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segunda-feira, 24 de junho de 2013

No melhor pano cai a nódoa! Ou, pela boca morre o peixe!


Algo aqui vai mal... muito mal mesmo.
Uma empresa municipal - a ECALMA, de uma autarquia gerida pela CDU (Almada), em que os trabalhadores se vêm na contingência de fazer greve por a Administração (presidida por um vereador do PCP) lhes negar várias reivindicações que, no entanto, noutros locais exigem que os patrões cumpram?

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Em greve, pela dignidade!



DIA 14 DE NOVEMBRO DE 2012.

Biblioteca dos Serviços de Cultura da Assembleia Distrital de Lisboa: ENCERRADA!
100% de adesão à greve! Poucos, mas em luta contra o confisco que o Governo quer fazer ao património predial destas entidades via OE2013, desrespeitando a Constituição e as autarquias do Distrito, ostracizando os seus trabalhadores e esquecendo que o património não é apenas imobiliário mas também cultural (e no caso destes órgãos ele é bastante mais valiosíssimo do que os prédios que possam ter).

Em luta, ainda, por todas as outras razões que levaram à marcação desta greve geral! Que fiquem bem evidentes os motivos da nossa indignação!

Que se saiba que não nos calamos!

Eu faço!



Todos na Greve Geral

Muitas são as razões para TODOS fazerem GREVE GERAL no próximo dia 14 de Novembro.

INICIATIVAS por distrito:

AVEIRO
• Aveiro: Praça Melo e Freitas, 15:00. Concentração
• Ovar: Junto ao Tribunal, 15:30. Concentração
• Santa Maria da Feira: Frente à Câmara Municipal, 15:00. Concentração
• S. João da Madeira: Praça Luís Ribeiro, 15:00. Concentração

BEJA
• Beja: Junto da Casa da Cultura, 15:00. Concentração

BRAGA
• Barcelos: Largo da Porta Nova, 10:00. Praça da Greve
• Famalicão: Praceta Cupertino Miranda, 10:00. Praça da Greve
• Braga: Praça Arcada, 15:00. Concentração
• Guimarães: Estação Camionagem, 15:00. Concentração

BRAGANÇA
• Bragança: Praça Cavaleiro Ferreira, 15:30. Concentração/Distribuição

CASTELO BRANCO
• Covilhã: Praça do Município (Pelourinho), 16:00. Concentração
• Castelo Branco: Frente à Câmara Municipal, 16:00. Concentração

COIMBRA
• Coimbra: Praça da República, 11:00. Concentração/Desfile até á Praça 8 de Maio

ÉVORA
• Évora: Portas da Lagoa, 14:30. Concentração/Desfile para a Praça do Geraldo

FARO
• Faro: Jardim Manuel Bívar, 15:00. Concentração

GUARDA
• Guarda: Praça Luís de Camões (Praça velha), 14:30. Concentração

LEIRIA
• Marinha Grande: Rotunda do Vidreiro, 15:30. Concentração

LISBOA
• Lisboa: Rossio, 14:30. Concentração/Desfile

PORTALEGRE
• Portalegre: Rua do Comércio em Portalegre (No Largo do Alentejano), 12H00. Concentração/Comício

PORTO
• Porto: Praça da Liberdade, 15:00. Concentração

SANTARÉM
• Torres Novas: Av. 8 de Julho, 10:30. Concentração
• Benavente: Largo Nossa Senhora da Paz. 10:30. Concentração
• Santarém: Largo Cândido dos Reis. 15:00. Concentração

SETÚBAL
• Almada: Jardim da Cova da Piedade, com desfile para o Laranjeiro (Praça da Portela), 10:00. Concentração
• Corroios: Estrada Nacional, com desfile para o Laranjeiro (Praça da Portela), 10:00. Concentração
• Setúbal: Praça da Greve (Jardim Quebedo), 09:30. Concentração, com desfile para o Largo da Misericórdia às 10:30.
• Baixa da Banheira: desfile para o Barreiro “Largo Catarina Eufémia”, 14:15. Concentração
• Barreiro: Largo da Santa com desfile para o “Largo Catarina Eufémia”, 15:00. Concentração
• Alcácer do Sal: Largo Pedro Nunes, 11:00. Concentração
• Grândola: Largo Catarina Eufémia, 11:00. Concentração
• Santiago do Cacém: Praça do Município, 15:00. Concentração
• Sines: Largo do Castelo, 11:00. Concentração

VIANA DO CASTELO
• Viana do Castelo: Praça da República, 15:00. Concentração

VILA REAL
• Vila Real: Largo junto do Palácio da Justiça, 15:00. Concentração

DISTRITO VISEU
• Viseu: Rossio, 11:30. Concentração

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O Congresso Democrático das Alternativas apoia a Greve Geral...



...e apela à adesão dos cidadãos

«A situação criada ao país e aos cidadãos pelas políticas de austeridade, resultantes do memorando da troika e das agendas sociais do atual governo, é injusta, catastrófica e insustentável.

A proposta de Orçamento de Estado para 2013 - reforçando de forma brutal a espoliação dos rendimentos do trabalho e estrangulando as condições para a proteção social e o fornecimento de bens coletivos essenciais, como a saúde e a educação públicas - representaria, a ser aprovada, um acelerado empobrecimento do país e da generalidade dos cidadãos, um agravamento da recessão, da diminuição de procura interna, das falências, do desemprego e da fome, um insuportável e contraproducente massacre às condições de vida e à coesão social.

Representaria, afinal, um novo e calamitoso passo no ciclo vicioso de austeridade desigual, promovida em nome do pagamento da dívida e do equilíbrio orçamental, mas que impossibilita esse pagamento e equilíbrio à medida que destrói o país, a dignidade e as condições de vida dos cidadãos.

Conforme salienta a Declaração do Congresso Democrático das Alternativas (aprovada no passado dia 5 de Outubro) e se torna a cada dia mais evidente, qualquer saída economicamente eficiente, socialmente sustentável e humanamente digna para a atual crise implica a denúncia do memorando da troika, a renegociação dos montantes e termos da dívida e a implementação de políticas de crescimento económico sustentável, que requerem a reposição e reforço dos rendimentos do trabalho.

Trata-se de soluções cuja concretização exige mudanças profundas, generosas e corajosas tanto a nível nacional, quanto das políticas comunitárias que têm vindo a ser seguidas.

A inédita convergência internacional de greves gerais e outras ações anti-austeritárias no dia 14 de Novembro reforça, por isso, a importância e acuidade da Greve Geral que, no nosso país, foi convocada pela CGTP-IN e por grande parte dos sindicatos filiados na UGT.

À imperiosa necessidade de todos nós, cidadãos, dizermos «Basta!» às políticas austeritárias e as revertermos, junta-se a evidência de que essa necessidade é um imperativo partilhado por muitos outros povos europeus. Com isso se reforçam, também, as condições para que esta Greve Geral seja não apenas justa e necessária, mas também eficaz.

Por essas razões, a Comissão Organizadora do Congresso Democrático das Alternativas apoia a Greve Geral convocada para o dia 14 de Novembro e apela a todos os seus concidadãos para que a ela adiram. Apela ainda a que, nesse dia, também exprimam o seu protesto, descontentamento e exigência de políticas alternativas através da participação nas ações públicas convocadas no âmbito da Greve Geral, juntando-se assim às iniciativas que terão lugar em vários países europeus (Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Grécia, Itália, Portugal, Roménia, Reino Unido, Republica Checa, Eslovénia, Suíça, Áustria, Holanda e Polónia).

Saudações democráticas,
A Comissão Organizadora do Congresso Democrático das Alternativas»

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Almada: teia de relações promiscuas entre a Câmara e o sindicato?


A propósito da utilização de bens da Câmara Municipal de Almada (neste caso viaturas) ao serviço do sindicato durante o dia da última Greve Geral, Alexandre Guerreiro, do blogue «Nem tudo Freud explica» teceu as seguintes considerações no seu artigo intitulado «Bens municipais versus bens sindicais» (que subscrevo, na íntegra):
E estranho é o silêncio que os partidos da oposição têm mantido ao longo das últimas décadas, pois esta não é uma situação nova. Ela repete-se sempre que há uma greve (geral, ou apenas da administração pública).. perante a passividade de todos os que criticam este comportamento abusivo mas , depois, nada fazem. Mas atenção: os bens da autarquia somente são colocados à disposição da CGTP!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sobre o dia de hoje...

Vamos lá pôr os pontos nos iis.

Toda esta crise foi causada pelo Capital, nomeadamente o capital financeiro.

No entanto, andam-nos a convencer que só o Trabalho é que tem de a suportar e resolver.

Aumentando o tempo dos descontos e prolongando a idade para a reforma.

Reduzindo os salários da Função Pública.

Reduzindo os subsídios sociais.

Aumentando os impostos sobre os trabalhadores e nunca sobre o Capital.

Ou seja, o capital pôs isto de pantanas e quem tem de pagar é o Trabalho.

Esta greve geral não foi uma revolução.

Esta greve geral não foi uma reivindicação.

Esta greve geral foi um grito de revolta contra esta situação.

Os defensores do statuo quo, como é evidente, arranjam desculpas para não contestar a situação. Vão lançando umas bocas num blogue que pensavam que só contestava o poder local…

Mas não, aqui no blogue também é contestado o poder central e o statuo quo, embora alguns anónimos não tenham reparado nisso, talvez porque se sintam do lado desse poder central, quer seja este ou o que venha a seguir…

Mas ao povo, saltou-lhe a tampa, e veio à rua. E o poder, seja este ou o que vier a seguir, tem que pensar nisso.

Manuel Barão

Estou em greve!


Veja AQUI o folheto com as razões desta luta


As instalações da Assembleia Distrital de Lisboa vão estar, hoje, encerradas. Não, não é lock-out. Acontece, apenas, que todos os seus trabalhadores aderiram, voluntariamente e sem pressões desnecessárias, à greve geral.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Câmara Municipal de Almada faz lock-out

Portões fechados a cadeado e trabalhadores à porta (Vale Figueira)


Ontem foi dia de greve na Administração Local, convocada pelo STAL.

Em Almada, a taxa de adesão terá sido superior à média com serviços encerrados a 100%. Uma vitória dos trabalhadores, dirá o PCP.

E muito boa gente acreditará, pois de facto puderam constatar que a maioria dos sectores da autarquia não funcionavam (como podem verificar pela fotoreportagem inserida no final do artigo).

Todavia este é, pela enésima vez, um logro do STAL/PCP com a conivência da Câmara Municipal de Almada que autoriza os piquetes de greve a colocarem cadeados nos portões e a tomarem conta das instalações para impedir a entrada do pessoal.

Assim, independentemente da sua vontade, todos os trabalhadores são obrigados a aderir à greve num total desrespeito pela sua liberdade individual. Uma atitude antidemocrática e ilegal pois o lock-out é proibido, conforme assim o determina o n.º 4 do artigo 57.º da CRP e o artigo 406.º do Regime do CTFP (aprovado pela Lei n.º 59/2008, de 11 de Setembro).


O direito à greve é um direito mas o direito ao trabalho também. Contudo, estes sindicalistas parecem esquecer este facto.

E a Administração pactua com estes abusos e dá o seu aval. Mas sejamos francos. Fá-lo porque é o STAL e o PCP que está por detrás, caso contrário já teriam todos levado um processo disciplinar por "desobediência qualificada".

Vejamos agora quais são as consequências: aos trabalhadores que foram impedidos de entrar no seu local de trabalho, é-lhes descontado um dia de salário. A não ser que façam um requerimento a solicitar a respectiva reposição. Acontece, porém, que não havendo quem lhes confirme a presença no dia em causa (por não estar ninguém nas instalações) a prova é… substancialmente difícil, para não dizer impossível na maioria dos casos.

E quando a justificação é aceite, a Administração chega a levar cerca de seis meses a devolver o dinheiro aos trabalhadores. Por esse motivo, são vários os que desistem de reclamar contribuindo, dessa forma, para que a CMA acumule riqueza sem justa causa.

Pois é. Com estes dias de greve os trabalhadores lesados perdem, mas a CMA ganha. Nos seus cofres ficam umas largas centenas de euros em resultado dos vencimentos que não irá pagar.

Importante será referir que muitos são os trabalhadores que se queixam do clima de coacção e repressão psicológica perpetrado por alguns membros dos piquetes de greve e outros colegas, sócios do STAL e/ou membros do PCP, o que os leva a aderir à greve por medo de retaliações da Administração (são conhecidos diversos casos), mesmo tendo em consideração que o dinheiro de um dia de trabalho lhes faz imensa falta (de notar que este tipo de ocorrências são mais frequentes entre o pessoal operário que já aufere salários bastante baixos).

Será que os fins justificam os meios?
Será que a banalização da greve não é mais prejudicial do que benéfica?
Será que não existem outras formas de luta mais eficazes?
Será ético os partidos imiscuírem-se na luta sindical?


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