domingo, 3 de fevereiro de 2008

Incentivo à leitura



Não costumo ler o semanário SOL. Prefiro o EXPRESSO (que, de vez em quando compro). Mas o meu jornal diário (incluindo fins de semana) é o PÚBLICO, às vezes também o JORNAL DE NOTÍCIAS.

Vem esta conversa a propósito de uma chamada de atenção que o meu amigo Armindo Reis, um conceituado autor de livros infantis de que já aqui vos falei, me fez ontem, quando nos encontrámos de manhã, por mero acaso, e acabámos por ficar à conversa sobre literatura para crianças.

É que, aquele semanário (o Sol), ia começar (a partir de 2 de Fevereiro) a integrar uma colecção de 12 livros muito interessante: vários clássicos portugueses adaptados aos mais novos por escritores actuais e com óptimas ilustrações, em papel de qualidade... e tudo pela módica quantia de 2,5€ (além do preço do jornal, que também é de 2,5€), sendo que os primeiros quatro seriam gratuitos.

Pensei logo no meu sobrinho Pedro e, claro, fui de imediato adquirir o dito jornal e assim comecei a fazer a colecção, que integra, como atrás referi, 12 títulos, de 7 grandes nomes da nossa literatura: Eça de Queirós, Gil Vicente, Júlio Dinis, Camilo Castelo Branco, Pe. António Vieira, Fernando Pessoa e Almeida Garrett.

Sendo a leitura o meu passatempo preferido desde miúda, não é de estranhar que tenha lido todos os livros que aqui aparecem referenciados e entre os quais se encontram alguns daqueles que, ainda hoje, passados quase trinta anos após os ter apreciado com tanto carinho, considero das minhas obras de eleição, como seja Os Maias, A Cidade e as Serras ou a Morgadinha dos Canaviais.

Espero que esta iniciativa inédita, ousada nos objectivos a que se propõe (nomeadamente, os de incentivar as crianças à leitura e o de lhes incutir o desejo de, mais tarde, virem a querer conhecer os originais), seja um êxito porque, pelo que me foi dado observar pelo número um (Os Maias, de Eça de Queirós) a qualidade é a marca desta colectânea.

E deixo um conselho: procure nas bancas o semanário Sol de dia 2 de Fevereiro e encomende os restantes. Faça uma surpresa e ofereça este conjunto de livros no dia da criança ao seu filho/a, neto/a, sobrinho/a, primo/a ou a qualquer criança sua conhecida. Ou, então, reserve-a como prenda de aniversário ou de Natal. É um bom investimento.



Parabéns pela iniciativa editorial e a todos que nela colaboram.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Será mesmo o paraíso!?



«Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria» (José Luís Borges)... é esta a frase que nos dá as boas vindas à BYBLOS. E eu sinto-a como minha.


Por isso, agora que se aproxima mais um fim-de-semana, atrevo-me a sugerir-vos... passem por este novo espaço lisboeta. Eu, que sou uma fnaco-dependente, passei por lá na 4.ª feira e acho que fiquei apaixonada... tem muito mais espaço dedicado à leitura presencial, algo que começa a faltar nos vários estabelecimentos da FNAC, a cafetaria é ampla e até serve refeições completas, o auditório é extremamente confortável e a programação atraente, circula-se à vontade, sem atropelos, as obras estão bem arrumadas e são facilmente acessíveis...

No que toca a leituras, neste momento estou a ler os dois livros que aqui vos apresento: A noite do Oráculo, de Paul Auster e A Conspiração dos Antepassados, de David Soares. Um acompanha-me nos transportes públicos e o outro adormece comigo e é quem me dá os bons dias. (Já aqui vos disse que tenho uma necessidade compulsiva de ler, por isso chego a andar com três livros ao mesmo tempo - evidentemente que não é para uma leitura simultânea mas intercalar...).
Bom fim-de-semana. E boas leituras!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Mas que país é este?

António Marinho Pinto (o bastonário da Ordem dos Advogados), foi hoje à Grande Entrevista.

Falou de corrupção, negociatas, estratagemas entre políticos e grupos económicos e por aí adiante... enfim, disse o que todos pensamos, mas poucos têm coragem de afirmá-lo assim, publicamente, de forma tão peremptória.

Sentiu-se ofendido na sua dignidade (e bem) com o pagamento desonroso (cerca de 6€) que o Estado faz aos defensores oficiosos quando paga largos milhares aos assessores jurídicos dos seus gabinetes.

Mas disse, ainda, outra coisa que me chocou imenso. Algo que eu julgava não fosse possível de acontecer:

Afirmou que, por vezes, há discrepância entre aquilo que os deputados aprovam na Assembleia da República e a versão final publicada em Diário da República. E ninguém faz nada!

Referindo-se à Lei da Amnistia de 1999, disse que o texto da lei que consta do Diário da Assembleia da República, ou seja, a versão aprovada pelos deputados, tem um âmbito material diferente do diploma que aparece, depois, no Diário da República, isto é, a tipificação dos crimes é diferente.

Considero isto muito grave. Todavia, a Judite de Sousa fingiu que não ouviu e passou adiante. Porquê?

Pergunto: quem beneficiou com esta “troca” de crimes? Quem acabou por ser amnistiado quando não era essa a intenção do legislador? Quem manobrou “os cordelinhos” para que isto assim acontecesse? Porque ninguém se apercebeu de nada até hoje? Que acontece agora que a situação foi desmascarada? Etc. etc....

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Entre margens...

sobre as tuas águas

estendo o meu olhar...
num sereno fluir de sonhos.
Porto, Setembro de 2007.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Utilidades

1. 2.
3. 4.

1. Torradeira transparente.
2. Pinguim relógio para chá
3. Caneca com porta bolachas.
4. Almofadas aconchegantes para bébés.
Gosto, sobretudo, do pinguim e da caneca, mas também acho as outras duas bastante úteis.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Simplesmente... fantásticas!

Fotografias da natureza. Com uma qualidade extraordinária.

Um trabalho magnífico de um jovem fotógrafo português: João Cosme.

Vejam, também, o blog do autor: CINCLUS.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Indecisão



Não sei…
se suba,
se desça…
Olho e fico confusa.
Tanto quero em frente ir,
como me apetece dali fugir…
Trémula, à entrada fico
Dois passos à frente dou…
Outros tantos para trás a seguir.
Gente apressada por mim passa
E eu sempre ali entorpecida,
pensando indecisa:
O que fazer?
Arriscar ou recuar?
Grande dilema tenho de resolver!
Avanço e enfrento o medo?
Desisto cobardemente?
Não sei…

Não, não pode ser!
Ganhei coragem e avancei…
Para onde?
Não sei!
BOM FIM-DE-SEMANA.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Poesia Vadia: Convite



As sessões de POESIA VADIA, realizadas no último sábado de cada mês, estão de volta após um penoso interregno de seis meses, em virtude do café "Sabor & Art" (antigo "Café com Letras"), em Cacilhas, ter encerrado em meados de 2007.

Desta feita, os "Poetas Almadenses" vão estar na "Casa do Algarve", em Almada, cuja direcção gentilmente disponibilizou as instalações da associação para os encontros mensais deste grupo de amantes da poesia até que seja encontrado um outro lugar na freguesia de Cacilhas, local emblemático para todos quantos têm participado nestes eventos, por ter sido nesta terra que, em 2003, nasceu esta iniciativa ainda hoje inédita no concelho.

No próximo dia 26 do corrente mês (é já depois de amanhã, não se esqueçam), a partir das 17h30m, junte-se aos "Poetas Almadenses". Vão haver algumas surpresas e teremos, também, o lançamento do n.º 61 dos cadernos Uma Dúzia de Páginas de Poesia (da colecção Index Poesis).

Mais notícias em:
http://poetas-almadenses.blogspot.com/

APAREÇA! Contamos consigo.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Biblioteca do futuro?

É um site brasileiro. Tem centenas de obras disponíveis on-line (formato pdf para download, gratuito)...

Por lá descobri Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco, Luís Vaz de Camões, Fernando Pessoa, Gil Vicente, Florbela Espanca... mas há mais, muito mais.

São centenas (quiçá milhares) de autores portugueses, brasileiros, ingleses, italianos, etc. etc... Um verdadeiro manancial.

Passem por lá que não se arrependem. É sempre uma oportunidade de lerem algumas obras esgotadas e que, assim, podem consultar calmamente, no conforto do lar.

Embora eu prefira os livros na versão clássica, em papel (adoro folhear as suas páginas, acariciar cada folha, cheirar o papel, sublinhar frases, colocar anotações à margem, adormecer com ele no colo, tocá-lo pela manhã ao pequeno almoço, levá-lo nos transportes, enfim... são a minha companhia inseparável) confesso que o formato digital tem as suas vantagens, nomeadamente no âmbito lectivo pelas capacidades de pesquisa e análise de conteúdos. Mas, apesar de tudo, continuo a preferir os meus livros em papel.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Cirandando por Lisboa


Subindo a Rua do Alecrim até à Rua da Escola Politécnica.

Aconteceu em Almada

Para que possam ficar a saber como decorreram as iniciativas cujo convite aqui vos deixei a semana passada, sigam as ligações que a seguir apresento:

A PALAVRA E O SEU CORPO

Há fotografias, vídeos, poemas escritos, ditos e cantados...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Artemsax

Conheci este quarteto de saxofones ontem. E fiquei encantada... Foi no Páteo da Galé, ali mesmo nas instalações do Ministério da Defesa, no Terreiro do Paço. Uma organização da Câmara Municipal de Lisboa, que oferece espectáculos gratuitos, ao fim-de-semana, a todos aqueles que venham visitar a capital. Uma excelente iniciativa que, todavia, parece não estar a colher a afluência esperada.

Quanto aos Artemsax só posso dizer que adorei... Das explicações que João Pedro Silva (o primeiro à esquerda) ia dando a anteceder cada música mas, principalmente, da forma magnífica como tocavam.

Gravei quatro pequenos vídeos que aqui vos deixo (desculpem a qualidade da imagem, mas o som está bastante razoável e é esse que interessa):





1 - Divertimento, de Mozart; 2 - Bolero, de Ravel; 3 - Night Clube 1960, de Piazzolla e 4 - Canção para Titi, de Carlos Parede.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Beija Flor





Fica na Rua Cândido dos Reis, n.º 47A, em Cacilhas. Fui lá hoje pela primeira vez, a conselho de uma frequentadora, tal como eu, da antiga "Bem-mequer", a qual, naquele mesmo lugar, encerrara há uns meses atrás.
Era ali, naquele cantinho quase em frente à Igreja que, todos os domingos de manhã, eu ia beber a bica, ler o jornal e conversar com o sr. Luís (o anterior proprietário, com quem muito gostava de trocar dois dedos de prosa, apesar do seu feitio demasiado exaltado, sempre revoltado com meio mundo).
Temos, agora, um espaço renovado, com uma oferta muito mais diversificada, onde apetece estar. A simpatia é-nos apresentada logo à entrada através do sorriso de quem nos recebe atrás do balcão e, de seguida, na forma gentil e profissional com que nos servem.

Bebi apenas o meu café matinal e, ao contrário do costume, acabei por não ler o jornal. Encetei conversa e no, decurso do diálogo, fiquei a saber que uma das sócias (a que não estava presente) até escrevia poesia...

E fiquei mesmo bastante surpreendida ao ler o poema que deu título ao estabelecimento, ou os versos que lhe foram dedicados ao nascer: palavras simples mas denotando uma grande sensibilidade para a escrita. Parabéns Rae!

Passem por lá que vale a pena.

E leiam o poema de que vos falei (basta clicar sobre a imagem para torná-la legível).

sábado, 12 de janeiro de 2008

Gente feliz!


Ele há por aí muito boa gente que deve sentir-se imensamente feliz por praticar actos como aquele que a figura mostra... e por aquelas bandas (o Centro Comercial Almada Fórum) tudo é permitido.
Bom fim-de-semana a todos.
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