quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Louvados sejam os dirigentes da Câmara Municipal de Almada

Veja AQUI a versão integral do documento onde esta bárbara afirmação foi feita.

Além do reflexo da confrangedora falta de conhecimentos técnicos dos dirigentes responsáveis pelos recursos humanos, verificamos que o Departamento de Administração Geral sofre, também, do mesmo mal.

É que não só não sabem a diferença entre progressões (as antigas mudanças de escalão) e promoções (a passagem á categoria seguinte e que, em regra, acontecia através de concurso) como desconhecem o texto da Lei n.º 43/2005, de 29 de Agosto (cujo prazo de vigência foi prorrogado pela Lei n.º 53-C/2006, de 29 de Dezembro).

A Câmara Municipal de Almada andou a mentir aos seus trabalhadores, descaradamente, durante estes últimos três anos, o que é, de facto, uma vergonha. E caso para perguntar: trata-se de dirigentes néscios ou ingerência do poder político? Com que fins? Que “amor-próprio” terão pessoas que se sujeitam a tamanha indignidade?

Aliás, os dirigentes são, de facto, o “calcanhar de Aquiles” desta autarquia, conforme facilmente se deduz pelo teor do relatório da IGAL, na sequência da inspecção efectuada em 2006 aos serviços de pessoal, e depois do qual foram anulados quase todos os concursos para o desempenho dessas funções, tendo a Inspecção terminado com a sugestão de que fossem interpostas diversas acções judiciais.

Para que tirem as conclusões apropriadas, aqui vos deixo a parte final do referido relatório (documento este que se encontra disponível na integra na página da IGAL – http://www.igal.pt/ sítio onde pode ler, também, a resposta da CMA).





terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O analfabetismo dos dirigentes da Câmara Municipal de Almada

Nos termos da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, a gestão dos recursos humanos nas autarquias passou a ser feita em função do "mapa de pessoal", o qual faz parte integrante do respectivo orçamento.

Embora o artigo 5.º da citada legislação até seja de leitura bastante simples (basta saber ler para perceber como se deve construir os mapas de pessoal), a DGAEP disponibilizou dois modelos (o A - mais completo, e o B - simplificado), com instruções claras e objectivas para ambos.
Mesmo assim, com a "papinha toda feita" (como se costuma dizer), certo é que a Câmara Municipal de Almada não conseguiu elaborar um "mapa de pessoal" completo e que cumprisse os requisitos legalmente exigidos, como se pode verificar pela leitura das imagens que aqui vos apresento, e resolveu anexar ao Orçamento de 2009 o quadro resumo do modelo B acima identificado.

Intencional ou não, resultado da ingerência do poder político (talvez sim...), esta é com toda a certeza mais uma demonstração da incompetência dos dirigentes do sector dos recursos humanos da CMA e a prova efectiva de que necessitam, urgentemente, de aprender a ler (isto já para não referir a necessidade de formação profissional específica)...

(num comentário à parte: estando a CMA a aplicar o SIADAP desde 2006, sabendo que este é baseado no estabelecimento de objectivos prévios que devem ser ambiciosos, erros sucessivos destes são imperdoáveis e podem levar à perda da comissão de serviço... mas qual será a avaliação que a Presidente da Câmara vai dar a estes dirigentes? Confesso que estou bastante curiosa... se calhar até prémios de desempenho lhes irá atribuir pelo seu "excelente trabalho".)

Voltando ao "mapa de pessoal" da CMA (que, convém esclarecer, apenas a CDU aprovou, já que o PS, o PSD e o BE votaram contra) ...

Nele faltam, em relação a cada posto de trabalho, informações tão importantes (fundamentais, aliás) como sejam:

1) as atribuições, competências ou actividades que o seu ocupante se destina a cumprir;

2) a área de formação académica ou profissional de que o trabalhador deva ser titular.

Não sei se notaram mas, sem estes elementos, como poderemos saber:

a) quais são as funções que aquele pessoal desempenha?

b) qual é a sua distribuição pela estrutura orgânica da autarquia?

c) se, face às actividades planeadas, existem trabalhadores em número suficiente, insuficiente ou excessivo?

Conveniente que não se saiba, não é?

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Saibam quanto andam a perder...


Seleccione "Ano inicial" e preencha "Salário inicial" no ano seleccionado...
Saberá quanto dinheiro deveria estar a ganhar, hoje, se tivesse tido um aumento de salário igual à inflação.

domingo, 11 de janeiro de 2009

A longa espera...


Mais uma imagem a necessitar da vossa imaginação para colocar a legenda adequada.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Câmara Municipal de Almada: a saga continua...


Hoje trago-vos um exemplar da notificação que a Câmara Municipal de Almada está (ou estava, ao que parece) a enviar aos trabalhadores para lhes comunicar a integração nas novas carreiras, assunto do artigo de ontem.

Além desta, tenho mais exemplares que alguns trabalhadores me entregaram para análise da sua situação, garantido o respectivo anonimato (por razões óbvias). Por isso, quem pudesse pensar que, tal como no caso dos precários houve quem tentasse levantar a dúvida, eu estava a falar com base em informações avulsas ou denúncias infundadas, pode-se desenganar. Tenho provas concretas de tudo o que aqui escrevo sobre estas matérias.

Após este esclarecimento prévio, avancemos, então...

Vamos tomar como exemplo o caso versado na imagem que ilustra esta notícia.

Trata-se de um/a funcionário/a integrado na carreira geral de Assistente Técnico, inserido/a na categoria com a mesma designação. Mas, por a abrangência ser bastante vasta (nela couberam uma imensidão de carreiras, com atribuições e competências muito diversas), a lei impõe como necessário que se indique as funções que cabem ao trabalhador.

Portanto, não é defeito da legislação mas de quem a interpreta (neste caso nem sequer era preciso nenhum curso de direito... bastaria saber ler) – n.º 3 do artigo 109.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, uma tarefa bastante simples, o facto de o DRH da CMA se ter esquecido de fazer essa indicação.

Assim como, ao não fazer a ligação, de forma expressa e transparente, entre a situação que o/a trabalhador/a detinha até 31-12-2008 com a nova realidade (mais uma norma de muito fácil execução e, por isso, incompreensível que a CMA a não tivesse feito) acaba por impedir uma leitura imediata para aferição do cumprimentos dos preceitos legais.

Em nome da transparência procedimental teria bastado indicar que:
Ao escalão X – índice 000 da sua carreira anterior, corresponde a posição remuneratória Y – nível remuneratório 000, cuja remuneração básica mensal ilíquida é de 00€. Bastante complicado, não acham?

Mas o DRH preferiu omitir parte da informação e optou por nem tão pouco explicar aos funcionários de que o salário indicado era o que auferiam em Dezembro de 2008 e não o que iriam receber em 2009, pois ainda não lhes fora aplicada a tabela anexa à Portaria n.º 1553-C/2008, de 31 de Dezembro.

Como a notificação nada esclarecia sobre o assunto (cá para mim nada disto é intencional), muitos foram os que pensaram que devido à integração no novo regime de carreiras não iriam ser aumentados em 2009.

A insatisfação era consequência mais do que provável... com os ânimos ao rubro e sem ninguém que, de forma clara e isenta, lhes esclareça as dúvidas (porque, assim, é fácil manobrar vontades...), ou pior ainda, com alguns, fingindo-se de bem intencionados, lastimando-se da dificuldade na aplicação da legislação e insistindo na malvadez do Governo, lá se vão fornecendo informações erradas, intencionalmente ou por serem mesmo néscios... e os trabalhadores cada vez mais confusos e sem saberem já em quem confiar.

Um jogo maquiavélico ou uma forma expedita de a CDU almadense deixar o pessoal da CMA a pensar que o Governo estava, mais uma vez, a tramar os funcionários autárquicos?... e assim lá acabam por justificar o ataque cerrado ao Partido Socialista e escondem a incompetência de muitos dos seus dirigentes... e pior ainda, tentam branquear a atitude dos responsáveis políticos, que cada vez se vão afastando mais das práticas democráticas.

Voltando ao caso em apreço...

Este/a trabalhador/a estava posicionado no escalão 3 – índice 259 da respectiva categoria, à qual correspondia o vencimento de 864,05€.

Fazendo a respectiva correspondência, temos que o/a trabalhador/a deveria ter sido informado/a de que, em conformidade com o disposto na Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, e no Decreto Regulamentar n.º 14/2008, de 31 de Julho, transitava para a carreira/categoria de Assistente Técnico, e que passava para a Posição Remuneratória – entre a 3.ª e a 4.ª e para o Nível Remuneratório – entre o 8 e o 9, na medida em que a sua situação não tinha enquadramento exacto na nova tabela salarial, ficando numa posição intermédia e/ou complementar até que se viesse a processar alteração do posicionamento remuneratório.

E, se o interesse da autarquia fosse mesmo o de informar, correctamente, os seus trabalhadores, considerando que se haviam atrasado na elaboração das Listas Nominativas de integração (documento que deveria ter sido elaborado e comunicado aos trabalhadores até 31-12-2008) e apenas estavam a notificar os funcionários em Janeiro de 2009 quando, entretanto, até já fora publicada a tabela salarial única para este ano (anexa à Portaria n.º 1553-C/2008, de 31 de Dezembro), não acham que seria oportuno informarem-nos, também, de qual seria o seu próximo vencimento?

Se assim tivesse sido, o/a nosso/a trabalhador/a não teria ficado a pensar que em 2009 não seria aumentado pois a informação que lhe teria sido dada seria:
E a partir de 01-01-2009 a sua remuneração mensal base ilíquida passará a ser de 889,11€ – nos temos do disposto da alínea a) do n.º 4 da Portaria n.º 1553-C/2008, de 31 de Dezembro.

Será esta uma autarquia que nada tem a esconder, que utiliza procedimentos transparentes, tem dirigentes competentes à frente do sector dos recursos humanos e políticos responsáveis? Respondam vocês a esta pergunta que a minha opinião já vocês sabem.

Nota final:
Esqueci-me de dizer que a DGAEP disponibilizou, ainda em Dezembro passado, um modelo de Lista Nominativa... os dirigentes do DRH da CMA parece que nem isso conseguiram copiar. É caso para dizer, “santa ignorância”...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Aos trabalhadores da Câmara Municipal de Almada

Com a entrada em vigor do RCTFP (Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas) em 01-01-2009, e no âmbito da aplicação da LVCR (Lei dos Vínculos, Carreiras e Remunerações), a Câmara Municipal de Almada começou a notificar os seus trabalhadores, através de ofício circular do conteúdo da Lista Nominativa de transição para as novas carreiras e categorias e do respectivo posicionamento remuneratório.

Sendo este um processo obrigatório e do qual já se tinha conhecimento iria acontecer nesta data desde 27 de Fevereiro de 2008, o que permitiu que as autarquias fossem preparando, atempadamente, os actos e procedimentos subsequentes, é flagrante a falta de rigor com que no município de Almada as coisas foram acontecendo.

E isso é bem notório no teor da missiva acima referida, que além de uma redacção pouco cuidada, apresenta imprecisões graves... Comecemos por enunciar as três primeiras:
1) Falta de data;
2) Entrega sem comprovativo de recepção;
3) Não indicação do facto de os trabalhadores poderem reclamar, no prazo de cinco dias úteis contados a partir da data de tomada de conhecimento da notificação, caso não concordem com a pontuação que lhes é atribuída e queiram solicitar a respectiva avaliação curricular (nos termos do disposto no n.º 9 do artigo 113.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro).

Perguntarão, e bem:
Se a comunicação em causa não tem data e não existe forma de comprovar quando foi feita a respectiva entrega (muitas cartas estão a seguir pelo correio sem registo e sem aviso de recepção), a partir de que data se pode dar início à contagem do prazo atrás referido?

De seguida, foram detectadas mais três falhas, apesar de a sua referência ser uma obrigação decorrente da aplicação do n.º 3 do artigo 109.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, o certo é que a notificação que a CMA está a enviar aos seus trabalhadores é omissa em dois aspectos fundamentais:
4) Não são indicadas quais são as atribuições / competências ou actividades que cabe ao trabalhador cumprir e/ou executar;
5) Nem são referidas quais são as posições remuneratórias exactas em que os trabalhadores foram integrados, de harmonia com o disposto no Decreto Regulamentar n.º 14/2008, de 31 de Julho, ou as posições intermédias / complementares em que ficam até que se venha a verificar alteração do posicionamento remuneratório actual;
6) Assim como nada se diz quanto ao nível remuneratório de integração.

Dos cinco elementos que a lei indica, expressamente, que devem constar na comunicação, apenas foram cumpridos dois: a indicação da modalidade de constituição da relação jurídica de emprego público (contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado) e a referência à carreira /categoria. Vá lá, acabaram por apresentar uma outra: a remuneração base mensal ilíquida a qual presumimos tenha sido de acordo com a tabela remuneratória única anexa à Portaria n.º 1553-C/2008, de 31 de Dezembro, pois nenhuma indicação é dada nesse sentido.

Mais uma vez, é caso para perguntar:
Foi simples esquecimento ou pretendem os serviços esconder alguma informação? Duma forma ou de outra trata-se de pura negligência.

Contudo as nossas críticas não se ficam por aqui...

No que se refere à atribuição dos pontos por cada ano de 2004 a 2007, inclusive, a fundamentação é insuficiente em relação aos dois primeiros anos pois apenas é indicado que «a partir de 2004, é atribuído um ponto por cada ano de serviço no actual índice e escalão», tendo sido feita a excepção dos anos de 2006 e 2007, por nesse período a CMA já ter implementado o SIADAP e as regras definidas serem de Excelente (3 pontos), Muito Bom (2 pontos) e Bom (1 ponto).

Ou seja, não sendo indicada mais nenhuma explicação, é de presumir que a CMA terá decidido considerar os anos de 2004 e 2005 como sendo “não avaliados” e aplicar-lhes a norma do n.º 7 do artigo 113.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro.

Contudo, entendimento diferente tem a Direcção-Geral da Administração e Emprego Público, expressa no seu ofício n.º 004744, de 26 de Novembro de 2008, e que a seguir se enuncia:
Dado que a avaliação de desempenho na Administração Local nos anos de 2004 e 2005 foi, de acordo com o previsto no n.º 2 do artigo 2.º da Lei n.º 15/2006, de 26 de Abril, efectuada ao abrigo do Decreto Regulamentar n.º 44-B/83, de 1 de Junho (adaptado às autarquias locais pelo Decreto Regulamentar n.º 45-B/88, de 16 de Dezembro), o cálculo dos pontos a atribuir aos trabalhadores deverá ser feito em função das avaliações que lhes tenham sido atribuídas nesses anos, com observância do disposto na alínea b) do n.º 2 e no n.º 4 do artigo 113.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro.

Isto é, em vez de correr todos os trabalhadores a BOM (valor qualitativo equivalente a 1 ponto), prejudicando muitos daqueles que haviam tido desempenhos de MUITO BOM em 2004 e 2005, a CMA poderia ter optado por diferenciá-los, mesmo que essa hipótese não viesse a contemplar todo o universo dos que tiveram aquela classificação por aplicação da quota de 25% fixada na alínea b) do n.º 4 do artigo 113.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro.

Custa-me a compreender como é que é possível uma autarquia liderada pela CDU, que se comporta na rua e nos sindicatos como se fosse a única força política que defende os trabalhadores, acabe vilipendiando tantos dos seus direitos, seja actuando de forma pouco transparentes em matéria de gestão de recursos humanos, seja impedindo-os de auferirem o vencimento adequado ou obrigando-os a estarem mais dois anos, além dos dez que o sistema regra obriga, a aguardar a mudança de posicionamento remuneratório, mercê da inadequada pontuação que lhes foi atribuída.

Bem, se isto é defender os interesses dos trabalhadores... E não me venham dizer que a culpa é do Governo porque, para mim, essa desculpa só serve para esconder a incompetência do Departamento de Recursos Humanos da Câmara Municipal de Almada.

Ou, se calhar, esta será uma forma deliberada de a CDU atingir um objectivo específico: o de através do descontentamento dos seus trabalhadores, a quem candidamente tenta convencer de que tudo isto é culpa exclusiva do Governo, discurso habitual dos sindicatos afectos à CGTP (isto é, ao PCP), fomentar agitação social e ganhar dividendos políticos para conseguir que o Partido Socialista desça de votação nas eleições legislativas e, sobretudo, autárquicas (aqui em Almada será uma tentativa de manter a maioria absoluta que o PCP começa a ver tremida)... Ideia rebuscada? Concordo! Mas se calhar mais provável do que possamos imaginar. A estratégia política tem razões que a razão desconhece, tal é a força do amor ao poder.

Por tudo isto, sugerimos aos trabalhadores da Câmara Municipal de Almada que estejam atentos ao recebimento da notificação de “transição para as novas carreiras/categorias” para não deixarem passar o prazo de reclamação e não se acanhem, lutem pelos vossos direitos e caso não concordem com a pontuação que vos é atribuída para os anos de 2004 e 2005 solicitem que essa ponderação seja revista com base na fundamentação expressa no ofício da DGAEP aqui transcrita.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Mãos ao alto!


Mas, estejam descansados... isto não é um assalto.
Hoje estou cansada demais. Por isso:
Deixo ao vosso critério a legenda adequada!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Que belo exemplo

Acabei de ter conhecimento de uma história bem caricata passada numa escola secundária do concelho de Almada e que a seguir vos passo a contar:

Integrada na disciplina X, foi organizada uma visita de estudo (realizada hoje mesmo) ao Palácio Nacional de Mafra.

Contudo, um dos professores, apesar de logo no início do ano lectivo ter avisado os seus alunos de que não os iria levar a saídas dessas (vá-se lá saber porquê!), acabou por ir àquela visita com duas das suas turmas mas, ter-se-á esquecido de uma terceira.

Os estudantes preteridos, desconhecendo as razões para tal facto, contactaram uma professora responsável e tentaram ser incluídos. Foram informados de que, entre outros motivos, não podiam ir porque em Mafra apenas autorizavam um grupo de 100 alunos, fazendo supor ser esse o número total de alunos que iria à visita de estudo.

Indignados com a situação e interessados em participar, os alunos excluídos encetaram diversas diligências para ver se conseguiam ir, também, à visita de estudo.

Depois de vários contactos, souberam que, finalmente, Mafra dera o consentimento para que fosse excedida a lotação de 100 e uma das professoras confirmou-lhes, na véspera, que iria tratar de pedir para trocar um dos autocarros de 40 para 55 lugares e estava resolvido o problema. Portanto, eles que se apresentassem à hora marcada.

Assim o fizeram os alunos. Entraram para um dos autocarros e depois de lá permanecerem cerca de cinco minutos, pouco antes da partida, vem uma professora avisá-los de que os alunos da turma Y tinham de sair todos pois, afinal, não estavam autorizados a ir porque não haviam lugares que chegassem.

Espantados e sem compreender o que se estava a passar, acabam por sair. Já na rua, vem a mesma professora que se dirige ao grupo e começa a indicar, aleatoriamente (ou talvez não, não se sabe!), alguns alunos daquela turma que poderiam, afinal, ir na visita ficando a maioria em terra.

Claro que os alunos não gostaram dessa distinção e responderam que ou iam todos ou nenhum, acabando a professora de devolver o dinheiro da inscrição a todos eles.

No final partiram 2 autocarros: o de 40 lugares, cheio, e o de 55 lugares, com 8 cadeiras vazias.

Mas alguém me saberá explicar como é que 100 alunos caberiam em 2 autocarros de 40 lugares cada? É que mesmo tendo vindo um de 55 lugares, supostamente para levar os alunos da turma que fora esquecida, mesmo assim faltavam lugares... contudo um dos autocarros acabou por partir com oito lugares vagos. Ou seja... Que grande confusão!

Apenas uma certeza fica: esta história está muito mal contada... literalmente, pois há aqui, além da notória desorganização, muita negligência (quiçá alguma má vontade) e uma evidente falha ao nível dos conhecimentos de matemática. Por isso, não resisto a aconselhar os professores responsáveis a fazerem uma reciclagem sobre noções básicas de aritmética e, já agora, que tratem de reflectir, também, sobre as causas de tão triste ocorrência para que, no futuro, não venha a ser cometido o mesmo erro, pois situações como a descrita em nada prestigiam a escola em causa.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Não é anedota... mas parece mentira...

Leiam com atenção.

Diário da República n.º 255, de 6 de Novembro 2008:

EXEMPLO 1
No Aviso nº 11 466/2008 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J. para um cargo de "ASSESSOR", cujo vencimento mensal anda à ronda de 3500 EUR (700 contos).

Na alínea 7:..."Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na... Apreciação e discussão do currículo profissional do candidato."

EXEMPLO 2
No Aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda de 450 EUR (90 contos) mensais. "...
Método de selecção:
Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a duração de 90 minutos. A prova consiste no seguinte:
1. - Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
2. - Regime de Férias, Faltas e Licenças;
3. - Estatuto Disciplinar dos Funcionários Públicos.
Depois vem a prova de conhecimentos técnicos:
Inumações, cremações, exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários. Por fim, o homem tem que perceber de transporte e remoção de restos mortais. Os cemitérios fornecem documentação para estudo.

Para rematar, se o candidato tiver:
- A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
- O 11.º ano de escolaridade somará + 18 valores;
- O 12.º ano de escolaridade somará + 20 valores.
No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e psíquicas do candidato.
ISTO TUDO PARA UM VENCIMENTO DE 450 EUROS MENSAIS! Enquanto que no caso do Assessor... bem, é caso para dizer que BASTA UMA CUNHA.

Vale a pena dizer mais alguma coisa?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O Cacilheiro


É um jornal escolar (da Escola Secundária Cacilhas - Tejo) e chama-se O Cacilheiro. Diversificado, muito bem estruturado, com um leque variado de colaboradores... é, claramente, um projecto que merece destaque.
Deixo-vos a primeira página e o editorial, assim como a rubrica de poesia (ou não fosse eu fã desta forma de expressão literária) e uma das duas páginas dedicadas à actualidade. Mas há mais, muito mais para lerem... desde entrevistas, informações diversas, passatempos, artigos de opinião, reportagens...
Parabéns à equipa redatorial e a todos quantos apoiam esta iniciativa.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Ser ou não ser... Democrata.

Imagem retirada DAQUI.
Um conjunto de amigos, a maioria aderentes e simpatizantes do BE, reuniu-se para conversar, entre outros assuntos, sobre a política autárquica em Almada.

Eis senão quando um de entre eles afirma, perante uma plateia espantada: - Eu cá não sou democrata! Faço questão de o dizer já.

Estaria a brincar? pensaram os restantes membros do grupo... - Se tu não és democrata, aqui todos nós o somos, alguém responde indignado.

Ao que o visado, argumenta: - Até podem ser, mas democratas burgueses não serão com certeza.

De seguida, ouve-se alguém dizer: - Então, se pensas assim, estás no sítio errado.

De novo o "não democrata" esclarece: - Estou aqui para observar como isto funciona...

À cautela, temendo que a troca de palavras azede, há quem proponha:- Esta era uma discussão que daria "pano para mangas", mas não é o objectivo da nossa conversa de hoje. Num outro dia talvez... Por isso, vamos lá ao que interessa.

A polémica parecia arredada definitivamente da discussão até ao momento em que veio à colação o assunto do trabalho precário na Câmara Municipal de Almada, as iniciativas já encetadas pelo BE na denúncia pública da situação e o que fazer a seguir perante a prepotência da CDU...

- Mas, afinal, quem é o nosso inimigo? Julgava que o BE combatia a direita e não andava por aí a atacar a esquerda. O que é que se ganha com isso? Só vejo vantagens pessoais, pois do ponto de vista político o BE só tem a perder com o ataque ao PCP. Não nos podemos esquecer que a convergência de esquerda só é possível com o PCP.

De imediato, ouvem-se várias perguntas quase em uníssono: - Mas, afinal, o que é que tu queres dizer com isso? Que as irregularidades que a CDU pratica na CMA devem ser desculpadas, mas se fossem cometidas pelo CDS ou pelo PSD, por exemplo, já eram condenáveis? Que devemos ser tolerantes com as ilegalidades cometidas pelo PCP em nome de uma suposta convergência de esquerda?

Colocando a máscara do ente iluminado que está falando para a plebe ignorante que de estratégia política nada sabe, o tal "não democrata" insiste: - Temos de pensar no futuro. E definir se o BE quer fazer parte do poder ou não. Atacar o PCP é um erro que se irá pagar caro em termos eleitorais.

O incómodo era visível nos rostos de todos. A indignação crescia a olhos vistos...

- Há que saber "separar as águas"... estamos falando da actuação do PCP em Almada. Não confundamos as coisas. Trata-se do mesmo partido que na Assembleia da República e nos sindicatos levanta a bandeira contra a precariedade, mas aqui no nosso concelho faz precisamente o contrário. O BE está ao lado dos trabalhadores na luta pelos seus direitos. Defendemos o princípio do trabalho com dignidade. Calar é consentir, é pactuar com esta incoerência e ser conivente com o incumprimento da lei. A denúncia pública é o caminho. Não podemos agir de outra forma. Os trabalhadores nunca nos perdoariam...

Obviamente aborrecidos com o discurso do "não democrata" alguns já falavam que: - Deve ser um infiltrado do PCP. Era o que faltava... fingir que nada sabemos. É por esta e por outras que os cidadãos se afastam da política.

E dirigindo-se especificamente ao polémico interveniente: - Sabes que, aqui em Almada, para não perder a maoiria absoluta, o PCP fez alianças com o PSD nalgumas freguesias? Como classificas este tipo de pactos? Será o" poder a qualquer preço" uma atitude de esquerda?

A reunião ainda continuou, mas julgo que este excerto já contém matéria suficiente para reflectir. Fico à espera das vossas opiniões.

sábado, 3 de janeiro de 2009

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Fórum pela Paz - Convite

No preciso momento em que a barbárie da guerra assume gravidade extrema, um amplo grupo de personalidades, das mais variadas áreas da sociedade, juntaram-se para lançar a ideia de uma associação cujo principal objecto consiste na reflexão, defesa e promoção da Paz e dos Direitos Humanos.

Dizem ser este "rumo da comunidade internacional e o modo como Portugal nela se insere" que os preocupa.

O "Fórum pela Paz e pelos Direitos Humanos" terá a sua primeira sessão pública no próximo dia 6 de Janeiro, pelas 18h30, na sede da Associação 25 de Abril (Rua da Misericórdia, 95 - Lisboa) e contará com intervenções de D. Januário Torgal Ferreira, do médico Fernando Nobre e do presidente do Fórum, Domingos Lopes.

A actriz Maria do Céu Guerra fará a leitura de um poema alusivo.

Contamos consigo.

Conselho de Fundadores: Ana Sofia Monteiro, António Arnaut, António Avelãs, António Bica, António Borges Coelho, António Cluny, António Pessoa, Avelino Pinto, Constantino Alves, Corregedor da Fonseca, Domingos Lopes, Eduardo Maia Costa, Fernando Nobre, Hélder Costa, Januário Torgal Ferreira, Joana Mortágua, Janita Salomé, José Manuel Mendes, José Mário Branco, Kalidas Barreto, Levy Batista, Luís Azevedo, Martins Guerreiro, Manuela Freitas, Mário Tomé, Nuno Teotónio Pereira, Paulo Sucena, Ulisses Garrido, Vasco Lourenço, Vitor Garrido, Vitorino.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Festa e Caos

A festa da passagem de ano em Cacilhas, organizada pela Câmara Municipal de Almada, prometia ser de arromba... até a chuva parou e o céu carregado de nuvens durante todo o dia desanuviou-se. A Av.ª 25 de Abril, principal artéria de acesso ao local da festa (em frente ao cais onde se encontra atracada a fragata D. Fernando e Glória), para quem vem do centro da cidade de Almada, era uma confusão... muita gente a pé mas, também, carros estacionados em todo o lado, à excepção do espçao canal do MST que circulava completamente cheio em direcção a Cacilhas.
Depois do espectáculo de pirotecnia, a rivalizar com o da Praça do Comércio, que vestiu o Tejo com um manto multicolor e transformou o céu escuro numa tela de luz, foi o regresso a casa daqueles que não quiseram ficar para continuar os festejos.

E se a confusão na chegado foi imensa, naquele momento deu-se início ao caos total... filas de trânsito que duraram horas, buzinas a apitar, carros a inverter a marcha cruzando as linhas do MST, âmbulâncias, carros da PSP e autocarros dos TST a circularem sobre os carris como se fossem eléctricos e o até engarrafamento do Metro se assistiu com vários deles parados uns atrás dos outros sem conseguir avançar tal era a confusão.
Festa sim, mas parece-me que não houve a adequada previsão das consequências da exponencial afluência de visitantes.

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