quarta-feira, 23 de agosto de 2017

"Escolho o centro de Portugal"



«Um filme do Turismo Centro de Portugal, dedicado a vítimas da tragédia de Pedrogão Grande, conquistou um prémio nos Estados Unidos.
"Escolho o centro de Portugal" foi distinguido no 50.º Festival Internacional de Filme e Vídeo, que se realizou em Los Angeles.
"O facto de ganharmos este galardão nos Estados Unidos assume particular importância, uma vez que o mercado norte-americano tem um grande potencial de crescimento na nossa região”, afirma o presidente do Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, em comunicado.

O prémio representa “um importante sinal de reconhecimento que reforçam o posicionamento, nacional e internacional, da marca Centro de Portugal”, sublinha.
"Escolho o centro de Portugal" foi dedicado às vítimas do grande incêndio que deflagrou a 17 de Junho em Pedrógão Grande, que provocou 64 mortos e mais de 200 feridos.»

Fonte: RR

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Autárquicas: porque as pessoas fazem a diferença

No mandato de 2009-2013 fui eleita pelo Bloco de Esquerda para a Assembleia Municipal de Almada e para a Assembleia de Freguesia de Cacilhas, cargos a que renunciei em 2010 após sérias, profundas e inultrapassáveis divergências com os dirigentes do BE local, acabando mesmo por sair do partido no ano seguinte.
Ex-camaradas vaticinaram a minha passagem imediata para o PS (houve até quem apostasse que faria parte das suas listas no mandato seguinte), outros foram mais longe e previam viesse a integrar a equipa do PSD ou do CDS, dadas as minhas (achavam eles) ambições políticas.
Afinal, sete anos volvidos e nenhuma dessas previsões se concretizou.
Porquê? Porque, ontem como hoje, tratei apenas de ser coerente e fiel aos princípios que me haviam feito aderir ao BE logo em 1999 e que continuo a defender, como fiz questão deixar escrito numa “declaração de princípios” que já aqui partilhei convosco.
Politicamente mantenho-me na essência bloquista. Mas não sou hipócrita e, como tal, não posso afirmar que a forma de atuação do BE em Almada me seduza, muito pelo contrário (sobretudo no que se refere às questões de âmbito autárquico e ao papel que, como oposição, deveria prosseguir nos órgãos colegiais onde tem eleitos).
Alguns daqueles com quem entrei em conflito entretanto desapareceram da cena política mas como a maioria se mantém por lá muitos dos problemas que levaram ao meu afastamento subsistem. Por isso, custa-me a crer que em outubro próximo o BE venha a conseguir recuperar os votos perdidos em 2013.
Todavia, porque a política se faz de pessoas, não posso deixar de expressar o meu apoio público à Ana Massas, uma camarada (mas, sobretudo, uma amiga) que mesmo naquela época conturbada da minha saída do BE nunca quebrou os laços de amizade que existiam entre nós e nunca se deixou influenciar pelas "novelas" que os meus "opositores" resolveram inventar a meu respeito tentando com isso denegrir a minha imagem para "branquear" a sua própria atitude.

Mulher de armas, de luta, aguerrida, que nunca baixa os braços mesmo quando as dificuldades da vida (ou a "sacanagem" de alguns) lhe pretendem tolher os movimentos. Confio nela e na sua capacidade de trabalho. Acredito que será, como já foi no passado, uma autarca de fibra. Por isso, nas próximas autárquicas, tem todo o meu apoio (além do meu voto, claro).

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Alegria de nome, mas uma triste realidade

Quinta da Alegria, Cacilhas, concelho de Almada. Imagens captadas no dia 19-08-2017.


Dada a proximidade das eleições autárquicas, trago hoje para reflexão um tema que muito me preocupa: a preservação do património cultural.
As fotografias ilustram o estado de degradação de um imóvel que, não sendo classificado, não deixa de fazer parte da história e identidade de Cacilhas (a Quinta da Alegria) e, por isso, é lamentável assistir ao seu desmoronar.
Em 2017 a Câmara Municipal de Almada manteve o agravamento da taxa do IMI para os prédios devolutos e/ou em ruínas e costuma afixar uma placa no local esclarecendo a população sobre essa medida. Todavia, no caso em apreço, não há qualquer informação (ou talvez tenha havido e a placa tivesse sido derrubada). Mas será essa medida suficiente para chamar à responsabilidade os proprietários? Que outras medidas podem (devem?) ser adotadas pela autarquia no sentido de preservar a memória deste lugar que deu nome ao bairro onde se insere?

domingo, 20 de agosto de 2017

Ficarão os livros com parte da alma dos leitores?


Voltei.Sete meses depois da última passagem, aqui estou de novo.
E para celebrar o regresso, nada melhor que falar da minha paixão: os livros. Tenho muitos interesses (música, viagens, fotografia, política autárquica, etc.) mas nenhum passatempo me absorve tanto como a leitura.
Nestes últimos meses (tal como noutras épocas difíceis da minha vida) foram os livros os companheiros fiéis, sempre disponíveis para me ajudar a encarar o quotidiano de forma positiva.
Neste espaço de tempo (entre janeiro e agosto), li mais de duas dezenas (ficam de fora os livros técnicos, sobretudo na área do direito administrativo, de que tanto gosto, e que houve que consultar por motivos profissionais).
Trago-vos hoje, de novo, um dos que mais gostei: O homem que escrevia azulejos, de Álvaro Laborinho Lúcio (e sobre o qual já aqui tinha falado).
Sublinhei quase todas as páginas (um hábito que tenho sempre que encontro frases que considero terem um conteúdo que vai muito além da palavra escrita e que nos contam uma outra história nas suas entrelinhas)... Aliás, são estes os livros que mais aprecio pois adoro viajar por estes caminhos invisíveis mas que nos dão uma enorme sensação de liberdade... liberdade de pensar, de refletir, de encontrar a nossa própria história por entre o enredo que o autor nos apresenta.
Por isso a pergunta que uma avó faz ao neto: "Sabes que os livros ficam com parte da alma dos leitores?" exprime tão bem o meu sentir. Porque, de facto, se é verdade que os livros me dão tanto, em cada um fica também um pedaço de mim. Daí não me conseguir separar de nenhum livro e a biblioteca cá de casa seja já imensa.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

"Viagens à Quinta" - tertúlias de artes e letras.


VIAGENS À QUINTA - tertúlias com arte (ou a arte de tertuliar)…

Em torno de um tema e de uma mesa com variadas iguarias, reunimo-nos às quintas feira, refletindo e analisando-o sob várias perspetivas.
A primeira viagem será feita sob o tema "Exílio" e acontece hoje mesmo, dia 12 de janeiro. 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O Homem Que Escrevia Azulejos


Comecei a ler na segunda-feira O Homem Que Escrevia Azulejos, de Álvaro Laborinho Lúcio. O segundo livro deste autor, que eu nem sequer sabia ser escritor de romances pois apenas o lembrava como ex-Ministro da Justiça num dos governos de Cavaco Silva (numa época de má memória para mim, em termos profissionais).
Ainda nem a meio estou (vou na página 99) mas já estou completamente rendida. Trata-se de uma obra fantástica. Daquelas que me fazem sentir necessidade de sublinhar frases para fazer perdurar o seu sentido, para as reanalisar e descobrir a mensagem oculta nas entrelinhas.
Trata-se, portanto, de um livro que tem muito mais do dobro do seu tamanho efetivo (244 páginas) pois é rara a página que não encerra um pensamento e/ou opinião que nos transporta para um outro “livro paralelo” onde tentamos encontrar o sentido das palavras que acabámos de ler.
Adoro este tipo de livros por despertarem em nós a necessidade de nos questionarmos, de refletirmos sobre matérias que, de forma consciente ou inadvertidamente, deixamos andarem enredadas na superficialidade dos dias.
Em breve, aqui trarei algumas das frases que mais me marcaram. Por ora deixo-vos a sinopse do livro:
«A Cidade e a Montanha vigiam-se mutuamente, num jogo de espelhos e de contrários, numa geometria de centros e periferias, num enredo de poderes e de ocultações, onde muitas são as maneiras de viver a clandestinidade e muitas são as clandestinidades: escondidas, distantes; umas, vividas; outras, à vista de todos. Dois homens, Marcel e Norberto, atravessam, juntos, todo o tempo de uma vida. Escolheram, para viver, a ficção, e é nela que são clandestinos. Com eles vêm encontrar-se João Francisco e Otília. Ele, violinista e professor de música, ela, a sua jovem neta, ambos na busca incessante do sublime, também eles recusados pela realidade. Um homem que escrevia azulejos - que reencontrou a utopia e gostava da sátira - reparou neles e pintou-os com palavras.

O Homem Que Escrevia Azulejos, de Álvaro Laborinho Lúcio, debate e ilumina-se das grandes ideias da modernidade, enquanto observa, não sem algum detalhe pícaro, a falência das sociedades em que vivemos. Um romance culto e empenhado sobre o poder, e o poder redentor da arte e do amor.»

sábado, 7 de janeiro de 2017

Comunicado do Bloco de Esquerda sobre Mário Soares


Sobre a morte de Mário Soares, ocorrida hoje, subscrevo o teor do comunicado do Bloco de Esquerda. 
«Mário Soares foi um dos maiores protagonistas da política portuguesa e marcou o século XX. Foi combatente anticolonial e antifascista, preso político e exilado. Foi constituinte e fundador do regime constitucional de 76, ministro de governos provisórios, Primeiro-Ministro e Presidente da República. Socialista, republicano e laico, como ele próprio se definiu, foi o mais comprometido obreiro da integração de Portugal na União Europeia.
Ao longo da sua vida, Mário Soares foi contraditório e frontal nas lutas que escolheu. Marcou todos os momentos determinantes da vida do país, por vezes em conflito e outras vezes em aliança com forças de esquerda. No tempo mais recente, levantou-se contra a invasão do Iraque e as guerras no Médio Oriente, assim como na defesa da Constituição da República Portuguesa contra as novas regras sociais impostas pela troika. Opôs-se às políticas de austeridade do governo PSD-CDS e saudou a mudança imposta pelas eleições de 2015.
O Bloco de Esquerda saúda a sua memória, dirigindo os seus pêsames a toda a família de Mário Soares e aos militantes do Partido Socialista.»
Fonte: esquerda.net

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Cantar as janeiras na DGAL


Pela segunda vez o "coro improvisado" (mas que começa a "profissionalizar-se") de colaboradores da DGAL brilhou em mais uma excelente atuação. Aqui fica o poema com que hoje nos brindaram (que teve de ser bisado):

Pam parara piri
Pam parara piri
Pam pam pam pam

Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esta DGAL adentro vamos
À vontade e com maneiras
Por esta DGAL adentro vamos
À vontade e com maneiras

Pam parara piri...

Muda o ano e o orçamento
Muda o ano e o orçamento
O outro chegou bem atrasado
Mas este já veio a tempo
O outro chegou bem atrasado
Mas este já veio a tempo

Pam parara piri...

Avança o recrutamento
Avança o recrutamento
Ponham lá mais gente, mas cuidado
Olha o endividamento
Ponham lá mais gente, mas cuidado
Olha o endividamento

Pam parara piri...

O subsídio de Natal
Já não vem todo às mijinhas
E também no de alimentação
Há mais umas migalhinhas
E também no de alimentação
Há mais umas migalhinhas

Pam parara piri...

No salário, nada feito
No salário, nada feito
Porque continua a ser vedada
«a prática de quaisquer atos que
consubstanciem valorizações
remuneratórias», blá-blá-blá, blá-blá-blá,
blá-blá-blá

Pam parara piri...

Já nos cansa a cantoria
Já nos cansa a cantoria
Uma fatia de bolo rei
Agora que bem sabia
Uma fatia de bolo rei
Agora que bem sabia

Pam parara piri...

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Autoformação na Administração Pública


«Os recursos humanos são o ativo mais precioso de qualquer organização e a sua qualidade é determinante para o sucesso das políticas públicas.
O Programa do XXI Governo Constitucional aposta no reforço da qualificação dos trabalhadores da Administração Pública ao apontar para a “adoção de um novo sistema de formação contínua e integrada, atendendo ao perfil dos trabalhadores públicos e às necessidades dos serviços, nomeadamente através de protocolos com instituições do ensino superior”.
Dando cumprimento às orientações do Programa do Governo nesta matéria, o presente diploma visa atualizar, desenvolver e aperfeiçoar o regime da formação profissional nas administrações públicas, criando condições para tornar mais efetivos o direito e o dever de formação profissional dos trabalhadores em funções públicas.
O novo regime da formação profissional na Administração Pública, não obstante aproveitar o que de mais positivo tem o atual regime, propõe-se a:
— Reforçar o papel da formação profissional como instrumento estratégico de modernização e transformação das administrações públicas, através do estabelecimento de áreas estratégicas de formação;
— Adequar a formação profissional às exigências da gestão e mecanismos de mobilidade das pessoas nas administrações, como é o caso do novo mecanismo de valorização profissional;
— Promover a melhor articulação entre os objetivos, o ciclo e os resultados da avaliação de desempenho dos serviços e dos trabalhadores públicos e a resposta que se exige do sistema de formação profissional para a melhoria global da eficiência, eficácia e qualidade dos serviços públicos;
…»

Artigo 16.º
Autoformação

1 — Os órgãos e serviços da Administração Pública não podem impedir a frequência de ações de autoformação quando estas tenham lugar fora do período laboral.
2 — O crédito para a formação profissional da iniciativa do trabalhador é de 100 horas por ano civil, podendo, quando tal se justifique, em função da especial relevância para as atividades inerentes ao posto de trabalho, a apreciar pelo dirigente máximo do órgão ou serviço, ser ultrapassado até ao limite da carga horária prevista para a formação profissional que o trabalhador pretende realizar.
3 — A autoformação é financiada pelo formando, sem prejuízo do disposto em lei especial.
4 — A autoformação, quando realizada no período laboral, corresponde ao exercício efetivo de funções.
5 — O pedido de autorização para a autoformação, a realizar durante o período laboral, deve ser apresentado ao dirigente máximo do órgão ou serviço, devidamente fundamentado e com indicação da data de início, do local de realização, natureza e programa, duração e, quando aplicável, a entidade formadora.
6 — A recusa do acesso a autoformação deve ser sempre fundamentada.
7 — O pedido de autoformação apresentado por trabalhador que não tenha sido contemplado no plano de formação ou ações de formação do órgão ou serviço só pode ser indeferido com fundamento no prejuízo do normal funcionamento do serviço.
8 — O pedido de autoformação apresentado pelo trabalhador nas condições do número anterior não pode ser indeferido mais do que duas vezes consecutivas.
9 — O trabalhador a quem for concedida a autorização para autoformação deve, no final da mesma, apresentar junto do órgão ou serviço relatório e, quando aplicável, o respetivo certificado de formação.

10 — O não cumprimento do previsto no número anterior impede a concessão de autorização para formação no ano em curso e no seguinte.
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