segunda-feira, 22 de junho de 2009

É o PCP um partido de esquerda, dos trabalhadores?

Tentando responder a esta pergunta, recebi hoje (de Manuel Barão) o texto que a seguir publico na íntegra e com cujo conteúdo concordo inteiramente:


«Desde o Verão Quente de 1975 que compreendi muito bem a natureza absolutista e autoritária do PCP, o partido “iluminado” da esquerda, da verdade absoluta.
E compreendi-o pela forma como se comportava em relação aos partidos e organizações da esquerda revolucionária da altura: UDP, LCI, PRP, LUAR, etc; isto só para referir alguns dos mais actuantes neste período em Almada.
Neste período, antes do 25 de Novembro de 1975, o PCP esteve aliado com a esquerda revolucionária durante oito dias, numa frente que se veio a chamar FUR.
Abandonou-a no início de Setembro de 1975, porque não a conseguiu controlar.
Nunca considerou a esquerda revolucionária, como esquerda.
Actualmente gosta de alianças com a direita, como acontece em Cacilhas há dois mandatos consecutivos, onde partilha o executivo com o PSD.
Muita gente de esquerda continua a crer que o PCP é um partido de esquerda e que é preciso lutar contra o PS e “tarantantan pardais ao ninho”.
Mas o que fez na semana que passou na Autoeuropa através do sindicato por si (PCP) controlado, e contra a Comissão de Trabalhadores? recusou o acordo que esta tinha feito com a administração.
E porquê? Porque não é o PCP que controla a Comissão de Trabalhadores, e esta até tem um activista do Bloco de Esquerda na sua direcção.
O que aconteceu na Opel da Azambuja é paradigmático. Não digo que antes da greve a deslocalização não estivesse já decidida, mas uma greve nesse momento…
Será que agora pretendem o mesmo na AutoEuropa? Para o PCP o inimigo a abater a qualquer preço é sempre a esquerda. Move-se melhor num ambiente de destruição total, mesmo que também seja atingido como o foi no 25 de Novembro de 1975, pois confia no poder de reconstrução do seu aparelho partidário.
Mas convém não esquecer que se é o PS que está no Governo central, ao nível local/concelhio quem está no Governo é o PCP e basta ler neste blog como os trabalhadores da Câmara Municipal de Almada têm sido tratados.»

24 comentários:

Anónimo disse...

Sim, é possivel ter democracia na C.M.A ;Sim, é possivel ter liberdade de expresão dentro desta C.M.A ; Sim, é possivel a C.M.A optar pela opção gestionária ; Sim, é possivel a C.M.A dar prémios de desempenho ; Sim, é possivel nesta C.M.A haver concursos honestos ; Sim, é possivel haver prémios de desempenho ; Sim ,é possivel acabar com a precariadade de trabalho dentro desta C.M.A ; Sim é possivel haver condicões de higiene e trabalho nesta C.M.A ; Sim , é possivel acabar com os compadrios dentro da C.M.A ; Sim,é possivel termos um dos melhores concelhos do pais para viver e trabalhar.
Sim é possivel isto tudo e muito mais mas com outro partido nos comandos desta cãmara e não com estes arrogantes destes comunas.
E.H-Funcionário Publico

Anónimo disse...

Entendi perfeitamente o comentário do nosso amigo E.H-Funcionário Publico. E concordo com ele.
Há muito trabalho pela frente mas sim é possível.

O que me parece e que a Minda aponta numa direcção muito mais abrangente. O PCP em Portugal.

As diferenças não serão muito grandes, é um facto.
Entre o PCP em Almada e de âmbito nacional, as diferenças são ... "trocos".

É um facto que o PCP espezinhou outras forças políticas, em devido tempo.
Estratégia pura de um partido totalitário.
Esperavam, os meus amigos, outra atitude?

O PCP fomentou a criação das Comissões de Trabalhadores mas tinha uma intenção. Ou ninguém percebeu?
Fazer o trabalho de "sapa" onde lhes não fosse conveniente dar a cara.
"Não vamos lá nós, vão eles".
E eles iam. A troco de qualquer coisa que a vida sempre foi difícil (para alguns).

Não me vou alongar. Este tema levaria a que ocupasse todo o espaço disponível e "bater no ceguinho" cansa-me.

E pensar eu que já votei PCP...
Mas nunca me tiveram na mão. E então sempre fui, para eles, uma "personna non grata".

CDU=PSD disse...

O Partido Comunista em Almada é um partido de gente sem carácter. Os comunas na Câmara liderados por uma reacionária encapotada de comunista, e de dirigentes todos oportunistas, tratam melhor os funcionários PSDs do que qualquer outro trabalhador que seja responsável.
A última: algumas criaturas reacionárias e ferozmente anticomunistas assinaram a lista interna, de apoio à CDU. A tentarem defender o tacho.
Não desperdicem nem um voto no PSD de Almada. O candidato do PSD de Almada é um paraquedista, mercenário, que apoia e faz o jogo da M. Emilia a bancária, enganando os sociais democratas.

Curioso ... disse...

É uma pena ver Fernando Barão descer tão baixo. Um homem por quem até nutro alguma simpatia, ainda que sempre tenha tido com ele divergências ideológias profundas.

É pena ver Fernando Barão "rebaixar-se" ao facilitismo desta forma. É pena vê-lo defender tanta coisa falsa e mentirosa. É pena. Mesmo.

E é pena ver o Bloco de Esquerda, que se diz de esquerda, mais do que isso, que se reivindica de confiança e não tarda nada de única (já faltou mais, já faltou mais ...), falar dos direitos dos trabalhadores como se se tratasse de algo negociável face à voragem dos capitalistas. É mesmo muita pena, e triste, que para gente do Bloco de Esquerda os trabalhadores se devam antes vergar à vontade e ditames dos capitalistas que têm lucros avassaladores, do que lutar pelos seus direitos.

É pena que para o Bloco de Esquerda (como para o PS e para os partidos da direita), coisas como a deslocalização de empresas sejam coisas inelutáveis, e que sejam as greves que devam ser condenadas, como diz Fernando Barão relativamente à Opel da Azambuja, por exemplo. A deslocalização já estava decidida antes, admite com bonomia, mas a greve, essa é imperdoável. Acrescenta "naquele momento", mas isso é apenas um eufemismo, um descargo de consciência.

No meio disto tudo, a D. Ermelinda Toscano concorda totalmente com estas coisas. Portanto a deslocalização de empresas é inevitável; e os trabalhadores só têm é que se rebaixar à chantagem dos capitalistas para tentar evitá-la. Que não evitam, está bem de ver. Aliás, mais cedo do que tarde, até veremos com toda a transparência qual foi o papel verdadeiro daquele "homem de esquerda" tão elogiado por Fernando Barão, representante do BE na Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa. Um dia se perceberá qual foi exactamente o seu papel. E se perceberá se foi de esquerda!

Para o grande partido de esquerda que é o Bloco de Esquerda, é preferível os trabalhadores cederem à força bruta de quem os explora, abdicando da luta intransigente pelos seus direitos em defesa sabe-se lá exactamente do quê porque no fim acaba tudo sempre da mesma maneira - os que são despedidos são sempre despedidos! - e ainda se reivindica revolucionário e de esquerda! Ora, ora. Muita conversa. E anti-comuniso primário!

Finalmente, não vejo a D. Ermelinda Toscano levantar uma palavra só contra o facto de precisamente na Autoeuropa estarem em causa mais de duas centenas de postos de trabalho precários. Porque não exige D. Ermelinda que a Administração da Autoeuropa integre nos seus quadros aqueles trabalhadores, preferindo antes "exigir" aos trabalhadores que cedam nas suas reivindicações para (alegadamente, apenas alegadamente) evitar o seu despedimento? Isto é que é o seu conceito de esquerda e de revolucionária? Sabe, D. Ermelinda Toscano, no meu círculo de amigos tenho por hábito classificar gente como você e como o seu partido de "sociais-democratas". E é isso mesmo o que são: "sociais-democratas". Aliás, o vosso lider até já diz que quer ser 1º Ministro! Imagine-se só.

Anónimo disse...

O PCP defende, embora hoje de forma encapotada, as ditaduras... do proletariado, pois então (já não têm coragem de o afirmar, apesar de continuarem a afirmar que regimes ditatoriais são democracias. Lembram-se do caso da Coreia?).

O PCP considera que o diálogo não é a via para se conseguir seja o que for. Luta radical é que é defender os direitos dos trabalhadores. Claro! Às armas! (uns verdadeiros pacifistas)

Utilizam uma linguagem retrógrada, por vezes sem nexo face à complexidade do presente, como se o mundo de hoje fosse ainda aquele de meados do século passado. Não evoluem no pensamento e ainda muito menos nos métodos. Luta de classes, vanguarda iluminada... e uma cambada de carneiros a segui-los de olhos fechados! Veja-se ao que conduziram estas ideias iluminadas em países como a ex-URSS... (será preciso especificar?)

Concordo com tudo o que MB escreve nesta sua pequena crónica. As minhas memórias do PREC são bem negras no que respeita à actuação do PCP. Mesmo sem querer, vêm-me à lembrança palavras como: intransigência, sectarismo e despotismo, traição e falsidade.

Podem até haver muitos comunistas genuínos, dos que acreditam na defesa do bem comum, que lutam ainda por ideias de verdadeira cidadania, mas os comunistas portugueses de hoje (refiro-me aos que têm o cartão, que são colocados no lugar esperado, que estão nas direcções dos sindicatos, que manobram no escuro...) são uns grandes oportunistas... esperam apenas pela melhor forma de receber os seus dividendos, dão com uma mão para receber o dobro com as duas e não se improtam de vender a alama ao diabo para colher benefícios (produzidos pelo capitalismo que tanto renegam).

Amam o poder (absoluto) e tudo fazem para o alcançar. Só chegam às autarquias mas naquelas onde estão, veja-se como defendem os trabalhadores e como de lá saenm com os bolsos cheios.

Ana Paula (Laranjeiro)

Observador disse...

Caro Curioso

Afinal quem escreveu?
Fernando Barão ou Mário Barão?
Quem é que está a escrever mal?

Anónimo disse...

O artigo foi escrito por mim: Manuel Barão.
O Fernando Barão é um Senhor e não tem nada a ver com este artigo.
O Curioso é um rastejador envergonhado.
Fim de Intervenção.

Manuel Barão

José Luis- Cova da Piedade disse...

O Curioso, responsável por um cargo importante no concelho de almada, devia antes de criticar o sindicalista da auto-europa inteirar-se com aquilo que se passa com os trabalhadores na camara de almada, que são completamente perseguidos. Sobre esse assunto nem um aí. Já que está a dizer mal de um sindicalista que tenta forçosamente conseguir resolver uma situação, devia canalizar o seu fanatismo comunista almadense, para fulanos tipo carreiras, que nunca foram comunistas, mas sim grande oportunista e cínico. O carreiras era tanto comunista como o salazar. Algumas pessoas que trabalharam na lisnave conhecem-no bem. Um bluff. será o tipo de comunista que o senhor curioso defende. Onde é que andava o carreias antes no tempo da outra senhora. era militante comunista olhe que não, e outros que andam por aí intitulados de comunas, por exemplo a emilia. Cambada de hipocritas. Vou votar no Paulo Pedroso, que é um bom técnico.

Curioso ... disse...

As minhas mais siceras desculpas ao Fernando Barão pela confusão nos nomes, de que me penitencio.

Quanto aos outros, mantenho integralmente o que disse.

Observador disse...

E eu peço desculpa por ter dito Mário em vez de Manuel.

O seu a seu dono.

Anónimo disse...

O texto publicado neste post revela uma grande lucidez e capacidade de apreciação histórica dos factos.
Pena é que gente como o "curioso" venha numa lamentável linguagem insultuosa negar a verdade dos factos e tentar truncar posições com que não concorda. É a velha arma da calúnia, que é apanágio do PCP. Veja-se o que fizeram com Júlio Fogaça, e com tantos outros anónimos... O PCP rouba a vida das pessoas - dos seus próprios militantes - transforma-os em funcionários disciplinados de um aparelho partidário obscuro.O PCP substitui titulares de cargos públicos sempre por alegados problemas de saúde, e não toler pessoas como a Luisa Mesquita que se recusa a sair do Parlamento quando o Partido manda. E qualfoi o resultado? Expulsa doPartido e antes sujeita a pressão psicológica. "O curioso" devia pensar que é isto que o espera: a calúnia dos seus camaradas quando decidir sair, ou ficando ser eternamente escravo do aparelho partidário

Minda disse...

E. H.:

Tudo o que o PCP apregoa é possível sim! Bom seria que eles cumprissem...

Minda disse...

Anónimo de 22-6, 18:31

Terminou com o exemplo certo. O PCP não gosta daqueles que não consegue ter na mão. E está tudo dito.

Minda disse...

CDU = PSD:

O quadro que traça é negro. Mas é desnecessário qualificar da forma que o faz as pessoas que refere. Não podemos cair na ofensa fácil. Isso é entrar no jogo deles.

Mas quando diz que CDU e PSD são iguais, não estará muito longe da verdade, pelo menos aqui em Almada. Se assim não fosse, como se justificam as alianças de partilha de poder no executivo, em algumas freguesias do nosso concelho?

Minda disse...

Curioso:

Quem já não pode descer mais baixo, em termos de carácter, é V.ª Ex.ª...

Mas como, convenientemente, ninguém sabe quem é, julga-se com o poder de ofender os outros de forma impune. E, depois, não quer que se lhe chame cobarde.

Ainda por cima, para satisfazer o seu gosto de provacador, nem sequer lê os textos como deve ser e desata a escrever impropérios acusando quem não deve.

Francamente, acha bonito o que escreveu sobre Fernando Barão? Quem lhe dera a si, grande moralista ao serviço do PCP e da CMA, chegar à ponta das unhas do pé deste grande Homem. Mesmo com essa penitenciação que adiante cita, depois de ter percebido a asneira que fez, nada desculpa a sua indecente atitude.

E porque se dúvidas havia de que o seu objectivo é só provocar, agora ficaram definitivamente esclarecidas.

Por isso, o conteúdo do seu comentário merece resposta? NÃO!

Minda disse...

Ana Paula:

Que posso dizer acerca do que escreveu? Apenas que concordo consigo.

Em termos históricos, não tenho memória do tempo do PREC (não só porque apenas tinha 14 anos na altura mas, principalmente, porque estava muito longe dos ambientes políticos de então).

Todavia, tendo presente aquilo que venho observando do comportamento do PCP a nível sindical, desde 1991 (em particular no que concerne em relação aos problemas vividos pela entidade onde trabalho e que não são poucos) na administração pública local, já deu para me aperceber de que tem razão. E agora que sou autarca (desde 2005) e comecei a tratar destas questões do trabalho precário na CMA, a máscara caiu definitivamente.

Minda disse...

Observador:

Estranha confusão esta de nomes...

Minda disse...

Manuel Barão:

Acho que dizes tudo: "O Curioso é um rastejador envergonhado." Mais palavras para quê?

Minda disse...

Anónimo de 23-6, 17:28

A calúnia é, de facto, o instrumento mais utilizado pelo PCP quando não consegue vencer os adversário politicamente.

Liberdade disse...

A Lavagem Cerebral na CMA

O PCP/MES anda preocupado com o descontentamento dos trabalhadores da CMA em ano de eleições autárquicas e promove a sua mobilização à maneira da lavagem cerebral estalinista. Hoje realiza-se o almoço do dia da cidade e nunca a adesão dos trabalhadores da CMA foi tão baixa, existindo uma enorme devolução das senhas de almoço.

Por isso as direcções municipais receberam ordens para mandar todas as chefias falarem, mobilizarem e convencerem pessoalmente cada subordinado para irem ao almoço. O clima é de total discriminação para aqueles que não alinham na mobilização geral.

Os trabalhadores da CMA estão descontentes com as condições de trabalho, com o bloqueio à progressão nas carreiras, com as trafulhices do SIADAP, com a invasão das chefias por militantes do PCP, com a repressão de quem crítica, com o clima de lambe-botas promovido por muitos dirigentes, etc... etc...

O ambiente na CMA é de revolta, desanimo e crispação e não de "partilha, de convívio, de encontro e reencontro". Por isso muitos trabalhadores da CMA não participam no almoço da cidade que é sempre um comício em louvor da MES e de demagogia, propaganda e pressão política sobre os trabalhadores.

O texto que reproduzimos é o mail enviado às chefias com as orientações para convencerem os trabalhadores da CMA a ir ao almoço. Nunca nos anos anteriores, mesmo em anos de eleições tal aconteceu. O PCP sabe que está a perder a sua base de apoio e usa todos os meios para impor a sua ditadura.

Para acabar com este clima e defender os direitos dos trabalhadores da CMA, é preciso votar no PS e no BE!

(ver o texto do mail no Liberdade para Almada)

Allende disse...

Esta frase é completamente falsa. O PCP é um partido conservador, completamente retrógado. Em Almada, os seus militantes funcionam como pides. Na CMA, o PCP não tem voto na matéria, quem manda é a Maria Emilia.Os militantes andam todos à procura de tacho.

Minda disse...

Liberdade:

É preciso denunciar estas situações. E não desistir, apesar da luta ser árdua.

Minda disse...

Allende:

Ao que tudo parece indicar quem manda na CMA é, de facto, a presidente. O partido ao qual pertence limita-se a engolir uns sapos para não perder as eleições.

Anónimo disse...

i.i.i.

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