sexta-feira, 1 de maio de 2009

Mas onde é que este país vai parar?

Os trabalhadores em geral, os precários e desempregados em particular, andam com os ânimos exaltados. E facilmente percebemos porquê. Resultado das políticas do Governo, de resultados agravados pela crise económica, as razões para estarem revoltados são, de facto, muitas.
Todavia, tal como Miguel Portas diz e muito bem, nada justifica o confronto físico. As agressões de que Vital Moreira foi alvo não têm justificação possível. São um acto perfeitamente condenável. E são a prova do sectarismo que alguns colocam na luta política, radicalizando comportamentos.
Eu que até sentia uma certa admiração pelo lider da CGTP, Carvalho da Silva, confesso que fiquei muito desiludida com a sua posição de menorizar o incidente e desculpar os agressores. Já quanto a Jerónimo de Sousa, reagiu como se esperava... não estava lá, não viu, não comenta (porque não lhe convém, acrescento eu!).
Um candidato do PS nunca seria bem recebido num qualquer local onde estivessem trabalhadores reclamando das políticas do Governo. Era plausível que não recebesse sorrisos, que houvisse alguns apupos. Mas ser agredido e insultado da forma que Vital Moreira foi é, no mínimo, uma ofensa à Democracia e à Liberdade.
E quer queiramos quer não, o PCP é muito culpado pela forma extremada como conduz estas manifestações públicas, centralizando as responsabilidades somente no Governo e no partido que lá estiver (seja o PS ou o PSD)... esquecendo-se de referir, obviamente, o contributo que, a nível local, muitos dos seus autarcas dão para que as más políticas do Governo acabem por ter consequências ainda muito piores... e agora percebe-se porquê: para, na revolta das massas, colher os louros do descontentamento dos trabalhadores e assim afirmarem-se como os seus defensores éticos.
Vejamos o caso da Câmara Municipal de Almada...

36 comentários:

Curioso ... disse...

Será que, tal como o Obeservador diz num post mais atrás, eu também posso dar a minha opinião, ou se o fizer serei insultado como vem sendo hábito? Mesmo correndo esse risco, aqui fica a minha opinião.

Então vejamos: onde o porta voz do PS, Vitalino Canas, num discuso mal cheiroso de um anti-comunismo primário, que já não se devia utilizar, e que serve apenas para distraír e manipular as coinsciências, usa a expressão "ofensas", a D. Ermelinda Toscano (secundando o seu camarada de partido Miguel Portas) acrescenta "agressões". E logo agressões físicas, não comprovadas por ninguém, mas que D. Ermelinda decreta que existiram (num discurso ainda mais mal cheiroso ...).

Os socialistas que acompanhavam Vital Moreira dizem (Público on-line) que foram lançados insultos e ... água! Água, senhores, num dia quente como o que esteve hoje ...

É verdade que estas situações são verdadeiramente lamentáveis, e devem ser evitadas a todo o custo. É verdade que não são este tipo de situações que resolvem o que quer que seja.

Mas também é verdade que a paciência tem limites. Certamente que na manifestação da CGTP estavam muitos desempregados, provavelmente pessoas com muitas dificuldades para suportar a situação a que o nosso país chegou, pela mão do PS, registe-se, porque a crise é um bom argumento para lavar as consciências, mas a realidade é que o Governo do PS prosseguiu ao longo de todo o seu mandato exactamente as mesmas políticas que a nível mundial conduziram à situação desgraçada em que milhões de seres humanos se encontram actualmente.

Agora desculpam-se com a crise, mas a crise são eles. E o que tem dito e feito o cabeça do lista do PS ao Parlamento Europeu sobre esta matéria? Exactamente, tem defendido intransigentemente esta política do Governo! Nem mais!

Por isso, pergunto: o que move, afinal, D. Ermelinda? Porquê este ataque tão violento ao PCP? O que é que prova que foi o PCP, ou sequer gente ligada ao PCP, a insultar o candidato do PS? Será que isso é verdade só porque o PS diz que foi assim? Ou D. Ermelinda (e Miguel Portas e o BE) têm provas irrefutáveis de que assim foi? Condenados sem julgamento, é isso? Acredito que sim, já não é nenhuma novidade da parte de D. Ermelinda!

Ou terá sido porque o próprio Vital Moreira, qual provocador incendiário profissional, se apressou imediatamente a dizer que aquele lamentável incidente era fruto do seu passado no ... PCP? Será que são estas as "provas" necessárias para D. Ermelinda concluir o que conclui?

Face ao dito, deixo duas perguntas:

1. Que provas tem D. Ermelinda para afirmar peremptoriamente o que afirma?

2. O BE não participou na manifestação da CGTP em Lisboa? Se sim (e sei que sim ...), quem me pode garantir que não foram militantes do Bloco de Esquerda quem insultou o candidato do PS?

É que isto, de facto, já começa a cheirar mal. Estes "julgamentos sumários" fazem-me lembrar, verdadeiramente, tempos do passado. Depois admira-se que lhe chame fascizante. Mas era isso que o fascismo fazia: tudo, e sempre, contra o PCP!

Assim como Hitler também se apressou a acusar os comunistas de terem incendiado o Reichtag. Há mais de 70 anos!

Assim está D. Ermelinda...

Minda disse...

Parece que é necessário começar por explicar o significado da palavra agredir:

«...dirigir ofensas ou injúrias a; insultar...
atacar alguém por actos ou palavras que ofendem a sua pessoa física ou moral...» (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa).

E a seguir apenas mostrar estranheza por ser este o artigo que mereceu a atenção do Sr. Curioso enquanto as notícias sobre o "1.º de Maio e a hipocrisia da CDU em Almada" e, principalemnte, o "Escândalo na Junta de Freguesia da Sobreda" mereceram o seu silêncio.

Ficamos, pois, esclarecidos.

Curioso ... disse...

Está enganada, D. Ermelinda Toscano.

Mais uma vez foge a responder-me ao concreto, invocando que não falo de outras coisas. É verdade, não falei de outras coisas, mas você não me responde ao que digo. Qual é a diferença? Bom, eu não sou autor do blog, venho aqui por "desporto", e só comento o que quero. E principalmente, só comento os disparates que quero. Quanto a si, D. Ermelinda, você é a dona do blog, vem aqui por "profissão" e é você quem diz os disparates (tinha que ouvir - ler - esta, depois de tudo quanto já escreveu a meu respeito).

Por isso não comentei o 1º de Maio (grande, enormíssimo disparate seu! Demagogia pura da mais barata que existe, mas adiante ... por isso continuarei a não comentar), nem a situação na JF da Sobreda. Mas neste caso, para que saiba e em pouquíssimas palavras, entendo que a ser verdade (e mais uma vez apenas existem relatórios parcelares relativamente à situação concreta. A D. Ermelinda é que gosta muito de se antecipar ... quando lhe interessa, é óbvio) o que se diz, então a única solução honesta é a demissão da Presidente da Junta de Freguesia. Disso não tenho rigorosamente dúvidas nenhumas.

Quanto ao que significa agressão, obrigado pela aula de português que me deu. Não altera em nada (até porque eu já conhecia a definição) o que eu disse. A D. Ermelinda às vezes parece não querer perceber as palavras, paciência, é um problema dela. Revela falta de seriedade, mas é o problema dela. O que eu comparei foi o tom utilizado pelo porta voz do PS (fala em ofensas, lembra-se) e o tom utilizado por si (secundando o seu camarada de partido Miguel Portas) falando de agressão - física, sim, como diz o seu camarada Miguel Portas. Quer dizer, o BE, pela sua voz D. Ermelinda, é mais "papista que o Papa"! Porque será?

Isto você não comenta. Dá-me "lições" de português. Certo, são as suas opções. Mas volto a dizer-lhe, estes eram os métodos dos fascistas. Viam malandros comunistas em todo o lado e a fazer todo a espécie de mal. E insisto: quem me diz a mim que não foram militantes do BE? Não estavam lá também? Ou será que os protagonistas do incidente (e foi apenas um incidente, acredite, não perca a sua admiração por Carvalho da Silva por isso) tinham a foice e o martelo desenhado na testa a marca de fogo? Seria, D. Ermelinda?

Observador disse...

Vital Moreira foi convidado pela CGTP para fazer parte da "festa" do 1º de Maio.
O cabeça de lista às europeias pelo PS sabia perfeitamente ao que ia.
Conhecia as probabilidades de ser mal recebido.
Não devia ter sido mas foi. Dado adquirido.
A questão interpretativa do termo "agressão" pode até ser irrelevante.
Aconteceu o que era de esperar.

Foi um excelente acto de vitimização muito bem interpretado por Vital Moreira.
Logo secundado por um discurso anti tudo feito por Vitalino Canas.
Da esquerda à direita desfilaram as opiniões, cada uma pior que a outra.
Mas estamos habituados a estas estratégias do nacional aproveitanço.

Vital Moreira, é altura de "ir para dentro".
Restantes senhores(as) mais ou menos politizados(as, sugiro-vos contenção e olhem para o interior de todos vós.

Boa semana para todos.

Minda disse...

Caro Curioso:

O senhor passou os limites do bom senso há muito tempo, mas agora excedeu-se de vez.
Por isso não merece qualquer resposta às barbaridades que escreveu.
Tenha tento na língua (na ponta dos dedos) e vá provocar para outras bandas que os seus métodos aqui falharam.

Minda disse...

Observador:

Se colocas as coisas nesses termos, então direi que a CGTP é que nem sequer deveria ter convidado o Vital Moreira.

Porque se VM saberia ao que ia aceitando o convite, a CGTP também saberia o que iria acontecer caso ele aceitasse.

Mas quer-me parecer que comportamentos destes em nada abonam a Democracia.

Se uns aproveitam para se vitimizar e colher dividendos políticos, outros há que julgam que os meios justificam os fins e a violência é apenas uma oportunidade para expressar descontentamento. Como se isso legitimasse todos os comportamentos.

A intolerância e o sectarismo não podem nunca levar a bom caminho. Pelo contrário... Por isso, só posso condenar as agressões feitas a Vital Moreira.

**

anónimo disse...

Minda
A moçaõ do bloco de Esquerda apresentada na Assembleia Municipal não foi aprovada. Não percebo os vereadores da CDU ao votarem contra. eu tenho razaõ estes vereadores da cdu de Almada são os cachoros da Emilia. Pobre Partido Comunista Português, com estes carcasas à frente do PCde Almada?. Coitados dos Camaradas antifascistas e comunistas do (antes) 25 de Abril, que lutaram pela democracia, e pela liberdade. Muitos morreram na miséria e fomos governados por esta corja de fascistas almadenses, encapotados de comunistas.

Minda disse...

Anónimo das 18:25

Os vereadores não têm direito de voto na Assembleia Municipal. Apenas ali estão para, em caso de ser necessário, prestarem esclarecimentos aos deputados municipais.

Mas é óbvio que nenhum deles se atreveria a votar de outra maneira.

Quero acreditar que o PC nacional não é a imagem do PC em Almada. Mas é difícil. Porque quem cala consente...

O PCP está há demasiado tempo no poder autárquico em Almada (desde o 25 de Abril). Inevitavelmente, criam-se vícios anti-democráticos. Por isso, sou a favor da limitação dos mandatos. Oito anos é mais do que suficiente para levar um projecto em frente.

Curioso... disse...

A resposta que D. Ermelinda dá ao Observador (não a mim, sublinho) é que é uma verdadeira barbaridade! Mas tem uma virtude: clarifica ainda mais, se preciso fosse, de que lado da barreira se encontra esta D. Ermelinda. Do lado dos trabalhadores, ao contrário do que não se cansa demagogicamente de afirmar, é que não é de certeza absoluta.

Aliás, já repararam que um incidente sem a mínima importância senão a de uma cena de pura vitimização barata de alguém que precisa desesperadamente de protagonismo, afastou a discussão daquilo que é verdadeiramente importtante: a luta dos trabalhadores e do povo contra este estado de coisas! Repararam bem como neste blog nem uma referência à grande manifestação da CGTP de luta e condenação do estado de coisas a que chegou este país pela mão deste Governo?

Porque será? É mais importante o Dr. Vital Moreira ter recebido uns insultozitos? Será, D. Ermelinda?

D. Ermelinda, mesmo com o seu discurso pseudo-progressista e defensor dos trabalhadores (parece que é só de alguns trabalhadores ...), já deve enganar muito pouca gente. E o seu partido também.

Aliás, como você própria diz numa das respostas que aqui traz, a sua preocupação exclusiva é o exercício do poder. Está como aqueles que consideram que os políticos são todos iguais (e não são, D. Ermelinda, e é esse facto de não serem todos iguais que lhe alimenta esse ódio todo a algumas pessoas), e à partida todos mais ou menos incompetentes, por isso deixem-nos lá estar oito aninhos no poder, depois descartam-se. É assim que você pensa, não encara - se calhar não entende - projectos, programas, objectivos. Não, para si o que importa é exclusivamente o aspecto formal do exercício do poder. Sintonizada, perfeitamente sintonizada, aliás, com toda a direita. É curioso, mesmo muito curioso ...

Já a seguir virá aí mais um epíteto simpático da sua parte. É que também já me habituei a esse seu estilo: você tem legitimidade para acusar os outros do que entender; os outros quando contradizem o que você pensa e afirma, apenas dizem barbaridades sem senso. A isso chamo exactamente o que já chamei noutros comentários e que, de facto, parece tanto incomodá-la. Ou não, porque não faz o mínimo esforço por modificar o estilo, por isso ...

Ah, e não, não comento outras coisas. Porque continuo a considerá-las disparates ...

Conceição disse...

Aconselharam-me este blogue. E hoje resolvi passar por cá. Li vários textos mas vou comentar neste. Podia até ter sido noutro. Mas é indiferente.

Gosto da frontalidade com que os temas são tratados. Admiro a coragem de quem os escreve.

Finalmente encontro alguém que a nível local não passa a vida a fazer apenas oposição ao Governo branqueando a conduta do PCP como se este fosse um partido democrata, quando pratica um social-fascismo descarado.

Em Almada nunca houve uma oposição de facto.

Na Assembleia Municipal o PS perde-se em questões menores, enredado nas teias substis que o PCP cria para evitar que os assuntos concelhios se discutam, efectivamente.

O PSD, comprometido com as coligações pós-eleitorais nas freguesias em que a CDU não teve maioria absoluta cala-se e finge que até é da oposição.

O BE, o único que poderia ser oposição a sério, tem atitudes contraditórias... por um lado parece ser conivente mas, em simultâneo, assume posições que afrontam a Presidente da Câmara.

Mal vai este concelho, parafraseando o título deste post, com deputados municipais assim... que se deixam dominar tão facilmente. A Minda é que deveria estar na AMA. Estou ciente de que muita coisa iria mudar.

Quanto à notícia de hoje, e perdoe-me se estou a alongar-me, a minha opinião é a de que o PS está a aproveitar-se politicamente deste incidente (quase pareceu uma "encomenda à medida") mas a CGTP e o PCP também não estão a agir da forma mais correcta pois o episódio de violência (porque não deixou de o ser) é de todo condenável e não pode ser minorizado. Ao fim e ao cabo esta também está a ser uma oportunidade para o PC exarcebar ainda mais a luta contra o PS e o estarem a fazer de Vital Moreira um "bode expiatório" é um "erro de casting". Todos perdem com isto, em particular os trabalhadores... na radicalização da luta os ganhos são diminutos.

E, já agora, que tomei este espaço para expressar a minha opinião, não posso deixar de fazer uma pequena referência a esse senhor Curioso:

A forma como se expressa é uma vergonha. Vem aqui ofender a proprietária do blogue e ainda quer ser bem recebido. Para dizer parvoíces... provas do que diz? Nada!
Se fosse à Minda colocava moderação nos comentários e impedia gentinha desta de vir para aqui opinar cobardemente pois, convenhamos, é fácil dizer o que diz mas sem se mostrar.
Todos temos direito a ter opiniões não coincidentes mas este senhor quer que a Minda não denuncie as práticas fascistas da CDU em Almada mas arroga-se no direito de emitir juízos de valor sobre o que é aqui escrito.
Tão ofendido que está já deveria ter apresentado queixa ao Tribunal. Porque é aí que se derrimem argumentos...

Minda, não desista. Vai no bom caminho e é isso que incomoda muita gente.

Como alguém aqui já disse, eles "não sabem se hão-de cagar ou dar corda ao relógio"... como nunca ninguém os afrontava julgavam-se impunes e, agora, estão baralhados.

Curioso ... disse...

Ora aqui está mais uma verdadeira democrata, de nome Conceição. É destas verdadeiras democratas que o país (e Almada, em particular) precisam. Mas para usar palavrões, está por aí. Eu é que insulto, não é D. Conceição? Porquê? Por questionar os argumentos da D. Ermelinda e por não concordar com eles? Isso é insultar? Se calhar é. Mas se ler bem, verá que nos meus escritos não encontra um único palavrão, ao contrário de si que da primeira vez que aqui vem é aquilo que se vê ...

Para além de me acusar de cobarde apenas porque uso um pseudónimo. Também já estou habituado a isso, como se não fossem as ideias que fossem o importante. Quer saber quem sou para quê? Vem cá bater-me? Satisfaz-lhe o ego? Porque é que é tão importante saber quem sou?

Por fim, fica-lhe bem, sim senhor, essa profissão de fé na capaciade da D. Ermelinda. Não é que ela precise, tenho a certeza, mas soa bem. Só que a D. Ermelinda só irá para a Assembleia Municipal se o povo assim quiser (e se ela se candidatar, é claro). Ah, e é verdade, ela já está na Assembleia de Freguesia de Cacilhas! E ao que me dizem ...

Curioso ... disse...

Esqueci-me de uma coisa sem importância, mas que importa aqui registar, já que fui apelidado de cobarde. A D. Conceição é o quê? Anónima? Nãããããããããã. Conhecidíssima!

E já agora mais uma coisa. Provas do que digo nada, D. Conceição? A srª sabe ler, ou quer fingir que não sabe? É que basta consultar os jornais do dia do incidente para ver com clareza as provas do que digo.

Agora quem aqui acusa - mais do que acusa, condena (e é recorrente, o facto) - sem quaisquer provas é a D. Ermelinda. Essa sim, condena fácil. Provas, não precisa, ela sabe tudo ...

Depois venha daí e diga-me que eu insulto. Dói a verdade, não é? Paciência, eu, pode ter a certeza, não desisto da justiça e da verdade. Porque esse é que é o bom caminho, D. Conceição. Esse é que é o bom caminho!

Observador disse...

Enquanto os meus bons amigos D. Conceição e Sr. Curioso, ambos anónimos, embora a D. Conceição pareça não ser - o que agora não interessa nada - trocam mimos, sugiro-vos que:
1 - passem pelo meu blogue, não sujeito a convite (basta clicar no nick)e vejam o que publiquei na minha mais recente intervenção;
2 - para irem mais directos,
espreitem
http://josemariamartins.blogspot.com/2009/05/as-agressoes-vital-moreira-como.html
e
http://www.doportugalprofundo.blogspot.com/

Já agora, Minda, passa por lá.

Cumprimento-vos e aconselho calma.
A vida são dois dias e a política são muitos mais.

Boa semana

Curioso ... disse...

Toda a calma do mundo, caro Observador.

No dia 1 de Maio, às 22:48 já eu, conforme se comprova pelo primeiro comentário publicado neste post, levantava as mesmas questões que o Advogado José Maria Martins e o Prof. António Balbino Caldeira levantam nos seus blogs.

Depois disso, como se pode verificar pela continuação do "diálogo" com D. Ermelinda, as coisas azedaram um pouco, mas continuei a sustentar a mesma tese.

Hoje mantenho-a. É histórico, infelizmente, este tipo de procedimentos. Quando algumas pessoas e forças políticas sentem perder o terreno debaixo dos pés, ensaiam estas manobras provocatórias para tentar manter o poder (ou alcançá-lo). Infelizmente, também, muitas vezes têm êxito nos seus intentos.

Mas não se preocupe, caro Observador, António Maria Martins e António Balbino Caldeira são "perigosos" comunistas ... há-de ver se não tenho razão!

Por outro lado, não me espanta a atitude da D. Ermelinda, sinceramente. Tem dado aqui tantos argumentos que confirmam a sua "santa aliança" com o Partido Socialista, que não espanta mesmo.

Por isso, toda a calma do mundo, caro Observador!

Paulo disse...

Estou chocado com os comentários desta aberração que assina como Curioso. Mas esta personagem pretende exactamente o quê?
Agora resolve “atacar”, também, quem vem expressar aqui as suas opiniões? E diz-se democrata! Quem acreditar nisso é tolo!
Defende-se contra a cobardia de que padece, e todos já notaram, falando em ideias. Que essas (as ideias) é que são importantes... mas que ideias, homem? O senhor só sabe insultar. Ideias? Apresente-as então!
Lança acusações parvas, arma-se em grande moralista, afirma-se ofendido e, afinal, só vem aqui mostrar uma imensa verborreia de incontornável demagogia.
Trabalhei na CMA vários anos (mais de uma dezena) mas assim que tive oportunidade pedi transferência para outra autarquia ainda não há muito tempo. Também é CDU mas o nosso Presidente é uma pessoa muito diferente da ditadora Maria Emília. E em vez dos incompetentes que a ladeiam (vereadores e dirigentes) soube rodear-se de uma equipa competente, de gente empenhada e esclarecida. A prova de que, felizmente, a CDU de Almada não é o retrato da CDU no resto do país.
Ainda há muitos e bons comunistas, dos verdadeiros, dos que lutaram pela liberdade e democracia no tempo do fascismo, que não se deixaram corromper, que souberam passar a terceiros o respeito pelos outros, mesmo que de opinião contrária, que souberam ensinar os princípios e valores de Abril aos filhos, que ainda hoje lutam ao lado dos mais novos por trabalho com direitos, que ainda hoje acreditam nos ideais socialistas...
Mas em Almada estamos noutro mundo. A CDU aqui não é nada. Trata-se, apenas, de um bando de seguidores da “mestra”... pena é que a nível central saibam o que Maria Emília é (e tem muitos opositores mesmo dentro do PCP) mas por questões meramente eleitoralistas a vão aguentando... porque é o seu populismo que ganha eleições, e a CMA não se pode perder dê lá por onde der (nem que se tenham que forjar votações... lembram-se da polémica de há quatro anos atrás com a contagem dos votos nas autárquicas?), pois funciona como a “central de emprego” para os militantes e amigos (em particular os que perderam o tacho noutros municípios onde a CDU deixou escapar a cadeira do poder).
Maria Emília tem este pessoal todo na mão. Vereadores e dirigentes, quanto mais incompetentes melhor. Deputados municipais? é vê-los na AM, nem são capazes de levantar a voz sem pedir a opinião da senhora Presidente. E nas assembleias de freguesia se têm a coragem de pisar o risco, “levam nas orelhas” e a seguir dão logo o dito por não dito.
Incompetência é palavra de ordem nas hostes do PCP em Almada. Porque assim são mais fáceis de manobrar e de convencer. E se há algum que resolve fazer frente à Sr.ª Presidente, está tramado...
Até os membros da Comissão de Trabalhadores parece que levaram uma lavagem ao cérebro e nunca afrontam a Sr.ª Presidente. O mesmo acontece com a delegação do sindicato que o PC domina (o STAL).
Deixaram que, em Almada, por razões que não consigo entender, Maria Emília matasse o PCP. Depois dela, dificilmente o partido conseguirá recuperar a credibilidade que teve outrora nestas bandas. Porque o PCP em Almada era um partido digno, de gente lutadora, de coragem. Verdadeiros democratas.
Hoje, é um resquício moribundo que sobrevive à sombra do seu passado glorioso. Maria Emília deu cabo do partido e os oportunistas que a rodeiam ajudaram-no a ir ao fundo.
Hoje é um partido de práticas ditatoriais, que só sabe governar com maioria absoluta e para não a perder até é capaz de “vender a alma ao diabo” e fazer alianças com o PSD... quem é que consegue acreditar em gente desta?
Minda, desculpe ter-me alongado. Mas a conversa proporcionou-se.
Despeço-me dizendo-lhe que, ao contrário do que possa pensar, não sou seu apoiante e muito menos do Bloco de Esquerda. Aprecio o seu trabalho pela coragem que demonstra e por verificar que, de facto, a sua capacidade de intervenção foi uma “pedrada no charco” no cinzentismo da política em Almada, mas fico-me por aqui.
Sou filho de um comunista que morreu devido a lesões que sofreu na prisão no tempo de Salazar, foi torturado e resistiu heroicamente. Em memória do meu pai sinto vergonha deste PCP de Almada, mas orgulho-me de pertencer a este partido, que tem muitas falhas eu sei mas ainda é o único que tem raízes tão fundas na luta pela liberdade.

lina disse...

Este Paulo fez a história veridica e completa destes 20 anos de ditadura desta corja de oportunistas que se encheram à conta do Partido lambem-lhes as botas à emiliao, ao que chegaram estes bananas, que não têm força só porcaria (Revés, Carreias, Rui Martins, onde estavam estes senhores no 25 de Abril. Também eu sou militante do PCP, mas jamais votarei nesta corja almadense. Em almada não existe o Partido Comunista, mas sim um conjunto de oportunas a viver à custa do grande Partido Comunista Português.

Anónimo disse...

A Minda desculpe-me a intromissão, mas não posso deixar de aproveitar este espaço para deixar um recado ao amigo Curioso.

Estás a perder qualidades, pá (e não te ofendas com esta linguagem porque ela não é nehuma falta de educação).

A estratégia que delineaste está a "virar o feitiço contra o feiticeiro", ou ainda não percebeste?

Podes até ser anónimo (como todos os que aqui vêm acabam por o ser - à excepção da Minda e uma ou outra pessoa), mas olha que eu sei quem és... ao longo destes meses em que foste aparecendo (mesmo que de forma esporádica) as pistas foram ficando no discurso utiizado.

Visito este blogue amiúde (embora esteja a comentar pela 1ª vez), e lembro-me do que disseste desde início (embora os primeiros comentários tivesssem desaparecido - situação explicada pela Minda).

As indicações foram substis, mas eu apanhei-as porque te conheço bem...

Não acreditas? Queres que te faça um sinal na próxima Assembleia Municipal?

Acho bem que venhas contestar as opiniões da Minda, ela às vezes avança demais (não que não tenha razão, apenas não era necessário ir tão longe), mas precisas de atacar tudo e todos nesse estilo tão virolento?

Achas, sinceramente, que é assim que defendes a tua posição? Não vês que o que estás a conseguir é acabarem todos por se virar contra ti e deixas, ainda, o partido mais mal visto?

Curioso ... disse...

A todos quantos se preocupam (e pelos vistos preocupam-se muito ...) com o que aqui escrevo, apenas uma certeza: não vale a pena tentar intimidar-me nem dar-me lições de (pseudo) democracia. Já sou "macaco velho" e não são vocês quem me fará qualquer tipo de mossa.

Quanto ao último anónimo, mal educado, sim, não pela linguagem que usa para se me dirigir (estou-me borrifando) mas pela tentaiva de condicionamento da liberdade dos outros, no caso concreto da minha, só lhe digo que não quero nada dele. A não ser que vá dar uma volta ao "bilhar grande", e no regresso veja se eu estou por lá. E que não se preocupe com as minhas qualidades. Preocupe-se apenas com a (falta) das dele!

Entretanto, sempre que entender contestar o que a D. Ermelinda aqui diz, ou qualquer outra "Ermelinda" que aqui venha, fá-lo-ei sem receio de intimidações reles como as que têm aqui vindo ultimamente. E que apenas representam desespero!

Porque será tanto desespero? Agora é a velha tese do dividir para reinar. Também não pega!

Observador disse...

Lá tenho eu que aconselhar calma.
E bom senso que também dá jeito.

Todos temos direito a uma opinião, certo?
O direito à má educação, bem isso é outra coisa.

O que aqui tenho lido são mais que opiniões. Por vezes, algumas palavras confundem-se com desabafos, outras nem isso.

Protestamos contra o anonimato mas, com excepção da Ermelinda e de mim (refiro-me a este "post") ninguém ousa mostrar-se.
Parece grave? Não. Mas é importante.
Nada melhor do que sabermos com quem falamos.
O caro Curioso já provou quão facilmente se chega ao meu blogue.
Mais ninguém se apresenta.

Fico preocupado com isto? Sim. Porque em democracia (estamos mesmo em pleno uso dela?) será suposto falarmos sem vergonha de mostrarmos quem somos.

Não gosto de falar em partidos políticos. Não há ponta por onde pegar. Em nenhum deles.
Isto sou eu a pensar alto. Democraticamente.

Uma palavra ainda para criticar a actual gestão autárquica.
Mas ... não vou "bater mais no ceguinho".

Saúdo-vos

Ermelinda disse...

Conceição:

Obrigada pelas suas palavras. E bem-vinda a este meu cantinho.
Que costumava ser tão calma e, agora, está virando um saco de animosidades mal contidas por parte de um comentador em particular.

O que me entristece. Peço-lhe desculpa por alguém de fora a estar a tratar assim na minha casa. Sinto-me um pouco responsável por esse facto pois não quero que pense ser este um hábito que se pratica por estas bandas.

Porque, de todo, não é.

Gosto da polémica e aprecio o contraditório. Mas acredito que, em democracia, é possível argumentar e contra-argumentar sem perder o nível.

Podemos discutir ideias ou factos sem entrar na ofensa pessoal mesmo que não concordemos com o outro interlocutor.
Até à data tenho denunciado actos concretos da CMA (com base em provas documentais e não suspeitas infundadas). E tenho direito a ter a minha opinião e de a expressar. Mesmo que isso incomode o poder autárquico. Mesmo que isso não agrade a alguns visitantes deste blogue.

E se a autarquia e os seus apoiantes estão tão certos de que aqui só levanto calúnias só têm um caminho a seguir: apresentar informação que contradiga as minhas afirmações e apresentar denúncia em Tribunal por difamação.

E como eu não sou anónima, a investigação estaria facilitada.

E, por favor, depois desta recepção, não se afaste e continue a passar por cá sempre que tiver oportunidade.

E não deixe de comentar, obviamente, se assim o entender.

Ermelinda disse...

Observador:

Afinal quem está a dar importância àquilo que, supostamente seria um acto de mera “estratégia política” por parte do PS para desviar a atenção do impacto das contestações do 1.º de Maio e fazer a imagem de VM subir nas sondagens por ter sido alvo de tratamento antidemocrático, acabam por ser todos aqueles que não deixam este assunto morrer...

E digam o que disserem continuo a julgar este episódio condenável.

Mas na classificação de condenável estão também inseridas todas as aleivosias que, acerca desta ocorrência têm sido ditas e escritas na imprensa por parte dos vários intervenientes, directa ou indirectamente.

Ao fim e ao cabo todos eles, a começar no PS e a acabar no PCP, estão a alimentar um clima de crispação e de intolerância, propício à prática da violência... por este caminho, não tarda nada estamos a ver a Democracia e a Liberdade por um canudo.

Fui ver os blogues que referes.

Mas achas que merecem comentários depois do que acabei de dizer?

**

Ermelinda disse...

Paulo:

Bem-vindo ao Infinito’s. Apesar do clima que aqui se tem vivido nos últimos dias esta casa não costuma ser assim. Gostaria que continuasse a visitar-me e a comentar o que escrevo. Não se coíba. Será sempre bem recebido.

Obrigada pelas suas palavras. Fico-lhe grata, pode crer. E o não ser meu apoiante nem do Bloco de Esquerda, em nada muda a consideração que tenho por si, apesar de só o “conhecer” através de tudo quanto aqui escreveu no seu longo comentário.

O seu testemunho enquadra-se, perfeitamente, no que penso sobre o que se passa com o PCP aqui de Almada. Por isso nada tenho a acrescentar.

Fico à espera que volte mais vezes. Para que a discussão dos assuntos que trago a público possam ser objecto de uma reflexão séria.

Conto consigo.

Ermelinda disse...

Lina:

Bem-vinda a esta casa. Chegou num momento conturbado mas estou segura de que a bonança vai regressar em breve.

Apareça e continue a comentar.

Ermelinda disse...

Anónimo das 7:08

Madrugador. Esse também é o meu hábito...

Adiante. Bem-vindo ao meu blogue. A porta estará sempre aberta, mesmo quando a tempestade grassa. E peço-lhe desculpa por ter sido por ela atingido. Não ligue... cá dentro o ambiente é acolhedor (faço por isso).

A vantagem de todos vocês (que são anónimos, salvo raríssimas excepções) é que sabem quem eu sou mas eu não sei com quem estou a falar (escrever). O que é uma desvantagem. Diga-se o que se disser da importância do conteúdo.
Se acha que conhece o dito cujo, eu não faço a mais pequena ideia de quem seja. E porque tenho mais com que me preocupar, sinceramente, nem quero saber.

Observador disse...

Minda

Se me é permitido, sugiro que todos se "transformem" minimamente em "gente com rosto".

Referes a desvantagem com que te debates.
Tens toda a razão.

Com o devido respeito, com excepção de nós os dois (refiro-me a este "post") mais ninguém parece ter rosto.

O anónimo é isso mesmo, o Curioso anónimo é, bem como a D.Conceição e o Sr.Paulo que apesar de uma aparente possível linkagem, não nos levam a lado algum.

Não digo mais nada para não ser mal interpretado.

Minda, segura aí **

Minda disse...

Observador:

Caro amigo. Reflecti, bastante, sobre esta questão do anonimato. E se deveria, ou não, passar a exigir uma qualquer identificação (das que o Blogger indica).

Todavia, com ou sem blogue, todos poderiam continuar a ser anónimos. Ao fim e ao cabo, mesmo tu, só não és anónimo para mim e para aqueles a quem te tenhas identificado pessoalmente. E nessa condição existem outros, como um dos co-autores do BLOGRE que é meu amigo, mas tu, por exemplo, não sabes quem é.

Assim sendo, anónimo por anónimo, acabei por achar que não valeria a pena ir por aí, já que a identificação solicitada para abertura das contas nos servidores indicados não é garantia de fiabilidade, ou seja, podemos sempre inventar uma identidade falsa e o problema lá volta ao início... anónimos continuamos.

Pensei se não seria melhor colocar moderação nos comentários. Aí sim, o poder estaria do meu lado... poderia publicá-los, ou não.

Mas, ao mesmo tempo pensei que, tendo eu estabelecido nestes quase cinco anos de residência na blogosfera (antes do Infinito's era o Sabor das Palavras) que a porta da minha casa virtual estava aberta para todos, restringir agora o seu acesso, embora fosse um direito que me assiste, era recuar na liberdade que aqui sempre fiz questão de manter.

Além disso, posso responder ou não (e a minha atenção ou indiferença já dirá como considero quem está a escrever) e caso a linguagem utilizada seja menos própria resta-me ainda o recurso à pura e simples eliminação dos comentários.

Por isso, apesar da polémica dos últimos tempos (lembras-te de me dizeres, há uns bons meses atrás, quando estive uns bons dias sem postar nada, de que o Infinito's parecia em coma e precisava de ser animado?), sempre é preferível haver controvérsia do que passarmos despercebidos.

O que cada um escreve fica aqui registado. Quem vier pode ler e fará a sua interpretação.

Resta-me continuar a agir como até aqui... escreverei sobre os temas que me apetece, denunciarei aquilo que julgo errado (desde que tenha provas nesse sentido), emitirei as minhas opiniões e responderei a quem mereça.

Porque a liberdade de expressão é, ainda, um direito constitucionalmente consagrado.

E vamos lá ter calma que este fim-de-semana foi muito agitado.

**

Anonimo disse...

esse curioso deve ser um profissional da politica, daqueles que eu abomino. Deve ser um novo rico almadense encapotado de grande comunista. Deve estar a defender o tacho ao defender esta Câmara. Nºão conhece o que se passa com os trabalhadores da autarquia, deve estar num gabinete senta num cadeirão. Na minha casa eram seis comunistas, vão todos votar no Bloco de Esquerda única oposição à ditadura (da Emília e seus lambe botas) em Almada. Já agora vamos ver se estas eleições não existem problemas na contagem dos votos.

Minda disse...

Anónimo das 15:09

Como já aqui disse, não sei nem me interessa saber quem é essa personagem de que fala.

A opinião desse senhor é para ficar com ele próprio, já que tentou mas não conseguiu atingir os objectivos pretendidos: descredibilizar o conteúdo deste blogue.

E obrigada pelo vosso apoio.

Volte mais vezes.

Curioso ... disse...

Provavelmente, este meu comentário já não vai ter efeitos práticos. Já passaram alguns outros à frente ... Mesmo assim, aqui fica.

De acordo com a Minda (pelo menos por uma vez), ainda que - e já veremos isso - não totalmente.

Saúdo o bom senso que revela no que escreve sobre a tentação de "censura" que alguém aqui aventou em tempos. É assim mesmo que as coisas devem ser.

A liberdade de expressão que invoca é uma conquista essencial dos portugueses, graças ao 25 de Abril de 1974. Mas essa liberdade, exactamente porque de liberdade se trata, exige também responsabiliade. Não se pode usar essa liberdade - que é de todos - para eliminar ou condicionar a liberdade dos outros.

Admito que tenha sido, em muitos momentos, muito veemente no que escrevi. É uma característica minha. Mas nunca ultrapassei os limites da decência, jamais utilizei termos considerados insultuosos ou, na gíria popular, palavrões, nunca ofendi ninguém. Sobre isso, tenho a consciência perfeitamente tranquila. Discordei quando entendi que devia discordar, e fi-lo com a veemência que entendi a adequada.

E assim continuarei a ser, sempre que entenda que devo sê-lo.

Onde é que discordo da Minda? Bem, na questão das provas. Não me parece que tenha razão, e este post demonstra-o. Sem provas, a Minda decidiu condenar o PCP por um incidente lamentável (já aqui o disse, e repito-o até à exaustão se for preciso), mas que não passou disso mesmo, por um lado, e por outro lado ninguém envolvido foi identificado pelo que, no mínimo, mandaria o bom senso assumir as reservas adequadas na condenação de todo um Partido Político, que ainda por cima não tem, nunca teve, esse tipo de práticas. Nem mesmo nos tempos do chamado "verão quente" essa foi a prática do PCP, como certamente a Minda concordará.

Exactamente por acreditar que a liberdade de expressão, como todas as outras liberdades, exigem responsabilidade, "rebelei-me" contra esta condenação arbitrária da Minda.

Diz que não atingi os meus objectivos? Pois não, sabe porquê? Porque não tinha nenhum objectivo, a não ser o de expressar livremente a minha opinião, por sinal dissonante da sua. Esse era o meu único objectivo, porque como lhe disse antes, embora me dê prazer ler o que escreve, venho aqui sem qualquer outro propósito que não seja o de "desporto". E esse objectivo consegui-o atingir plenamente. A própria Minda o diz.

Ao contrário do que afirma, não pretendo descredibilizar coisa nenhuma. Não faz parte da minha maneira de estar, da minha formação enquanto cidadão. Respeito a opinião dos outros mesmo quando dela discordo. Condenei - e continuarei a condenar - todas as tentativas de censura, venham elas de onde vierem. E respeito a sua opinião, o que não me inibe, jamais, de expressar a minha própria.

Cumprimentos.

Observador disse...

Parece que finalmente a tensão está a diminuir.
Ainda bem que assim é.
Somos crescidos, responsáveis, donos de nós próprios.
Refiro-me à Minda, ao Curioso e a mim próprio.
Dos outros que não conheço, não sei quem são nem como são, não falo.
Estamos no bom caminho ao assumirmos um tom cordial. Ainda que com opiniões divergentes - não totalmente - o que é salutar.

Posso ir jantar mais tranquilo.
Sabendo-nos pessoas de bem - repito que apenas estou a falar de nós três - tudo parece mais azul.

A Minda vai permitir que por aqui andemos.
Eu assim o farei. Pelo menos enquanto não fôr saneado.
(bolas, lembrei-me de outros tempos...)

Cumprimento-vos com amizade.

Minda disse...

Caro Curioso:

Pensava não voltar a dirigir-lhe a palavra, confesso. A tensão dos últimos dias, o discurso exagerado (quiçá de nós dois, levado ao extremo desnecessariamente, por ambos) ditava-me que assim agisse.

Tenho que ser sincera e dizer-lhe que me surpreendeu este seu comentário de hoje. E muito favoravelmente, apesar de continuar longe de concordar consigo em quase tudo.

Porque o que pensamos ficou aqui registado e não se apaga. as diferenças são muitas. Se as conversas passarem a ser civilizadas como esta troca de palavras está a ser agora, temos, no entanto, motivos para estar satisfeitos... a Democracia é isto mesmo: liberdade de nos exprimirmos, defendermos as cuasas em que acreditamos com convicção mas respitar sempre a opinião de cada um dos parceiros.

E se tivermos que reconhecer algum erro, isso não é uma vergonha, antes sinal de civismo.

Somos pessoas de forte personalidade, já deu para todos se aperceberem. E de convicções bem firmes. Talvez por isso acreditemos de forma tão convicta naquilo que dizemos (escrevemos).

No calor das discussões on-line, sem hipótese de rectificar o discurso depois de mandado publicar, se calhar fomos os dois longe demais. Mas se por um lado isso é bom (mostra que somos capazes de ir em frente na defesa dos nossos ideais) por outro tolda-nos o sentir e leva-nos a expressar-mo-nos com um belicismo inconveniente. Aconteceu com nós os dois, há que reconhecer.

Todavia, "quem não se sente não é filho de boa gente", lá diz o povo. E do que eu não gostei mesmo nada foi de que tivesse colocado em dúvida o meu empenho na defesa dos direitos dos trabalhadores (o incidente com o Vital Moreira e a suposta certeza que diz eu ter colocado naquilo que afirmei acaba por ser um pormenor secundário - além de a interpretação que faz vá no sentido inverso daquilo que pretendi mas acho que o melhor é encerrar esse tema por aqui), avançando com a hipótese de eu ser parcial. Sou sincera, isso é que me aborreceu de facto.

Sou delegada sindical há uma série de anos, bastantes pode crer, eleita continuamente pelos meus colegas (por alguma razão será). Represento uma comissão nacional de trabalhadores faz agora nove anos consecutivos.

Ao longo destas quase duas décadas tenho conseguido vitórias impensáveis. E sempre em diálogo com os autarcas que têm vindo a superintender nestas estruturas de génese autárquica (e tenho-os conhecido de todos os quadrantes políticos, pode crer). Por isso me respeitam.

Tenho assumido, publicamente (em entrevistas aos jornais, na rádio e denúncias à IGAL, ao TC, ao Ministério Público - sempre identificada e não anonimamente), causas que mais ninguém teve coragem de enfrentar na defesa dos direitos dos trabalhadores das assembleias distritais e, agora, os da Câmara Municipal de Almada.

Tenho ido a audiências com ministros (de todos os Governos desde 1991), grupos parlamentares (todos, e desde aquela data também, atravessando várias legislaturas), 1.ºs Ministros, Presidentes da República etc. etc.

Peço desculpa aos meus leitores por estar aqui a escrever tanto sobre este assunto que nada vos diz e quando, possivelmente, serão palavras vãs pois não sei se você irá dar-lhes alguma importância, mas é só para lhe dizer porque me senti tão ofendida.

Mas precisava de fazer este desabafo.

E espero que continue a vir por cá. Pode estar ciente de que nunca lhe trancarei a porta desta minha casa. Para mim a liberdade de expressão é mesmo para valer, porque se assim não fosse teria para mim sido muito fácil limpar os seus comentários, como decerto saberá.

Retribuo os cumprimentos, e desejo que a partir de agora consigamos ser quem somos (sem amarras ou mordaças) e mantendo todo o respeito por aquilo que cada expressa.

Minda disse...

Observador:

Pese embora as significativas divergências, quando os interlocutores são pessoas de princípios, a bonança vem sempre depois da tempestade e facilmente se consegue chegar a bom porto.

Assim acabou por acontecer e dou-me feliz por isso.

**

Curioso ... disse...

Cara Minda,

Uma das essências da democracia é exactamente a possibilidade de expressarmos livremente as nossas opiniões, sem que por esse motivo sejamos prejudicados sob qualquer ponto de vista. Porque há outras, o pão, a paz, o trabalho, a fraternidade, entre tantas outras.

Deixe-me dizer-lhe que, reconhecendo uma vez mais alguma veemência (talvez exagerada) no tom utilizado, o que aqui procurei fazer foi contrapor a uma tese da cabala, lançada pelo PS logo a seguir aos lamentáveis (cá estou de novo a lamentar) incidentes do 1º de Maio, uma visão diferente das coisas, e sinceramente (passe a imodéstia) seguramente mais plausível do que o despudorado ataque que Vitalino Canas (e o próprio Vital Moreira) fizeram ao PCP na sequência daqueles incidentes.

Diz-me que ficou ofendida e conta-me a sua hostória. Respeito o seu trabalho, e certamente se é eleita pelos trabalhadores que representa, quem sou eu, que nem a conheço, para beliscar sequer a sua competência. Não é disso que se trata. Termos ideias e interpretações divergentes dos factos não significa, não pode significar nunca, esse tipo de posições.

Se em algum momento deixei resvalar o meu discurso para esse território, foi sem qualquer intenção, acredite.

E deixe-me dizer-lhe outra coisa. Você sentiu-se ofendida como diz. Permita-me então que lhe diga que eu também me senti ofendido pelo facto de alguém, que é assumidamente do Bloco de Esquerda, ter encarreirado sem reflexão, é a minha opinião, em acusações torpes e oportunistas, cujo único objectivo foi vitimizar - e daí tentar retirar vantagens eleitorais - o cabeça de lista do PS às Europeias. Isso é que doeu. Porque o PS fazer isso, não me espanta rigorosamente nada. Alguém do Bloco de Esquerda ter a mesmíssima atitude, já dói um pouco mais.

Sou simpatizante do PCP com muito orgulho e honra (não sou militante, ao contrário do que possa pensar). E quero dizer-lhe, com toda a sinceridade, que entendo que o adversário do Bloco de Esquerda não é o PCP nem a CDU. O adversário do Bloco de Esquerda deveria ser toda a direita, o actual PS incluído. Infelizmente, verifico muitas vezes que a tendência do Bloco não é essa.

Foi a interpretação que dei ao seu post sobre os incidentes com Vital Moreira. Antes de escrever, acredite, pensei para comigo próprio: mas que raio, uma militante assumida do Bloco de Esquerda vem com este discurso! Porquê? Dir-me-á que houve militantes comunistas que tiveram a mesma atitude (vd. José Saramago). Mas também esses militantes comunistas critiquei da mesma forma.

Tenho as minhas convicções bem fortes, como você diz. Mas não acredito em dogmas. O que sinceramente penso é que as nossas intervenções públicas (como as privadas, nas nossas famílias) têm que ser fundamentalmente responsáveis e maduramente reflectidas. Só nessa medida as convicções serão verdadeiramente convicções. De outra forma serão actos de fé, na melhor das hipóteses.

Cumprimentos.

Observador disse...

Minda e Curioso

Permitam-me que suspire de alívio e que finalize este tema/"post" de forma ligeira, sem maldade.

Fumemos o cachimbo da paz.
Peace and love.

Já agora, parabéns pela forma como tornaram possível este final feliz.

Obrigado.

Minda disse...

Caro Curioso:

Esta troca serena de palavras bem poderia ter começado desde início.

Continuamos a discordar, como é evidente, mas depois da explosão anterior os ânimos serenaram (felizmente) e, assim, podemos trocar ideias... as tais de que falava e que são, para si (e para mim, pode crer), importantes.

Sobre o "episódio Vital Moreira", continuo a achar condenável o que se passou. E ninguém fica bem no retrato...

Sobretudo os partidos (todos eles) pois é a forma como radicalizam a política que permite, em momentos de grande tensão, que acontecimentos violentos ocorram.

E quanto ao aproveitamento de VM e do PS, não tenho dúvidas: parece que foi, de facto, uma trama bem urdida. Mas isso em nada desfaz no que aqui escrevi, se for feita uma leitura correcta das minhas palavras.

Posto isto, acho que o melhor é encerrarmos este capítulo já que nada mais há a acrescentar.

Acerca da veemência do seu discurso anterior, aquilo que mais aborrecimentos causou não foram os comentários a esta notícia mas às denúncias sobre a situação dos trabalhadores da CMA. As provas referidas eram em relação a esses casos e não às agressões a VM... que, afinal, apenas foram referidas e não visualizadas (nem sequer de forma desfocada, por exemplo), temos de admitir.

Já em relação ao problema dos trabalhadores da CMA tem que admitir que existem factos concretos para analisar. E tem sido sempre com base nesses documentos (que aqui vou apresentando) que a minha opinião se tem formado.

Não são suspeitas infundadas ou boatos que estão por detrás das iniciativas do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal, nomeadamente a apresentação dos requerimentos ao executivo. E se o BE não tem razão, a CMA deveria, sem rodeios, responder atempadamente, às perguntas formuladas. Por que não o faz?

E se juntarmos a isto os testemunhos (que são bastantes) dos trabalhadores que se sentem prejudicados e nos contactam quase diariamente, mais as conclusões do relatório da IGAL (inspecção realizada em 2006) - disponível on-line, e a sentença do Tribunal Administrativo que, já neste ano, anulou um concurso para técnicos superiores (devido a irregularidades processuais), quer queiramos quer não somos forçados a pensar que algo vai mal no departamento de recursos humanos da CMA. Ou não?

Como pode verificar, não se trata de nenhum auto de fé, tão pouco da montagem de uma cabala para prejudicar o PCP. Apenas se trata da interpretação de factos, à face da lei... por isso a minha convicção é tão forte na denúncia destas situações.

Se fossem meros indícios ou simples suspeitas... teria razão em dizer o que disse. Mas não são! Não são mesmo. E muito mais há para descobrir e denunciar, infelizmente.

Como deve calcular, não podemos ficar indiferente a estes atropelos à lei. O nosso papel só pode ser o de firme oposição. É isso que eu e o Bloco de Esquerda temos feito e continuaremos aqui a fazer.

Cumprimentos.

Minda disse...

Observador:

Apesar de não fumar, esse cachimbo eu aceito. Em nome da paz!

E de preferência que seja numa esplanada à beira-rio, olhando o estuário do Tejo ao entardecer...

**

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