
«Boa noite senhor Presidente, Senhores deputados,
Senhora Presidente, Senhores vereadores,
Senhores munícipes.
Eu, enfim, senhor Presidente, sobre estas questões que aqui foram colocadas pela munícipe Ermelinda Toscano, podia estar a falar vinte e quatro horas. Não é?
E, de facto, desgosta-me muito que hoje se fale tão levianamente daquilo que não se conhece.
Este senhor Jorge Abreu… só para dar aqui, rapidamente, uma ideia aos senhores deputados…
Através de um contacto do responsável máximo do Centro de Emprego em Almada, junto do nosso chefe de divisão de recursos humanos, falou-nos num senhor que estava ali no desemprego e que não podia continuar, que era engenheiro mecânico, que era uma pessoa que parecia capaz.
E como nós até estávamos a construir estações de tratamento de águas residuais, era capaz de ser uma pessoa com interesse, e nós já tínhamos entre nós entendido que, mais tarde ou mais cedo, tínhamos que admitir uma pessoa daquela área, então o senhor veio para os SMAS.
Aquele senhor andou, andou ao nosso colo, ao nosso colo! É uma coisa impressionante, isto é uma lição de vida para mim, é uma lição de vida para mim…
Entretanto, nós em determinado momento entendemos que o técnico, não era ele, agora ele, em primeiro lugar, devia estar agradecido aos SMAS que lhe deram a oportunidade de conhecer o local de trabalho para onde íamos abrir um concurso e, naturalmente que à partida tinha algumas vantagens em relação a outros concorrentes e, por isso, ficou em primeiro lugar, por isso ficou em primeiro lugar.
Abrimos o concurso e quando chega à altura da tomada de posse, depois de o concurso estar concluído, o senhor não quis tomar posse! O que é que eu faço? Peço ao gabinete jurídico que me esclareça: o que eu faço numa decisão deste tipo? E o que o gabinete jurídico dos SMAS me diz é que, sendo assim, o senhor não quer tomar posse, não podemos fazer mais do que isto, ele recusa-se, então dá-se posse ao segundo classificado. Foi o que foi feito. Foi o que foi feito. [
Veja AQUI a versão correcta dos acontecimentos: a notícia sobre o processo em Tribunal que o trabalhador ganhou até à última instância e a sentença que mandou os SMAS reintegrá-lo]
Ah, e este senhor. E cuidado, penso que ele está a entrar em questões pessoais, eu penso que é ele, eu cá apurarei, este senhor está a fazer coisas, e muita gente.
O site da munícipe Ermelinda Toscano passou a dar guarida a todos os cobardes anónimos. Eu quero dizer aos senhores deputados que eu já fui acusado naquele site por um anónimo que já fiz quatro curas alcoólicas. Senhores deputados, eu nunca tive problemas de álcool, nem outros. Mas se os tivesse, se os tivesse, tinha que enfrentar e havia de me ter curado.
Esta senhora, isto está a criar problemas no seio de famílias, da minha família! Muitos problemas com o meu filho, de eu ter que andar a travá-lo para ele não avançar para outras coisas, para não perder a cabeça. Portanto, era bom que esta senhora não viesse acusar as pessoas com esta leviandade com que o faz, com que o fez hoje aqui.
E com a leviandade que muita gente aproveitando o seu site fala das pessoas não dando o nome, não dando o nome.
A outra questão da ETAR. Eu neste momento sinto que há um ataque permanente a estas áreas das estações de tratamento, e uma coisa que me faz muita confusão, é por que é que as estações de tratamento de Almada, nas últimas três semanas, apareceram duas vezes em programas de ambiente?
Ah, porquê? É porque estão mal geridas? É porque estão mal construídas? E é também importante dizer que não se pode falar de cor e daquilo que não se sabe. É que, quando se faz uma recepção provisória, os técnicos têm que dizer que está em condições de fazer a recepção provisória.
E, por exemplo, a estação da Mutela, se calhar isto doeu a muita gente, a determinada altura, e o senhor Jorge Abreu também tem responsabilidades nisto que estava lá, a determinada altura as bombas estavam, permanentemente, a avariar. E nós não recepcionamos. Nós só recepcionámos quando as coisas estiveram em condições.
E posso-vos dizer que as bombas que elevam os esgotos para o tratamento, aquilo era uma coisa que parava a quase todo o momento e a gente insistiu que fossem construídas bombas nos Estados Unidos da América e hoje estão lá, estão lá bombas (até está uma a mais do que dizia o contrato), estão lá bombas que até comem pedras senhores deputados.
Isto é que deve doer a muita gente. Porque… e o rigor, e o rigor com que aquela estação de tratamento e as outras são geridas, isto faz, isto faz comichão a muita gente… que é estar a gastar muito dinheiro. Almada podia estar na SIMARSUL, não está. Podia estar.
Só mais um segundo senhor presidente.
E é isto que incomoda muita gente. Tenho que dizer, senhores deputados. Exemplos para o país. As pessoas que operam nestas ETAR, em Almada, eram gente que andava a limpar colectores, a quem foi dada formação profissional e que hoje são eles que lá estão se lá formos agora, estão lá eles a tomar conta de uma grande fábrica.
Muito obrigada.»