terça-feira, 4 de janeiro de 2011

À Teresa David

Poesia Vadia, Maio de 2010 (Café Le Bistro, Almada)
Acabei de saber que partiste, amiga
E o meu coração chorou...
Fiquei sem palavras! Sinto apenas um vazio.
Recordo o teu sorriso,
A força das tuas palavras.
E na minha lembrança ficam
os muitos momentos que partilhamos
a poesia que nos unia.

Poesia P'ra Comer, Outubro de 2009 (Sala Pablo Neruda, Fórum Romeu Correia)

Poetas Almadenses.

Eu vou assinar, e você?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Obrigada Sandra Ramos!

A página da “Plataforma de Cidadania do Concelho de Almada” no Facebook foi desactivada.

Não por nossa iniciativa mas por acção de uma campanha difamatória liderada por Sandra Ramos, que aceitou a amizade proposta, em 18 de Dezembro último, e desde então inundou o nosso espaço com mais de uma centena de comentários, quase todos de cariz ofensivo e desenquadrados do assunto exposto, com acusações infundadas e delirantes (que nem sequer merecem quaisquer comentários). Em cada notícia que publicávamos (reportando para um artigo deste blogue), lá estava a Sandra a comentar inúmeras vezes, pois intervinha sempre em resposta ao moderador ou aos amigos que manifestavam a sua opinião.

Apesar de eu raramente intervir naquele espaço, Sandra Ramos passou a considerar que a moderadora da página era eu, chegando mesmo a acusar-me de ter mais de vinte falsos perfis para manter diálogos virtuais.

São suas as palavras a seguir transcritas:

«Cuidado. Esta plataforma é uma armadilha!!!! De cidadãos e cidadania nada. É só uma pessoa má e mesquinha que organiza tudo para fazer guerrilha ressabiada contra a Presidente da CMA Maria Emília. (…) Vá-se tratar fosga-se!!! Pois vá falar com as suas amigas se as tiver… ou serão só as que habitam na sua cabeça???? Demência.» (29-12-2010, às 21:03h)

«Não aceitem convites desta “plataforma de cidadania”. É apenas uma página gerida por uma pessoa má e mal formada que se faz passar por várias pessoas, que quer ser muita coisa mas não é coisa nenhuma. Existe apenas se lhe dermos atenção. (…) É um “grupo” encabeçado pela sô D. Ermelinda Toscano, uma ressabiada, subsídio dependente da CMA, em conflito com o seu partido político e que está a utilizar o Facebook para enxovalhar e achincalhar. A sua arma é nossa resposta. Responde não, obrigado.» (30-12-2010, às 15:36h).

E terminou com esta última mensagem, repetida até à exaustão:
«Reportar abuso. É do lado dt.º em baixo. Escolhe falso perfil ou então pessoa ou organização disfarçada de outrem.»

Todos os comentários de Sandra Ramos (dezenas e dezenas deles, a maioria repetidos a esmo) estão gravados no nosso e-mail pois, felizmente, a equipa do Facebook envia uma notificação ao autor do perfil de cada vez que alguém publica algo no nosso mural. E, com base nessa informação, estamos a construir uma “história aos quadradinhos” que brevemente vos iremos apresentar para completar o esclarecimento de hoje.

Todavia, se "eles" pensavam que era desta forma que nos iam desarmar, bem podem ficar desiludidos pois já criámos outra página da Plataforma no Facebook. Só que desta feita escolhemos a opção “criar uma página oficial” destinada a divulgar uma “marca, produto ou organização” tendo eu ficado como a sua representante.

E aos poucos vamos recuperar todas as ligações que tínhamos. Somos pessoas habituadas à luta e, por isso mesmo, não desistimos. Aliás, atitudes destas até nos fortalecem porque demonstram que, afinal, estamos no caminho certo e, por isso mesmo, incomodamos demais.

Obrigada Sandra Ramos por nos ter tornado mais fortes.

sábado, 1 de janeiro de 2011

O que foi!... como será?




E já chegámos a 2011!

Hoje é o primeiro dia do ano de 2011. Está frio lá fora. Depois dos festejos (que na hora de publicação deste artigo ainda continuam) e do sono reparador, nada como um pequeno almoço simples, mas com um toque especial, para nos aquecer a alma: uma chávena de café com leite bem quentinho e uma torrada em pão caseiro... mel, doce de tomate ou geleia para barrar.
Sirvam-se à vontade...

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Um próspero ano de 2011!

Cá nos encontraremos em 2011.

Prestar contas!

Não podíamos terminar o ano de 2010 sem prestar contas do que fizemos neste último mês. Refiro-me, como é óbvio, à actividade da “Plataforma de Cidadania do Concelho de Almada” que, ao que tudo indica, tem vindo a incomodar bastante gente, não só pelo dinamismo da sua acção mas, em particular, pela frontalidade com que temos abordado vários assuntos relativos à gestão autárquica mas que, até ao momento, andavam arredados do debate político.

Embora até à data tenhamos dado ênfase aos assuntos relativos à política de recursos humanos (porque a defesa dos direitos dos trabalhadores em geral e do município em especial é uma das nossas prioridades), muitos são os temas em debate: desde a aquisição de bens e serviços (sobretudo por ajuste directo), à atribuição de subsídios, passando pela organização interna dos serviços municipais até ao funcionamento dos órgãos autárquicos, sem esquecer os actos administrativos concretos e o comportamento de alguns dirigentes que indiciam a prática de crimes de corrupção.

Temos vindo a desmascarar uma série de mitos sobre a exemplar gestão autárquica da CDU na Câmara Municipal de Almada, colocando a nu não só a negligência de alguns dos seus autarcas como a incompetência de uns quantos dirigentes da sua confiança política. Em consequência, os ataques de índole difamatória e injuriosa começaram a aparecer (na sua maioria anónimos), tentando descredibilizar-nos e tendo como objectivo principal levar-nos a desistir de continuar a nossa acção.

Estão, todavia, muito enganados. Em três meses de existência já desenvolvemos muito trabalho e pretendemos continuar em 2011 tendo até previstas novas iniciativas (veja o resumo no Observatório Autárquico n.º 14).

Finalmente, o prometido balanço n.º 3, referente ao mês de Dezembro.

Editámos seis números do nosso boletim informativo, o Observatório Autárquico:
N.º 9 – reunião da CM (3-12-2010);
N.º 10 – reunião da CM (15-12-2010);
N.º 11 – reunião da AM (16-12-2010);
N.º 12 – reunião da AM (17-12-2010);
N.º 13 – reunião da AM (20-12-2010);
N.º 14 – reunião da CM (29-12-2010).

Reunimos com vários trabalhadores da CM e SMAS de Almada, assim como com alguns comerciantes do eixo central de Almada.

Estivemos presentes em quatro audiências parlamentares na Assembleia da República com o PS, CDS, BE e PEV, a quem entregámos um dossier sobre a política de gestão de recursos humanos na CMA, com documentação diversa.

Mantivemos actualizados diariamente o blogue INFINITO’S e a página da Plataforma no Facebook.

Continuámos a investigação e o estudo sobre as irregularidades cometidas ao nível da gestão de pessoal;

Demos uma entrevista ao semanário Sol, que foi publicada no dia 17 de Dezembro de 2010.

Entregámos ao Ministério Público várias denúncias, não anónimas e devidamente fundamentadas com provas documentais e indicação de testemunhas, sobre fortes indícios de corrupção referentes a dirigentes dos SMAS de Almada, sendo que uma delas já está em fase de investigação pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal.

Fizemos uma intervenção na Assembleia Municipal realizada no dia 17 de Dezembro, sobre um vergonhoso caso de mobbing nos SMAS de Almada e que já aqui temos noticiado amiúde.
Balanços mensais anteriores:
Resta-nos desejar a todos um Próspero Ano Novo.
E cá nos encontraremos em 2011.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

CMA: uma lição sobre poupanças autárquicas.

Poupar é caminhar às escuras, escrever sem papel!

«Como toda a gente sabe, o mundo em geral atravessa uma das maiores crises económicas desde sempre.

Toda a gente sabe que são necessárias medidas de contenção face à crise em que vivemos.

O que nem toda a gente sabe é o extremo a que estamos a chegar na CMA.

Nos serviços técnicos, apesar de ainda funcionarem os dois elevadores, temos outro tipo de problemas.

Se de Verão não funciona o arrefecimento, de Inverno o aquecimento só se for à lareira que não existe. Da última vez que se tentou ligar, o cheiro a queimado era tal que imediatamente teve de se desligar.

Os trabalhadores ainda pensaram em efectuar uma fogueira para se aquecerem mas nem isso pode ser feito porque NÃO HÁ PAPEL! (apenas papel higiénico mas só por enquanto!).

É mesmo real. A escassez de material já chegou ao papel. Já não bastava não haver corrector, réguas, minas para lapiseiras, borrachas, etc. agora já não há papel, ou o que há tem de ser racionado, tais são as dificuldades em aceder ao bem tão necessário.

Mas não ficamos por aqui.

Em relação à electricidade, também temos grandes poupanças: foram desligadas/retiradas algumas das luzes de presença nas escadas. Pensamos que esta medida teve em linha de conta que neste edifício os trabalhadores saem todos antes das 17:00horas (depois desta hora já é de noite e em certos pisos é manifesta a falta de luz nas escadas), ou então, caso fiquem após esta hora, devem utilizar os elevadores de modo a poupar as pernas.

Deixando as ironias de parte, o SINTAP não concorda com estas medidas e não nos parece que sejam estas as maiores fontes de problemas em relação ao controlo da despesa, quando, por exemplo, se efectuam reestruturações na estrutura orgânica da CMA que nos levantam muitas dúvidas em relação ao provável aumento de despesa fixa.

Também a CMA possui gastos supérfluos em diversas áreas que devem ser combatidos, muitos dos quais já foram comunicados pelo SINTAP em reuniões havidas com o Sr. Vereador José Gonçalves, mas não nos parece que seja necessário ir ao ridículo de andar a cortar nas lâmpadas de presença e no papel essencial para o trabalho do dia-a-dia.»

J.M. – Boletim Informativo “A nossa Realidade”, Dezembro de 2010 (SINTAP – Almada)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Uma zona que sendo-o não o é...

As cargas e descargas até podem ser compreensíveis. Agora o veículo da polícia estacionado em frente à esplanada do café, já é demais. Tal como o carro da Câmara Municipal... Se nem as autoridades (policial e autárquica) respeitam a suposta "zona pedonal", que moral terão para exigir o cumprimento a terceiros?
E se considerarmos que esta área é, ainda, corredor de circulação para transportes públicos (metropolitano e autocarros), é por demais evidente que de "pedonal" esta zona pouco ou nada tem.

As imagens foram captadas nos dias 27 e 28 de Dezembro de 2010. Mas é assim todos os dias... O plano de mobilidade da CMA está a mostrar-se um falhanço completo, em particular na sua aplicação ao centro da cidade. Foi idealizado no gabinete, mas a prática quotidiana tem mostrado que está desajustado à realidade. Se até a própria autarquia o não respeita... Só não se percebe por que razão não foi ainda revisto.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Adivinha do dia!

Este discurso é parte da intervenção que um deputado da Assembleia Municipal de Almada fez sobre as Opções do Plano e Orçamento da Câmara Municipal de Almada para 2011, na reunião de 2.ª feira dia 20 de Dezembro.
O desafio que vos propomos é que tentem imaginar a que bancada pertence o orador em causa.


(...) «Em Almada, município do lado certo do Tejo, a crise também é real, também ela tem rostos, também ela lança todos os dias homens e mulheres para o desemprego, para a incerteza, para um desespero que também a nós diz respeito.

O número de desempregados em Almada ascendia, de acordo com o IEFP, a 9256 em Outubro passado. Um crescimento de 14,5% face a Outubro de 2009, e mais 55,1% do que em Outubro de 2008. Estes números não reflectem a dura realidade do sub-emprego e do trabalho precário que, por responsabilidade directa dos governos PS, coadjuvados de forma cobarde pelo PSD, afectam de forma cada vez mais intensa os almadenses e os portugueses em geral (são mais de 550 mil desempregados!).

Por este motivo, um orçamento que não abandona os mais pobres, os que necessitam de apoio e que, simultaneamente investe em Almada e nos almadenses, é um orçamento válido e que deve ser aprovado. (…)

Por outro lado, o documento que aqui nos é apresentado evidencia um conjunto muito significativo de aspectos positivos, que devem ser sublinhados dada a sua relevância:

- Mesmo num cenário de contracção orçamental que atinge os 10,03%, este orçamento assume o compromisso de aumentar em 39,9% o apoio aos que apoiam os tecidos sociais mais frágeis e os almadenses em geral. Passa-se de 3,2 milhões de euros, para 4,48 milhões. Se considerarmos as transferências de capital, a evolução mantém-se positiva em 9,06% (com perto de 6 milhões de euros de apoio). (…)

- Mesmo num cenário de crescente precariedade dos trabalhadores (também na Função Pública), o documento em análise assume o compromisso de reduzir esta realidade na estrutura camarária, assistindo-se a uma contracção das despesas com pessoal precário em mais de 32,6% face ao ano passado, o que representa uma manifesta vitória da esquerda em Almada.

- Mesmo num cenário de austeridade forçada e de profunda descredibilização das finanças públicas nacionais, em que os funcionários públicos são diabolizados e considerados como parte do problema e não como parte da solução, a Câmara Municipal de Almada assume o ónus de provar que é possível conciliar a sustentabilidade financeira com a segurança laboral e o desenvolvimento sustentado e sustentável.

- Mesmo num cenário marcado por um Orçamento de Estado, que corta de forma totalmente discricionária e irresponsável o investimento público nas áreas sociais, as Opções do Plano e o Orçamento municipais para 2011 assumem o compromisso de manter praticamente inalteradas as verbas destinadas às funções sociais (com uma quebra de 0,23% face ao orçamento de 2010, menos de 57 mil euros). (…)

- Este é um Orçamento suportado pelos almadenses que, de forma directa garantem perto de 60% das receitas correntes, mas também elaborado para os almadenses e com os almadenses. A participação dos cidadãos na vida municipal e nas decisões que lhes dizem respeito, em 2011, assistirá a um patamar qualitativo muito relevante, que abre boas perspectivas para novas formas de participação no futuro próximo.

Este é um Orçamento que oferece garantias reais aos almadenses e que aposta no futuro (por exemplo, na eficiência e na certificação energética) sem hipotecar o presente.

É um orçamento que uma esquerda moderna tem necessariamente de apoiar, sobretudo num contexto em que o Estado procura esvaziar o Estado de responsabilidades, em que o Estado procura esvaziar a capacidade de actuação do poder local, em que o Estado procura esvaziar os cidadãos dos seus mais elementares direitos e garantias. (…)»

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Boas Festas!

Igreja de N.ª Sr.ª do Bom Sucesso, Rua Cândido dos Reis


Vou de férias até ao Algarve, passar o Natal com a família.
Votos sinceros de BOAS FESTAS e...
Façam um favor a vós mesmos: sejam felizes!
Até breve.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Filhos e enteados!


A propósito da dúvida surgida, há dias atrás, a quando de uma discussão sobre a situação do Eng.º Jorge Abreu (e do indeferimento do seu pedido de dispensa de estágio pelo actual vereador dos Recursos Humanos da CMA e Presidente do Conselho de Administração dos SMAS de Almada), sobre qual seria, afinal, a prática corrente nesta autarquia, resolvi fazer uma pesquisa nos Diários da República (fonte oficial, portanto espero que não venham dizer que são informações falsas) e descobri que, pelo menos há uns anos atrás, era este um acto corrente.
Além dos exemplos da imagem que ilustra este artigo (Ana Cristina dos Santos Furtado, Carla Matias Ladeira do Patrocínio e Maria João da Costa Candeias Baptista Tomé) descobri mais uns quantos técnicos superiores a quem foi concedida a dispensa de estágio:

Cláudia Sofia Mousinho Raimundo Trindade
DR, III série, n.º 263/2001, de 13 de Novembro – página 24.173.

Délia Maria Silva Vicente
DR, III série, n.º 287/2001, de 13 de Dezembro – 26.589.

José Manuel Alves Figueira
DR, III série, n.º 51/2002, de 1 de Março – 4.527.

E outros a quem foi dispensada a apresentação de relatório de estágio:

Domingos Manuel da Silva Rasteiro e José Augusto Marques Rodrigues
DR, III série, n.º 51/2002, de 1 de Março – 4.527.

Encontrei mais quatro nomes, mas estes exemplos já chegam para demonstrar o que pretendo: que a política de recursos humanos da CDU na CMA até a este nível (das dispensas de estágio e da entrega dos relatórios) é injusta e trata de forma diferenciada os trabalhadores: uns são filhos e outros enteados.
O que será que, afinal, distingue estes trabalhadores do Eng.º Jorge Abreu no que se refere à possibilidade que tiveram de beneficiar da dispensa de estágio? Alguém quer adivinhar?

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Tenham cuidado, muito cuidado!

«Boa noite senhor Presidente, Senhores deputados,
Senhora Presidente, Senhores vereadores,
Senhores munícipes.

Eu, enfim, senhor Presidente, sobre estas questões que aqui foram colocadas pela munícipe Ermelinda Toscano, podia estar a falar vinte e quatro horas. Não é?

E, de facto, desgosta-me muito que hoje se fale tão levianamente daquilo que não se conhece.

Este senhor Jorge Abreu… só para dar aqui, rapidamente, uma ideia aos senhores deputados…

Através de um contacto do responsável máximo do Centro de Emprego em Almada, junto do nosso chefe de divisão de recursos humanos, falou-nos num senhor que estava ali no desemprego e que não podia continuar, que era engenheiro mecânico, que era uma pessoa que parecia capaz.

E como nós até estávamos a construir estações de tratamento de águas residuais, era capaz de ser uma pessoa com interesse, e nós já tínhamos entre nós entendido que, mais tarde ou mais cedo, tínhamos que admitir uma pessoa daquela área, então o senhor veio para os SMAS.

Aquele senhor andou, andou ao nosso colo, ao nosso colo! É uma coisa impressionante, isto é uma lição de vida para mim, é uma lição de vida para mim…

Entretanto, nós em determinado momento entendemos que o técnico, não era ele, agora ele, em primeiro lugar, devia estar agradecido aos SMAS que lhe deram a oportunidade de conhecer o local de trabalho para onde íamos abrir um concurso e, naturalmente que à partida tinha algumas vantagens em relação a outros concorrentes e, por isso, ficou em primeiro lugar, por isso ficou em primeiro lugar.

Abrimos o concurso e quando chega à altura da tomada de posse, depois de o concurso estar concluído, o senhor não quis tomar posse! O que é que eu faço? Peço ao gabinete jurídico que me esclareça: o que eu faço numa decisão deste tipo? E o que o gabinete jurídico dos SMAS me diz é que, sendo assim, o senhor não quer tomar posse, não podemos fazer mais do que isto, ele recusa-se, então dá-se posse ao segundo classificado. Foi o que foi feito. Foi o que foi feito. [Veja AQUI a versão correcta dos acontecimentos: a notícia sobre o processo em Tribunal que o trabalhador ganhou até à última instância e a sentença que mandou os SMAS reintegrá-lo]

Ah, e este senhor. E cuidado, penso que ele está a entrar em questões pessoais, eu penso que é ele, eu cá apurarei, este senhor está a fazer coisas, e muita gente.

O site da munícipe Ermelinda Toscano passou a dar guarida a todos os cobardes anónimos. Eu quero dizer aos senhores deputados que eu já fui acusado naquele site por um anónimo que já fiz quatro curas alcoólicas. Senhores deputados, eu nunca tive problemas de álcool, nem outros. Mas se os tivesse, se os tivesse, tinha que enfrentar e havia de me ter curado.

Esta senhora, isto está a criar problemas no seio de famílias, da minha família! Muitos problemas com o meu filho, de eu ter que andar a travá-lo para ele não avançar para outras coisas, para não perder a cabeça. Portanto, era bom que esta senhora não viesse acusar as pessoas com esta leviandade com que o faz, com que o fez hoje aqui.

E com a leviandade que muita gente aproveitando o seu site fala das pessoas não dando o nome, não dando o nome.

A outra questão da ETAR. Eu neste momento sinto que há um ataque permanente a estas áreas das estações de tratamento, e uma coisa que me faz muita confusão, é por que é que as estações de tratamento de Almada, nas últimas três semanas, apareceram duas vezes em programas de ambiente?

Ah, porquê? É porque estão mal geridas? É porque estão mal construídas? E é também importante dizer que não se pode falar de cor e daquilo que não se sabe. É que, quando se faz uma recepção provisória, os técnicos têm que dizer que está em condições de fazer a recepção provisória.

E, por exemplo, a estação da Mutela, se calhar isto doeu a muita gente, a determinada altura, e o senhor Jorge Abreu também tem responsabilidades nisto que estava lá, a determinada altura as bombas estavam, permanentemente, a avariar. E nós não recepcionamos. Nós só recepcionámos quando as coisas estiveram em condições.

E posso-vos dizer que as bombas que elevam os esgotos para o tratamento, aquilo era uma coisa que parava a quase todo o momento e a gente insistiu que fossem construídas bombas nos Estados Unidos da América e hoje estão lá, estão lá bombas (até está uma a mais do que dizia o contrato), estão lá bombas que até comem pedras senhores deputados.

Isto é que deve doer a muita gente. Porque… e o rigor, e o rigor com que aquela estação de tratamento e as outras são geridas, isto faz, isto faz comichão a muita gente… que é estar a gastar muito dinheiro. Almada podia estar na SIMARSUL, não está. Podia estar.

Só mais um segundo senhor presidente.

E é isto que incomoda muita gente. Tenho que dizer, senhores deputados. Exemplos para o país. As pessoas que operam nestas ETAR, em Almada, eram gente que andava a limpar colectores, a quem foi dada formação profissional e que hoje são eles que lá estão se lá formos agora, estão lá eles a tomar conta de uma grande fábrica.

Muito obrigada.»
Ouça o Ficheiro AUDIO (para verificar a verdade da transcrição acima).
==========
E se tiver curiosidade pode consultar AQUI as notícias e os documentos sobre as vergonhosas práticas da gestão CDU nos SMAS de Almada. Desde tráfico de influências, a favorecimentos diversos, até ao despedimento ilícito, passando por concursos viciados e nomeações ilegais, com muita incompetência à mistura, há de tudo um pouco. Importante de refrir será a coincidência, ou talvez não!, de que quase tudo aconteceu na época em que o orador de hoje era Presidente do Conselho de Administração.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ai ai, ai ai!!

«(...) Agora quando se transforma estas coisas em política baixa, oportunismo político, demagogia, aí é que as coisas se complicam.

Eu tenho sido alvo, tenho sido alvo… não vou aos blogues, não leio determinados pasquins, não leio porque quero trabalhar para o povo deste concelho, porque não quero perder o equilíbrio e não quero ser perturbada e prejudicar com isso a população para a qual trabalho cuja missão assumi de braços abertos e continuo a assumir.

Porque já até a minha opção religiosa foi posta no blogue.

Uma vergonha!

Um carro que está na minha rua… eu sou uma mulher presidente de câmara, todos os eleitos a tempo inteiro têm, porque têm, naturalmente por direito, uma viatura para se movimentarem.

Eu prescindo do motorista ao fim de semana e ando com o carro da Câmara ao fim de semana para me deslocar se necessário. Eu não uso os bens da Câmara, nunca usei coisa nenhuma. Venham primeiro a demonstrar se isso alguma vez aconteceu.

Mas a vergonha vai a esse ponto de tirar uma fotografia de um carro e por no blogue dizendo que a presidente usa o erário público, que está a beneficiar daquilo que não lhe pertence. Isto é uma vergonha.

Há pessoas que são más ou que estão doentes. Se são doentes, tratem-se. Se são más, não há nada a fazer. É preciso é desmascará-las.

Eu sou autarca há trinta e um anos. Nunca usei a minha família em campanha eleitoral nenhuma. E também não admito, que usem a minha família sejam para que fins forem. E fica aqui muito claro, muito claro!, não toquem naquilo que é mais precioso, numa mãe!, não toquem! Porque ai ai, ai ai! Eu falo… Eu deixo de falar por mim. Ai ai, ai ai!

Mas no dia em que eu deixar de falar por mim, deixo de ser presidente da Câmara. Deixo de ser presidente da Câmara – não contem já, não contem já – mas quero deixar aqui perante esta assembleia, de uma forma muito veemente, muito firme, com enorme indignação, aquilo que se anda a fazer.

Aquilo que algumas pessoas más, más!, pessoas de mau íntimo, mal formadas, que não fazem outra coisa na vida se não andar atrás das canelas de cada um que trabalha. É muito, é muito indigno! É muito indigno!

E eu tenho que deixar, de uma forma muito veemente, explicitado nesta assembleia, o que acabo aqui de dizer. É fundamental que o faça. Porque eu não sou cobarde e, também, não tenho nada a recear de dizer o que estou a dizer. Porque quem assim fala tem costas direitas e não tem rabos de palha. Porque se os tivesse não falava assim.

Portanto, respeito é uma coisa muito importante. Política com respeito. Ética na política é uma questão fundamental.

Há trinta e um anos que sou autarca e haja a primeira pessoa que possa dizer que esta mulher, que a Maria Emília de Sousa, algum dia beneficiou fosse do que fosse deste município.

De alma e coração por Almada. Missão absoluta. Missão absoluta! Missão absoluta. Porque os valores, os valores políticos que, no dia a dia, procuro por na prática, princípios e valores, são os mesmos, são os mesmos que me fizeram chegar à política, são os mesmos que me fizeram chegar à política.

E não digo mais. Muito obrigada pela vossa atenção. E desculpem, enfim, o calor da intervenção. Obrigada.»

Excerto do discurso da Presidente da Câmara Municipal de Almada, Maria Emília de Sousa, na Assembleia Municipal de 17-12-2010, a propósito da minha intervenção.
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