Faz hoje, precisamente, 20 anos.
Parece que foi ontem... na minha memória Zeca está sempre presente, por isso a saudade da sua voz, da sua música, das letras das suas canções se esbatem por entre os acordes que me enchem a casa de cada vez que oiço os seus álbuns.
E deixo-vos a UTOPIA... um poema que é uma doce melodia de homenagem ao sonho e à liberdade...
Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo mas irmão
Capital da alegria
Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
E teu a ti o deves
lança o teu
desafio
Homem que olhas nos olhos
que não negas
o sorriso a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio este rumo esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?
Utopia, José Afonso (Álbum: Como se Fora Seu Filho).
E para mais informações sobre a vida e obra de José Afonso clique AQUI.
1 comentário:
Por mais paredes de vidro entre o dentro e o fora algo dentro escapa sempre ao próprio.
Há,tem de haver filtragem no trajecto senão há disparate à vista.Escusado.
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