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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Debates online: No futuro, como será o livro?
«A História fala pela importância do livro, das três grandes religiões abraâmicas, também ditas “do livro”, às constituições por que se regem os países. Na forma como o entendemos até muito recentemente, o livro é um objecto de papel a que associamos a disseminação, preservação e legitimação do conhecimento por uma prática de edição que remonta à impressora de Gutenberg. Mas este estatuto não impediu que o livro se juntasse à lista de espécies em vias de extinção, pelo menos a acreditar nos relatos em que a rádio, a televisão ou a internet foram sendo vistas como ameaças à hegemonia do livro enquanto guardião do conhecimento. Hoje, a ameaça parece ser o livro digital. É mesmo assim? O destino do livro de papel será como raridade de coleccionador ou luxo ao alcance de poucos? E será o futuro do livro de papel mais relevante do que o futuro da leitura?
Bruno Amaral, licenciado em História Moderna e Contemporânea, pelo ISCTE, é o autor do "Guia para 50 Personagens da Ficção Portuguesa", editado pela Guerra & Paz . Colaborou no DN Jovem, revista Atlântico e jornal i. Escreve actualmente na revista Ler.
Carlos Vaz Marques é o director da revista literária Granta e coordena a colecção de literatura de viagens da editora Tinta-da- China. É jornalista da TSF onde é o responsável pelos programas O Livro do Dia e Pessoal e... transmissível. Coordena também na TSF e na TVI24 o programa semanal de debate Governo Sombra com Pedro Mexia, João Miguel Tavares e Ricardo Araújo Pereira.
José Mário Silva é jornalista e crítico literário, premiado em 2011 no Correntes d'Escritas. É coordenador da secção de Livros do suplemento Actual (semanário Expresso) e ainda colaborador permanente da revista Ler. Mantém o blog Bibliotecário de Babel.
Maria João Nogueira desenvolve projectos ligados à internet desde 1997. Em 2000, aceitou o desafio de ajudar o Portal SAPO a criar as Homepages e mais tarde a maior comunidade de bloggers em Portugal. Actualmente, integra a equipa da CloudPT e continua a manter o blog Jonasnuts.
Paulo Querido é colunista (Jornal de Negócios, Record), jornalista-programador, autor de 6 livros (em papel) empreendedor (twitterPortugal, Weblog.com.pt, Diário2), formador e consultor de "new media".»
Fonte: AQUI.
domingo, 17 de março de 2013
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Orçamento 2013: Rejeição e Alternativas
«Quatro dias depois do seu anúncio, a petição pela rejeição
da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2013 [contava] já com mais de 8
mil assinaturas.
[Amanhã] dia 31 de Outubro terá lugar a primeira votação na
generalidade da proposta de OE, ao que se seguirá um processo de discussão na
especialidade ao longo do mês de Novembro.
A Comissão Organizadora do Congresso Democrático das
Alternativas irá assinalar este primeiro momento do debate parlamentar com duas
iniciativas que terão lugar [hoje] dia 30 de Outubro, 3ª feira:
1) A entrega da petição e das assinaturas recolhidas até à
data junto dos Grupos Parlamentares.
A recolha de assinaturas decorrerá até ao final do mês de
Novembro. No entanto, contando já a petição com vários milhares de
subscritores, daremos conta aos grupos parlamentares da importante mobilização
cívica que esta iniciativa gerou até ao momento.
Assim, apelamos ao envolvimento de todos os subscritores na
divulgação da petição juntos dos seus contactos, tendo em vista, no imediato, a
entrega da petição e das assinaturas no próximo dia 30. Relembramos que a
petição está disponível no site do Congresso Democrático das Alternativas, podendo
ser lida e subscrita aqui: peticao.congressoalternativas.org.
2) A realização de um debate público em Lisboa intitulado
"Orçamento 2013: Rejeição e Alternativas".
O debate terá lugar no Hotel Mundial (metro: Martim
Moniz), no dia 30 (terça-feira), a partir das 21h00 e contará com
intervenções iniciais de: António Carlos Santos, João Semedo, José Castro
Caldas, Pedro Delgado Alves e Ana Costa (moderação).
Contamos com a sua participação.
Saudações democráticas,
A Comissão Organizadora»
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
A esquerda radical em debate!
Gostaria de estar presente mas como ainda não tenho o dom da ubiquidade, fico-me pelo colóquio da ATAM que decorre entre os dias 29 e 31 de outubro em Carvoeiro (concelho de Lagoa, Algarve).
Mas estou a ler o livro e considero-o muito interessante e elucidativo.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
O "não debate" da TVI24

Foi um dos piores debates a que assisti. A começar pelo moderador que não soube fazer o seu trabalho até à total falta de educação da actual Presidente da Câmara Municipal de Almada que usurpava, de forma pedante e convencida, a palavra dos outros oradores (com o consentimento descarado do jornalista), deu para verificar que o comportamento antidemocrático de Maria Emília asfixia qualquer tentativa dos adversários para exporem as suas ideias. Uma vergonha!
Pedroso de Almeida (PSD) utilizou demasiadas frases feitas, genéricas, desprovidas de objectividade e sem ideias concretas. Estava pouco à vontade e até me pareceu algo comprometido, sem coragem para ir mais longe. Uma figura muito apagada. Esperava mais dele, até considerando que foi durante alguns anos, no Governo de Cavaco Silva, Director-geral das Autarquias Locais.
Fernando Pena (CDS) teve uma postura descontraída. Tentou contrariar a Presidente da CMA mas também não conseguiu. Poucas oportunidades teve para avançar com ideias e mesmo assim disperdiçou-as com lugares comuns.
Paulo Pedroso (PS) pareceu-me estar muito consciente do seu papel como futuro autarca. Não vacilou nas propostas que apresentou mas foi sistematicamente interrompido pela Maria Emília e só com muita dificuldade conseguiu fazer-se ouvir. Entrou em alguns diálogos com a candidata da CDU, fez-lhe frente, mas não conseguiu fazer passar a sua mensagem pois o jornalista foi sempre permitindo que Maria Emilia contestasse tudo e nunca o deixou concluir nada.
Maria Emília (CDU) foi a vergonha completa. Assumiu uma postura falsa, de sorriso altivo, embora às vezes não fosse suficiente para esconder a raiva que lhe era visível no olhar. Parecia desprezar todos os candidatos, em particular Paulo Pedroso. Teve um comportamento altamente antidemocrático e, com o aval do jornalista, conseguiu transformar o debate numa "peixeirada" completa.
Quanto a Helena Oliveira (BE) foi, de longe, na minha opinião, a candidata mais assertiva, apesar de algo tensa. Respeitou as intervenções de todos os candidatos e nunca interrompeu ninguém. Do pouco tempo que teve disponível, e apesar das sucessivas intromissões de Maria Emília, foi a única que expôs, em concreto, algumas linhas programáticas objectivas. Conseguiu ser firme mesmo perante o desrespeito da actual Presidente da CMA e nunca se exaltou... nem quando, quase no final, pede à candidata da CDU para a deixar falar e parar de interromper-lhe a palavra.
Se este é o estilo de debates que a TVI24 apresenta, dificilmente os eleitores se vão aperceber seja do que for... como, lamentavelmente, aconteceu ontem.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Uma cidade inclusiva e a igualdade de género
Há cerca de três anos foi atribuído a Évora o prémio de cidade inclusiva pela qualidade das intervenções urbanas e requalificação do núcleo histórico.
Afirma-se que Viseu pertence à primeira geração de cidades inclusivas por ter desenvolvido um plano de acessibilidades para deficientes.
Em S. Paulo, no Brasil, existe um programa discutido publicamente assente em três vertentes:
- Uma Cidade de Direitos ou seja existe a universalidade de serviços públicos.
- Uma Cidade Sustentável onde se procura compatibilizar a melhoria da qualidade de vida para as gerações presentes e futuras com redução de impactos ambientais.
- Uma Cidade Inclusiva que procura reduzir as desigualdades sociais através da articulação de políticas públicas de educação, saúde, cultura, habitação, trabalho, segurança e igualdade de género.
- Uma Cidade de Direitos ou seja existe a universalidade de serviços públicos.
- Uma Cidade Sustentável onde se procura compatibilizar a melhoria da qualidade de vida para as gerações presentes e futuras com redução de impactos ambientais.
- Uma Cidade Inclusiva que procura reduzir as desigualdades sociais através da articulação de políticas públicas de educação, saúde, cultura, habitação, trabalho, segurança e igualdade de género.
É nesta perspectiva de Cidade Inclusiva que me situo, considerando, contudo que o planeamento urbanístico e as acessibilidades jogam também um papel fundamental na construção de uma Cidade Inclusiva.
Uma Cidade Inclusiva é uma cidade para todos e para todas, sem guetos sociais, sem periferias onde a diferenciação é sinónimo de menos direitos e oportunidades.
A dimensão de género aplicada às cidades suscita um debate novo, que não só incomoda, mas faz com que apareçam outras escolhas em matéria de planeamento e gestão das cidades. A análise da vida quotidiana tendo em conta os olhares atentos das mulheres e as suas preocupações tem como vantagem abordar de maneira qualitativa as questões da mobilidade, a segurança, a habitação, por exemplo.
Quando de manhã cedo se apanha o barco de Cacilhas para Lisboa é espantoso verificar o grande número de mulheres que nele embarcam. São trabalhadoras de serviços menos qualificados, limpezas, serviço doméstico, muitas delas imigrantes, moradoras nas zonas periféricas da cidade. Antes de apanharem aquele barco das 7h ou 7h 30 da manhã tiveram de deixar os filhos em amas, em creches ou em casa de familiares. A que horas se levantam estas mulheres? Que acessos têm a serviços de apoio a crianças, quando muitas vezes se mora longe da creche e se têm que fazer deslocações transversais sem sentido, meras perdas de tempo e acumulação de cansaços.
Tudo isto acontece porque a planificação urbana teve em conta um modelo de família nuclear onde a mulher estava predestinada à vida doméstica e o homem é que saia para trabalhar. Este modelo que cristalizou estereótipos sociais está em regressão há décadas. É evidente que se foram construindo estruturas de apoio a crianças, mas sem integração comunitária, sem um sentido de serviços de proximidade.
Que diagnóstico tem sido feito da situação das mulheres no concelho de Almada? Da feminização da pobreza, tendo em consideração as famílias monoparentais, entre outros factores. Das muitas horas gastas em transportes. Dos níveis de insegurança quando regressam tarde a casa. Do funcionamento dos serviços sociais. Da precariedade do trabalho. Do apoio a idosos/as, pois é sobre as mulheres que também recaem estas tarefas do cuidado. Das necessidades de horários alternativos e flexíveis de atendimento dos serviços públicos.
As instituições que trabalham na área do social têm diagnóstico elaborado, mas nem sempre ele é feito integrando a componente de género e integrado em termos globais, para que se possam definir estratégias, tendo em consideração a opinião das mulheres. Muitas vezes, a articulação surge por parte das entidades que têm necessidade de se articular, mas sem uma intervenção estratégica, em sintonia com um plano previamente elaborado que possa ser avaliado em termos de impacto junto das populações recolhendo a sua própria avaliação. Deste modo não existem verdadeiramente medidas sociais articuladas.
A Câmara Municipal de Almada, nunca se interessou em elaborar um Plano Municipal para a igualdade de Género, para o qual até existe financiamento, como tem acontecido com outros municípios, que têm aberto gabinetes de atendimento a mulheres nas áreas do emprego, da violência, entre outras. Neste momento, existem 30 municípios que celebraram protocolos com a CIG para avançarem com Planos Municipais para a Igualdade. Existem estudos sobre Género, Território e Ambiente com instrumentos para diagnóstico já elaborados a serem aplicados nos concelhos. Um deles, de fácil acesso na Internet, é coordenado pelos Professores Jorge Gaspar e Margarida Queirós.
Existe ainda, a Carta Europeia das Mulheres na Cidade que enuncia os factores cruciais nas cidades que afectam a vida das mulheres:
- A distribuição e as possibilidades de acesso ao emprego.
- O número e a qualidade de serviços quotidianos, serviços comunitários em especial os que se destinam ao apoio de crianças e idosos.
- O acesso ao centro de decisões no que se refere à cidade, à cultura e ao lazer.
- A segurança e os factores de insegurança na cidade.
- A melhoria da mobilidade para todos e para todas.
- A qualidade e preservação do meio ambiente.
- A distribuição e as possibilidades de acesso ao emprego.
- O número e a qualidade de serviços quotidianos, serviços comunitários em especial os que se destinam ao apoio de crianças e idosos.
- O acesso ao centro de decisões no que se refere à cidade, à cultura e ao lazer.
- A segurança e os factores de insegurança na cidade.
- A melhoria da mobilidade para todos e para todas.
- A qualidade e preservação do meio ambiente.
Se falarmos de cidades noutros países, como por exemplo, no Brasil que são pioneiras em Políticas para a Igualdade de Género envolvendo as mulheres na definição dessas mesmas políticas, podemos falar por exemplo de S. Paulo, onde em 2007 se realizou uma Conferência Municipal com o tema: “As mulheres discutindo políticas públicas para a Igualdade na cidade de S. Paulo”. Como objectivo fundamental desta conferência foi colocada a necessidade de construir políticas públicas integradas para a Igualdade, combater as discriminações, ampliando a cidadania e a organização das mulheres.
Poder-se-ia falar das mulheres do Recife, que conseguiram um Programa de Cidade Segura, dando visibilidade ao problema da violência contra as mulheres em meio urbano, ou ainda das mulheres de Rosário na Argentina, que ocuparam uma praça abandonada e pintaram murais com a seguinte mensagem: “Mais mulheres nas ruas, seguras e sem violência”. Isto conquistou a prefeitura da cidade para equipar a praça com mobiliário urbano e iluminação adequada. Em Santiago do Chile, as mulheres mobilizaram-se para recuperar espaços tradicionalmente desocupados e perigosos que à noite ficavam desertos.
Uma Política para a Igualdade não tem estado nos horizontes da intervenção da Câmara Municipal de Almada. É preciso que o SOCIAL e a IGUALDADE estejam no centro das políticas locais e sejam uma preocupação efectiva da Câmara Municipal.
Algumas propostas para a cidade de Almada podem ser equacionadas nesta área da Igualdade de Género:
- Implementação de um Plano Municipal para a Igualdade de Género que tenha em consideração várias medidas: Criação de um GABINETE MUNICIPAL DE ATENDIMENTO E INFORMAÇÃO ÀS MULHERES a funcionar com diversas valências: emprego, violência, saúde sexual e reprodutiva, apoio a crianças, pessoas idosas e pessoas com deficiência. Este Gabinete deve agregar uma LINHA ABERTA, fazer o reencaminhamento para as entidades e associações que trabalham nas diversas áreas e prestar apoio jurídico e psicológico. Deve também estimular as mulheres a desenvolverem a sua formação pessoal, profissional e social, em parceria com outras entidades, através da criação de cursos ou acções de formação dirigidas a mulheres.
- Criação de uma Comissão Consultiva Municipal na área da Igualdade de Género. Esta Comissão será composta por representantes de organizações de mulheres, vereador(a) responsável por esta área, representantes das Assembleias de Freguesia e da Assembleia Municipal e responsáveis autárquicos pelas diversas áreas: social, urbanismo, ambiente, cultura, educação e saúde. Esta Comissão deve elaborar uma CARTA SOCIAL para identificação de grupos de mulheres em situação de risco, que trace medidas para dar respostas a problemas de: mulheres sós com filhos a cargo, mulheres imigrantes ameaçadas de isolamento, mães e mulheres de toxicodependentes, mulheres com baixas qualificações, mulheres desempregadas.
- Desenvolvimento de campanhas de sensibilização e denuncia da violência exercida sobre mulheres e crianças. É uma realidade que a CMA deu apoio à criação de uma Casa Abrigo para mulheres vítimas de violência no concelho de Almada, um facto a louvar. Contudo, há necessidade de desenvolvimento de campanhas públicas de combate à violência e de Intervir no sentido do Conselho Municipal de Segurança ter em atenção a violência no espaço doméstico, como uma das maiores ameaças à integridade física e mental das mulheres e das crianças.
- Em termos da prevenção da insegurança urbana é preciso melhorar a iluminação de ruas menos frequentadas, de telefones públicos e de paragens de camionetas.
- Criação de SERVIÇOS DE PROXIMIDADE de apoio às famílias. Nos locais de habitação devem ser criadas condições para a existência de serviços que, ao mesmo tempo que criam emprego, apoiam as famílias em: refeições rápidas, comida feita para levar para casa, lavandarias, apoio domiciliário a idosos/as, serviços de limpezas e de reparações domésticas. Apoiar a criação de SERVIÇOS DE APOIO DOMICILIÁRIO a idosos/as e a pessoas com deficiência: distribuição de refeições, cuidados médicos e de enfermagem, ajuda nas actividades domésticas, acções de animação e de acompanhamento, assim como vigilâncias nocturnas. Há necessidade de promover actividades de relacionamento intergeracional, que quebrem a solidão das pessoas idosas e valorizem as suas experiências e conhecimentos. Espaços públicos que permitam a convivência social assim como o reforço dos laços de vizinhança.
- Eliminação de barreiras arquitectónicas que impedem a circulação de pessoas com deficiência, de idosos/as, de carrinhos com compras e carrinhos de crianças.
- Elaboração de um Guia de Recursos que divulgue informação sobre os apoios a pessoas idosas.
No que se refere aos cuidados com as crianças várias medidas devem ser tomadas.
- Acolhimento de Crianças em idade pré escolar, em jardins de infância, com horários articulados com os dos pais.
- Tempos livres para crianças fora do horário escolar.
- Estruturas de apoio a crianças nas proximidades de centros culturais, bibliotecas públicas ou centros comerciais.
- Implementação de um Plano Municipal para a Igualdade de Género que tenha em consideração várias medidas: Criação de um GABINETE MUNICIPAL DE ATENDIMENTO E INFORMAÇÃO ÀS MULHERES a funcionar com diversas valências: emprego, violência, saúde sexual e reprodutiva, apoio a crianças, pessoas idosas e pessoas com deficiência. Este Gabinete deve agregar uma LINHA ABERTA, fazer o reencaminhamento para as entidades e associações que trabalham nas diversas áreas e prestar apoio jurídico e psicológico. Deve também estimular as mulheres a desenvolverem a sua formação pessoal, profissional e social, em parceria com outras entidades, através da criação de cursos ou acções de formação dirigidas a mulheres.
- Criação de uma Comissão Consultiva Municipal na área da Igualdade de Género. Esta Comissão será composta por representantes de organizações de mulheres, vereador(a) responsável por esta área, representantes das Assembleias de Freguesia e da Assembleia Municipal e responsáveis autárquicos pelas diversas áreas: social, urbanismo, ambiente, cultura, educação e saúde. Esta Comissão deve elaborar uma CARTA SOCIAL para identificação de grupos de mulheres em situação de risco, que trace medidas para dar respostas a problemas de: mulheres sós com filhos a cargo, mulheres imigrantes ameaçadas de isolamento, mães e mulheres de toxicodependentes, mulheres com baixas qualificações, mulheres desempregadas.
- Desenvolvimento de campanhas de sensibilização e denuncia da violência exercida sobre mulheres e crianças. É uma realidade que a CMA deu apoio à criação de uma Casa Abrigo para mulheres vítimas de violência no concelho de Almada, um facto a louvar. Contudo, há necessidade de desenvolvimento de campanhas públicas de combate à violência e de Intervir no sentido do Conselho Municipal de Segurança ter em atenção a violência no espaço doméstico, como uma das maiores ameaças à integridade física e mental das mulheres e das crianças.
- Em termos da prevenção da insegurança urbana é preciso melhorar a iluminação de ruas menos frequentadas, de telefones públicos e de paragens de camionetas.
- Criação de SERVIÇOS DE PROXIMIDADE de apoio às famílias. Nos locais de habitação devem ser criadas condições para a existência de serviços que, ao mesmo tempo que criam emprego, apoiam as famílias em: refeições rápidas, comida feita para levar para casa, lavandarias, apoio domiciliário a idosos/as, serviços de limpezas e de reparações domésticas. Apoiar a criação de SERVIÇOS DE APOIO DOMICILIÁRIO a idosos/as e a pessoas com deficiência: distribuição de refeições, cuidados médicos e de enfermagem, ajuda nas actividades domésticas, acções de animação e de acompanhamento, assim como vigilâncias nocturnas. Há necessidade de promover actividades de relacionamento intergeracional, que quebrem a solidão das pessoas idosas e valorizem as suas experiências e conhecimentos. Espaços públicos que permitam a convivência social assim como o reforço dos laços de vizinhança.
- Eliminação de barreiras arquitectónicas que impedem a circulação de pessoas com deficiência, de idosos/as, de carrinhos com compras e carrinhos de crianças.
- Elaboração de um Guia de Recursos que divulgue informação sobre os apoios a pessoas idosas.
No que se refere aos cuidados com as crianças várias medidas devem ser tomadas.
- Acolhimento de Crianças em idade pré escolar, em jardins de infância, com horários articulados com os dos pais.
- Tempos livres para crianças fora do horário escolar.
- Estruturas de apoio a crianças nas proximidades de centros culturais, bibliotecas públicas ou centros comerciais.
Sendo as mulheres que mais sofrem com as duplas e triplas tarefas cabe também a uma autarquia desenvolver campanhas de sensibilização sobre a partilha dos tempos de trabalho e de lazer, no sentido de fazer evoluir as mentalidades, nesta matéria.
Considerando que são as mulheres quem mais tempo perde emtransportes e que mais se deslocam em transportes públicos, impõem-se medidas que garantam:
- Melhoria da rede de transportes públicos, em especial na circulação transversal em zonas do concelho que não são servidas pelo Metro Sul do Tejo.
- Horários que permitam a articulação da vida profissional e familiar e quebrem com o isolamento de bairros e freguesias como é o caso da Trafaria, da Costa da Caparica e de bairros sociais como o PIA.
- Garantia da proximidade de escolas, creches, centros de saúde e farmácias.
- Descentralização da vida urbana, em termos de serviços públicos e culturais, dada a realidade assimétrica existente no concelho.
- Criação de espaços verdes junto às áreas de habitação que permitam o
convívio de crianças, jovens e idosos. Não basta que exista um Parque da Paz para o qual as pessoas se deslocam no fim de semana “de automóvel”. É preciso multiplicar os pequenos espaços de lazer junto às áreas habitacionais.
- Melhoria da rede de transportes públicos, em especial na circulação transversal em zonas do concelho que não são servidas pelo Metro Sul do Tejo.
- Horários que permitam a articulação da vida profissional e familiar e quebrem com o isolamento de bairros e freguesias como é o caso da Trafaria, da Costa da Caparica e de bairros sociais como o PIA.
- Garantia da proximidade de escolas, creches, centros de saúde e farmácias.
- Descentralização da vida urbana, em termos de serviços públicos e culturais, dada a realidade assimétrica existente no concelho.
- Criação de espaços verdes junto às áreas de habitação que permitam o
convívio de crianças, jovens e idosos. Não basta que exista um Parque da Paz para o qual as pessoas se deslocam no fim de semana “de automóvel”. É preciso multiplicar os pequenos espaços de lazer junto às áreas habitacionais.
No sentido de dar maior visibilidade às mulheres na cidade propõe-se:
- Aumentar na toponímia concelhia os nomes de mulheres.
-Fomentar a realização regular no concelho de mesas redondas e seminários sobre os Direitos das Mulheres na sua dimensão de Direitos Humanos.
- Instituir um Prémio Municipal para trabalhos literários, estudos e boas práticas na área da Igualdade.
- Incentivar a produção artística e cultural de mulheres, em especial, nas áreas em que a sua presença é ainda escassa.
- Promover uma nova cultura na área do Desporto que crie condições para uma maior participação das mulheres.
- Apoiar a organização de Campanhas de Prevenção da saúde das mulheres: cancro da mama e do útero, menopausa, anorexia e bulimia, sida e doenças sexualmente transmissíveis.
- Apoiar junto das entidades locais de saúde uma Rede de Informação sobre Direitos Sexuais e Reprodutivos: contracepção de emergência, planeamento familiar, educação sexual.
- Aumentar na toponímia concelhia os nomes de mulheres.
-Fomentar a realização regular no concelho de mesas redondas e seminários sobre os Direitos das Mulheres na sua dimensão de Direitos Humanos.
- Instituir um Prémio Municipal para trabalhos literários, estudos e boas práticas na área da Igualdade.
- Incentivar a produção artística e cultural de mulheres, em especial, nas áreas em que a sua presença é ainda escassa.
- Promover uma nova cultura na área do Desporto que crie condições para uma maior participação das mulheres.
- Apoiar a organização de Campanhas de Prevenção da saúde das mulheres: cancro da mama e do útero, menopausa, anorexia e bulimia, sida e doenças sexualmente transmissíveis.
- Apoiar junto das entidades locais de saúde uma Rede de Informação sobre Direitos Sexuais e Reprodutivos: contracepção de emergência, planeamento familiar, educação sexual.
* Dirigente da UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta, doutorada em Estudos sobre as Mulheres, mandatária do BE em Almada para as próximas eleições autárquicas de 2009. Intervenção proferida no fórum/debate "A cidade inclusiva", realizado no 20 de Maio de 2009, no Ponto de Encontro, em Cacilhas.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
A CIDADE INCLUSIVA - Convite
A Sociedade está virada para o Activo Bem Empregado (ABE) e grande consumidor.Desde o carro e o seguro, passando pelas férias, o apartamento/loft ou vivenda, sem esquecer o perfume e os sofás de cabedal…
E também para o Jovem/Adolescente filho do ABE.
A publicidade condiciona o modo de vida ao definir o estilo de consumo.
Se não te portares como um destes consumidores, a Sociedade convence-te que és um infeliz e que deves, rapidamente, recorrer ao Prozac.
Deste “paraíso” são excluídos os carenciados:
Desempregados
Idosos de fracas reformas
Adolescentes/Jovens não filhos dos ABE que estudam sem perspectivas
Precários
Crianças não filhos dos ABE
Imigrantes
Filhos de imigrantes
Etc...
As antigas centralidades contemplavam os lugares de comércio, cultura e cidadania que se tinham desenvolvido com a população: pequeno comércio, cinemas, livrarias, praças, ruas, jardins, cafés, colectividades, etc…
As novas centralidades (Centros Comerciais) criaram um novo comércio homogéneo: em qualquer Centro Comercial as lojas são iguais, da mesma cadeia, as livrarias são as mesmas, os cinemas são os mesmos…Já não há espaço para a cidadania, o espaço é privado, já não é público.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Juntar Forças...
Partindo do lema acima referido, o Bloco de Esquerda vai realizar, na próxima 3.ª feira, um debate centrado na temática REQUALIFICAR A TRAFARIA.
O moderador será Henrique Pires (da Comissão Coordenadora do Núcleo de Almada do BE) e os oradores, já confirmados, são:
Alda Macedo (Deputada do BE);
Joaquim Piló (Presidente do Sindicato Livre dos Pescadores);
José Pedro Lima (Arquitecto);
Rita Calvário (Engenheira Agrónoma).
Um sessão que se pretende seja a oportunidade para, em conjunto, reflectirmos sobre o presente e as prespectivas de futuro desta freguesia do nosso concelho, que apesar das magníficas paisagens se encontra tão degradada.
Venha participar. A sua opinião é importante.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Já trabalhavam antes de assinar os papéis...
O vereador António Matos, da Câmara Municipal de Almada, respondendo às perguntas que lhe fiz no Debate sobre «Turismo, Comércio e Cultura»...
Recolhi, de facto, alguma informação, mas muito ficou por esclarecer.
A questão sobre as associações locais, então, foi como se nem sequer a tivesse formulado.
Porquê?
Se estiver interessado, ou a curiosidade for suficiente para o fazer querer saber mais, veja as perguntas que formulei e mais dois videos em FAZER MELHOR POR CACILHAS e, depois, diga-me se ficou esclarecido.
sábado, 20 de setembro de 2008
Debate? Que debate?
Muito embora fosse expectável a pouca afluência de público, infelizmente, não esperávamos que fosse assim tão notório o desinteresse dos cidadãos. Afinal, que legitimidade têm, depois, para exigir seja o que for?
Mais do que desiludida, sinto-me, mesmo até, bastante envergonhada. Envergonhada? perguntarão. Sim, envergonhada, repito eu... trazer convidados para virem discursar perante uma plateia de nove pessoas é ridículo. Assim, até dá vontade de desistir... É abusar da boa vontade dos oradores que se disponibilizaram para, supostamente, vir ouvir as pessoas e tentar esclarecer as suas dúvidas.
No total, contando com os membros da Mesa (da esquerda para a direita: Vereador António Matos, da Câmara Municipal de Almada; Miguel Salvado, Presidente da Assembleia de Freguesia de Cacilhas e José Henriques, da Secção de Almada da Associação de Comércio e Serviços do Distrito de Setúbal), estavam apenas doze pessoas na sala.
Nem sequer os membros da Assembleia de Freguesia estavam todos presentes. Excepção feita ao BE e ao PS, que não tinham faltas, da CDU e do PSD estavam somente dois elementos (um de cada uma destas forças políticas, sendo a maior percentagem de baixas as da CDU com cinco ausências).
Quanto ao executivo da Junta de Freguesia apareceu uma vogal, cuja atitude não posso deixar aqui de ressalvar: apesar dos graves problemas familiares que estava a enfrentar (ao nível da saúde de uma filha, internada no hospital), mesmo assim não quis faltar. Parece comezinha esta minha observação, mas olhem que não. Acho que é uma atitude de louvar face às circunstâncias em que decorreu o debate, numa sala quase vazia.
No público estiveram, imagine-se... dois, dois, cacilhenses, sendo que um deles representava a única associação local que fez questão de marcar presença: O FAROL – Associação de Cidadania de Cacilhas, embora todas tenham (e são muitas) sido convidadas.
Francamente, quando os principais interessados (a população de Cacilhas e os comerciantes locais) não aparecem, é caso para perguntar: será que vale a pena esforçarmo-nos por fazer alguma coisa?
É uma tristeza, volto a dizer.
Mas não, não pensem que vou cruzar os braços.
Não é essa a minha postura. Embora, por vezes, tenhamos que reconhecer que é preciso parar... para reflectir, fazer um balanço da situação e definir novas estratégias de abordagem do problema.
E, aqui, o problema é a inexistência de hábitos de participação cívica da população. Mas não só. Eu sei. No caso em apreço, há também que analisar os métodos utilizados na divulgação da sessão que não terão sido os mais eficazes e a forma pouco empenhada na mobilização dos possíveis interessados... se a mensagem não passou, a culpa não é apenas do receptor... o emissor também não a soube transmitir. Aliás, ela terá estado mesmo ausente, pois nem sequer havia um pequeno texto a explicar quais os objectivos do debate e da importância da participação da população. Apenas um convite a marcar o dia, a hora e o local. Pouco, muito pouco, mesmo. Milagres é coisa que não existe.
Espero que esta ocorrência nos sirva de lição. E como sou daquelas que acho que é com os erros que fazemos (e corrigimos!) que conseguimos ir frente, espero que consigamos ultrapassar as dificuldades que levaram ao insucesso desta iniciativa... e que o próximo debate seja muito melhor.
Desistir não é solução.
Antes de terminar, contudo, resta-me dizer que, como "conversa de família", acabou até por ser uma noite interessante, embora algumas das perguntas que coloquei tenham ficado, convenientemente, sem resposta. Mas todos os presentes tiveram oportunidade de participar e manifestar a sua opinião, gerando-se diálogos só possíveis por a plateia ser tão escassa. Mas não era esse, de todo, o objectivo do debate.
Um resto de bom fim-de-semana a todos.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Turismo, Comércio e Cultura
Este é o tema do 1.º encontro do ciclo de debates "Cacilhas - O Presente e o Futuro", uma iniciativa da Assembleia de Freguesia de Cacilhas com o apoio de todas as forças políticas nela representadas (CDU, PS, PSD e BE).
Este primeiro debate é subordinado ao tema em epígrafe: TURISMO, COMÉRCIO E CULTURA. Acontece hoje, dia 19 de Setembro, pelas 21h, no Auditório da Escola Secundária Cacilhas - Tejo.
O anfitrião será o Presidente da Junta de Freguesia Carlos Leal, e na Mesa teremos, como oradores, o Vereador da CMA António Matos e um representante da delegação de Almada da Associação de Comerciantes do Distrito de Setúbal. O moderador será o Presidente da Assembleia de Freguesia Miguel Salvado.
Na assistência estarão presentes os membros da Assembleia de Freguesia de Cacilhas (entro os quais me encontro, em representação do Bloco de Esquerda, autor da proposta para realização desta iniciativa) a quem caberá colocar à Mesa as questões que cada um dos partidos políticos julgue pertinentes.
No final haverá, também, um espaço de participação do público.
ESPERAMOS POR SI.
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