terça-feira, 13 de março de 2012

"Poesia Vadia" na escola...

Amanhã, a partir das 10h e até às 13h, a convite da professora Elisabete Gomes, os Poetas Almadenses vão estar na Escola do Miradouro de Alfazina (Monte de Caparica) para realização de duas sessões de "Poesia Vadia"...
Estão já confirmadas as presenças de:

Estranha atração...


Estranha atração a destes falsificadores de habilitações pela Câmara Municipal de Almada... Mas com a (in)competência dos técnicos do setor de pessoal da autarquia também não é nada difícil enganar o júri dos concursos e os serviços de apoio técnico.
Veja-se, por exemplo, o caso ainda ontem aqui relatado...

segunda-feira, 12 de março de 2012

Sem quaisquer irregularidades?!?


Dando continuidade ao assunto que, na semana passada, começámos a desenvolver, cabe-nos hoje aqui deixar mais um capítulo da série «É verdade ou mentira?».
Trata-se do episódio n.º 2 do folhetim acerca da «incompetência subserviente dos deputados municipais em Almada», um conjunto de crónicas que demonstram como é possível a "inércia complacente" e/ou a "subserviência conivente" do PS, PSD e BE deixarem um órgão autárquico deliberativo refém das mentiras que os seus membros subscrevem por temerem afrontar quem está no poder executivo.
Dito por outras palavras, como dezenas de deputados municipais de vários quadrantes políticos, da esquerda à direita (PS, PSD e BE, fica de fora apenas o CDS-PP que tem conseguido distanciar-se destes jogos de interesses), se deixam enganar alegremente pela CDU e transformam a assembleia municipal (órgão do município a quem, compete, nos termos da lei, fiscalizar a atuação do executivo) numa simples “correia de transmissão” da câmara municipal onde apesar de a oposição ter maioria age como se a não tivesse facilitando, à vez (umas vezes é o PS outras o PSD, quase sempre o BE), as tomadas de posições da CDU.
Uma imagem muito triste do que é o funcionamento dos órgãos autárquicos no município de Almada e que em nada dignifica essas instituições e só descredibiliza a função política de autarca. O que é lamentável.

Voltando, então, à questão do concurso para dirigente de 3.º grau que foi o tema de sexta-feira passada, pois parece que há, ainda, algumas dúvidas sobre a matéria…
Mas antes de continuar não podemos deixar de notar que, afinal, o senhor deputado municipal da CDU José Gabriel Guiomar Joaquim não é, como nos haviam afirmado, advogado. Será licenciado em Direito mas não mais. Estará, assim, “desculpado” quanto aos deveres deontológicos e éticos da profissão de causídico que não é a sua… e pode, sem rebates de consciência, sobrepor a “moral partidária” substituindo-a ao primado da lei pois obedece a outros princípios que não os do Direito… Apesar de tudo, continua a ser a ele que dedicamos estas notícias (apesar de dirigidas a todos os membros da Comissão eventual que terminou o seu lastimável trabalho em 24 de fevereiro passado) devido à sua área de formação.

Como o texto é longo (veja AQUI a versão completa), apresentamos agora apenas o resumo (conclusões):

O regulamento dos SMAS é ilegal por ter uma norma inconstitucional.
O concurso não é válido pois assenta em pressupostos ilícitos.
Existem sérias dúvidas sobre a legalidade da constituição do júri pois não cumpre dois dos três requisitos a que a lei obriga.
O júri atuou de forma discriminatória.
Há candidatos admitidos por aplicação de disposições normativas que serviram, também, para excluir outros.
As notas das entrevistas foram artificialmente empoladas.
Há candidatos que dizem ser aquilo que não são.
O conhecimento das disposições legais aplicáveis é bastante deficiente, quer por parte dos membros do júri quer dos serviços de apoio, o que é bastante estranho atendendo a que um membro do júri é licenciado em Direito (o vereador José Gonçalves) e outro é licenciado em “Gestão de Recursos Humanos” (Júlio Espalha, chefe da divisão de pessoal da CMA).


Face ao exposto, como é possível os deputados da Comissão eventual da Assembleia Municipal terem concluído que não foram detetadas quaisquer irregularidades neste processo?
Será que analisaram mesmo os documentos de prova existentes? Ou limitaram-se a assinar “de cruz” o que a CDU disse que estava certo?
É desta forma que os deputados municipais cumprem o seu dever (obrigação legal) de fiscalizar os atos do executivo? Que confiança podem os cidadãos ter em autarcas desta índole?


sábado, 10 de março de 2012

"À descoberta de... Miguel Torga"

Palestra por Fernando Barão


A vida e obra de Miguel Torga. Segundo encontro literário promovido pela SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, inserido na série "À descoberta de...".

Loja Doces da Mimi, Rua da Liberdade, n.º 20A, em Almada.
Hoje, sábado, dia 10 de março, pelas 16h

sexta-feira, 9 de março de 2012

"As mulheres na poesia portuguesa"

Hoje, sexta-feira. Conferência e recital por Alexandre Castanheira, com a presença de Rosa Dias. No Auditório da Junta de Freguesia do Laranjeiro (concelho de Almada), pelas 21:30h.

1.ª crónica da incompetência subserviente dos deputados municipais em Almada


Tal como prometido, vamos dar início a um conjunto de artigos, identificados pela fotografia acima, o título «É verdade ou mentira?» e o subtítulo: «Crónicas da incompetência subserviente dos deputados municipais em Almada».
Esta série de textos pretende mostrar ao público em geral as mentiras que constam do Relatório sobre o caso do trabalhador vítima de mobbing nos SMAS de Almada, cujas conclusões, transformadas em proposta de resolução, foram aprovadas na reunião da Assembleia Municipal de Almada realizada no passado dia 24 de fevereiro.
O objetivo da Plataforma de Cidadania do Concelho de Almada é demonstrar que, à excepção do CDS-PP (que votou contra em plenário e na comissão, tendo apresentado declaração de voto, anexa ao relatório, e assim o explicou na assembleia municipal, como se pode verificar pela transcrição que fizemos) todos os restantes partidos da (não) oposição – PS, PSD e BE – limitaram-se a, de forma subserviente e incompetente, seguir as instruções da CDU... aprovando o que esta força política quis.
Dedicamos as palavras de hoje (e as que a seguir virão) aos deputados municipais que integraram esta comissão eventual, mas é em particular ao senhor deputado José Gabriel Guiomar Joaquim (CDU), advogado (e que, portanto, deveria obedecer a uma ética e deontologia que não ser conivente com a prática de atos ilícitos, não fossem as "obrigações" partidários terem-se sobreposto à dignidade profissional) que nos dirigimos por, supostamente, perceber melhor do que os outros (por dever de ofício) da matéria jurídica aqui versada.
Começamos pela questão mais simples e vamos guardar as mais polémicas para o final, pois exigem maior reflexão e cuidado na sua apresentação. Assim, vamos começar pela afirmação:

«6.4 Questão do concurso para lugar de dirigente dos SMAS. Na posse e análise ao procedimento concursal a Comissão não detectou irregularidades» (página 13 do relatório)

Foi este concurso aberto nos termos do disposto no n.º 1 do artigo 6.º do regulamento de organização dos SMAS. E logo aqui temos, digamos assim, o primeiro "lapso": esta norma é inconstitucional pois viola o princípio da garantia de igualdade ao limitar o acesso aos lugares apenas aos trabalhadores do serviço, conforme assim o considera o gabinete jurídico da ATAM no parecer cuja cópia entregámos à Assembleia Municipal no dia 16 de junho de 2011.
De seguida, há que referir que o concurso foi aberto por Aviso publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 51, de 14 de Março. E em 8 de Abril de 2011, realizou-se a segunda reunião do júri para proceder «à verificação dos requisitos das candidaturas apresentadas».
Além da ilicitude da exclusão de alguns candidatos, com base no disposto numa norma inconstitucional, verificamos que entre os candidatos admitidos está o engenheiro Jorge Abreu, supostamente por satisfazer os requisitos do n.º 1 do artigo 6.º…
Acontece porém que, naquela data, Jorge Abreu acabara de realizar o seu estágio (que terminara em 23-03-2011) mas não fora avaliado não podendo, portanto, considerar-se abrangido por aquela norma pois o seu vínculo com os SMAS era, ainda, precário e só se transformaria em definitivo após homologação da nota de estágio, o que só veio a ocorrer em 9 de agosto de 2011.
Convém, contudo, não esquecer que, na sequência da inconstitucionalidade da norma atrás referida, o concurso não é válido pois baseia-se num regulamento que é ilegal.

É caso para perguntar:
O que andaram os senhores deputados municipais a fazer (a quando da discussão e aprovação do regulamento de organização dos SMAS e, agora, na comissão eventual) que não deram por nenhuma destas ilegalidades? Andaram distraídos, não têm competência para analisar este tipo de situações (nem quem lhes dê o apoio adequado) ou isto é o reflexo de algo mais? (talvez seja o cúmulo das três hipóteses...)

Como vêm, a saga não terminou (longe disso!), como o senhor João Geraldes, deputado municipal da CDU e chefe de gabinete da senhora Presidente da Câmara Municipal, vaticinou.
E vêm aí muitos mais tristes episódios sobre o lamentável comportamento dos deputados municipais do PS, PSD e BE que preferiram estar ao lado da CDU em vez de cumprir com o seu dever de fiscalizar o executivo (neste caso os SMAS) e descobrir a verdade.
Optaram, antes, por "inércia complacente" ou "subserviência conivente", transformar um órgão autárquico refém das mentiras que subscreveram.
Que confiança podem ter, a partir de agora, os munícipes nestes autarcas? É legítimo pensar que, doravante, irão proceder da mesma forma... Ou se já não terão procedido assim em casos anteriores... Isto é, há interesses particulares e/ou partidários que se sobrepõem à prossecução dos interesses da população e já ninguém o esconde. Que pouca vergonha! Que oposição é esta, afinal?

quarta-feira, 7 de março de 2012

Onde pára a ECALMA?

Casos como este, neste local, são o "pão nosso de cada dia", embora este seja o mais descarado de todos... Nestas alturas, onde pára a ECALMA? 

terça-feira, 6 de março de 2012

Aqui não falta nem uma palavra!


Começando pela dúvida sobre as competências da própria Comissão:
«Ao definir o contexto da sua intervenção, a Comissão teve presente que não compete à Assembleia Municipal proceder à análise de questões laborais, que têm necessariamente a sua apreciação e resolução junto das instâncias judiciais e disciplinares e não do órgão deliberativo.» (CDU)
À declaração sobre qual foi o real objetivo da Comissão (pelos vistos era mais importante arranjar consensos do que apurar a verdade):
«Ao longo de dezenas de horas foram procurados consensos indispensáveis para que o relatório pudesse ser aprovado em comissão. Houve empenho na procura de soluções e cedência de todas as forças políticas nela representadas. Considero que reúne as condições para ser votado e aprovado, agora, em plenário.» (PS)
Passando pela crítica que desmascara a forma como decorreram os trabalhos (de forma ligeira, sem aprofundar as questões):
«Lamentamos que uma Comissão que não quis chegar ao fundo da questão, tenha ficado por conclusões inócuas e repletas de eufemismos, de que desarticulação funcional é um belíssimo exemplo.» (CDS)
Sem esquecer o conselho que mais não é do que a confirmação da existência daquilo que é negado no relatório:
«Nós queremos aconselhar que seja atribuído, brevemente, ao engenheiro Jorge Abreu, trabalho que possa vir a proporcionar, quer aos SMAS quer ao trabalhador, uma desejável realização profissional.» (PSD)
A intervenção mais convincente foi, de facto, a do Bloco de Esquerda, como a seguir se pode confirmar:
  ... … … … … … .... … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … …
Melhor mesmo só a benevolência do senhor vereador José Gonçalves:
«Bom. E queria também dizer que, naturalmente, percebo que alguns senhores deputados tenham opinião própria sobre esta questão, quer dizer, que não resulta apenas da ponderação que foi feita em sede de comissão.»
Ou o encarecido pedido da senhora Presidente da Câmara:
«As atas desta Assembleia Municipal têm sido sempre extremamente rigorosas. Contudo, quero pedir ao senhor Presidente da Assembleia Municipal que nem uma só palavra falte na ata desta reunião.»

Veja aqui o que se passou na Assembleia Municipal de Almada do passado dia 24 de fevereiro, no ponto da ordem do dia sobre a questão do trabalhador dos SMAS vítima de mobbing:
O branqueamento da informação, as contradições entre o voto a favor (deliberativo) e o palco para desabafos inconsequentes, o elenco das questões que ficaram por dizer, a demagogia do discurso oficial à líder ofendida… há de tudo um pouco.

segunda-feira, 5 de março de 2012

sábado, 3 de março de 2012

Que quer a CDU afinal?


Criaram a Plataforma 235. Organizam manifestações.
Andam em campanhas inflamadas, em particular aqui no concelho de Almada, colocando faixas negras contra a extinção nas juntas de freguesia cujos executivos lideram.
Dizem-se uns acérrimos defensores da democracia local que está ameaçada por este "golpe constitucional" que é a reforma proposta pelo Governo.
Em várias Assembleias Municipais e de Freguesia os seus autarcas aprovaram as moções que o BE apresentou a favor dos referendos locais nesta matéria da delimitação das freguesias.
No entanto, na Assembleia da República, PCP e Verdes votaram ontem (sexta-feira) contra a proposta do BE de se realizarem referendos locais e a possibilidade de termos, de facto e de forma efetiva (vinculativa) as populações a participarem no destino da sua terra (manutenção, agregação, fusão, extinção, criação... seja lá o que for, que se queira fazer aos limites geográficos da sua comunidade).
Afinal, o que quer a CDU? Quer por uma "elite" (eles... ou seja, o Partido) a decidir sem a participação dos interessados? Porque temem o resultado da efectivação da verdadeira democracia local?
Parece que passar da teoria à prática é um passo que a CDU não consegue dar... Porquê? Que tipo de democracia local defendem, então? Era bom que se explicassem…

sexta-feira, 2 de março de 2012

Câmara de Almada com 42,4 milhões de euros de passivo


Veja AQUI a versão integral

Para um município que diz ser o primeiro em tudo, a 31.ª posição de Almada no ranking dos municípios com maior passivo em 2010 (numa lista com 308) não é lá muito abonatório: 42,4 milhões de euros, que representam um crescimento de 16,3% em relação ao ano anterior.

No que toca a manipulação dos munícipes e propaganda partidária, através de meios institucionais, há exemplos em todos os quadrantes políticos. Neste campo, a isenção de quem está no poder, seja em período eleitoral (mas não só) é muito reduzida pois há sempre a tendência de, sabendo-se qual é a força política no executivo, ao louvar o mérito das ações efetuadas esquecer, deliberadamente, o contributo dos outros e dar a entender que tudo é "obra" do partido maioritário.
Maus exemplos há em todo o lado, infelizmente. Do PS ao PSD e no PCP. E esta última força política, em Almada (mas também no Seixal, por exemplo) é perita em, através da propaganda partidária, mascarada de “publicidade institucional”, deturpar a realidade e apresentar cenários de um concelho que só existe no mundo virtual onde tudo é maravilhoso e se omitem, deliberadamente, os muitos problemas (e graves) que o concelho tem.
Passam uma imagem de excelência, mas estão muito longe de a atingir, como facilmente chegamos a essa conclusão... basta que se estude com atenção os vários indicadores financeiros disponíveis.

Por exemplo:
Faz sentido uma autarquia vangloriar-se que transita com um saldo positivo de vários milhões, mais de uma dezena, mas ter um passivo de 42,4 milhões de euros?
Correio da Manhã, de 29-02-2012

quinta-feira, 1 de março de 2012

A honorabilidade dos autarcas, dirigentes e funcionários da CM de Almada

(Jornal Correio da Manhã, 29-2-2012)

É certo que não se deve generalizar, mas são cada vez mais os casos que vão sendo descobertos... Tenho a certeza que, mais uma vez, a CMA não vai responder a quem perguntar quem são estas pessoas...dirá que o processo está "em segredo de justiça", como alegou para negar o acesso a informação curial à análise do caso do engenheiro Jorge Abreu, avaliado na última sessão da Assembleia Municipal, mostrando cópia do mandado de busca e apreensão, nada abonatório, e que visa investigar, e passo a citar: «a prática de crimes de tráfico de influências, peculato, participação e económica em negócio e fraude na obtenção de subsídios" comunitários...
Agora aparece esta notícia. Curta, mas contundente, tendo por base não denúncias anónimas mas um comunicado da própria PSP de Almada...
Mas a autarquia vai preferir manter o silêncio e, em vez de esclarecer a verdade, vai deixar cair "lama" sobre todos apenas para salvar alguns... os que têm o famoso "cartão vermelho".
E, lamentável é isto se passar perante a conivência passiva dos autarcas da oposição: PS, PSD e BE. Vergonhoso!
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