aceitem as minhs explicações.


Lamento, muito mesmo, o que aconteceu. Vou ter de começar tudo de novo. Mas, felizmente, os artigos não se perderam.









sábado, 4 de abril de 2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Há mais, muitos mais... infelizmente!

São apenas dois exemplos, na freguesia de Cacilhas. Mas há mais, muitos mais... infelizmente! Não só nesta, como em todas as restantes dez freguesias do concelho de Almada.
Brevemente irão ser assinalados...
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