quinta-feira, 26 de abril de 2012

Insignificâncias...

Descobri hoje, por mero acaso, no perfil da rede social Facebook que o senhor vereador António Matos da Câmara Municipal de Almada utilizou uma fotografia da minha autoria sem fazer qualquer referência à sua origem, divulgando-a como se fosse propriedade sua.
Este é, talvez, um facto irrelevante até porque a imagem foi por mim disponibilizada online, tornando-a de acesso público e utilização livre. Todavia, e até compreendendo que o senhor vereador tivesse alguma relutância em citar a fonte, pelas razões que todos conhecem (derivadas da forte oposição que eu faço à gestão CDU da autarquia almadense), estando presente no evento uma fotógrafa ao serviço da edilidade mais fácil seria servir-se de uma das suas fotografias (que, com certeza, teria muita melhor qualidade, ao contrário desta tirada do meu telemóvel).  
Agora, servir-se de uma fotografia de outra pessoa e não citar a fonte (mesmo sendo ela pública), podendo parecer uma coisa sem importância, não deixa de ser, contudo, o prenúncio de um comportamento que mostra o desrespeito pelos direitos de autor... e se alguém aceita assumir como seu aquilo que é dos outros com uma simples fotografia, como será noutras situações?
Porque tal como fizeram outros que passaram pelo meu mural no Facebook e partilharam a fotografia, também o senhor vereador poderia assim ter agido mas... preferiu passar pela minha "casa" incógnito e fingir que a foto era sua (ou do município)... opções! e pouco adianta dizer mais sobre o assunto. Fica apenas registada a ocorrência.

10 comentários:

soliveira disse...

Na ideologia comuna, a propriedade privada é coisa que não existe. Tudo é comunitário.
Agora, ter ideias comunas só para o que pertence aos outros, é tambem uma ideia comuna.

Anónimo disse...

Estou absolutamente solidário com a Ermelinda Toscano. Esta é uma ofensa daquelas que não tem preço. Nem no inferno (seja lá o que isso for) poderá alguma vez ser paga!

Ele admite-se lá uma coisa destas! O vereador deve estar completamente gágá. Só pode. Usar uma fotografia da Ermelinda e não dizer (sequer) que é dela, é verdadeiramente inadmissível! Mesmo que a própria reconheça que a tal imagem é pública. Mesmo assim.

O mínimo que se exigiria a quem quer que fosse era que se referisse a fonte. Pois era, só que o sr. Matos não o fez. Crime de lesa pátria e daí a minha absoluta solidariedade com a autora espoliada. Uma coisa que nem no inferno, repito.

Aliás, esta atitude do sr. Matos é ainda mais incompreensível porquanto atinge alguém absolutamente imaculado em matéria de utilização abusiva de imagens (e outras coisas) no seu próprio blog. Jamais a Ermelinda Toscano usou no seu espaço qualquer coisa que não fosse da sua própria autoria. Não sem, pelo menos, a identificar. E vem de lá o sr. Matos e ... pumba, paga-lhe com esta moeda. Não se faz, é mesmo a maior injustiça alguma vez acontecida por estas paragens.

Anónimo disse...

Quem usa a net sabe que quando se utiliza fotos ou outra informação retirada de terceiros identifica-se sempre a origem.
Não é por nada mas fica bem a quem o faz.
E ponto final.

Anónimo disse...

Ao anónimo do "ponto final" (ahhh, como eu gosto destes totalitarismos!),

Quer dizer-me alguma coisa - pode ser mesmo ao seu estilo, ao estilo de "ponto final" - sobre o que vê no link que peço siga: http://metoscano.blogspot.pt/2012/04/almada-boletim-municipal-e-o-avante-da.html

O que vê, anónimo? Certamente algo de muito edificante. Alguém, na internet, utiliza não apenas uma imagem mas um logotipo, sem referir a fonte, mas faz muito pior: é que introduz na imagem elementos que não constam do original, e mais ainda, que agridem de forma gratuita esse original.

Ou estarei a ver mal a coisa, senhor anónimo do "ponto final"? Será?

Terá algum "ponto final" para acrescentar?

Antunes Vidal disse...

Querer comparar a utilização de uma fotografia como sendo sua, com uma montagem em que a origem está identificada pela própria natureza da reprodução é uma perfeita idiotice.
No primeiro caso, há a apropriação indevida de algo que tem um autor individual que, não sendo citado, ninguém sabe quem é (e, por isso, se diz que há uma apropriação indevida), no segundo caso temos um "bem" público (cujo "proprietário" está perfeitamente identificado e ninguém pretende assumir-se como dono dessa imagem, apenas se utilizou a mesma como matéria criativa para expressar uma opinião.
Julgo, portanto, que são coisas muito diferentes.
Além disso, a começar pelo próprio título da notícia, com este exemplo a autora da fotografia pretendeu tão somente (ao que me parece) mostrar o desrespeito pelos direitos de autor mas reconhecendo que o acto em si, no caso presente, é insignificante.
Por isso, querer inferir que a autora do texto está a dizer que este é um crime de lesa majestade é ridículo.

Anónimo disse...

A ermelinda tem um bom telemóvel pois a imagem ficou muito boa...

João Geraldes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Antunes Vidal disse, e está dito. É engraçado como este “heterónimo” aparece em momentos estratégicos para defender a “dama da corte”. Muito interessante, sem dúvida …

Mas neste caso, Antunes Vidal ou está redondamente enganado, ou está a querer fazer de todos os outros parvos.

Então no caso da foto da Ermelinda Toscano trata-se de uma "apropriação indevida de algo que tem um autor individual que, não sendo citado, ninguém sabe quem é (e, por isso, se diz que há uma apropriação indevida) e no segundo caso, o que eu sublinhei, trata-se exatamente do contrário? Porquê, Antunes Vidal? Explique lá à gente porquê.

É que se calhar o que se passa de facto é precisamente o oposto.

Senão vejamos: a foto da Ermelinda Toscano (como ela própria assume) é pública a partir do momento em que a colocou no Facebook. É pública aqui em Almada, em França, na China, no Japão, nas Américas, em África, em todo o lado onde alguém possa aceder ao Facebook. Certo?

Além disso, é utilizada pelo sr. Matos tal e qual o original, sem deturpações, acrescentos, alterações seja de que natureza forem. Pura, puríssima, portanto.

E o que acontece com a imagem que a Ermelinda Toscano usou no post de 9 de Abril que eu referi? Será que essa imagem é "tão pública", tão identificada, como a foto da própria Ermelinda Toscano? Não, não é!

Se perguntássemos a um brigantino pelas duas imagens, asseguro-vos que a probabilidade desse brigantino conhecer e identificar a da Ermelinda Toscano é muito superior (ainda que pequena) à probabilidade de conhecer e identificar a outra. Asseguro-vos eu! Pelo simples facto, tão óbvio, da Ermelinda Toscano ter tornado a sua imagem pública à escala planetária, enquanto a outra, a que a Ermelinda Toscano utiliza apenas é pública à escala do Concelho de Almada. Simples? Parece que não, pelo menos para este Antunes Vidal.

Para além desta realidade, acresce uma outra bem mais grave. Antunes Vidal considera uma usurpação alguém usar algo de outrem sem identificar a sua origem. Mas considera legítimo alguém – para expressar uma ideia, diz o iluminado –, agredir, adulterar, ofender sem piedade algo de outrem porque ... é público e está identificado! (já vimos até onde esta ideia é mentira. O que a Ermelinda Toscano fez foi isso mesmo, ofendeu algo que é pertença de outrem; a imagem que adulterou de forma terrorista tem proprietário, não é “indigente”. Pergunto eu: o que aconteceria se a Ermelinda Toscano se pusesse a “brincar” com a imagem da Coca Cola, por exemplo? Seria interessante, seria sim senhor!).

Em conclusão: entende-se das palavras de Antunes Vidal que vandalizar algo que é pertença de outrem é sempre legítimo e admissível, na medida em que se trate de um "bem público e identificado" (por mais absurdamente falso que isto seja). Para Antunes Vidal, esse verdadeiro vandalismo traduz-se por criatividade, por liberdade de expressão, por manifestação de uma opinião. Pena é que utilizar uma fotografia que foi tornada pública pela própria autora não se traduza da mesma maneira … para Antunes Vidal e para a Ermelinda Toscano, entenda-se.

Antunes Vidal disse...

Este Anónimo das 23:02 deve pensar que todos os que por aqui passam são uns parvos.
Com que então, a capa do boletim municipal só é conhecida a nível do concelho? Como se a sua distribuição fosse somente feita em papel?
Acontece, porém, é que esta aberração a que chamam boletim municipal, e mais não é do que um instrumento de propaganda partidária,está disponibilizado no site da câmara, de acesso público e visível aqui e em qualquer ponto do mundo com acesso à internet no item «publicações periódicas».
E tem a sua piada vir aqui esta personagem (que mais parece um certo senhor chefe de gabinete) insurgir-se contra o que considera um crime de significativa imoralidade quando o seu partido anda por aí a sujar paredes em verdadeiros atentados ao património e utiliza em cartazes fotografias de personalidades públicas (não de pasquins supostamente informativos) deturpando-as e insultando quem nelas é retratado.
E ainda por cima chega aqui e, de forma cobarde, nem se identifica. Ah valente! Assim é que é.

João Reis disse...

O Geraldes foi "apanhado". É ele o anónimo que vomita "asquerocidades".
Vejam a notícia "gato escondido com rabo de fora":
http://metoscano.blogspot.pt/2012/04/gato-escondido-com-o-rabo-de-fora.html

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