segunda-feira, 25 de maio de 2009

Maiorias absolutas boas e más!


Apenas algumas perguntas, responde quem souber e/ou quiser:

Existem maiorias absolutas boas e outras maiorias absolutas más?

Quais são os partidos cujas maiorias absolutas são desejáveis e quais aqueloutros cujas maiorias absolutas são indesejáveis?

O que distingue uma maioria absoluta do PS (no Governo) e uma maioria absoluta da CDU (nas autarquias, Almada por exemplo)?

O que faz um partido pensar que a sua maioria absoluta é democrática e a dos outros partidos é uma ditadura?

12 comentários:

Belzebu disse...

Maioria absoluta, quando demcrática não deveria ser ditadura.
Posso aceitar que até pode ser uma necessidade num determinado momento histórico.
Mas quando se torna na manutenção do poder a qualquer custo... Lembre-mo-nos da ditadura do proletariado (ditadura esclarecida e boa?), do Absolutismo Esclarecido (Marquês de Pombal, para não sairmos de Portugal
Mas aqui em Almada, penso que se trata mais de uma ditadura Salazarenta, vide perseguições aos trabalhadores da CMA, Folclore na Praça da Liberdade(Almada Fashion), Manifestações religiosas, Publicidade Institucional(tal como Salazar fazia com a guerra colonial e com as belezas e desenvolvimento de Portugal nos Pathé Magazine que antecediam as sessões de cinema).
O poder a qualquer custo!
Pela nossa sanidade vamos acabar com a Maria Emília e a CDU .
Políticamente, é claro, pessoalmente não tenho nada contra a senhora.
Quanto á CDU é bom não esquecer que nalgumas freguesias até está casada(aliança pós eleitoral)com o PSD (que é um partido de "esquerda e dos trabalhadores").

Belzebu

Observador disse...

Não há maiorias boas nem maiorias más.
A meu ver, a questão é outra.
Ou existe ou não democracia e liberdade.
Ou há seriedade nos métodos ou não se pode acreditar em qualquer projecto político, por muito bem que pareça ser elaborado.

Dizem que uma maioria absoluta é necessária sob o risco de se entrar numa desgovernação.
Errado, digo eu!

O caso de Almada é um bom exemplo de como não funciona uma maioria absoluta.
Por outro lado e pelas mesmas razões, o poder agora instalado nesta nossa cidade, resistirá a uma maioria relativa, desculpabilizando os erros com a falta de apoio dos parceiros políticos.

Maiorias boas e más? A pergunta é excelente mas para cuja resposta precisamos de conhecer as pessoas - para além dos políticos - e, mesmo assim, ficaríamos sujeitos a uma margem de erro razoável.

Lembro-me sempre do Olof Palme, o presidente sueco que reconhecendo dificuldade em constituir um bom governo com a prata da sua casa, convidou gente de outros partidos e levou a água ao seu moinho.
Até ser assassinado.

Liberdade disse...

Todo o poder corrompe. O poder absoluto corrompe absolutamente.

A democracia é a arte política da confrontação e da concertação. Sem esta dualidade não acredito na democracia. A democracia fez-se precisamente par acabar com os absolutismos sejam eles quais forem.

Uma maioria absoluta é uma democracia limitada. Todas as maiorias absolutas são más seja qual for o partido.

Por isso apelamos ao voto contra ESTA DITADURA DA CDU, repartindo os votos pelo BE, PS e PSD.

Anónimo disse...

A maioria absoluta do PS (Socrates) e a maioria (CDU Almada=Emilia) são completamente iguais em termos de actuação. Votar PSD em Almada discordo em absoluto, pois o cabeça de lista está nas mãos da emilia e é um grande lambe botas dela emilia, que anda a ganhar dinheiro na politica à mais de 30 anos. Nas legislativas até aprovo votar no PSD agora em Almada é um voto para a CDU como tem sido sempre. O mal ou menos no PS. Comprem o correio da manhã e vejam o patrimonio dos presidentes de camara e vereadores deste país, é de bradar aos céus com a miséria com que a maioria dos portugueses sofre. Todos têm vários carros, vários imóveis, acções, milhares de contos à ordem etc. Vamos votar PS para acabar com esta gente que está no poleiro em Almada à 30 anos e que se encheram e bem. António Oliveira Salazar volta para acabares com estes facínoras (novos ricos) do poder local.

Minda disse...

Belzebu:

Quase nada tenho a acrescentar a este comentário. Com o qual concordo 100%.

De uma forma sucinta, fala-se no que é essencial.

E foi bom levantar a questão das “alianças” (acordos, coligações, parcerias… chamem o que quiserem) entre CDU e PSD nalgumas das freguesias do concelho de Almada.

Que é bom lembrar, foram pós-eleitorais. Repito: PÓS-ELEITORAIS, ou seja, foram estabelecidas enganando os eleitores que votaram em cada um dos partidos isoladamente já que só depois das eleições é que levaram com o “presente”.

Ainda mais de forma encapotada. Sim! De forma pouco clara… quantos são os eleitores que sabem destes acordos de bastidores? Quantos são os militantes e simpatizantes da CDU e do PSD que sabem que os partidos a quem confiaram o seu voto estão juntos no executivo?

E a população em geral? Por exemplo em Cacilhas: quantos cacilhenses saberão que o PSD nem sequer pode ter o estatuto da oposição porque integra o órgão executivo da freguesia? Quantos saberão que a vogal que tem o pelouro da Juventude e do Desporto é do PSD?

Quantos cacilhenses saberão que esta situação já vem do mandato de 2001-2005, onde o PSD também integrava o executivo?

Alguém me saberá explicar porque um “casamento” destes nunca foi falado durante a campanha autárquica de 2005? tendo ambos os partidos ido a votos em separado escondendo dos eleitores, deliberadamente, as ligações profundas que tinham mantido até aí para, após as eleições de 2005 voltarem a se juntar para mais um mandato a exercer em conjunto?

É isto transparência política?

Minda disse...

Observador:

Exactamente… “não há maiorias nem boas nem más”!

Há é bons e maus políticos. Gente com princípios e gente sem nível, que faz da política um mero jogo de interesses particulares.

Uma maioria absoluta, qualquer que seja ela, sobretudo quando o partido no poder se tende a eternizar com as mesmas pessoas, é fatal como o destino… vira ditadura!

Minda disse...

Liberdade:

Todo o poder corrompe! È certo e sabido que assim acontece em todo o lado… Negar esta evidência, é mascarar a realidade.

Mas pode-se lutar contra esta fragilidade da nossa democracia evitando que se criem maiorias absolutas e, sobretudo, limitando o mandato dos membros dos órgãos executivos.

Minda disse...

Anónimo de 26-05, das 0:04h

Apesar de compreender a sua posição, e de achar que a crise e a radicalização das posições partidárias podem levar ao aparecimento de líderes populistas e de tendências ditatoriais, desejar que Salazar volte é demais (muito embora perceba a ironia da sua expressão, face ao caos actual na política nacional) – só de imaginar uma coisa dessas me dá arrepios.

E daqui, também eu apelo ao voto. Almadenses, não deixem de ir votar. O voto é um acto de cidadania.

Ogre disse...

A palavra absoluta junto de maioria constitui, já por si, uma limitação à democracia. Democracia não é absolutismo.
A questão fundamental não é haver boas ou más maiorias, é haver mais ou menos democracia. Ou seja, uma democracia, para o ser de facto, deve ser participativa, deve ter o contributo dos cidadãos. E não, como se entende em Portugal, por passar carta branca ao poder (nacional ou autárquico)para decidir tudo por nós.
O nosso problema é essa gritante falta de participação na coisa pública. Direito, e dever, que a pouco e pouco nos foi sonegado e de forma estrondosa com este governo. As comissões de cidadãos - moradores, trabalhadores...- tornaram-se pouco a pouco meras associações de cultura e recreio. As eleições democráticas de corpos dirigentes viraram nomeações - e veja-se o caso gritante das nossas escolas com a transformação dos presidentes dos concelhos executivos em novos reitores, foi o fim do processo democrático no ensino -.
A participação na nossa pobre democracia está limitada aos dias das eleições, e isso é muito pouco.

Nota local - Concordo que é preciso correr com esta CDU da Câmara Municipal. Mas vamos ver as opções, que cenário triste: PSD, está fora de questão, estão feitos com a Mª Emília e o candidato é do Metro, oferece alguma garantia? Pois...

PS: como é que se pode ter confiança em gente deste partido, o partido do governo mais fascizante que tivemos depois do 25 de Abril, o de honestidade mais suspeita, o que tem um 1ª ministro que processou 9 jornalistas e estão mais de 30 com processos por cauas do caso Freeport?
"Pois, mas nas autarquias é diferente" É? aquilo não é tudo a mesma gente?!

CDS: lagarto, lagarto.

BE: Não tem peso eleitoral suficiente no concelho, creio que lhe falta uma figura de proa conhecida e reconhecida, com carisma.

Então no que ficamos? Não sei, mas lá que é tramado...

Minda disse...

Ogre:

Compreendo a tua desilusão.

E sei que o futuro não se apresenta muito risonho.

Mas temos que acreditar que é possível mudar. Eu acredito! E encetar esforços para atingir esse objectivo. Eu já meti mãos à obra!

Quanto aos cenários que traças (refiro-me em termos autárquicos) apenas te direi que o peso político de cada partido vai-se construindo e não pode ser feito à custa de figuras +- mediáticas (embora isso possa ajudar, é um facto) mas, antes, deve ser fruto de um trabalho de equipa.

E, como deves calcular, eu confio na equipa do BE, da qual faço parte. Estamos empenhados em mudar e não desistimos.

Liberdade disse...

Voltando ao tema... também não me parece que o Salazar seja solução para nada. Já basta a ditadura da CDU.

Quanto ao voto sejamos práticos:

1. O BE está à beira de eleger um vereador, vamos dar uma ajudinha e votar no BE.

2. O PS é partido mais votado da oposição. Vamos dar-lhe mais força. Imaginem se elege o 4º vereador mesmo com o BE a eleger, como ficará a CDU?

3. O PSD é um partido democrático e pragmático. Cada voto no PSD ajuda a reduzir o apoio da CDU.

Em resumo votar em toda a oposição enfraquece a CDU e é isso que é necessário.

O que não pode acontecer é os descontentes com a CDU irem para a abstenção.

Minda disse...

Liberdade:

É preciso que as pessoas tenham consciência de que votar é um dever de cidadania muito importante e só com o nosso voto se pode solidificar a democracia.

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