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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Que justiça é esta afinal?


A propósito do “acórdão da vergonha”, em que foi relator o juiz Neto de Sousa, escrevi na rede social Facebook que seria importante começar por referir que se trata-se de um acórdão, não de uma sentença.
Logo, trata-se da posição de um coletivo de juízes o que torna a situação bem mais grave, mas poucos são os comentadores que referem essa situação, incluindo a própria comunicação social que se tem limitado a atacar o juiz (de forma merecida, diga-se!) esquecendo que outros houve que também subscreveram aquela mesma opinião.
Que justiça é esta afinal? É a questão que se coloca em primeiro lugar!
Questão que se torna ainda mais pertinente quando lemos o comunicado do Conselho Superior da Magistratura, e ficamos a saber que os juízes em funções nos tribunais superiores não se encontram sujeitos a inspeções classificativas ordinárias".
Está tudo dito!
Na minha opinião de leiga (não jurista) e simples cidadã, isto significa que os juízes são uma espécie de "deus na terra" acima da própria lei e da Constituição?
Mau, muito mau para a nossa Justiça e quiçá mesmo para o regime democrático! (julgo eu na simplicidade da minha ignorância nestas matérias).
E mais convencida fico de que os alicerces do Estado podem estar tremidos, quando leio que o bastonário da Ordem dos Advogados considera que o juiz em causa não tem as condições mínimas para julgar casos de violência doméstica.
Mas acrescento, possivelmente nem para outras terá… dado que parece desconhecer que Portugal é um Estado laico e que tem uma Constituição que se deve cumprir.
Todavia, volto a insistir: é bom não esquecer que estamos a falar de um acórdão (logo, de uma decisão colegial de que ele foi o relator)...
E a situação fica ainda mais vergonhosa no caso da juíza que subscreveu tal relato.
Sinceramente, sinto-me envergonhada mas, sobretudo, revoltada.

Se nem na justiça podemos confiar para defesa dos nossos direitos, a quem podemos recorrer para os fazer valer?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

"Grito por Justiça"


Hoje assinala-se o Dia pelo Fim da Violência sobre as Mulheres. Não o podia deixar passar "em branco".
E a curta notícia que vos deixo, do jornal gratuito Metro, é bem elucidativa. Em poucas palavras temos os números, as acções necessárias e o protesto de alerta.
Sábado que vem, vamos todos gritar por Justiça!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Não! Não! e Não!

É preciso dizer BASTA! Basta, a todas as formas de violência... e à dita "doméstica", cujos números, em Portugal são assustadores.
O que se passa neste país, classificado como de "brandos costumes", onde cada vez mais homens matam as suas namoradas, mulheres, companheiras?

Hoje, por ocasião do "Dia Internacional para a Eliminação de Todas as Formas de Violência Contra as Mulheres" é lançada em Portugal a Campanha "Maltrato Zero" uma iniciativa que une vários países e diversas culturas, com um único objectivo: parar os maus-tratos!

Junta-te ao movimento!

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