sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Haverá solução para este problema?



Parque de Estacionamento da Margueirinha (Cacilhas)

Às 7h da manhã ainda não estavam lá. Às 17:30h já tinham montado a barraca e faziam fogueiras na rua para cozinhar.

Vivem em condições infra-humanas. São ciganos romenos...
Todos os dias quando regresso do trabalho aflige-me imenso vê-los a andar a pedir pelos cafés que os deixem encher os garrafões de água, sendo escorraçados quase sempre. Não sei como sobrevivem...

Podem até ser, de facto, pedintes profissionais, alguns criminosos mesmo. As pessoas sentem-se inseguras só de saber que eles estão próximos... Mas não deixam de ser seres humanos.

20 comentários:

Observador disse...

Estes seres humanos são iguais, enquanto tal, aos milhões que por esse mundo fora morrem por subnutrição e com os quais ninguém parece ralar-se.

Estes seres humanos incomodam.
(como eu detesto dizer isto!!!)
Porque andam pelas ruas a pedir esmola. Mas apenas aceitam dinheiro.
Assisti, diversas vezes, a ofertas de comida. Não, não aceitam.
Para cúmulo, numa única vez em que o "pedinte" aceitou uma sandwich e um bolo, esperou que o benemérito se afastasse e deitou a comida fora.
Alguns (homens) jogam as mulheres para o peditório e, pior, levando crianças de colo que usam como "mostruário" da miséria.
Eles, entretanto, e porque pertencem a "mafias" organizadas, fazem os seus "trabalhos".

São, de facto, seres humanos. Mas o seu "modus vivendi" em nada se pode considerar normal ou, no mínimo, aceitável.

E disto há na freguesia de Cacilhas, no concelho de Almada e no País inteiro.
Perante a complacência das autoridades.

Lamento ter que dizer isto mas é o que sinto.

Carlos Alberto disse...

Passou recentemente num canal de televisão uma reportagem sobre as multinacionais da esmola, constituidas por cidadãos romenos de origem cigana e dirigida também por cidadãos da mesma nacionalidade e etnia.
A situação é a de exportar para a Europa estes cidadãos, que têm obrigação de ter um rendimento diário minimo, o qual reencaminham para as máfias ciganas que tomam conta do sistema.
E as habitações, diria mesmo palácios, que estas máfias constroem, na Roménia, é um sinal de que este ramo de actividade é rentável, e muito.

Anónimo disse...

Esta situação é um problema a nivel nacional

Minda disse...

Observador:

Podem incomodar, de facto, reconheço-o. Mas isso não impede que tentemos encontrar soluções...

Minda disse...

Carlos ALberto:

Também vi essa reportagem de que fala. E mais chocada fiquei com toda esta situação.

Mas será que não há solução para este problema? Não podemos cruzar os braços.

Minda disse...

Anónimo:

Mais uma razão para que o Governo Central se sinta na obrigação de agir.

Frente Negra disse...

A solução passa por deportar para o pais de origem dos mesmos.
No caso utilizando crianças como meio para mendigar,seria de agir judicialmente contra os mesmos.
A solução nunca passará por utilizar verbas publicas,pagas pelos trabalhadores portugueses,para a construção de habitação ou atribuição de rendimentos mínimos.
Logicamente que são seres humanos,mas eles próprios se julgam superiores a todos os os outros e que estes devem de trabalhar para os sustentar a eles mesmos

Observador disse...

Descruzamos os braços e fazemos o quê?
Como?
Retirando, como é nosso costume, as responsabilidades de quem as tem?

O que mais me incomoda é o velho fado lusitano que se incorpora no deixa andar.

Estes ghetos devem ser abolidos imediatamente.

À custa de quem? À nossa (povo) não deverá ser, com toda a certeza.

Frente Negra disse...

A responsabilidade é dos próprios ciganos,neste caso de cidadania romena,que rumaram a Portugal para continuar a sua actividade de mendigar,para alem de vários actos ilícitos,a solução passa por repatria-los de volta á Roménia,obrigando esta a pagar os custos inerentes.
Os guetos são as próprias pessoas que os transformam em tal.
Todos aqueles que desrespeitam as leis e degradam habitações,bem como os espaços envolventes do mesmo deveriam de ser deportados após o cumprimento da respectiva pena.
No caso de serem menores,senso os pais responsáveis pela sua educação os pais deveriam de ser responsabilizados pelos actos dos seus filhos.

Anónimo disse...

Sugiro que, ao tomar posse, denuncie este e outros problemas na AM.
Ou então que a sua "compagnon de route", ao aceitar um pelouro na nova Câmara, exija o da ACÇÃO SOCIAL e corrija o que está mal....
Que tal a ideia?

Anónimo disse...

frente negra:
a deportação e a acção judicial implica gastos públicos que se podiam imputar ao país de origem, mas a questão não é só meramente legal é também uma questão de cidadania, responsabilidade civil (eu não dou esmolas nem comida porque já a deitaram fora) e governamental e principalmente de falta de políticas sociais e intervenção social do estado, esses cidadãos não querem até habitação ou subsídios sociais mas manter o seu "status", seria um trabalho difícil. Gostaria de ver também os portugueses (4 milhões) deportados de todos os países do mundo, ou só os delinquentes??

frentenegra disse...

Logicamente que os Portugueses que cometem crimes deveriam de ser deportados,bem como aqueles que dediquem a praticar a mendicidade ou parasitagem social.
Falta de politicas sociais?Quando não propriamente estes de cidadania romena,mas outros da mesma etnia vivem em casas de habitação social,destruindo bastas vezes os imóveis ,vivendo do rendimento mínimo,com os seus automóveis topo de gama estacionados ás suas portas, ou ainda infantários para os seus filhos ,nos quais tem primazia de acesso,tudo isto enquanto o trabalhador comum tem de pagar por todos estes serviços,sobrevivendo com ordenados miseráveis,isto sim é discriminação para com a massa trabalhadora.
Compara o anónimo os Portugueses que tiveram de infelizmente imigrar ,basta das vezes porque não podiam viver com os salários miseráveis pagos pelo capital,que se socorre da autentica neo escravatura que é a corrente invasão migratória,com consequências nefastas quer para o povo acolhedor,bem como para os países exportadores.
Portugueses esses que mesmo vivendo em bidonvilles nos arredores de Paris e em outras cidades de França,com poucos ou nenhuns apoios estatais subiram na vida e eram reconhecidos profissionalmente,estando perfeitamente integrados na sociedade gaulesa,ao contrario dos magrebinos e sub sarianos que por la abundam hoje em dia e tem mantido Paris a ferro e fogo,com os seus gangues juvenis.
Considera então o anónimo pelo facto de existirem 4 milhões de portugueses emigrados,temos de abrir as portas a toda a gente?
Devíamos isso sim providenciar o progresso de Portugal por forma a criar condições para os portugueses poderem regressar á sua terra e constituir uma mais valia com o seu empreendedorismo para criar uma maior riqueza e não importar mão de obra barata para servir o capital.
Termino com um pergunta,caro anónimo,gostou de ver milhões de portugueses deportados das antigas colonias ?

PS:(Sou favorável a independência das antigas colónias e ao repatriamento dos portugueses do então ultramar,não nos moldes efectuados,visto que defendo o direito á autodeterminação de todos os povos do mundo e o seu direito a manterem vivas as sua tradições culturais,bem como a preservarem se etnicamente)

Frente Negra disse...

NOW MUSLIMS DEMAND FULL SHARIA LAW

A RADICAL Muslim group sparked outrage last night as it launched a massive campaign to impose sharia law on Britain.
The fanatical group Islam4UK has ­announced plans to hold a potentially ­incendiary rally in London later this month.
And it is calling for a complete upheaval of the British legal system, its officials and legislation.
Members have urged Muslims from all over Britain to converge on the capital on October 31 for a procession to demand the full implementation of sharia law.
On a website to promote their cause they deride British institutions, showing a mock-up picture of Nelson’s Column surmounted by a minaret.
Plans for the demonstration have been delivered to the Metropolitan Police and could see up to 5,000 extremists marching to demand the controversial system.
The procession – dubbed March 4 Shari’ah – will start at the House of Commons, which the group’s website describes as the “very place where the lives of millions of people in the UK are changed and it is from here where unjust wars are launched”.
The group then intends to march to 10 Downing Street and “call for the removal of the tyrant Gordon Brown from power”.
The march will then converge on Trafalgar Square where protesters expect it “will gather even more support from tourists and members of the public, making clear in the heart of London the need for Shari’ah in society”.
The group declared: “We hereby request all Muslims in the United Kingdom, in Manchester, Leeds, Cardiff, Glasgow and all other places to join us and collectively declare that as submitters to Almighty Allah, we have had enough of democracy and man-made law and the depravity of the British culture.
“On this day we will call for a complete upheaval of the British ruling system its members and legislature, and demand the full implementation of Shari’ah in Britain.”

http://www.dailyexpress.co.uk/posts/view/134080


«Deste modo pedimos a todos os muçulmanos do Reino Unido, em Manchester, Leeds, Cardiff, Glasgow, e todos os outros lugares para se juntarem a nós e colectivamente declarar que, como submissos ao Todo-Poderoso Alá, já estamos fartos da democracia e da lei feita pelo homem e da depravação da cultura britânica. Neste dia iremos apelar a um completo derrubar do sistema governativo e legislativo britânico e exigir a implementação total da charia na Britânia.»

Será que para o anónimo também os Britânicos tem responsabilidades civis para com estes adoradores de mafoma?

Minda disse...

Frente Negra:

O problema dos ciganos romenos é complexo e exige medidas concretas de política nacional mas, sobretudo, deve ser um assunto a colocar na agenda da União Europeia. Só uma estratégia comum entre os vários países da UE pode, de facto, conseguir resultados positivos.

Transcrevo, de seguida, alguns parágrafos do relatório do Encontro sobre Ciganos de Leste organizado pela Rede Europeia Anti-pobreza de Portugal, realizado em 2003:

«O facto de chegarem a Portugal e não terem meios mínimos de subsistência, nem residência fixa, para além de acarretar os problemas já evidenciados (dificuldade de intervir com estas comunidades e problemas na legalização), tem consequências ao nível da percepção e das representações que os portugueses vão tecendo acerca destas comunidades, habituados a vê-los a pedirem em semáforos ou em outros pontos das cidades, com crianças pequenas ao colo, acabam por desenvolver e reforçar estereótipos e preconceitos, considerando que essa é sua forma de estar na vida e que a perseguem por opção. Ou seja, tem que haver um esforço para separar o que são estilos de vida condicionados por necessidades económicas e de sobrevivência e o que são características étnicas e culturais. Ainda por cima, estas representações tendem a generalizar-se a todos os ciganos, inclusivamente aos portugueses, sobretudo aqueles que vivem situações de pobreza e exclusão social.

Seja como for, uma das conclusões mais importante retirada deste encontro é a “situação real destas populações”, ou seja, independentemente de concordarmos com a nova lei de imigração, nos identificarmos ou não com os hábitos destas comunidades e com as suas formas de sobrevivência, encontramo-nos perante uma indiscutível e inaceitável situação de pobreza e exclusão a que temos obrigação de dar resposta.

Por outro lado, há ainda que providenciar ajuda para os ciganos romenos que não são “visíveis”, ou seja, os que conseguimos identificar são os que estão a pedir nas ruas, mas existem muitos outros, sobretudo crianças, que ficam a aguardar nos acampamentos que as suas mães regressem, que passam o dia sem ir à escola ou sem suporte de tipo algum.

Também temos que procurar distinguir quais os ciganos que estão a mendigar para satisfazer as necessidades básicas e quais os que estão a ser vítimas de redes organizadas que os exploraram conseguindo avultados lucros. Qualquer uma das situações pela sua gravidade exige uma resposta rápida. Afinal trata-se de uma violação clara dos direitos humanos.»

Minda disse...

Observador:

Levantei uma questão. Não tenho a pretensão de ter a solução na manga (antes tivesse… mas não tenho!).

Todavia não posso deixar de pensar que a outros (refiro-me a nível institucional) caberá pensar nessa solução e avançar com medidas para resolver o problema que passa, na minha opinião, por um enquadramento nacional e europeu.

Entretanto, a nível local, julgo que as autoridades policiais têm de estar atentas e as autarquias devem debruçar-se, seriamente, sobre o que podem fazer a nível social (de forma concertada com a polícia, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e as ONG) para evitar situações de potencial desestabilização da comunidade.

Minda disse...

Anónimo:

Folgo em saber que, para si, é preciso ser o Bloco de Esquerda a denunciar estas situações. É admitir, de facto, que iremos marcar a diferença e quebrar o ciclo de conveniente (quiçá conivente) indiferença dos órgãos colegiais autárquicos em Almada, subjugados pelo poder absoluto da CDU.

Minda disse...

Passaram seis anos sobre as principais conclusões do Encontro sobre Ciganos de Leste promovido pela Rede Europeia Anti-pobreza.

O que terá sido feito? Que resultados? Não consegui apurar. Mas deixo-vos aqui o texto em causa pois contém algumas pistas para abordagem do problema:

«Para o futuro a intervenção tem que ser pensada em duas frentes. Por um lado, providenciar respostas rápidas, que venham dar solução aos problemas que necessitam de resolução urgente e do qual depende o dia-a-dia destas comunidades. Estas passam por três factores:

Encontrar fontes de financiamento específicas para a intervenção com estas comunidades e proporcionar formação e preparação específica destes recursos para este tipo de intervenção;

Disponibilização de recursos humanos específicos para trabalharem com estas comunidades;
o Encontrar um espaço temporário (e note-se que terá que ser mesmo temporário, quer por exigências legais, quer porque não é uma solução condigna ter as pessoas num espaço com estas características), que facilite a sua localização para melhor poder desenvolver trabalho/intervenção com estas comunidades.

Por outro lado, há que encontrar soluções a longo prazo que passem pela resolução e prevenção dos problemas:

Reactivação do Grupo de Trabalho sobre Ciganos Romenos promovido pelo ACIME e alargamento a outras instituições;

Promoção de um trabalho em rede e parceria entre todas as organizações interessadas;
o Multiplicação de momentos de reflexão e intercâmbio de experiência;

Acções de sensibilização e promoção de actividades conjuntas com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e com as forças policiais;

Criar nos Centros Locais de Atendimento ao Imigrante pequenos Observatórios de Imigração que forneçam informações actualizadas sobre as realidades locais, que possam posteriormente ser geridos por um dispositivo a nível nacional.»

Anónimo disse...

Concordo consigo Minda,é um problema trans nacional,a´te pelo fato de a etnia cigana ser uma Nação sem Patria.


No entanto e relativamente ao texto,este propõe o desvio de verbas do erário publico,e a criação de mais uns jobs for the boys,verbas essas que deveriam de ser canalizadas para melhorar a qualidade de vida dos portugueses.
O problema deveria de ser resolvido na fonte, através de contactos diplomáticos com os países de origem dos mesmos,neste caso a Roménia,para que estes toma-sem medidas contra este flagelo,criando condições de vida condigna aos mesmos,possibilitando que os mesmos não tenha de galgar fronteiras e sentir-se desenraizados do seu modo de vida em um outro pais.

jorge disse...

coitadinhos.... que tal dar-lhes uma casinha e um RSI ?

Minda disse...

Jorge:

Não se brinca com coisas sérias. Alguém aqui lhe disse que a solução era essa?

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