
Em Novembro passado solicitei à Exm.ª Senhora Presidente da Câmara Municipal de Almada que me informasse qual era a data da próxima reunião pública do executivo dado que a 1.ª quarta-feira do mês de Dezembro iria coincidir com o feriado nacional do dia 1.
Como podem verificar, foi-me respondido pelo senhor Osvaldo Azinheira que a mesma seria efectuada no dia 15 de Dezembro.

Todavia, qual não é o meu espanto ao receber ontem uma mensagem do Bloco de Esquerda onde sou informada de que, afinal, a reunião de dia 1 irá acontecer hoje, dia 3, e não no dia 15 como me haviam informado.
Alguém me saberá esclarecer quais os motivos para este "lapso"? Terá sido deliberado? Trocar as datas para evitar que alguém da Plataforma de Cidadania fosse assistir à aprovação das Opções do Plano e Orçamento da CMA para 2011 com o voto favorável do Bloco de Esquerda? Impedir que o Observatório Autárquico saisse na data da reunião, como tem feito desde a sua criação?
Terão os esclarecidos anónimos do costume, como donos da verdade, resposta para estas minhas legítimas interrogações? Dignar-se-ão responder?
«««««««««««
Nota adicional (publicada às 8:55h)
Sendo certo que a reunião pública de dia 1 passou para dia 15 de Dezembro, não é menos verdade que até há bem pouco tempo atrás o portal da CMA ainda não dispunha de informação sobre as alterações de data e muito menos a indicação de que haveria uma reunião extraordinária.
Fazendo fé na informação que me fora prestada, ao receber o e-mail do BE, lido pouco antes da meia-noite de ontem, e que não refere tratar-se de uma reunião extraordinária do executivo, presumi que seria a habitual reunião das 1.ªs quartas-feiras do mês, facto que a proximidade de datas tornava expectável.
Não fui confirmar a informação no sítio Web da CMA. E deveria ter ido. Por isso escrevo esta nota adicional ao texto publicado inicialmente, depois de terem sido apensos a este artigo alguns comentários a esclarecer o assunto.
Ao contrário do que querem fazer crer, não tenho qualquer problema em admitir erros ou precipitações. Ninguém está livre de os cometer. Não considero essa uma situação desprestigiante. Muito pelo contrário.
Para mim, vergonhoso será, por exemplo, uma autarquia cometer ilegalidades, ser confrontada com esses actos em tribunal e, condenada a proceder de determinada forma, mesmo assim, porque não quer admitir as falhas cometidas, prefere desrespeitar as ordens judiciais. Sabem de quem estou falando? Precisam de exemplos concretos?
===
Seria muito mais fácil apagar este artigo e esquecer o assunto, como certas pessoas costumam fazer nos seus espaços online. Mas eu assumo todos os meus actos e, por isso, aqui ficam os registos respectivos sem uma única emenda.