sábado, 9 de abril de 2011

A 1.ª pedra


Haverá alguém que saiba explicar qual a necessidade de gastar dinheiro dos contribuintes a imprimir convites (em papel de boa qualidade) para a cerimónia de lançamento da 1.ª pedra das obras de requalificação de uma rua?

Sobretudo em tempo de crise, fazer actos de pura propaganda política como este que a figura documenta, não será uma afronta aos munícipes que passam sérias dificuldades financeiras, nomeadamente na freguesia em causa?

Para satisfação e gáudio da Presidente e dos vereadores da CDU (aqui incluída a vereadora do Bloco de Esquerda que, agora, acompanha a Maria Emília nos actos inaugurais), que assim irão aparecer no jornal Notícias de Almada, isto é demais. Pelo menos arranjem motivos mais credíveis para "aparecer na fotografia". Agora "lançamento da 1.ª pedra"? Francamente...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

37 x 25 (de Abril)


Basta uma referência ao meu amigo Isidoro Augusto para eu ter a certeza da qualidade deste evento.


Porquê?


Porque Isidoro Augusto tem uma sensibilidade extraordinária para captar a beleza das imagens, moldar-lhes a palavra e apresentar aos nossos olhos aquilo que, por vezes, nos recusamos a ver mas está mesmo à nossa frente. Numa empatia fora de série, Isidoro Augusto sabe, como ninguém, cativar o olhar do outro... porque consegue perceber a essência do que está para lá das aparências. Não me perguntem como... vão ver a exposição e verificar in loco o que acabo de dizer.

Para pensar!

«A qualidade materialista e egoísta da vida contemporânea não é intrínseca à condição humana. Muito do que hoje parece "natural" remonta aos anos 80: a obsessão pela criação de riqueza, o culto da privatização e do sector privado, as crescentes disparidades entre ricos e pobres. E sobretudo a retórica que vem a par de tudo isto: admiração acrítica dos mercados sem entraves, desdém pelo sector público, a ilusão do crescimento ilimitado.”

TONY JUDT – Um tratado sobre os nossos actuais descontentamentos, Edições 70, 2011, p. 17-18.

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No meio desta convulsão, de incerteza, de descrédito na política, é muito importante não perdermos o Norte. Temos de regressar à política a sério. E pensar em 14-18 e 39-45. Parece que querem fazer com que a Europa ande para trás. Será a memória assim tão curta?

Almerinda Teixeira

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Acontece na Incrível! Apareçam...


Academia Almadense, cenário de morte em 2006




Fiquei escandalizada quando soube desta ocorrência. O dia fatídico foi 28-07-2006. Mas, decorridos mais de quatro anos, penso que é importante noticiar o que, então, aconteceu... até porque há informações posteriores que importa dar a conhecer:

Como seja o facto de a Academia ter sido condenada em Tribunal a pagar uma indemnização à viúva (de cerca de 40.000 euros) e uma pensão vitalícia (de, aproximadamente, 190 euros/mensais).

terça-feira, 5 de abril de 2011

Velhos e Novos Mundos


(Introdução e Programa)



A Assembleia Distrital de Lisboa, estará presente na pessoa do seu arqueólogo Guilherme Cardoso, que irá apresentar três comunicações, em conjunto com outros especialistas, sendo que uma delas é sobre uma escavação efectuada num concelho ribeirinho da margem sul do Rio Tejo.

ARPCA - o preço do silêncio!




domingo, 3 de abril de 2011

2.º Mercado de Stocks e 1.º Trinta & Petisca



Termina hoje. Por isso, não perca. Dê um saltinho à Praça de S. João Baptista e à Praça da Liberdade. Vai gostar. A par das novidades há muita animação e pode sempre deliciar o palato.

sábado, 2 de abril de 2011

Almoço à moda de Pernambuco (Brasil)




Mais de cem pessoas estiveram presentes neste almoço convívio. Com uma ementa tradicional da região de Pernambuco, no Brasil. Carne na abóbora, com arroz e salada. Também havia uma ementa vegetariana. Mas a doçaria brasileira, pela variedade, foi a rainha deste encontro e deixou todos deliciados.

A seguir houve festa com um espectáculo de música e dança ao qual, infelizmente, não tive oprotunidade de assistir em virtude de ter outro compromisso. Mas conhecendo eu o Balé Brasil de outras actuações, sei que iria ser uma tarde bem passada, cheia de cor e alegria.

Gosta de teatro? Venha até Almada!


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Academia Almadense versus CMA: adivinhe as contradições!

A notícia é de 11 de Maio de 2008. Mas vem a propósito do artigo de ontem. E é o mote para que analisem todos os dados disponíveis, desde a foto que ilustra este artigo (retirada da página da AIRFA - Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense) ao texto abaixo, passando pelas outras notícias, sem esquecer as informações complementares:

«… nobre sala da Academia Almadense, uma das maiores do País e da qual poderiam ainda usufruir os sócios não fora a incapacidade ruinosa da direcção jurássica, que se auto-elegeu arbitrariamente, violando os princípios estatutários.

A Academia é uma colectividade secular que desempenhou um papel fundamental na cultura do povo-operário do concelho num tempo remoto de obscurantismo e descriminação. Mas às mãos de quem gere o seu património há mais de vinte anos, a colectividade foi perdendo o melhor que do legado das direcções anteriores e até 1988 foi recebendo.

Não há memória de alguma vez os directores terem lesado tanto a Academia. E condenável é, também, silenciar e consentir os erros cometidos. Toda a direcção é cúmplice perante a massa associativa. Os sócios não tiveram balancetes nem Assembleias Gerais durante 12 anos. Já não tem Biblioteca. Não tem bailes temáticos. Não podem visitar o museu; Não tem sessões de cinema; Não tem Grupo Coral. Não tem Ginástica de Competição. Não tem Atletismo. Não tem Judo. Não tem Teatro Amador.


A Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense foi criada em 27 de Março de 1895. Começou por um modesto local. Passou pelo chamado, Salão das Carochas até que, anos 30 era criada a nova sede, um edifício de três pisos, dotado de muitas valências e onde se praticavam diversas modalidades culturais e desportivas, entre elas desafios de hóquei em patins e Patinagem Artística. Tinha sala de cinema, de Teatro e no verão cinema ao ar livre no ringue. Tinha Museu. Tinha orfeão. Banda de música e escola dirigida pelo maestro Leonel Duarte Ferreira. A Academia também teve um “Septimino de Saxofones” que atingiu mérito internacional por ser inédito.

O velho edifício está em ruínas por incúria e desleixo dos directores que se mantiveram “orgulhosamente sós” – como o outro…- ao longo de 20 anos e se “refugiaram” na “crise do cinema” para justificar as suas incapacidades de gestão, modernidade, resposta aos novos desafios.

A Câmara de Almada, atenta ao movimento associativo local doou à Academia, publicamente, um valor de 300 mil euros (60 mil contos) para restauro do velho edifício. Aos sócios pareceu estranho que quando as contas da gestão foram apresentadas, referentes aos anos de 1994 e até 2006, nos balancetes não viessem referidos como entrados ou depositados os 300 mil euros.

Mas, maus na gestão mas hábeis “no diálogo” fizeram aprovar as contas na presença de “33 sócios escolhidos” (…?...) amigos simpáticos… mas ignorantes, ao aprovar sem ler, o exercício de 12 anos, já por si errado pois em cada ano deveria ser apresentado aos sócios o exercício, afixado na colectividade e não o foi.

E os 33 sócios até aplaudiram, e votaram a pedido de Fernando Mendes, presidente da Junta de Freguesia de Almada, um voto de louvor para o presidente, Osvaldo Azinheira, também assessor de Emília de Sousa, presidente da Câmara Municipal de Almada. E foi este o “melodrama” ou a “tragicomédia” da tão querida – e pobre – Academia sacrificada e moribunda às mãos de quem a não soube gerir.»


Mais algumas notícias:

«A Academia detém um outro edifício antigo, contíguo ao cinema, que está degradado. A sua reconstrução arranca assim que seja dado o aval dos técnicos da Câmara Municipal de Almada, que apoia financeiramente o projecto.» Domingos Torgal, Presidente da Academia, ao Jornal de Notícias em 03-10-2008.

«Os custos da intervenção vão ser suportados unicamente pela autarquia e com o apoio de fundos comunitários». Vereador António Matos ao Jornal da Região de 15-12-2009.

«À Academia Almadense a autarquia isentou uma taxa de cerca de 47.000€ referente às obras de reabilitação do seu edifício localizado na Rua Capitão Leitão, n.º 64. Recorda-se que a Academia Almadense está neste momento a desenvolver um projecto de reabilitação da sua antiga sede, para ali albergar uma escola, uma biblioteca e um Centro de Dança». Boletim Municipal de Setembro de 2010.

Informações complementares:

Em 07-05-2005, a CMA aprovou a celebração de um Protocolo tripartido com a Academia Almadense e a Companhia de Dança de Almada, tendo em vista a recuperação das instalações do n.º 64 da Rua Capitão Leitão. Em 19-12-2007, a CMA aprova a Minuta de um Protocolo com a Academia Almadense. Será o mesmo? Em 16-02-2011, a CMA aprova uma adenda ao Protocolo que deliberara celebrar em 07-05-2005.
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