∞ INFINITO’S ∞

Porque infinita é a vontade de sonhar e chegar sempre mais além… Espaço de convívio e reflexão onde as palavras são sementes que crescem livres de amarras.

Sábado, Maio 24, 2008

Mas que grande confusão

Estes "senhores das obras do MST" em Almada são, de facto, uns profissionais de primeira. O caso que vos trago hoje, embora parecendo de menor importância, não deixa de ser exemplar:

Na Av.ª 25 de Abril, em sentido ascendente, perto da Praça Gil Vicente, temos um sinal de trânsito que, supostamente, apresenta os condicionalismos à circulação automóvel naquela zona. Além de estar pouco visível (meio tapado pelos carros estacionados à direita) ainda apresenta um desenho rodoviário que não corresponde àquele que os automobilistas vão encontrar no local.




A maior parte dos automobilistas nem sequer ligam àquele placar, é bem verdade. mas quem não for da terra, bem confuso deve ficar com as indicações... Vejamos a fotografia abaixo:

A Rua D. Sancho I (à esquerda) no placar é inexistente, embora seja essa a via por onde devem seguir, efectivamente, os automobilistas que pretendam ir para a Cova da Piedade, Alfeite, A2 ou IC20. Contudo, quem olhar para o placar é tentado a seguir em frente, isto é, pela Av.ª D. Afonso Henriques (a artéria central).

A Rua Bernardo Francisco da Costa (à direita) tem, exclusivamente, trânsito descendente. Mas no desenho parece ser aquela através da qual podem circular, no sentido ascendente, os transportes públicos e os moradores.

Quer dizer: a Av.ª Afonso Henriques, supostamente destinada, em exclusivo, aos transportes públicos e ao trânsito local, acaba por servir para todos quantos querem atravessar Almada logo, não é de admirar que, sobretudo aos dias úteis, o trânsito naquela artéria seja o caos total... e apesar disto já acontecer há meses, a ECALMA ainda nem deu por nada!



Mas temos, ainda, mais algumas confusões...

se quiser seguir para Almada Velha, o visitante que não conheça a cidade fica, deveras, baralhado pois parece que o estão a mandar seguir no sentido de Cacilhas, não se percebendo muito bem em que direcção, pois na realidade tem mais duas ruas à sua direita mas o esquema só identifica uma.

Quem olhar para este croqui nem sequer sabe bem de onde vem... parece até que está em sentido contrário.

Numa praça que tem seis ruas que dela saiem e quatro hipóteses de circulação (ficam de fora as ruas Bernardo Francisco da Costa e a Comandante António Feio por não permitirem circular nelas a partir da Praça Gil Vicente) para quem sobe a 25 de Abril (contando com a inversão de marcha ao contornar a placa central e o poder regressar a Cacilhas descendo a mesma Av.ª), identificar apenas três, mais dois traços sem indicação de sentido (como se fossem travessas sem saída), só pode ser gozo.

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Sexta-feira, Maio 23, 2008

Bom fim-de-semana

(imagem: autor desconhecido)

Heteromorfia

Para enfrentar
a náusea de viver
há que partir o espelho.
E cada vidro
reflecte o outro lado
aonde habita o sonho.
Desliza pela imagem dos destinos
o prisma do poema!...


(Fernando Pessoa)

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Quinta-feira, Maio 22, 2008

Provocação


À medida que avançam as obras do MST na Av.ª 25 de Abril e os arranjos urbanísticos vão sendo concluídos, podemos verificar algumas incongruências como esta que aqui vos trago hoje:
A colocação de dois lugares de estacionamento, à esquerda, na saída do Parque da Margueirinha.
Se para entrar não há problema, o mesmo já não se pode dizer quando os condutores vão a sair daquele espaço, pois a perda de visibilidade é notória. Se a este facto juntarmos a velocidade com que os automobilistas circulam nesta artéria, que tem um declive acentuado (potenciador de descontroladas descidas automóveis, com travagens bruscas amiúde e que já terminaram de encontro a um dos postes de iluminação que, depois de derrubado nunca mais lá foi colocado... assim, é evidente que mais ninguém lá bate), sair daquele parque de estacionamento é uma aventura...


Gostava de saber quem foi o projectista iluminado que desenhou este arranjo urbanístico, sem ter testado no local as hipóteses de entrar e sair com carros ali estacionados nos ditos lugares. E hoje até não foi dos dias piores... ontem, por exemplo, estava lá estacionado uma forgoneta o que ainda reduzia mais a visibilidade.


Finalmente, após vários minutos de exasperada espera, avançando sempre mais um pouco, com o carro quase na faixa de rodagem, lá se conseguiu uma abertura para sair em segurança... (e hoje era feriado... imaginem isto num dia útil, à hora de ponta).


Pergunto: mas onde andam com a cabeça os responsáveis por estas obras? Querem provocar, deliberadamente, acidentes? Ou têm contrato com alguma seguradora?

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Quarta-feira, Maio 21, 2008

1.º Encontro "A Mar"


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Segunda-feira, Maio 19, 2008

Museu Regional do Algarve

Ontem, dia 18 de Maio, celebrou-se o Dia Internacional dos Museus. A propósito desse acontecimento, trago-vos aqui, hoje, uma triste notícia: a do encerramento do Museu Regional do Algarve, há vários meses, por incúria dos autarcas responsáveis pela gestão da Assembleia Distrital de Faro, proprietária daquele espaço.

São eles, José Estevens e Macário Correia, mui dignos presidentes das Câmaras Municipais de Castro Marim e de Tavira, respectivamente, presidente e secretário da Mesa da Assembleia Distrital de Faro.

Todavia, não ficam isentos de culpa os restantes edis algarvios (refiro-me, além dos dois citados, aos outros 14 presidentes de Câmara do distrito), nem tão pouco o resto dos membros daquela entidade (16 presidentes das assembleias municipais e 16 presidentes de junta de freguesia, sendo um eleito por cada concelho) que, por inércia, acabaram por ser coniventes com uma série de ilegalidades (que incluem, até, o desrespeito por preceitos constitucionais) que culminaram no encerramento do Museu Regional do Algarve cujo espólio se encontra a acumular pó e a degradar-se de dia para dia, mercê de questiúnculas políticas entre o PSD e o PS e de guerras de bastidores entre os sucessivos Governos e o Poder Local que já se arrastam quase há duas décadas.

A história é demasiado complicada para ser aqui abordada. Contudo, se estiverem interessados podem consultar o
Blog Distritos. Sim?! ou Não!? no qual encontram documentação bastante elucidativa sobre o assunto. Vejam, na coluna da direita, o tema AD de Faro.

O que me revolta, perante uma situação destas, é a impunidade com que certos autarcas agem, e que por se julgarem acima da lei ainda têm o solene descaramento de tornar públicas as suas acções, não tendo pejo em mentir sobre os fundamentos que levaram ao encerramento do MRA, porque consideram que a sua palavra é suficiente para validar os actos cometidos… mas mais me revolta, ainda, a indiferença com que a tutela, o Tribunal de Contas e o Ministério Público, depois de conhecerem os factos, olham para estes acontecimentos.

E, apesar de Macário Correia continuar a afirmar que o MRA encerrou porque não tinha pessoal e estava inactivo há cerca de dez anos, o certo é que foi ele quem, assim que a Chefe de Divisão se aposentou no início de 2006, coadjuvado pelos outros 15 presidentes de câmara do distrito, numa decisão assumida ilegalmente na Junta Metropolitana do Algarve (uma entidade que nada tem a ver com a Assembleia Distrital - seria o mesmo que a Câmara de Tavira deliberar encerrar o Museu Municipal de Castro Marim, por exemplo) tratou de transferir os trabalhadores para a associação de municípios e câmaras limítrofes para, assim, poder justificar a extinção daquele que ele considerava um órgão inútil.

E se o MRA estava moribundo nos últimos dez anos, a que Museu estará o
Ministério da Cultura a referir-se no seu site? Um espaço dinâmico, onde só no último trimestre de 2005 a agenda contava com dezenas de actividades, muitas delas com uma ligação especial à comunidade escolar, em particular à 1.ª infância, e com um ênfase particular à terceira idade?

E será que estamos a falar do mesmo Museu que a Revista LAZER A SUL, do semanário Expresso, de 19/03/2005?:
«A minha bisavó vestia calças? E o meu bisavô tinha algum fato especial para o domingo? As máquinas e as profissões seriam como as de hoje? Para teres respostas a estas e outras perguntas não há como visitar o Museu Regional do Algarve, em Faro.
Ali está patente uma exposição de usos e costumes do povo algarvio.
Podes ver, em quatro salas, trajes típicos, utensílios agrários, fotografias da vida quotidiana dos anos sessenta e setenta, ou ainda meios de transporte em dimensões reais ou em miniaturas.
Será que as habitações sempre foram apartamentos? Nem sempre e a prova disso está na reconstituição do aspecto exterior e interior de casas algarvias. Os espaços comerciais também tinham a sua graça, pois numa taberna tanto se bebia um copo de vinho como se compravam utensílios de trabalho.
Mais ao lado, podes ainda ver como era belo o quarto dos nossos avós, com a cama feita em ferro forjado e decorada com bonitos lençóis bordados à mão.
No dia a dia, o trabalho era mais duro do que hoje, porque muitas das tarefas eram manuais. Os teares eram complexos e quando as mãos interlaçavam a palma e o junco resultavam bonitas alcofas e cestos.
Acreditamos que vais gostar de saber mais da história das gentes do Algarve. Foi por isso que o pintor Carlos Porfírio impulsionou e criou este Museu, em 1962, instalado na Assembleia Distrital de Faro.
Hoje, foi melhorado com a implementação de uma sala educativa com material audiovisual, onde podes assistir a filmes didácticos referentes à vida quotidiana da serra até ao mar. Ali contam-te também uma lenda algarvia todas as quartas-feiras.
Marca já a tua visita com os teus pais ou convence a tua professora a levar-te a ti e aos teus colegas ao Museu Regional, das 9h às 12h30 e das 14h às 17h30, de Segunda a Sexta-Feira.»


Claro que se trata do Museu Regional do Algarve, pois ele é só um. O mesmo de que fala Macário Correia com tanto desprezo. Vale a pena acrescentar mais palavras? Para quê? Acho que não! E é assim que se defende o nosso património histórico.

Bem-haja o Poder Local. Viva a Democracia. E, de preferência, que continuem todos de olhos bem fechados. Uma tristeza...

É por estas e por outras que cada vez mais me desgosta a política E, depois, querem cativar os jovens. Como?

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Quinta-feira, Maio 15, 2008

Beja

Finalmente as fotografias desta linda terra alentejana, da qual já sinto saudades só de olhar para as fotografias.

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Terça-feira, Maio 13, 2008

Um sítio a visitar (na Sobreda)




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Segunda-feira, Maio 12, 2008

Saber cultural

"O seguinte link é talvez um dos mais completos trabalhos que consultei. É extraordinário, porque nos leva ao mundo dos museus mundiais, à pintura, escultura, slides, músicas e muito mais... Consultem-no e deliciem-se: http://www.sabercultural.com/".

Quanto às fotografias de Beja, peço desculpa mas ainda não tive tempo para organizar o slide-show. Tenho andado com sobrecarga de trabalho, reuniões e mais reuniões e chego a casa tão cansada que, além das lides domésticas, nem dá para fazer mais nada. Mas ainda será esta semana que farei a fotoreportagem. Isso posso prometer porque sei que vou cumprir.

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