sábado, 20 de novembro de 2010

Diz o roto ao nu: "porque não te vestes tu?"


Vários amigos me instaram a comentar este artigo do Notícias de Almada.

Mas, o que tenho a dizer é, de facto, muito pouco. Já disse quase tudo na carta que dirigi aos eleitores a quando da renúncia do mandato na Assembleia Municipal e, também, desde aí, em diversos artigos e comentários neste blogue.

Sinceramente, julgo que não vale a pena “chover mais no molhado” pois é notório que o BE em Almada não consegue perceber o erro da estratégia que adoptaram (para não enfrentarem a CDU, dizem que se deve respeitar o voto dos eleitores que lhe deram a maioria e, por isso, deixá-los governar – mesmo que isso signifique ficar indiferente às ilicitudes da gestão autárquica) e continuam a confundir a luta política nacional com os objectivos locais (sendo evidente a confusão entre as justas críticas ao governo nacional – PS – e aquela que deveria ser uma efectiva fiscalização do governo municipal – CDU – mas que se abstêm de fazer porque ainda os vêm como “os camaradas”, enquanto todos os outros são potenciais inimigos).

Destaco apenas uma das frases finais - «O BE vai continuar a desempenhar o seu papel» - por me parecer que contém uma promessa que sabemos, de antemão, que o BE (e eles também o sabem!) não serão capazes de cumprir, seja por impreparação técnica dos seus autarcas (um mal de que, infelizmente, padecem muitos membros dos outros partidos) ou, pior ainda, por vontade política deliberada dos líderes locais.

Refiro-me, em concreto, ao papel que lhes cabe desempenhar nos órgãos autárquicos para os quais foram eleitos, em particular na Assembleia Municipal: fiscalização da actividade da Câmara Municipal, uma obrigação política (derivada do mandato concedido pelos eleitores) mas também uma obrigação legal (conforme assim o determina a lei das autarquias locais).

49 comentários:

Anónimo disse...

Este individuo não tem vergonha. Ja esta a comer da ditadora. O dinheiro faz tudo. Camada de ...

Anónimo disse...

Eu me pergunto, porque com meus impostos tenho que pagar um pasquim repulsivo e mentiroso, monocolor ???

Eu me pergunto, ninguém é capaz de acabar com esta mediocridade que rainha em Almada ???

Eu me pergunto a cada dia que passa, que passa em Almada ???

Este

Anónimo disse...

Esta bocarras é pago com meus impostos ???

Vete já !!!

Anónimo disse...

Quero saber urgentemente, as propriedades que com meus impostos compraram todos, absolutamente todos os que estão de dirigentes na [CMA], já se que não estarão no seu nome, mas quero saber urgentissimamente os testas-de-ferro.

Com meu dinheiro não se joga. O que a idiota da presidente diz haver economizado com as luzes de natal, a que conta foi.

Anónimo disse...

Estes reprimidos e represores, acreditam que enganham, mas isto se esta a acabar, quero que cobre a cobre justifiquem que fazem com meu dinheiro.

Farto de PALHAÇOS! disse...

O BE não tem nada a dizer acerca dos ilícitos nas nomeações de dirigentes da CMA, aqui denunciados?

O BE não tem nada a dizer acerca dos despedimentos ilícitos na CMA?

O BE não tem nada a dizer acerca dos contractos de fornecimento sempre "para amigos" da CMA?

O BE não tem nada a dizer acerca dos inúmeros casos de "mobbing" sobre trabalhadores da CMA, aqui denunciados?

O BE não tem nada a dizer acerca dos falsos profissionais contratados pela CMA?

O BE não tem nada a dizer acerca dos enormes erros de gestão do espaço público cometidos pela CMA (MST, zonas pedonais, etc.) e aqui denunciados?

O BE não tem nada a dizer acerca dos contractos de fornecimento contínuo sempre com empresas "amigas" por parte da CMA?

O BE não tem nada a dizer acerca dos casos de corrupção na CMA?

O BE não tem nada a dizer acerca do enriquecimento súbito e inexplicado de familiares da Emília, e não só, todos funcionários da CMA?

etc., etc.

então para que serve o BE em Almada?

O BE de Almada só serve para escrever artigos da treta como este?

Por mim, o BE em Almada pode esperar pelo meu voto nos outros partidos!

Que morram longe!

Anónimo disse...

Eu me pergunto, porque com meus impostos tenho que pagar um pasquim repulsivo e mentiroso, monocolor ???

Eu me pergunto, ninguém é capaz de acabar com esta mediocridade que rainha em Almada ???

Eu me pergunto a cada dia que passa, que passa em Almada ???

Anónimo disse...

Vou oferecer um espelho a este Sr. Carlos Guedes.
Acho que está a fazer-lhe falta...

Como também lhe falta um bocadinho de vista, pois não consegue ver nada de anormal na CMA...

Donde terá saído esta aventesma?
Está a mais e não fazia cá falta!

Pedro Silva disse...

E uma vergonha o que estes senhores do BE fazem em Almada são os verdadeiros aliados da Cdu e fazem tudo o que os antigos camaradas do Luis Filipe querem, o Luis ainda não conseguiu largar o seu antigo partido.

A vereadora Helena é de uma ignorancia absoluta como é possivel aquela senhora ser vereadora da nossa cidade e ainda por cima não tem vergonha quando a Maria Emilia lhe chama "filha" durante as reunioes de camara.

Almda esta muito mal.

Paulo Miguel disse...

Tenho votado no BE, em todos os actos eleitorais, desde a sua criação.
Mas em Almada, o mandato autárquico em curso está a trazer ao de cima a verdadeira face deste partido: uma cópia da CDU mas de muito má qualidade.
Sinto-me completamente enganado. A vereadora Helena Oliveira, eleita com o meu voto (nem imaginam o quanto estou arrependido), depois de se sentar no lugar de vereadora - que por acaso deixou desocupado na última reunião da CMA (compreende-se isto: um partido só com um vereador e não providencia a sua substituição?) - mudou radicalmente de opinião. Em vez de fazer oposição à CDU passou a pactuar com eles de forma descarada. A sua incompetência em matérias autárquicas é flagrante.
E agora vêm tentar, através deste artigo, fingir que são o que não são: um partido interventivo (não percebo é porque a informação não chega à população), que sabe fazer oposição construtiva (até dá vontade de rir!) e que irá denunciar "que for denunciável" (gostaria que explicassem que conceito é este já que parecem indiferentes às sucessivas ilegalidades cometidas pela CDU que têm vindo a ser denunciadas pela Plataforma de Cidadania).
Afinal que partido é este?
O meu voto não apanham mais. Pelo menos em termos autárquicos. E vou pensar como será nas próximas legislativas.

Carlos disse...

Este indivíduo teria vergonha se aqui viesse debitar comentários sem os assinar. Mais, este indivíduo só não tem vergonha de, ao discordar de quaisquer assuntos relativos ao partido a que pertence, ir aos sítios certos para os debater.
Este indivíduo está na vida política porque gosta e não porque ganhe alguma coisa com isso. Não é eleito nem remunerado por qualquer das actividades que desempenha.
Este indivíduo luta, há mais de 20 anos, por fazer qualquer coisa por este país. De forma errada, às vezes. Mas só não erra quem não faz e se esconde em blogs sem coragem de dar a cara.

Belzebu disse...

Isto parece uma sessão de espionagem:
O BE/UDP de Almada a defender o PCP de Almada.
O novel militante do BE/UDP de Almada, ex funcionário do PCP, a defender o PCP a coberto do BE.
Tirem-me deste filme!

Carlos disse...

Muito bem, Belzebu. Ex-funcionário e expulso do PCP. Esqueceu-se dessa parte. Acha que viria agora defender o PCP? A troco de quê? Tem a certeza que leu o que escrevi?

Belzebu disse...

Caro Carlos
E a UDP aceitou nas suas hostes um renegado do PCP? ou isso é uma máscara?

Carlos disse...

Belzebu, no dia em que se identificar e não se esconder por trás de um «nick» terá direito a uma resposta.

Carmem disse...

Interessante o Carlos Guedes se “picar” apenas com a história do funcionário do PCP (ex, disse o Belzebu, expulso – esclareceu ele).
Interessante, não se importar com aquilo que todos os outros dizem do BE e da sua colagem às políticas autárquicas do PCP.
Interessante, não responder a uma única das muitas perguntas que aqui se colocam sobre a actuação do BE em Almada.
Interessante, sobretudo, não explicar (tal como não o fez no artigo em análise), o que entende por denunciar o que for denunciável: será que isso significa que as ilegalidades nas nomeações de pessoal sem qualificações e os bárbaros casos de mobbing, só para citar dois exemplos, não são denunciáveis, isto é, têm o aval do BE? Porquê? Os trabalhadores prejudicados nos concursos e as vítimas de mobbing merecem uma explicação. Para saber com quem contar! Ou seja, para terem a certeza de que com este BE não é com certeza.
E venham depois dizer que defendem os trabalhadores.
São iguaizinhos ao PCP de Almada. Hipócritas, demagogos e mentirosos.

Carlos disse...

Carmen, presumo que sabe ler. Partindo desse princípio assumo que consegue entender o que lê. Denunciar o que for denunciável significa isso mesmo e nada mais. Nos sítios certos e no momento que entendermos ser certo.
Se se der ao trabalho de reler a maioria dos comentários aqui deixados perceberá que lhes respondi no primeiro comentário que fiz e que entendeu ignorar.
Não escondo a cara, não escondo o nome e não me escondo do meu passado. Tenho muitos anos de lutas e de vida partidária e sei bem o que significa entrar em desacordo com o partido a que pertenço. Mas nunca virei a cara. Não me escondi em blogs sem deixar de participar e de dar o meu contributo.
Fui funcionário do PCP, sim, durante dois anos da minha vida. Auferia, na altura (1997/98) o estrondoso ordenado de 90 mil escudos.
Acabei expulso, juntamente com muitos meus camaradas, por discordarmos da linha seguida pelos dirigentes do PCP. Mas soubemos enfrentar essa linha e lutar por um rumo diferente. Enquanto nos foi possível.
Não aceito lições de ninguém no que respeita a este capítulo. Nem admito ser chamado de «social-fascista» como faz o seu companheiro no FB.
De resto, já lhe respondi com todas as letras. Participe. Dê a sua opinião e deixe que outros a discutam. Mas aceite que a discutam. E aceite que um colectivo se sobreponha ao individual. É com base neste princípio que o BE funciona. Em Almada e no resto do país. A solução adoptada pela Ermelinda é da sua inteira responsabilidade. Resolveu demitir-se sem se dar ao trabalho de previamente informar, sequer, quem com ela se candidatou. Um princípio básico de solidariedade. Resolveu assumir que a sua candidatura à Freguesia de Cacilhas e à Assembleia Municipal era uma candidatura individual que nada tinha a ver com o colectivo a que ainda pertence.
De resto, o que ela hoje aqui escreve diz muito sobre o seu sentido de camaradagem.
Durante o tempo em que pude trabalhar com a Ermelinda nunca vi que os seus contributos fossem desvalorizados fosse por quem fosse. Antes pelo contrário. Todos sabem reconhecer-lhe a preparação técnica e a capacidade de trabalho em matérias autárquicas.
Naturalmente que quem aqui vem ler o que escreve poderá ficar com uma ideia diferente. Mas, nesse caso, a responsabilidade é exclusivamente de quem aqui escreve.
No que se refere às colagens que aqui são feitas do BE à CDU ou ao PCP, se não me importo com elas, como muito bem escreve, é por saber que não têm fundamento.
Apenas mais uma nota. O seu companheiro (Paulo) refere que na última reunião de câmara o BE esteve ausente e que não foi providenciada a substituição da vereadora. Se se tivesse dado ao trabalho de perguntar o motivo pelo qual isso aconteceu teria ficado muito melhor na fotografia. A vereadora Helena Oliveira não podendo comparecer por motivos profissionais providenciou a sua substituição pelo nº 2 da lista. Infelizmente este nosso camarada teve o infortúnio de, nesse mesmo dia, ver falecer o seu pai, sem que nada o fizesse prever, e não houve, de todo, oportunidade de o substituir pelo nº 3. É assim a vida e não somos perfeitos. Mas também não temos a pretensão de o ser.

flash disse...

Parece que se continua a girar na órbita - dentro dela ou com referência a ela - do PCP.
Percebe-se que há uma corrente significativa que não descola da matriz "PCP".
Ainda quando se apresentem desligados e libertos do PCP, há algo no seu discurso (ou entre o discurso) que os conota como reféns.
Eu, que não tenho, nem tive, qualquer ligação ao Bloco, entendia-o como uma nova corrente que se desenvolve(u) em Portugal (e não só), portadora de uma nova forma efectiva de estar na política, descolada da esquerda "tradicional" e aberta a novas soluções políticas, com uma prática onde não coubesse a estigmatização de uns em relação a outros.
Parece que nos aproximamos cada vez daquilo que era mais do mesmo, isto é, cada vez emergem mais os tiques da certeza e da intolerância.
Outra argumentação que por aqui tem vindo a desenvolver-se é a que enfatiza a competência técnica, pretendendo que, de certo modo, cabe aos especialistas a gestão esssencial da coisa pública. É como se a democracia se enfeudasse num universos dos dotados do saber, diria da erudição técnica,como condição para seja bem sucedida .
Se é certo que se paga um preço por vezes desmedido por sermos governados por ignorantes- legitimamente eleitos - não me parece que as élites dotadas, viessem a garantir uma melhor aplicação da democracia.
Mais do que a ideologia política, mais do que a formação académica, o que mais interessará - na governança municipal - é a boa formação moral, o apurado sentido de dedicação ao serviço público, a honestidade, a capacidade de entender e praticar uma acção coordenada, onde os especialistas tenham lugar, facilitando, em simultâneo, a eficácia de uma constante participação activa e dinâmica de todos os cidadãos, sem qualquer execepção.

Fernando Miguel

flash disse...

E quanto à Helena, e porque tenho a possibilidade de aqui trazer este documento, ficarão na verdade a perceber que ela está mergulhada nesta luta, e há muito mais do que fica aqui, antes, como, provavelmente, haverá depois. Mais do que uma ausência profissional, trata-se do empenho num luta colectiva, onde a cor política é irrelevante.
Não tenho qualquer ligação à Helena, mas parece-me conveniente que se evitem e previnam eventuais suspeições.

Fernando Miguel

NOTA À IMPRENSA
DESPEDIMENTO COLECTIVO NA PÁGINAS AMARELAS (EMPRESA DO GRUPO PT)

CONCENTRAÇÃO NA PORTUGAL TELECOM (PICOAS)
SEGUNDA, 22 DE NOVEMBRO
DAS 7H30 ÀS 9H30 E A PARTIR DAS18H
A Comissão de Trabalhadores da Páginas Amarelas, SA teve conhecimento que os trabalhadores incluídos no despedimento colectivo receberam e-mails do Director Geral sobre as propostas que estão em discussão nas reuniões da fase de negociação do procedimento despedimento colectivo, onde estão representadas as partes envolvidas.
O Director Geral, através desse e-mail, vem pôr em causa a legitimidade da Comissão de Trabalhadores na representação dos trabalhadores, ao apresentar-lhes directamente uma falsa alternativa de indemnização, caso aqueles não aceitem a última proposta da empresa feita à CT no dia 17/11.
O Director Geral tem conhecimento da reunião dos trabalhadores com a CT para a discussão dessa proposta, a realizar no próximo dia 22/11, pelo que esse e-mail constitui uma inadmissível forma de pressão sobre os trabalhadores, à revelia do processo negocial em curso, tal como o “convite” para reuniões individuais com os trabalhadores.
As propostas da Direcção devem ser apresentadas e discutidas nas reuniões com a CT e o representante do Ministério do Trabalho e não através da Direcção dos Recursos Humanos da empresa e do envio de mensagens aos trabalhadores afectados, ignorando a CT como sua legítima representante nesta fase do processo.
Apesar da pressão e da ingerência da Direcção da PA, os trabalhadores continuam unidos na justa defesa dos seus direitos!
Por isso, na próxima segunda-feira, dia 22 de Novembro, concentrar-se-ão mais uma vez em frente das instalações da Portugal Telecom nas Picoas entre as 7h30 e as 9h30 da manhã e depois das 18h.
Pretendem, com esta acção, chamar a atenção da Portugal Telecom, accionista da Páginas Amarelas, para a forma como estão a decorrer as negociações e a serem desrespeitados a CT e os trabalhadores neste processo, já que foi a Administração da PT, através do presidente do Conselho de Administração da Páginas Amarelas nomeado pelo PT, que viabilizou este despedimento.
A CT da Páginas Amarelas SA, 19 Novembro 2010

Anónimo disse...

A frase "o Be vai continuar a desempenhar o seu papel" (na cidade de Almada, entenda-se), soa-me muito a ameaça à população.
Assim não...

Minda disse...

Anónimo das 18:58h

Pode expressar a sua opinião. Mas sem necessidade de ofender.
Assim perde a razão.

Minda disse...

Anónimo das 11:05h

Há muitas perguntas que devemos fazer, de facto.
São muitas as situações intrigantes, por falta de explicações adequadas.
Mas não há necessidade de utilizar adjectivos dessa índole.

Minda disse...

Anónimo das 11:06h

Acha que tem jeito essa sua conversa?

Minda disse...

Anónimo das 11:13h

Mais transparência é preciso. Eu sou de opinião de que os dirigentes e os autarcas em cargos executivos (e não apenas os presidentes) deveriam ser obrigados a tornar pública a sua declaração de IRS.

Minda disse...

Anónimo das 11:14h

Cidadãos exigentes dificilmente serão enganados. Mas para isso é preciso estar atento.

Minda disse...

Farto de palhaços:

Todas as perguntas são pertinentes.
Mas custa-me a crer que o BE vá responder.
Revoltam-se com as criticas de que são alvo mas em nada contribuem para o seu cabal esclarecimento. Muito pelo contrário.

Minda disse...

Anónimo das 12:53h

O pior cego é aquele que não quer ver. E está tudo dito. Mais palavras para quê?

Minda disse...

Pedro Silva:

A nível autárquico Almada está, de facto, muito mal.
O antigo partido do LF era a UDP, agora apenas associação política, de cuja Direcção faz parte. A “aliança” da UDP com o PCP foi uma realidade há uns bons anos atrás e deixou marcas… ao ponto de, agora, terem levado para o BE a tolerância com os “camaradas” e lhes desculparem muitas atitudes.
Escusado seria referir-se nesses termos à HO. A sua postura como vereadora tem desiludido muitos almadenses mas nem todas as palavras são justificáveis.

Minda disse...

Paulo Miguel:

Compreendo a sua indignação.
Muitas das posições assumidas pelos eleitos do BE, em particular na CMA, são incompatíveis com a oposição firme que prometeram aos eleitores durante a campanha autárquica. E as poucas explicações que vão sendo conhecidas não satisfazem.
Quanto aos motivos pelos quais a HO não foi substituída eu própria fiquei a conhecê-los hoje mesmo através de um comentário mais adiante. Daqueles imprevistos que, infelizmente, bem gostaríamos que não acontecesse: a morte do pai do vereador substituto.

Minda disse...

Carlos (comentário das 17:57h):

Louvo sempre aqueles que têm coragem de se identificar mesmo que não concorde com o que dizem.
Sou uma grande crítica daqueles que se escondem atrás do anonimato para escrever o que nunca teriam a ousadia de dizer com a sua verdadeira identidade.

Minda disse...

Belzebu:

Também me apetece dizer: “tirem-me deste filme”.

Minda disse...

Carlos (comentário das 19:13h)

A conversa não me é dirigida directamente. Mas como sou referida no teu comentário, não posso deixar de te dirigir algumas palavras.
É engraçado falares de falta de solidariedade quanto à forma como a minha renúncia ocorreu. Já sei (pelas conversas trocadas no Facebook) qual é a tua teoria sobre o assunto e não vale a pena repeti-la aqui de novo pois não pretendo alimentar discussões inúteis…
Voltando à solidariedade e, já agora, à camaradagem. Como classificas as atitudes da HO que muitas vezes aprovou documentos na CMA sem pedir a opinião de ninguém no BE (assumindo-o por escrito – se quiseres envio-te as respectivas mensagens), condicionando, depois, a votação na AMA? Ou, noutros casos, escondendo mesmo que aprovara certas propostas e levando a que, nomeadamente sobre os subsídios concedidos à CTA, a bancada do BE fizesse uma triste figura na AMA? É isto solidariedade? É isto camaradagem?
Ou tens dois pesos e duas medidas para julgar o mesmo acto consoante a pessoa que o pratica?

Quanto à ausência do vereador do BE na última reunião de Câmara lamento que só por esta via tenha ficado a saber da lamentável ocorrência: o falecimento do pai do Sarmento. Afinal, se comunicaram o facto aos aderentes (como presumo o devem ter feito), a mim não me chegou informação nenhuma. Ao fim e ao cabo talvez esta seja mais uma prova de que a comunicação no BE tem muitas e graves falhas, mesmo a nível interno.

Minda disse...

Fernando Miguel:

Concordo inteiramente consigo no que se refere aos tiques da antiga intolerância da dita “esquerda tradicional”.
O BE prometeu muito e, afinal, pelo menos a nível autárquico, está a desiludir em dose dupla.

A política, cada vez mais, é um campo onde para se conseguir ter um bom desempenho é preciso ter alguns conhecimentos mínimos sobre a área de intervenção (autárquica no caso em apreço). Não temos de ser especialistas em tudo. Mas devem os políticos, a bem da qualidade da nossa Democracia, rodear-se de uma equipa que os saibam aconselhar de forma adequada.

E concordo que a há qualidades que, para lá da política e da técnica, são essenciais: empenho, honestidade, capacidade de liderança e de trabalhar em equipa.

No que se refere à HO. O problema das Páginas Amarelas é uma luta que ninguém duvida do empenho com que ela abraçou a causa. E todos nós somos solidários com aqueles trabalhadores que irão ser alvo do despedimento colectivo. Mais uma razão para ela, conhecedora do que foram as retaliações sofridas no último ano por alguns dos seus colegas (verdadeiras situações de mobbing), tivesse um pouco mais de consideração pelo que os trabalhadores da autarquia onde é vereadora estão a passar e pudesse também ser solidária com as vítimas de assédio moral na CMA e nos SMAS.

Minda disse...

Anónimo das 22:47h

Pois é. Se for para continuarem a fazer mais do mesmo…

Antunes Vidal disse...

Interessante este Carlos Guedes vir falar na suposta falta de solidariedade e ausência de camaradagem da Ermelinda quando eles atá à data esconderam dos aderentes a situação que esteve por detrás do seu afastamento mas, principalmente, ele que também pertence à UDP deverá saber explicar-nos, então, que acto solidário e de companheirismo subscreveram a Helena Oliveira, o Luís Fazenda, o Carreiras e a Mariana Aiveca quando, em Junho do corrente, assinaram o despedimento de uma camarada sua, funcionária da UDP e militante do BE de Almada, sabendo que ela vivia sozinha e tinha dois filhos menores a seu cargo.

E ao Flash informo-o de que, não tenha pena da Helena Oliveira. Se foi eleita para a CT das Páginas Amarelas, não faz mais do que a sua obrigação.
E sendo uma das que vai ser despedidas (só me lembro do velho ditado: "quem com ferro mata, com ferro morre"), tomara muitos: tem, a receber, no mínimo, face aos anos de casa que tem, e mesmo a 1,2 meses/ano mais de 60.000 euros de indemnização. Vai receber subsídio de desemprego o BE arranja-lhe um emprego logo de seguida (isto se a Mª Emília, que a trata por "filha" não resolver primeiro o assunto).
Agora a pessoa cujo despedimento ela assinou não teve direito a indemnização, tem um subsídio de desemprego muitíssimo inferior ao que ela terá e, desaparecida a solidariedade da UDP (o patrão que a despediu e que manda no BE de Almada, no distrito e não sei se até a nível nacional), não teve o apoio do BE para lhe arranjar outro emprego.

Pensem ambos nisto.

Carlos disse...

Antunes Vidal, nem tudo o que diz respeito à UDP diz respeito ao BE. Como será do seu conhecimento no BE é reconhecido o direito de constituir facções e elas existem. O que acontece em cada uma delas não é, por isso, do conhecimento geral de todos os aderentes. No que diz respeito ao caso em questão posso dizer-lhe que sou amigo da pessoa em causa, acompanhei a situação desde o início e fiz o que tinha a fazer. Essa minha camarada poderá dizer-lhe se se queixa de falta de solidariedade da minha parte. E, segundo sei, teve direito ao pagamento de tudo aquilo a que tem direito um trabalhador quando um posto de trabalho é extinto. Independentemente de tudo isso, continuamos a trabalhar em conjunto como fazíamos até à altura do seu despedimento.
Já acho fantástica a ideia peregrina de que é a UDP que manda no BE em Almada. Revela, dentro do conhecimento que demonstra ter, algum desconhecimento. Mais fantástica é a ideia de que o BE deve «arranjar» emprego. Eu estou desempregado há mais de dois anos e nunca me passou pela cabeça que estando no BE me seria mais fácil arranjar emprego.
Quanto ao que diz da Helena Oliveira, revela a mesquinhez tradicional de muitos dos comentários que por aqui se lêem. Achar que alguém merece perder o emprego já é mau. Insinuar que a situação é mitigada pela indemnização a que tem direito revela apenas que nunca lhe aconteceu passar por tal situação.
Estou na política há mais de 20 anos e nunca desejei aos meus adversários aquilo que não desejo para mim. Mas isto é uma questão de feitios ou personalidade. Mas cada um terá a sua!

Anónimo disse...

este palhaçinho armado em intelectual, não conhece a mafia da imilia. vá trabalhar para as obras seu calinas

Carlos disse...

«Palhaçinho» escreve-se com c e não com ç... Já «Imilia» é, na verdade, Emília. Se quer ofender, pelo menos faça-o como deve ser. E não se esconda na cobardia do anonimato!

Anónimo disse...

só quem não os conhece. para o PCP a UDP eram considerados esquerdistas e pagos pela CIA. agora este luis filipe que na altura os camaradas do pcP chamam-no bufo. esse carlos qualquer coisa, foi funcionário do pc, quem é este artola, que vem atacar a Ermelinda o o José Eduardo, digam-me, quem é este bufo.Quanto a Helena Oliveira filha da imilia já mostrou a mascara. está á espera de ir comer á maozinha da imilia. bufona. O único que tem tido dignidade é o Prof. Fernando Pena, se continuar assim vai levar o meu voto. è um voto transferido do bloco para o CDS.não venham os comunas com demagogias de esquerda e direita seus bufos

Belzebu disse...

Ao Carlos Guedes,
Com que então solidário.
Vou passar a chamar-lhe Guedes “o Solidário”.
Então e a solidariedade para com o pessoal da Charneca-Sobreda que o fez eleger à Comissão Coordenadora do Bloco de Esquerda em Almada?
Foi a sua adesão à UDP que o fez esquecer-se deles, e passar para o lado dominante (Luís Filipe, Helena Oliveira)?
Ou será que “o Solidário” foi enviado pelo PCP para estar dentro do BE/UDP de Almada e assim melhor “controlar” a aliança do BE/UDP com a CDU/PCP em Almada?

Anónimo disse...

D. Ermelinda, face à sua opinião, que é verdadeiramente uma "não opinião", uma pergunta simples: já decidiu abandonar o BE de uma vez por todas? Ou mantém-se no BE como "militante de base"?

Anónimo disse...

Ah, e já agora, será que a Eremlinda Toscano não foi, antes do BE, militante por mais de 20 anos da ... UDP? Isto sou eu a perguntar, é claro ... depois de ter sido ela a aqui o afirmar, também é claro!

Minda disse...

Caro Antunes Vidal,

Tive conhecimento da situação que relata já depois de ter ocorrido.
Fiquei chocada. Falei com a pessoa em causa e sei como tudo se processou.
É tudo muito triste… mas nem sequer vale a pena comentar, pois dá para perceber que também sabe do que se trata.
Uma grande falta de solidariedade e de camaradagem, de facto. Uma actuação com “dois pesos e duas medidas”… tipo: faz o que digo e não o que faço!
Quanto à HE é um pouco cruel na análise que faz. Mas compreendo quando afirma que se ela pertence à CT, lutar contra o despedimento colectivo é uma sua obrigação.
Perder o emprego é sempre mau. Considero que devemos ser solidários com todos aqueles que ficam nesta terrível situação.
Todavia, percebo onde quer chegar: há desempregados e desempregados. Mal mesmo estão, por exemplo, aqueles cujas empresas vão à falência, não recebem indemnização e até com ordenados em atraso ficam.

Minda disse...

Anónimo das 15:25h

Embora essa seja uma questão com a qual nada tem a ver, porque também não preciso de esconder o assunto de ninguém, e apesar de V.ª Ex.ª achar que diga eu o que disser a minha palavra é uma “não opinião” (?): mantenho-me como aderente do BE porque entrei em divergência com os líderes da estrutura local de Almada (por discordar da estratégia adoptada) e não por ter deixado de acreditar nas bases programáticas do BE.

Minda disse...

Anónimo das 15:35h,

Fui militante da UDP sim.
Quando o BE foi criado achei que não fazia sentido continuar naquela estrutura.
E qual é o problema, afinal?

Antunes Vidal disse...

Caríssimo Carlos Guedes,

Se você anda na política há mais de 20 anos, eu ando há muitos mais (o dobro, precisamente).
Por isso, percebo muito bem o percurso que tem feito depois de ter sido expulso do PCP (como nos fez questão de informar). Quem sabe se foi mesmo por contestação (como diz) ou se não terá antes sido por não conseguir aquele lugarzito que tanto almejava? Lembra-se? É que quando você chegou já eu cá estava há muito tempo e sei muito mais do que você pode imaginar…
Integrar uma lista alternativa à coordenadora do BE em Almada, a qual fazia uma crítica feroz ao “status quo” instalado e que vocês até apelidavam de muito pouco democrático, e ser eleito enquanto “o diabo esfrega um olho” (um perfeito desconhecido que aparece assim do nada é, digamos, excepcional!) foi o primeiro passo.
A seguir, temos o segundo passo: passar para o outro lado. Isto é, verificado de que lado estava o “poder” (ao fim e ao cabo dos que já lá estavam e tudo dominavam) depressa esqueceu os camaradas da sua lista (para quem enche a boca com a palavra solidariedade e camaradagem, não deixa de ser um acto louvável) e juntou-se àqueles que antes tanto criticava.
Depois, o terceiro passo foi inscrever-se na UDP. Quem pensa que engana? Em Almada, por mais que você o tente contradizer, a estrutura local está dominada por gente dessa agora associação política: HO, LF, PO, EJ, CE (que saiu em boa hora). O HP e a TS (do PSR) estão apenas para compor o ramalhete e satisfazer os “acordos de bastidores” quando à integração de quotas das ditas facções, para calar alguma oposição interna e parecerem muito democráticos, mas que acabam por ser duas “cartas fora do baralho” e nenhuma influência têm naquilo que se passa em Almada. Assim como, supostamente, estaria você e o HF (que também já saiu) a representar a facção dos auto-apelidados “livres-pensadores” mas com ligações evidentes ao movimento Ruptura. Apenas bloquistas, ficavam a ET e o MB (que renunciaram) e o VH (que se não saiu está para sair).
Quanto à HO meu caro, não afirmei que ficava satisfeito com a situação de desemprego. E ao contrário do que julga sei muito bem o que é esse flagelo… ficar desempregado, sem indemnização, e receber um subsídio equivalente ao ordenado mínimo e com família para sustentar. Disse apenas, e mantenho, que depois de ter contribuído para colocar uma camarada no desemprego (onde esteve a solidariedade? E a camaradagem?) e deixá-la em situação económica bastante difícil, está agora ela a provar do mesmo remédio (daí a expressão “quem com ferro mata, com ferro morre”) mas, atenção, ambas as situações são muito diferentes: é que a HO irá trazer um excelente “pé-de-meia” (ao contrário da AL), terá um subsídio de desemprego muito superior ao da camarada que despediu, e quando falei no “arranjar emprego” é evidente que o BE não tem essa obrigação mas você sabe tão bem como eu como para certas pessoas é muito fácil mover influências e sempre aparecerá qualquer coisinha. A si ainda não o ajudaram? Não queria mais nada… ainda terá que mostrar muito mais fidelização “ao dono”.
Por isso, vá "dar banho ao cão" que a mim não me engana você.

Anónimo disse...

Há qualquer coisa no representante do BE em Almada que me deixa perplexo.
Diz ele a certo passo, que durante 2 (dois) anos foi funcionário do PCP e que não se arrepende nada.
Logo a seguir diz que não admite ser chamado de social-fascista (se calhar é porque não considera as práticas do PCP social-fascistas), presume-se que quando estava de corpo inteiro no PCP, porque no BE não era.
Então o caro deve estar equivocado, se para a UDP o PCP era e é um partido social-fascista, o que é que anda a fazer na UDP e no BE?
Há aqui qualquer coisa que não bate certo, e não quero acreditar em infiltrados, porque isso é coisa de filmes e o PCP não faz essas coisas.
Almadense de gema

Belzebu disse...

Meu caro Guedes “o Solidário”

Parece que o tiro saiu pela culatra, quer a si quer ao BE/UDP de Almada.
Pensavam que vir aqui falar mal da Minda era fácil e barato, afinal está a ter como resultado desmascarar dois em um: você e o BE/UDP de Almada.
O pior é que ao nível da direcção distrital de Setúbal as coisas não serão diferentes, o que me levanta problemas quer nas eleições autárquicas quer nas eleições legislativas, já que eu voto em Almada, e apesar de contar pouco, o meu voto também conta.
E pelo que tenho lido nos comentários deste blog e ouvido por aí, há mais gente com o mesmo problema.
É o resultado da liquidação do BE em Almada, que esta Comissão Coordenadora, da qual você faz parte está a perpetuar.
Como cantava o Variações: quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga.
Tinha grandes esperanças no Bloco de Esquerda 1999, e o BE/UDP de Almada fez-me perdê-las.

Carlos disse...

Antunes Vidal, apanhou-me! De facto eu saí do PCP por não ter conseguido tacho. E o que agora me move é isso mesmo. Por incrível que pareça, apesar de tanta ganância da minha parte, em vez de ir para os partidos do centro escolhi o BE. Acho que é por aqui que me vou safar.
Podia perder tempo a explicar-lhe em que partes da história as suas fontes não lhe contaram tudo, mas vou-lhe deixar esse gosto só para si. Vá, informe-se bem, mas mesmo bem, acerca do meu percurso e depois volte. Não lhe garanto é que ainda esteja para o aturar. Provavelmente estarei a dar banho ao cão. E você devia fazer o mesmo às suas barbas. Até um dia.

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