sábado, 15 de maio de 2010

Auto da Índia



Vamos ao Teatro!!!

O Clube de Teatro Escola D'Actores, convida todos os amigos a assistirem à representação do AUTO DA ÍNDIA - DUELO DE GIGANTES.

Dois dos maiores nomes da literatura portuguesa em confronto!...

Hoje, sábado, dia 15 de Maio 2010...

O Auto da Índia (1509), de Gil Vicente, apresentado em Almada perante a rainha D. Leonor, é o primeiro texto teatral onde é representada uma intriga, uma história completa e actual. Se o tema do adultério é intemporal, as circunstâncias "deste" adultério são as da primeira década do século XVI, quando, por trás da glória e da fachada épica da expansão ultramarina, era já possível perceber as profundas alterações, nem todas positivas, que essa expansão estava provocando na sociedade portuguesa. A mesma ideia foi expressa sessenta anos mais tarde por Camões, no episódio do "Velho do Restelo". in, www.passeiweb.com

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Terras da Costa - algumas dúvidas...


Li hoje, no Jornal da Região que os agricultores vão “avançar com uma providência cautelar destinada a fazer parar as máquinas que, desde a semana passada, estão a preparar o terreno cultivado por três rendeiros para a construção de lotes de habitação social.”

Todavia, ontem à tarde, já não estavam quaisquer máquinas na faixa de terreno vedada, como podem verificar pelas fotografias. Terá a CMA (ou a União Cooperativa de Habitação Social do Distrito de Setúbal, a quem a autarquia, supostamente, terá entregue os terrenos) desistido, para já, de avançar com os trabalhos?




Mas, a propósito desta notícia, aproveito para colocar uma série de dúvidas que, por mais que me esforce por encontrar respostas claras e objectivas, não consigo, de todo, encontrá-las. Mas vou continuar a pesquisa…

Se o PDM já definia aquela faixa de terreno como urbana, porque não se manifestaram os agricultores quando ocorreu a, ao que parece indevida, desanexação da RAN? Ou será que se manifestaram?



E o que aconteceu quando o terreno onde se encontra construída a Igreja foi ocupado? Apesar de aquela construção ocupar, nitidamente, parcelas que antes, deveriam ter sido de cultivo? Também ouve protestos? Alguém sabe? Ou será que esse facto não causou polémica porque aquele era um edifício religioso e, agora, trata-se de um bairro social?

Os moradores dos prédios em frente (também eles em solo que, pela linha de continuidade, parece ter sido agrícola) protestaram por terem perdido as vistas? Ou perdoaram à CMA e à Igreja esse inconveniente pelo facto de aquela ser uma “obra de Deus”?


Qual é, exactamente, o limite da Área protegida da Arriba Fóssil? Uma placa indicativa (que pode, facilmente, mudar de posição, como já aconteceu) não garante coisa nenhuma. Há plantas identificando, com exactidão, o perímetro de protecção? Alguém as conhece?

E o que se passa com os terrenos não cultivados? Estão em pousio ou abandonados? Os seus rendeiros e/ou proprietários estão à espera de quê?

Estando nós a falar de terras agrícolas de grande riqueza, como se justificam tantas ocupações clandestinas de terrenos para outros fins (oficinas de automóveis, bairro de barracas)? Não serão também elas um atentado ao património natural das Terras da Costa?

E muitas mais perguntas ficam, ainda, por esclarecer… mas, brevemente, conto voltar a este assunto, com mais imagens e informação complementar. Por enquanto, fico-me por aqui.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

ECALMA, sim ou não, eis a questão!

Jornal da Região - Almada, 07-05-2010


A propósito da notícia acima, hoje vou escrever sobre a ECALMA. E aviso, desde já, que esta é a minha opinião pessoal e não a do Bloco de Esquerda. Como cidadã decerto terei direito a expressar o que sinto sem que isso vincule o meu partido, embora ultimamente apareçam uns comentadores de “meia tigela” (adjectivo bastante suave para classificar o que penso dessa gente) a achar que uma e outra coisa se confundem, apenas para provocar e tentar evidenciar supostas contradições.

Mesmo correndo o risco de ser apelidada “anti-almadense” na cabecinha destes seres obcecados e intolerantes que por aí andam a infestar a blogosfera (e não se chateiem que o barrete só serve a quem o enfiar), começo por dizer que não faço parte desse grupo de cidadãos que julga ver a solução para os seus problemas no fim daquela empresa municipal e na reabertura do eixo central da cidade ao trânsito rodoviário.

Repartem as pessoas em dois grupos, sem hipótese de meio-termo: queres acabar com a ECALMA? Então, és dos nossos e defendes o interesse da população. Não queres o fim da ECALMA? Então, és contra os cidadãos almadenses – se não és a meu favor és contra mim… lembram-se?

Já aqui muito escrevi sobre a ECALMA e o estacionamento em Almada. Não me vou repetir.

Gostaria apenas de realçar que partilho algumas das preocupações deste movimento de cidadãos, entre elas a acusação de haver falta de formação técnica dos agentes (ou, se a têm, acrescento eu, existe um fraco nível de aplicação dos conhecimentos adquiridos).

Atitudes parciais de alguns agentes e aplicação de multas de forma selectiva (ou seja, para infracção idêntica, multam uns e outros não) é uma das queixas mais apontadas e que partilho igualmente, assim como a da intolerância de muitos daqueles trabalhadores, apesar de haver excepções (que, lamentavelmente, apenas servem para confirmar a regra).

Afirmar que não se está contra a CMA mas sim a favor da extinção da ECALMA, sendo aquela uma empresa municipal cujo conselho de administração é presidido por um vereador do executivo camarário, não me parece fazer qualquer sentido.

Assim como o motivo evocado, de que a ECALMA “não garante segurança nem sabe gerir o estacionamento”, embora possa concordar que tem algum fundamento, não me parece ser suficiente para sustentar a extinção da empresa até porque o que está mal não são os seus estatutos mas, pelos vistos, a forma como é administrada. Nesse caso, peça-se que mudem os gestores e exija-se melhoria da qualidade do serviço prestado, a começar pela melhor qualificação dos agentes, cuja actuação deve ser monitorizada a fim de se evitar actos de favorecimento.

Acabar com a ECALMA? Para quê? Para que os carros voltem para cima dos passeios? Para que se estacione à porta de casa mesmo que obstruindo a saída dos edifícios e impedindo a mobilidade dos peões?

Actualmente a ECALMA não cumpre a sua função e anda numa evidente “caça à multa”? Denuncie-se a situação. Há agentes que são corruptos? Identifiquem-nos. Há fundamentos que justifiquem uma reclamação? Façam-no por escrito e não se limitem às “conversas de café”.

Sejam cidadãos exigentes. Defendam os vossos direitos mas não se esqueçam que também têm deveres.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Foi o Pai que me ensinou...


As ruas de Lisboa, no suposto itinerário papal, estão cheias de publicidade alusiva à visita do Papa Bento XIV.

A mensagem é «Foi o Pai que me ensinou…»: seja a partilhar, amar, perdoar ou rezar, entre muitas outras coisas. (na minha óptica, nem sequer são esteticamente apelativos nem a frase é bem conseguida).

Ele são placares publicitários (mupis), pendões nas árvores e postes de electricidade, até nos bonitos candeeiros da baixa pombalina… uma enchente a tocar as raias do exagero, numa poluição visual que acaba por incomodar mais do que outro efeito qualquer que se pretenda (como ouvi um padre dizer: é para a cidade ficar mais bonita e engalanada e mostrar um ar de festa).

Num estado laico, o envolvimento do Estado nesta visita pastoral é, para mim, vergonhosa. Em tempo de crise, “oferecer” feriados à Administração Pública e gastar milhões com a breve passagem de Bento XVI por Portugal parece-me um contra-senso.

Quem paga tudo isto? A Igreja? Ou o Estado e a autarquia lisboeta? Seria interessante saber, não acham?


Com tantos ensinamentos, porque será que o Pai não ensinou, também, umas noções de economia? É que estes governantes bem precisam...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O passado ficou esquecido II




Ontem, na Livraria-Bar do Cinema King, “Les Enfants Terrible”, em Lisboa, aconteceu o lançamento do livro da minha amiga Isabel Moreira Rego, “O passado ficou esquecido” (Chiado Editora), que tive a honra de apresentar.

Numa conversa informal, em jeito de tertúlia, e depois de agradecer a presença de todos e de louvar a ousadia da editora na aposta que faz nos autores contemporâneos desconhecidos dando-lhes uma oportunidade de conquistarem o público e fazerem currículo, avancei para uma breve apresentação da autora e passei , então, a falar da obra.

Primeiro, referi que o enquadramento do romance na colecção “viagens na ficção” (mero acaso, ou talvez não) – o livro da Isabel era uma viagem no tempo, pelas lembranças e memórias da autora, de meados do século passado até aos alvores do século XXI, em particular do mundo rural. Mas era, também, uma viagem interior, pelas emoções e pensamentos de Isabel, bem visíveis na critica social subtil que o livro encerra.

“O passado ficou esquecido”, é um livro simples, escrito numa linguagem acessível, clara e objectiva, sem rodeios, com uma mensagem perceptível à primeira leitura. Mas, para lá do enredo (uma história de amores desencontrados, sentimentos cruzados , algum drama e muita nostalgia), podemos dizer que existe uma leitura paralela que se pode fazer nas entrelinhas.

É como se houvesse ali escondidas, lado a lado com o mistério que o livro encerra, várias outras histórias que nos fazem pensar e nos levam a conhecer a personalidade da autora, uma mulher aguerrida, de fortes convicções, que não desiste perante as adversidades da vida.

E entre muitas outras transcrições que fui lendo, como se fossem um guião para a tal leitura escondida nas esquinas de cada folha, termino com aquela que considerei ser a que encerra a essência da mensagem da autora (a família e a sua importância como pilar da valorização individual) – um diálogo entre os dois protagonistas:
«Nós hoje somos felizes, meu querido! E é essa felicidade que nos dá o direito de recordar o passado. Mesmo que no passado não tenhamos sido felizes em troca da felicidade dos outros. Já dizia a tia Mariana: “A felicidade não se compra com dinheiro nem se rouba de ninguém. Semeamo-la para mais tarde a recolher”. E essa é a felicidade que tenho. Nós semeámo-la com a semente do nosso amor.»


domingo, 9 de maio de 2010

O passado ficou esquecido


Hoje vou fazer a apresentação do livro cujo convite aqui apresento, e falar sobre a autora, na Livraria Bar do Cinema King: "Les Enfants Terrible". Trata-se do lançamento do livro da minha amiga Isabel Moreia, que conheci nas sessões de Poesia Vadia há sete anos atrás, e que é uma poetisa de mão-cheia mas que, agora, retoma uma das suas velhas paixões: o romance. Por isso, não lhe pude recusar o pedido... às 16h lá estarei e espero que tenhamos casa cheia.

sábado, 8 de maio de 2010

Mas que POLIS é este?

«A intervenção do Programa Polis [na Costa de Caparica] visa a requalificação urbana e ambiental do centro da Costa de Caparica e da sua frente de praias. Neste sentido, além das acções nas frentes de praias, vão realizar-se importantes obras no perímetro urbano, destinadas a melhorar o bem estar e a qualidade de vida da população residente.»

E, reza ainda assim o respectivo plano, no que toca aos objectivos específicos:
«* Requalificação ambiental e valorização da estrutura verde , recuperando dunas e construindo jardins;
* Restrição do trânsito automóvel e desenvolvimento de mobilidades alternativas;
* Reestruturação urbana para reforço e valorização do espaço público;
* Valorização das praias e da frente urbana litoral, construindo áreas de lazer equipadas e apoios de praia;
* Consolidação do perímetro urbano e, construindo e planeando equipamentos de carácter social, cultural e recreativo.» (retirado DAQUI).

Agora, vejam a degradação, ainda as obras não foram dadas como concluídas... Será que estamos a falar do mesmo POLIS? De quem é a responsabilidade? Quem irá arcar com os prejuízos? Qual o papel da autarquia no meio disto tudo?

A terminar deixo-vos a entrevista do Presidente da Junta de Freguesia da Costa de Caparica ao Jornal da Região de ontem.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Grupo Vocal BR-6

Fantástica esta versão da famosa "Garota de Ipanema".

Sem instrumentos vocais, num estilo conhecido por "a capella".

Pelo excelente Grupo Vocal BR-6.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A máscara da hipocrisia!

Ontem, na Assembleia de Freguesia de Cacilhas, a bancada da CDU deixou bem explícito qual o grau de democraticidade por si defendido.
Ou acatam as sugestões da CDU, caso contrário, temos o caldo entornado.
Isso mesmo.
Num grupo de trabalho com quatro elementos (um representante de cada partido com assento na AF – CDU, PS, PSD e BE) quando três deles (PS, PSD e BE) estão contra as sugestões de um (CDU) isso é mostrar “uma certa tendência”. Consequentemente, o resultado tem de ser contestado.
E se há alguém que tem a ousadia de referir que, em democracia, as decisões da maioria são para respeitar, alto lá! São para respeitar, é como quem diz… a opinião da CDU é lei, tem de ser sempre tida em consideração.
E quem contestar esta forma de pensar, é adjectivado de mentiroso e acusado de “deixar cair a máscara”! Como tiveram o desplante de, com ironia, até me agradecer...
Para esta gente, criticar a CDU é uma heresia antidemocrática.
Logo, que ninguém se atreva a classificar o seu (deles) comportamento… agarrados ao poder autárquico, escondem a sua prepotência vestindo a máscara da hipocrisia (que dizem ser a da democracia) a qual, todavia, não está a ser suficiente para esconder a essência ditatorial dos princípios que defendem.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

"Política global de gestão de recursos humanos na CMA": dois pesos e duas medidas.




Vamos a factos:

Primeiro
Na reunião de 17-12-2008, a CMA deliberou proceder à passagem administrativa de vários trabalhadores da autarquia para categoria superior, sem realização de concurso, alegando haver desajuste funcional.
Segundo
De fora ficaram, no entanto, os assistentes técnicos que estão a exercer funções como técnicos superiores (e nós conhecemos, pelo menos, três).
Terceiro
No primeiro caso, além da justificação legal, a CMA argumentou que «o correcto enquadramento funcional é fundamental para uma adequada gestão dos efectivos de pessoal e, consequentemente, para uma mais eficiente e rigorosa gestão de recursos humanos.»
Quarto
No segundo caso, proíbe-se a mobilidade inter-carreiras, dizendo que, no âmbito da “política global de gestão de recursos humanos da Câmara Municipal de Almada, o preenchimento de postos de trabalho na carreira técnica superior (…) opera-se através de procedimentos concursais.»

Falar em justiça e equidade como argumento justificativo do despacho de indeferimento dos pedidos de mobilidade interna (inter-carreiras para a carreira de técnico superior) leva-nos a perguntar:
Quais são, afinal, os princípios que sustentam a “política global de gestão de recursos humanos da CMA”?
Como é que explicam que uma “política global” se aplique apenas a alguns trabalhadores?
Quais são, em concreto, os objectivos a atingir?

Falar em “adequada gestão dos efectivos de pessoal” e numa “eficiente e rigorosa gestão de recursos humanos” e, depois, preferir abrir procedimentos concursais (que ocupam demasiado tempo e muito dinheiro do erário público – veja-se há quantos meses tem a CMA concursos a decorrer, alguns quase há um ano) sem atender ao aproveitamento das competências dos seus próprios trabalhadores, não deixa de ser estranho.

Assim como estranho é, também, que estes trabalhadores da autarquia sejam sucessivamente preteridos nos concursos a que concorrem, sendo ultrapassados por candidatos com habilitações académicas suficientes mas nalguns casos inferiores, cujas provas de conhecimento nem sempre são as melhores mas que, curioso, são sempre os primeiros nos métodos de selecção mais subjectivos (entrevista) ou, então, obtêm resultados magníficos nos testes psicotécnicos, fazendo-os superar tudo e todos mesmo que a sua experiência profissional seja quase nula.

Acresce a estas evidências um outro facto que não pode ser esquecido: nos procedimentos concursais abertos para constituição de relações jurídicas de emprego público por tempo indeterminado (os tais lugares antes ditos “do quadro”, de vínculo permanente), não está a ser cumprida a regra estabelecida no n.º 4 do artigo 6.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, que determina que deve o mesmo iniciar-se, sempre, de entre os trabalhadores já com aquele tipo de vínculo (ou seja, os concursos são destinados a quem já pertence à “função pública”) e, estranhamente, alguns dos vencedores sejam candidatos que desempenhavam funções na CMA a termo resolutivo ou até em regime de prestação de serviços.

Se a tudo isto juntarmos a estranha coincidência de alguns apelidos entre estes candidatos e funcionários/dirigentes da autarquia e até pessoas com ligações partidárias/autarcas da CDU, podemos dizer que existem muitos motivos para que tenhamos dúvidas legítimas quanto à seriedade com que estes procedimentos concursais estão a ser desenvolvidos.

Veja, também:

terça-feira, 4 de maio de 2010

A transparência opaca da Câmara Municipal de Almada




Em Almada, a atribuição de apoios financeiros às instituições sem fins lucrativos é um assunto bastante polémico mas que, todavia, ninguém teve a ousadia de, até ao presente, contestar. Contudo, aproveitando a discussão do Relatório e Contas na última Assembleia Municipal, o Bloco de Esquerda resolveu “levantar a lebre”.

E bastou analisar os mapas anexos às demonstrações financeiras (que poucos lêem – são mais de 550 páginas de quadros com números atrás de números, códigos de contas, classificações económicas e funcionais, algumas justificações legais, etc.) para ficarmos a conhecer uma série de factos que têm passado despercebidos pois nunca se tinha feito a conjugação da informação disponível dispersa no tempo e disfarçada sobre diversas roupagens.

Em 2009 estamos a falar, em termos globais, de cerca de nove milhões de euros de transferências (correntes, de capital e subsídios) distribuídos por quase três centenas de entidades e/ou particulares. Um valor suficientemente alto para que nos debrucemos sobre o seu destino, pois trata-se de dinheiro de todos nós.

Sendo verdade que os apoios concedidos são previamente aprovados em reunião pública de Câmara, não menos certo é que nada se sabe sobre os critérios que levaram o executivo a escolher aquele beneficiário ou sequer qual é o peso da comparticipação municipal no orçamento global da entidade em causa.

Assim como, não possuindo o executivo actas das suas reuniões (o que, convenhamos, é algo que me custa a entender pois é uma clara infracção à lei das autarquias locais – artigo 92.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, na redacção da Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro) mas somente um simples “boletim de deliberações” (que refere apenas o resultado da votação sem indicar o sentido de voto dos vereadores), nada sabemos sobre as eventuais dúvidas surgidas.

Além do mais, temos a considerar um outro facto suspeito: a recusa sistemática da CMA em elaborar um regulamento que defina o regime de apoio ao associativismo, com critérios objectivos de atribuição dos apoios financeiros, mecanismos claros de fiscalização e a apresentação de consequências pelo incumprimento das regras predefinidas.

Vejamos ainda mais dois outros pormenores: ninguém sabe que pedidos foram recusados, nem tão pouco os argumentos utilizados. De cada vez que uma proposta vai à CM para deliberação, desconhece-se qual é o histórico de apoios que essa entidade já recebeu e de que forma os aplicou.

E, para finalizar, deixo a seguinte questão para reflexão: alguém já se deu ao trabalho de analisar a estrutura do financiamento ao associativismo e comparar os resultados obtidos com os ciclos eleitorais autárquicos?

Por isso, falar em transparência e seriedade quando as falhas do sistema são tantas parece quase anedota.

Se o tema lhe interessa consulte, também, os seguintes documentos:
Lista dos apoios concedidos pela CMA em 2009;
Intervenção do BE na Assembleia Municipal de 30-04-2010;
Requerimento apresentado pelo BE a solicitar esclarecimentos sobre o assunto.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Ser ou não ser oposição III

"Ao contrário do que alguns arautos da desgraça professam, e ao invés do desejo ingénuo dos que apenas conseguem ver oposição na aparência de actos mediáticos ou discursos inflamados, esta é uma oposição que pode incomodar muito mais a CDU do que umas quantas acusações na Assembleia Municipal... enervam na hora, mas não deixam marcas. Podem até ter a virtude de deixar o adversário fragilizado, mas muitas vezes têm é o efeito inverso.

Para uma oposição consistente há que avançar com denúncias concretas. Não chega deixar a acção reduzida aos dons de oratória dos deputados. Desenganem-se, os melhores resultados raramente se conseguem só na prova oral."
A propósito da última reunião da Assembleia Municipal... Veja a notícia AQUI.

domingo, 2 de maio de 2010

Valeu a pena, mas soube a pouco


Pronto. Acabou-se... Já estamos de regresso a Almada.
O comboio é às 17:31h. Daqui a +- 3h30m estaremos em casa.
Foi um fim-de-semana óptimo. A repetir! Nesta ou noutras paragens.

sábado, 1 de maio de 2010

Fim-de-semana em Aveiro


Estamos de abalada... o comboio é às 9:30h em Santa Apolónia.

Regressamos amanhã à tarde.

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