Como este blogue está a ser seguido por pessoas interessadas pelo que se passa na Câmara de Almada (CMA), nomeadamente no que diz respeito à gestão de pessoal, peço-lhe que publique este texto.
Em anexo envio link para a banda sonora (Jorge Palma – Vermelho Redundante). Espero que possa incluir.
Vamos por partes:
A CMA é gerida há décadas pelo PCP.
Desde sempre que existe uma especial preferência por simpatizantes e/ou militantes deste partido no que diz respeito ao recrutamento de pessoal e, sobretudo, para lugares de chefia, INDEPENDENTEMENTE DA SUA COMPETÊNCIA.
Ora isto não é prática exclusiva da CMA. Acontece por todo o país (e arredores… permita-me a “gracinha”).
Não estou a falar de lugares de confiança política. Esses, logicamente, são ocupados por pessoas de confiança. Pena que alguns sejam de uma incompetência confrangedora.
Quem vive em Almada e quem trabalha na CMA (e não só), sabe que existem pressupostos para vencer concursos de admissão para a CMA, para subir na carreira ou mesmo ser integrado numa carreira ajustada às suas habilitações académicas e profissionais.
Pressuposto 1: Ser amigo ou familiar da Sra. Presidente, ou dos Srs. Vereadores “executivos”, como se chamam agora.
Pressuposto 2: Nunca, mas nunca mesmo, contrariar a Sra. Presidente. A Sra. Presidente lida muito mal com questionamentos.
Pressuposto 3: Ser lambe botas e/ou bufo.
Toda a gente sabe disto. Mesmo os filiados no partido. Mesmo os sindicalistas do STAL. De tal forma que alguns abandonaram a sua actividades sindical.
Exemplos disto são aquilo a que a Sra. Presidente chama reuniões gerais de trabalhadores.
Quando chamados a pronunciarem-se os trabalhadores ou se calam, ou se passam dos limites, são calados.
É que existem vários graus de partidários (mesmo a nível nacional, como sabemos).
Há funcionários da CMA (alguns já foram chefias de 1.º nível) que estão encostados à prateleira só porque se permitiram discordar desta ou daquela política ou projecto.
Aliás, algumas chefias tentaram, sem sucesso, que a actual gestão de recursos humanos fosse alterada. Alguns, mais insistentes, acabaram por encostar às boxes.
Como se prova isto?
É complicado. As pessoas têm rendas para pagar. Adquiriram estatutos que lhe permitem ter uma vida social e económica agradável e não querem, como é óbvio, prescindir dela.
Não apontar nomes porque as pessoas têm, apesar de tudo, o direito à privacidade.
A propósito disto quero dizer que, do meu ponto de vista, é absolutamente ridículo expor a sexualidade de pessoas (sabemos do que falo) para argumentar sobre políticas.
É ridículo baixar o nível de uma discussão séria, sobre assuntos sérios, com argumentações vazias de conteúdo que vão desde desmentidos sobre matérias que são objectivamente reconhecidas por todos.
A CMA é uma espécie de monarquia. A Sra. Presidente é a rainha e os vereadores existem para objectivar os seus desejos.
Os funcionários são a séquito que deve obedecer cegamente às suas ordens.
Os munícipes são o seu povo.
O que é triste é que as boas políticas (que também as há) acabam por se esvaziar nas más porque estas são, do meu ponto de vista, manifestamente em maior número.
O que a Sra. Presidente não admite é que alguns dos seus “amigos”, uns por incompetência, outros porque encontraram situações mais interessantes saíram e já a deixaram mal vista.
Exemplos?
Olhem bem para alguns eventos organizados pela Cultura da CMA.
Olhem as verbas exageradas na contratação de músicos e equipamentos de som para os festejos mais emblemáticos da cidade.
Olhem para a falta de planeamento e de promoção de eventos como o Almada Fashion ou a Semana da Mobilidade, entre outros.
Olhem a utilização e programação de museus, nomeadamente o Museu Naval.
E as esculturas urbanas?
Os autores são quase sempre os mesmos!?
Olhem os critérios de apoios às colectividades e associações.
E os espaços verdes?
Esta cidade está projectada em betão.
E espaços para os miúdos brincarem, sem ser dentro de parques infantis sem piada?
Jogam à bola ao pé de esplanadas, perto da estrada, etc.
E onde estão os parques de estacionamento e os valores de utilização?
Por tudo isto e muito mais é urgente repensar, reflectir, se é esta cidade que se pretende para quem por cá anda.
É interessante projectar o futuro com as cidades da água, nascentes e poentes.
Mas o presente é agora.
E eu, os meus amigos, muitos outros e até os meus filhos gostariam de gostar de viver aqui agora.
Os meus cumprimentos
Ant»





