quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Estarão os deputados municipais atentos às suas funções?

Como já se aperceberam, fui eleita pelo Bloco de Esquerda para a Assembleia Municipal de Almada para dela fazer parte no próximo mandato autárquico (2009-20013).

Como não podia deixar de ser, e embora ainda não tenha tomado posse do lugar, comecei por fazer uma breve leitura do Regimento daquele órgão deliberativo pois é fundamental que o conheça na perfeição para poder desempenhar com rigor e competência as funções de deputada municipal.

Nesta primeira abordagem (este é um documento extenso e que carece de uma atenção especial mormente no que se refere aos direitos e deveres dos seus membros), à qual se seguirão outras, comecei logo por detectar alguns pormenores que me levantam dúvidas quanto à sua legalidade e outros quanto à forma exacta como se está a processar o cumprimento do articulado deste regimento, das quais aqui vos quero deixar nota.

Diz, então, o Regimento da Assembleia Municipal de Almada (aprovado por unanimidade em Assembleia Municipal na Primeira Reunião da Sessão Plenária de Dezembro, realizada no dia 16 de Dezembro de 2005 e publicitado pelo Edital N.º 32/IX-1º/2005 de 19 de Dezembro de 2005):


ARTIGO 15.º
(Direitos dos Deputados Municipais)

1. Os membros da Assembleia têm direito de, singular ou colectivamente:
(…)
j) Requerer por escrito à Câmara Municipal, por intermédio da Mesa da Assembleia, informações, esclarecimentos e publicações oficiais que considere úteis para o exercício do seu mandato;
(…)
8. Os requerimentos solicitando informações e esclarecimentos previstos na alínea j), do nº 1, devem ser respondidos pela Câmara Municipal no prazo máximo de 20 dias, a contar da data da sua remessa pela Mesa da Assembleia Municipal, prorrogável por mais 15 dias, desde que fundamentado.
10. Da falta de resposta aos requerimentos nos prazos fixados no número anterior deve a Mesa informar a Assembleia e registar o facto na acta da reunião.

ARTIGO 18.º
(Competência da Mesa)

1. Compete à Mesa:
(…)
l) Comunicar à Assembleia Municipal a recusa de prestação de quaisquer informações ou documentos, bem como de colaboração por parte do Órgão Executivo ou dos seus membros;
(…)

ARTIGO 20.º
(Competência do Presidente da Assembleia)

(…)
2. Compete ainda ao Presidente da Assembleia:
(…)
p) Em geral assegurar o cumprimento do Regimento e das deliberações da Assembleia;
(…)

=======

Posto isto, vejamos…

Nos termos do disposto na alínea u) do n.º 1 do artigo 68.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro (na redacção da Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro), compete ao Presidente da Câmara Municipal «responder no prazo máximo de 15 dias, prorrogável por igual período, desde que fundamentado, aos pedidos de informação veiculados pela mesa da assembleia municipal», todavia, em Almada os deputados municipais resolveram alargar em cinco dias aquele período contrariando o disposto na legislação. Com que fundamento?

Sim, eu sei. Se o regimento obteve a unanimidade dos votos também os deputados do BE o aprovaram. Passou a três pessoas é certo, e isso poderá não ser desculpável, mas também escapou aos seus pares (de todas as bancadas), e de entre eles muitos (a maioria, presumo) com muito mais experiência como membros de um órgão deliberativo autárquico, a começar pelo próprio Presidente da Mesa, e até advogados (que, em princípio, deveriam perceber deste ofício de interpretação das leis).

E por falar em Presidente da Mesa, gostaria de saber que razões justificam o incumprimento do disposto no n.º 10 (que deveria ser o n.º 9 pois há erro na sequência numérica dos pontos mas parece que ninguém terá dado por isso) do artigo 15.º assim como da alínea j) do n.º 1 do artigo 18.º. Ao que me parece (e corrijam-me se estiver errada), os sucessivos atrasos e a ausência de resposta a alguns requerimentos da oposição nunca foram mencionados em acta… Porquê? E, já agora, por que ninguém se insurgiu contra este facto? A quando da última Assembleia em finais de Setembro, existiam vários requerimentos sem resposta, entre os quais dois do BE (sobre gestão de recursos humanos) aos quais a senhora Presidente não se dignou responder. Pergunto: informou o Presidente da Mesa a Assembleia dessa ocorrência para que a informação conste em acta?

Mas, mais estranho ainda é, contudo, que uma das principais competências do Presidente da Mesa, «assegurar o cumprimento do regimento e das deliberações da Assembleia» não esteja a ser devidamente cumprida e mais uma vez, os deputados municipais pouca (ou nenhuma) importância dêem a isso.

Como no caso flagrante do desrespeito da deliberação da AMA que aprovou o Orçamento para 2009, ao qual ia anexo o mapa de pessoal que dele faz parte integrante, e a CMA abre sucessivos procedimentos concursais para lugares inexistentes - à excepção do BE que até apresentou uma moção sobre o assunto (evidentemente chumbada pela maioria CDU) o problema parece não perturbar as e os autarcas daquele órgão deliberativo.

Sinceramente, custa-me ver como este tipo de atitudes, que em nada dignificam o funcionamento institucional de um órgão autárquico tão importante quanto o é a Assembleia Municipal, merece tão pouca relevância no debate em plenário (dele estando quase arredado), havendo mesmo, quiçá, quem considere que estou aqui a levantar questões de somenos importância.

Esperemos que, no futuro, as coisas mudem. Tudo farei para que assim seja.

Imagem retirada DAQUI.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Obrigada Vanessa!

Foi com imensa e grata surpresa que, no passado domingo (dia das eleições autárquicas) recebi uma inesperada prenda, à hora do fecho das secções de voto, quando estava à espera que fossem afixados os editais com os resultados, em Cacilhas.

E quando, em casa, a abri, fiquei deveras admirada. Era um belo livro de poesia acompanhado de uma simples nota que muito me emocionou…

Os resultados eleitorais eram o foco da minha atenção, mas aquelas palavras deixaram-me de lágrima ao canto do olho, confesso.



Desconhecia que aquela jovem tivesse dotes tão geniais (ela tem, de facto, um dom… sabe expressar-se de forma sublime e envolvente, podem crer!) e, por isso, aquele seu gesto tão simples de me oferecer o seu primeiro livro de poesia naquele domingo deixou-me, francamente, espantada ao ponto de nem sequer conseguir encontrar as palavras certas para lhe agradecer. Aliás, quaisquer palavras que possa utilizar são insuficientes para descrever o quanto fiquei emocionada.

Dos poemas que já li, um pouco ao acaso, como gosto sempre de fazer numa primeira abordagem de qualquer livro de poesia, deixaram-me deveras surpreendida pela densidade da sua mensagem e pela força que emana de cada sílaba e nos envolve de volúpia numa empatia perfeita entre autor e leitor pouco usual em poesia daquele estilo (falo por mim que sou leiga nestas matérias... costumo dizer que olho a poesia com os "olhos do coração", pois sou geógrafa e pouco ou nada sei do ofício de analisar a escrita poética dos outros... apenas amo a poesia e por tanto dela gostar acho que os nossos poetas precisam de ser divulgados tantos são os talentos que andam por aí desperdiçados).

Obrigada Vanessa (Melusine de Mattos), deixaste-me mesmo sem jeito (e sem palavras)… Por isso este meu agradecimento público.
Tu mereces. Pela beleza dos teus poemas mas, principalmente, pelo que simboliza este teu gesto que identifica bem a nobreza do teu carácter.

Quer saber mais sobre a autora? Então clique AQUI.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

CDU sem maioria... será que faz diferença?

Hoje não tenho tempo para fazer a análise dos dados. Mas deixo-vos aqui um mapa global, por freguesia, para que possamos ir reflectindo sobre os resultados obtidos no nosso concelho onde, mais uma vez, lamentavelmente, a maioria absoluta coube à abstenção... ou seja, a maioria dos almadenses continua indiferente à política autárquica. Um caso sério a merecer a nossa preocupação.

Aproveito a oportunidade para dar os parabéns à vereadora do Bloco de Esquerda, Helena Oliveira que, tenho a certeza, irá desempenhar um bom mandato. Aliás, estou em crer que ela e o grupo municipal do BE (Luís Filipe, eu própria e o Manuel Braga) iremos constituir uma equipa coesa e empenhada na defesa dos interesses da população local. E, em conjunto com as/os restantes autarcas de freguesia eleitos pelo BE, constituiremos um grupo alargado com potencial para marcar a diferença na gestão autárquica em Almada.

Por isso, aqui deixo um abraço sincero de parabéns a: Helena Oliveira (vereadora), Luís Filipe e Manuel Braga (deputados municipais), Ana Lúcia (autarca na AF de Almada), Eduardo Jorge (autarca na AF da Caparica), Filomena Silva (autarca na AF da Charneca), Jorge Gonçalves (autarca na AF da Cova da Piedade), Vitor Hugo (autarca na AF do Feijó), Pedro Oliveira (autarca na AF do Laranjeiro), António Tavares (autarca na AF do Pragal), Jerónimo Gil (autarca na AF da Sobreda) e Helena Nunes (autarca na AF da Trafaria).

E, como mandam as regras democráticas, deixo, também, uma saudação aos adversários políticos que venceram as eleições no município e nas freguesias.

domingo, 11 de outubro de 2009

A escolha é sua!


Acabaram de abrir as secções de voto. Daqui até às 19h tem muito tempo para descansar, estar com a família, divertir-se e ir VOTAR. É um direito cívico que se consubstancia através de um dever... Ou, se preferir, é o dever que sustenta o seu direito de escolher. Por isso vá votar, não deixe os outros decidir por si, não se abstenha. Seja um/a cidadã/o responsável.
Hoje não estou em nenhuma mesa de voto, mas como gosto de me levantar cedo, já estou de saída para cumprir o meu dever e defender o meu direito de ser eu a escolher aqueles que quero no poder autárquico.
Até logo.

sábado, 10 de outubro de 2009

Três olhares: a mesma paixão pela cor e pela arte!




Foi inaugurada hoje a exposição colectiva de pintura que dá título a este artigo. São três artistas almadenses que merecem todo o meu aplauso pelo seu excelente trabalho.
A mostra estará patente ao público na Sala Pablo Neruda do Fórum Romeu Correia, de 3.ª a sábado, entre as 10h e as 18h, até ao dia 23 de Outubro.
A organização é da SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada (associação da qual tenho a honra de ser a Presidente da Assembleia Geral) e teve o apoio da Câmara Municipal de Almada.

Na véspera das eleições legislativas, inspirámo-nos na palavra escrita, durante uma sessão de "Poesia Vadia" e, agora, a inspiração virá da observação destas belas telas, e perdoem-me os outros dois autores, mas tenho de destacar, em particular, as obras de Américo Delgado de Souza (D'Sousa) - ele e a esposa habituais frequentadores das nossas sessões de poesia, pela subliminar mensagem que nos consegue transmitir através dos seus quadros que nos conduzem a profundas reflexões sobre a vida, a justiça ou o conhecimento.

Assim que tiverem oportunidade, passem por lá. Como a foto-reportagem demonstra, as obras expostas são de muito boa qualidade.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Palavras para quê?

Desde que foi criado o Parque de Estacionamento da Margueirinha nunca foi objecto de qualquer intervenção de limpeza das ervas e mato rasteiro...
Agora, a pouco menos de três dias das eleições autárquicas, é vê-los a tratar com afinco das ervas daninhas...
Palavras para quê? É a política autárquica em Almada... (não rima, mas também não faz mal).

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Autárquicas em Almada: Notícias da Lusa.

Autárquicas/Almada:
BE quer escolas abertas à comunidade para "fomentar participação cívica e política"


Almada, Setúbal, 07 Out (Lusa) – A candidata do BE a Almada, Helena Oliveira, afirmou hoje que “é preciso abrir as escolas do concelho à comunidade para rentabilizar os espaços, fomentando a participação cívica e política e a vontade de aprender”.

“As escolas têm que ser um sítio onde as pessoas podem reunir-se, discutir, aprender e participar”, afirmou à Lusa Helena Oliveira, durante uma acção de rua na freguesia do Feijó, em Almada.

Para a candidata bloquista, “há vários problemas na educação que é preciso resolver”: “O preço das refeições nas escolas públicas é superior ao que algumas famílias estão em condições de pagar e a rede pública de pré-escolar é muito inferior às necessidades do Concelho, por exemplo”, afirmou.

“Tem que ser a autarquia a arranjar forma de equilibrar os preços, diferenciando-os, e fazendo com que as famílias mais carenciadas não precisem de mandar os seus filhos para a escola com um lanche a mais na mochila para substituir o almoço”, argumentou.

“Quem assegura o pré-escolar no Concelho é o privado, que existe a preços acessíveis porque muitos dos infantários são da Santa Casa e das paróquias, que a Câmara sustenta com chorudos subsídios. É preciso que o Município seja capaz de se autonomizar”, acrescentou.

Helena Oliveira considera ainda importante que “se criem, em todas as freguesias do Concelho, pólos da biblioteca municipal”.

Apesar das críticas, a candidata considera “demagogia dizer que o investimento em educação não foi prioritário para a actual gestão CDU”, sublinhando, porém, que “importa perguntar por que é que, estando a construção das nove escolas agora inauguradas planeada desde o início do mandato, elas apenas entram em funcionamento no último ano e a um mês das eleições”.

“Isto é claramente uma medida eleitoralista”, defendeu, dando o exemplo da escola primária que frequentou, a número dois de Almada, que, afirmou, “foi demolida e construída de novo durante os três meses de férias escolares”.

Helena Oliveira pretende, nestas eleições, “derrotar todas as maiorias absolutas em Almada”, afirmando que “o Bloco não pretende fazer nada, promete apenas trabalhar com as pessoas, para as pessoas”.

O Bloco de Esquerda foi a quarta força política em Almada nas autárquicas de 2005, com 7, 03 por cento dos votos, contra 42,33 por cento da CDU.

JYF.

Lusa/fim

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Almada, Setúbal, 07 Out (Lusa) - Os candidatos do PS e do BE À Câmara de Almada acusaram o vice-presidente da autarquia, José Gonçalves (CDU), de ser o "verdadeiro candidato da CDU”, em substituição da presidente, Emília de Sousa.

Na terça-feira à noite, foi José Gonçalves que esteve em representação da candidatura comunista, algo que motivou a polémica por parte de Paulo Pedroso (PS) e Helena Oliveira (BE).

Para Paulo Pedroso, José Gonçalves é “o homem por detrás do biombo da CDU, que é a actual presidente da câmara e recandidata”: “Maria Emília de Sousa acha que a Câmara é do partido”, afirmou.

O candidato socialista tinha já havia afirmado, em declarações à Lusa, que “a candidata da CDU não levaria o mandato até ao fim”, acusação que a actual presidente rejeitou.

A candidata bloquista é da mesma opinião: “Saúdo especialmente o vereador José Gonçalves porque já tive oportunidade de debater com todos os outros”, afirmou.

Em reacção a estas declarações, o representante da CDU no debate defendeu que “qualquer elemento da Câmara representaria bem a candidata" porque existe "um trabalho colectivo" onde não se "personaliza projectos”.

“A nossa candidata à Câmara é Maria Emília de Sousa e dizer o contrário é lançar poeira para os olhos dos eleitores”, acrescentou.

O debate “Que cidade queremos? As grandes linhas estratégicas”, organizado pelo bar Acercadanoite, em Almada Velha, que juntou os candidatos do PS, BE, CDS-PP, PSD e CDU, contou com a presença de cerca de 100 pessoas.

SYC/JYF.

Lusa/fim

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Autárquicas/Almada: Oposição quer mais "ambição e ousadia" no turismo e na cultura.


Almada, Setúbal, 07 Out (Lusa) – Os candidatos da oposição à Câmara de Almada (CDU) defenderam, durante um debate na zona histórica da cidade, “uma Almada mais ambiciosa e mais ousada no turismo e na cultura”.

Para o candidato do CDS-PP, Fernando da Pena, “Almada tem condições para se afirmar internacionalmente no turismo e na cultura mas precisa de sofisticação”: “Não podemos ser empurrados para casa ou para o centro comercial, precisamos de reconquistar os centro da cidade”.

“Não podemos ir mais além só com construções e estradas, e estradas e construções”, acrescentou, defendendo que “Almada precisa de olhar para o seu património e para a sua paisagem, que tem desprezado e parar de enxotar tudo para o Governo”.

O candidato social-democrata, Jorge Pedroso de Almeida, considerou que “há falta de ambição neste executivo”, que acusou de “ter dificuldade em se aproximar das instituições, dos agentes culturais, das associações e das entidades privadas e e estabelecer parcerias”.

“Preconizamos uma Almada sofisticada. É fundamental que o envolvimento da autarquia não se esgote na atribuição de subsídios e entendemos que a acção cultural deve estar acima das opções partidárias, e chegar a todos”, acrescentou.

Para o candidato do PS, Paulo Pedroso, “importa ligar a cultura à animação da cidade”: “Ter uma Costa da Caparica com gente 12 meses por ano, quer chova ou faça sol, trazer para Almada a Companhia Nacional de Bailado, criar aqui uma escola de artes performativas e do espectáculo e animar as ruas”, afirmou.

O candidato prometeu ainda trazer para a Costa da Caparica “uma dos grandes festivais de Verão”.

Já o representante da CDU, José Gonçalves, defendeu o projecto de 22 anos desta gestão, argumentando que “a autarquia não tem uma visão dirigista da cultura, apoiando as iniciativas das instituições e das pessoas de uma forma não elitista”.

“Temos uma cultura de todos, uma cultura aberta e diversificada. Temos a consciência de que Almada é já um grande centro cultural internacional”, disse.

Para a candidata do Bloco, “a solução é apoiar a cultura nas 11 freguesias do Concelho através das associações e colectividades que têm dificuldades em renovar-se, em manter-se e em fazer vingar projectos”.

“É preciso apoiar dinamizando, incentivando, motivando, com regras claras e prestando contas sobre o dinheiro atribuído”, acrescentou, sublinhando que “a atribuição de subsídios e apoios tem que estar regulamentada para que se possa prestar contas do dinheiro que se recebe”.

“E é preciso”, defendeu, “levar para a rua o trabalho das associações e mostrá-lo às pessoas, que já mostraram que querem sair”: “Tudo para a rua!”, afirmou.

O debate “Que cidade queremos? As grandes linhas estratégicas”, organizado pelo bar Acercadanoite, em Almada Velha, que juntou os candidatos do PS, BE, CDS-PP, PSD e CDU, contou com a presença de cerca de 100 pessoas.

SYC/JYF.

Lusa/fim

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Será este um exemplo de boa gestão?

Estamos em pleno período da campanha eleitoral para as eleições autárquicas e proliferam pelo concelho de Almada dezenas e dezenas de cartazes de publicidade paga pela CMA recorrendo, portanto, ao dinheiro dos contribuintes.
Estando nós num concelho com tantos problemas ainda por resolver, nomeadamente ao nível social, os milhares de euros gastos desta forma não seriam muito melhor aplicados noutro tipo de acções?
Quando uma autarquia se socorre deste tipo de meios para divulgar a sua actividade, estando nós em época de campanha eleitoral, a fronteira da ética democrática ultrapassa-se facilmente na medida em que estes anúncios se confundem com a propaganda do partido que está no poder.

Na minha opinião, esta propaganda institucional visa apenas fins eleitoralistas e é a demonstração óbvia de que a gestão orçamental da CMA não é, afinal, assim tão rigorosa.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Legenda procura-se! Aceitam-se sugestões. Dão-se ideias...

(Monte de Caparica - bairro social)


Almas enrodilhadas à janela de grades de cimento espreitando... como se ao vento pudessem ir buscar alento para aguentar a triste vida entre quatro paredes fechada.

domingo, 4 de outubro de 2009

Uma exposição a não perder!

Foi inaugurada ontem, na Oficina de Cultura, em Almada, a exposição “6.900 dias de Cartoon, de Carlos Laranjeira”.

Trata-se de uma homenagem pública das autarquias locais do concelho (Câmara e Juntas de Freguesia), em articulação com a F4 – Associação de Imagem e Cultura, que irá estar patente ao público até dia 18 do corrente mês, de 4.ª a domingo das 14:30h às 19h e das 20h às 22h.

De políticos a artistas, desportistas e até o próprio autor, vai encontrar aqui dezenas e dezenas de caricaturas de gente conhecida, alguns já falecidos, que o irão deixar de sorriso na boca do início ao fim da visita.

O traço genial de Carlos Laranjeira consegue milagres: mostra-nos a realidade com um toque de humor fantástico, que nos deixa a pensar enquanto damos uma sonora gargalhada perante alguns dos cartoons mais inspirados.

Esta é, pois, uma exposição a não perder.

sábado, 3 de outubro de 2009

"Asfixia democrática" em Almada

Na campanha para as legislativas o PSD fartou-se de falar em "asfixia democrática" referindo-se ao PS (embora se esquecesse, convenientemente, de olhar para dentro da sua própria casa... mas, pudera, quem considera a Madeira um modelo de democracia!!!).
A este propósito, trago-vos hoje aqui a prova do comportamento exemplar, não do PSD nem de um outro qualquer partido de direita, mas da CDU de Almada. Sim, da CDU! Um suposto partido de esquerda (o quê? esquerda? bem, ok!, em respeito ao seu passado de luta antifascista e a algumas acções específicas que ainda possamos encontrar no presente... embora em Almada promova muitas políticas de direita e, por isso mesmo, tem no PSD o seu parceiro de governo - começou pelas freguesias e prepara-se para fazer o mesmo na câmara municipal se não ganhar com a maioria absoluta - duvidam? eu não!).
Ora vejam o painel que ilustra este artigo (Praça Gil Vicente, em frente à Escola Secundária Cacilhas - Tejo, numa fotografia tirada ontem à tarde): por cima de um cartaz do Bloco de Esquerda para estas eleições autárquicas, portanto actualizado, e afixado legitimamente, a CDU resolveu tapá-lo (asfixiá-lo) completamente... completamente não direi, deixou uma nesga para o mesmo respirar e, foi esse "rabo de palha" que nos permitiu enviar a denúncia para Comissão Nacional de Eleições que já seguiu ontem.
Mas esta atitude já vem sendo habitual aqui em Cacilhas e mostra bem o rspeito que a CDU tem pelas regras democráticas. Duvidam? Pois então recordo-vos o que se passou na anterior campanha para as autárquicas, em 2005 e que motivou uma queixa à CNE e que obteve parecer favorável ao BE:

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Bloco de Esquerda: instantes de campanha...

Cacilhas (Rua Cândido dos Reis)
Cacilhas (Largo Alfredo Dinis)
Cova da Piedade
Cova da Piedade
Feijó (Bairro do Chegadinho)
Feijó (Pingo Doce)
Veja as foto reportagens no blogue:

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Balanço Eleitoral - parte II


Nas eleições legislativas, de 2002 para 2005, o BE subiu 108%, e de 2005 para 2009 22%.
Nas autárquicas, de 2001 para 2005, o BE subiu 155% no que se refere à eleição para a Câmara Municipal, e 151% para a Assembleia Municipal. Quanto subirá de 2005 para 2009?
Acerca da CDU, podemos observar que subiu 5% nas legislativas de 2002 para 2005 mas, todavia, decresceu outro tanto de 2005 para 2009.
Em relação às autárquicas, a CDU subiu 5% de 2001 para 2009 no que se refere à eleição para a Câmara Municipal, e apenas 2% para a Assembleia Municipal. Manterá esta proporção? Ou verificar-se-á uma tendência de descida, como a ocorrida nas legislativas?
Nas autárquicas de 2005, a CDU perdeu votos nas freguesias de Almada, Cacilhas, Cova da Piedade, Feijó e Trafaria, a CDU, em particular nesta última onde a presidência da Junta passou para o PS.
Uma coisa interessante de se analisar aqui no concelho de Almada prende-se com o eleitorado flutuante, isto é, os eleitores que nas legislativas votam PS e nas autárquicas votam CDU. Em 2005 foram cerca de 23.456 eleitores que confiaram no PS para o parlamento mas já não lhe deram apoio a nível municipal. Que razões justificam este comportamento?
Assim como podemos dizer que há uma parte significativa de pessoas (13.325) que embora queiram a CDU na autarquia (em 2005) já não lhe confiam o voto para a Assembleia da República (2009).
Do mesmo modo temos um PS que, apesar da crise e do desgaste da maioria absoluta de Sócrates, e de em 2005 não ter conseguido cativar o eleitorado em termos autárquicos, acaba por obter mais 14.264 votos e vencer no concelho de Almada as eleições legislativas em todas as freguesias. Será que a falha está nas candidaturas apresentadas pelo PS até à data? Poderá Paulo Pedroso quebrar este ciclo?
Por fim, só mais uma pequena anotação para vos dizer apenas que cerca de 4.701 votantes do PSD têm a mesma atitude que parte dos eleitores do PS: votaram no PSD nas legislativas de 2005 mas não o fizeram nas autárquicas de 2005. Como se comportarão em 11 de Outubro de 2009, considerando que entre as autárquicas de 2005 e as legislativas de 2009, houve 4.595 que flutuaram de um lado para o outro?
E o CDS, perguntarão? Apesar da significativa subida nas legislativas, de 2005 para 2009, o certo é que este é um partido sem expressão autárquica no concelho de Almada, pois apenas costuma apresentar candidatura à CM e à AM e à freguesia da Costa da Caparica.
Finalmente, e apesar de os dados não constarem no quadro em análise, não posso terminar este artigo sem uma referência à abstenção:
Em relação às eleições autárquicas a abstenção foi de 53% (2001) e 52% (2005), em termos concelhios. Em 2001, a freguesia menos abstencionista foi a da Sobreda (48%) e a do Laranjeiro aquela onde a abstenção foi a mais elevada (59%). Em 2005, a Trafaria foi a freguesia onde os abstencionista foram em menor número (46%) e o Laranjeiro continuou a ser a freguesia com maior taxa de abstenção (58%).
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