terça-feira, 30 de agosto de 2011

Será crime urbanístico?

Restaurante no Miradouro do Jardim do Castelo, em Almada.
«Se há crimes urbanísticos que primam pela evidência, esses são certamente os que afectam a estética da cidade. (…)

De um lado colocar-se-ão os defensores de tão polémico obra e, de outro, os seus detractores. Como as questões em debate são empíricas (ou seja, pode-se discutir o maior ou menor impacto de um edifício, a maior ou menor beleza do mesmo, etc.), inevitavelmente se introduzirão na discussão aspectos subjectivos de gosto individual. (…)
No entanto, essa vontade subjectiva transformadora – muitas vezes produto de mero capricho estético individual – não deve contribuir para adulterar uma ambiência e um contexto objectivamente identificados. (…)»


Manual de Crimes Urbanísticos, de Luís F. Rodrigues

10 comentários:

Anónimo disse...

Completamente.

Um crime urbanístico que afecta não só a estética de um espaço consolidado e histórico, mas também, um crime urbanístico de apropriação de espaço público: com que legitimidade o concessionário desse restaurante, se apropriou de um espaço que é de todos? Algum estudo previu a adequação, pertinência e necessidade dessa instalação? Houve concurso de concessão suficientemente transparente e abrangente? Ou será que o favorzinho já estava previamente decidido a favor de um chico-esperto com boas conexões políticas?

Anónimo disse...

Elementos da Plataforma,

Utilizadores do blogue em geral,

Meus Caros,

Bom Dia,


Este tema não vos interessou comentar. Porque será?

Creio que era pertinente saber porque voces não comentaram, e também saber porque é que os temas não interessam também à CMA.

Será coincidência? ou vocês já estão a pensar que também não interessa!! Para o caso de serem Poder mais tarde.!?

Eu volto a colocar as mesmas perguntas infra reproduzidas:

Será que alguém me sabe explicar, as razões pela qual Almada não pertence, nem ao projecto “a minha Rua” nem ao Simplex autárquico?


O Simplex Autárquico, lançado em Julho de 2008, conta já com 125 autarquias participantes tendo começado inicialmente com 9 autarquias que entenderam envolver-se neste projecto: Águeda, Cascais, Guimarães, Lisboa, Pombal, Portalegre, Porto, Redondo e Seixal.

“A Minha Rua ®©” é um projecto desenvolvido pela Plataforma eCivitas, em conjunto com um conjunto de Autarquias piloto que permite a todos os cidadãos participar activamente na gestão da sua Rua/Freguesia/Município, comunicando problemas e propondo resoluções e melhorias directamente à Administração Local Autárquica.

Simplesmente intrigante!

Anónimo disse...

Um crime e dos grandes é a forma pomposa como este arquiteto escreve.

Há gente que já nasce com o rei na barriga.

E ainda falam da outra!

Conceição Toscano disse...

Seguramente podemos considerar uma clara descaracterização do castelo de Almada, por consequência será sempre considerado um atentado patrimonial. Não se trata de exemplo único. Embora se trate de um Largo de uma freguesia, também não me parece adequado aquele imóvel pré fabricado (café? restaurante?) que está situado no Largo da Cova da Piedade no seu jardim - não existiriam suficientes edifícios para comprar ou arrendar e efectuar obras de restauração? Deste modo o centro histórico da Cova da Piedade somente continuou o percurso do atraso da requalificação...

Anónimo disse...

Mafia total.

Anónimo disse...

Desde logo que é crime ter destruido um jardim muito bonito para fazer essa coisa horrivel e de muito mau gosto.

Churchill disse...

Eu gosto.
Do restaurante, do enquadramento, e do facto de ter requalificado um espaço, que era um antro de drogados.

Compreendo que os camaradas do bloco fiquem incomodados, mas nem todos somos apreciadores de drogas e prostituição nos jardins dos castelos nacionais.

Bye

Anónimo disse...

Eu acho que o restaurante e o aproveitamento dos bons lugares de Almada pode e deve servir para fins comerciais se trouxer mais valias para a população. No caso particular deste restaurante o problema de como este e os outros dois daquela zona dos miradouros, foram concessionados pela CMA foi uma situação digna de um filme do Al Capone. O restaurante fica lá bem. Devia ser mais afastado da muralha e não devia poder fechar o acesso. Mas realmente deixar este espaço só para observação... é pouco e limitativo. os comentários do churchill como sempre são tão coça para dentro que não fala da porcaria que esta CMA deixou o ginjal tornar. As escadas de acesso desde o Boca do Vento até ao Ginjal não são reparadas porquê? Aí já não existem drogados. Nem tudo o que a CMA faz é mau, e nem tudo é bom. O saldo, no entanto, é claramente negativo. Costa, Fonte da telha, Trafaria, Porto Brandão, Ginjal e Arealva. É preciso dizer mais sobre a porcaria que se fez durante 37 anos?

Almerinda Teixeira disse...

Por uma questão de economia de texto faço minhas tb as palavras do comentário Anónimo de 30/8/ 0h 24m.

Almerinda Teixeira

Anónimo disse...

O dono deste restaurante teve a distinta lata de, no fim do ano, dizer que não podiamos estar ali a ver Lisboa, porque os clientes dele tinham pago para usufruir da vista sobre Lisboa

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