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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Um caso de negligência grave!


Na quinta feira passada, dia 29 de março, o edifício onde se encontra sedeada a Assembleia Distrital de Lisboa virou uma cascata.
A meio da manhã, ocorreu a rutura da canalização do ar condicionado e durante cerca de uma hora era ver a água a cair desde o terceiro andar, ao longo de toda a fachada do edifício.
Causas da situação? Pura negligência de quem deveria ter provido à manutenção do equipamento e deixou que ao longo das duas últimas décadas as estruturas se fossem degradando ao ponto de a canalização estar completamente desfeita como a figura documenta.
Em 1991 o Governo Civil de Lisboa confiscou todos os bens prediais, móveis e imóveis e ativos financeiros da Assembleia Distrital de Lisboa, incluindo o n.º 137 da Rua José Estêvão onde se encontra localizada, no 3.º andar, a Biblioteca dos Serviços de Cultura.
Desde então e até finais de 2011 o único responsável pela gestão do edifício em causa era a Comissão de Assistência e Habitação Social do GCL, instalada no 1.º andar, a quem competia zelar pela sua segurança, conservação e manutenção.
Em novembro do ano passado o sistema central de ar condicionado avariou mais uma vez, como aliás vinha sendo hábito, quase semana sim semana não, nos últimos meses. Uma altura ótima para passarmos a trabalhar numa sala com paredes “forradas” a janelas de vidro simples, cuja estrutura metálica de suporte, por ter mais de quarenta anos, deixava passar o frio da rua e onde a temperatura no exterior chegava a ser superior.
Passado todo o inverno sem solução, com “empurrões” de um lado para outro agora que os serviços do GCL haviam sido desagregados e repartidos por diversos departamentos da Administração Central, chegados à primavera, resolveu a ADL solicitar a presença de uma equipa técnica especializada para apurar o que se passava e proceder à remoção dos equipamentos avariados.
E foi assim que, na quinta-feira passada, aconteceu aquilo que as imagens documentam. Torneiras de segurança que não vedavam por estarem calcinadas. Canalizações entupidas e a desfazerem-se. Sistema desativado mas com a água sobre pressão. Apesar do azar, foi uma grande coincidência com muita sorte à mistura, os canos rebentaram no 3.º andar e felizmente em vez de a água inundar a Biblioteca, começaram a derramar para o exterior em cascata pois acabaram por, em cadeia, abrir ruturas em vários pontos.
Foi o caos total. Abastecimento cortado em todo o edifício após várias tentativas infrutíferas de cortar as ligações pois nada funcionava. Uma cortina de água impedindo a saída no rés-do chão… E ainda não sabíamos o que estava para vir.
Uma ida à cave, onde se encontra a caldeira central, estranhamente desprovida de iluminação e sem qualquer sinalização de presença, verificou-se que, apesar da avaria e de, supostamente, o circuito estar desligado desde novembro passado, os manómetros indicavam pressão a mais e havia água por todo o lado no chão. Finalmente, depois de algum tempo às apalpadelas” lá se conseguiram isolar os circuitos do ar condicionado e restabelecer o abastecimento de água. Entretanto, esvaziados os canos do 8.º ao 3.ºa nadar, o dilúvio em cascata finalmente parou.
Todavia, este não é o único problema que aquele equipamento de climatização do edifício oferece. Soubemos então que se a água quente servia para aquecer o ar no inverno e a tubagem estava naquele estado, a parte da refrigeração era feita recorrendo à utilização de um gás proibido desde 2010, o R22.
Além disso, a unidade onde se encontra o compressor, localizada no terraço do edifício, encontrava-se completamente desprotegida, com a porta da caixa da respetiva instalação elétrica aberta e à mercê das intempéries.
Perante tal cenário de desleixo, existem sérias e fundadas dúvidas para pensar que não estão asseguradas as devidas (e obrigatórias) condições de estanqueidade dos equipamentos nem terão sido efetuados os indispensáveis testes periódicos para deteção de fugas o que trás um perigo acrescido a juntar ao anterior.
Ou seja,
Temos um edifício onde se encontram localizados vários serviços públicos (PSP, DGAL, OIM e a ADL) mas que não cumpre as mais elementares regras de segurança. Tudo porque o Governo Civil foi negligente tal como, agora, o é o departamento do Ministério da Administração Interna responsável pela gestão do edifício.

E o caso é tanto mais grave quanto ficámos agora a saber que a situação ocorrida na semana passada é o resultado de muitos anos de negligência. É que o prédio nem sequer tem licença de utilização nem plano de emergência. Fosse este um bloco de escritórios privados e já a autarquia da capital, ou a proteção civil, teria mandado encerrar as instalações por estas não oferecerem condições de funcionamento seguro. Mas como o "gestor" é o Estado os responsáveis por esta situação ainda são bem capazes de receber um prémio por "bom desempenho" no que à poupança de custos diz respeito, mesmo que esbanjem dinheiro em gastos supérfluos e possam, com esta atitude negligente colocar em causa, no limite, a vida de dezenas de pessoas que aqui trabalham.


domingo, 21 de setembro de 2008

Segurança em Almada...



Aconteceu esta madrugada. Uma tentativa de assalto? Ou um acto de vandalismo? Foi na Av.ª Afonso Henriques, uma das principais artérias da cidade. Longe de ser uma rua esconsa e ou mal iluminada, muito pelo contrário.
Faz-nos pensar na crescente onda de criminalidade que tem vindo a crescer por estas bandas, embora Almada continue a ser, segundo consta, a cidade mais segura da margem sul e da Área Metropolitana de Lisboa. Será?
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