quinta-feira, 15 de março de 2007

Trafaria

Li hoje, salvo erro no Jornal da Região, que a APL (Administração do Porto de Lisboa) quer aumentar o potencial de carga dos silos da Trafaria e instalar aí mais uns quantos desses "monstros", ocupando uma nova frente ribeirinha... que tristeza ver a minha terra natal assim ocupada por aqueles cilindros de cimento, altamente poluentes, que destruiram uma praia tão bonita. Que saudades do tempo em que eu corria pela areia branca, mergulhava nas ondas calmas do rio e me estendia ao sol, ali mesmo onde hoje é só lixo. Espero que a Câmara Municipal de Almada consiga impedir mais este ataque a esta freguesia tão esquecida pelos responsáveis políticos.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Anoitecer no rio


A falta de inspiração continua. Mas como o Tejo está aqui mesmo ao lado é fácil captar belas imagens (mesmo para quem parece não conseguir ter musa inspiradora que a alimente) como esta que aqui vos deixo hoje... colhida eram 19h.
Espero que gostem. Até amanhã.

terça-feira, 13 de março de 2007

Sem inspiração


Esta semana não tenho estado com inspiração nenhuma para escrever. Mesmo assim, não quero deixar de actualizar este espaço e resolvi recorrer a duas fotografias do (meu) Rio Tejo... espero que ao olhar para esta bela paisagem as palavras se soltem, corram livres pelo teclado do computador e se venham a aninhar num qualquer texto interessante para vos apresentar brevemente. Até lá, deixo-vos um abraço.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Trabalho de equipa

Hoje, à saída do trabalho (ali mesmo na Rua António Pedro, perto da estação do Metro, em Arroios), deparei-me com esta bela equipa de trabalho (??!!) que me fez logo lembrar a anedota que recebera na véspera. Vejam lá se não tenho razão. São ou não semelhantes?

Quanto ao significado do conteúdo de ambas as fotografias, julgo que são dispensados comentários adicionais.

domingo, 11 de março de 2007

Telhados de Cacilhas




A Primavera já chegou a Cacilhas.E faz-se anunciar pelos telhados das suas velhas casas no núcleo histórico.
Sinónimo de algum abandono do património edificado, é verdade, mas que permite imagens de uma beleza indiscutível que, todavia, passa despercebida à maioria dos traseuntes... mais preocupados em ver o chão que pisam do que em levantar a cabeça e olhar o céu não vão colocar o pé em dejectos caninos, tropeçar nos buracos do passeio ou chocar com algum carro indevidamente estacionado, quiçá ser atropelados, por terem de andar no meio da estrada.
Um bom início de semana.

sábado, 10 de março de 2007

Hábitos

O jornal e a bica matinais são o meu vício. Esteja sol, ou faça chuva, vá para o trabalho, ou esteja de férias, em Cacilhas (onde resido), ou em Lisboa, Santarém, Nazaré... em qualquer outro lugar onde os afazeres profissionais me levam.
O café da manhã e o Público são, para mim, duas coisas inseparáveis... um sem o outro não existem. É um dos meus prazeres do dia... simples, mas que me dá um gozo danado poder deles usufruir.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Adivinha

De que é que se trata?
Uma pintura? Uma fotografia?
Imagem ficcionada ou retrato da realidade?
Efeitos especiais ou desleixo evidente?
Aceitam-se sugestões. Nomeadamente sobre o local....
Aqui fica a adivinha para este fim-de-semana que se aproxima.
Divirtam-se!

quinta-feira, 8 de março de 2007

Os silêncios da fala

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, deixo-vos um poema de Maria Teresa Horta:

São tantos
os silêncios da fala

De sede
De saliva
De suor

Silêncios de silex
no corpo do silêncio

Silêncios de vento
de mar
e de torpor

De amor

Depois, há as jarras
com rosas de silêncio

Os gemidos
nas camas

As ancas
O sabor

O silêncio que posto
em cima do silêncio
usurpa do silêncio o seu magro labor.

Poema: Vozes e Olhares no Feminino, Edições Afrontamento, Porto 2001, pp. 40, 41
Imagem: Alfred Gockel

quarta-feira, 7 de março de 2007

É preciso descaramento

Habitualmente costumo sair de casa pelas 7h 20m. Os poucos lugares de estacionamento existentes na rua estão ocupados com os veículos dos residentes. Ontem, excepcionalmente, eram 8h e 30m quando fui trabalhar e deparei-me com a situação que podem ver na imagem: um pai zeloso a guardar um lugar para o carro do filho que, depois, "segue para Lisboa e só regressa já noite dentro, coitado"... dizia o idoso, orgulhoso do seu acto, a um vizinho que passava na rua.
De notar, porém, que, devido às obras do MST, o estacionamento em Cacilhas está condicionado e que naquela rua os lugares destinam-se a residentes e/ou a visitantes, como era o caso... que só estão autorizados a ficar no máximo 3h e devem pagar por isso. Apesar de os parquímetros não estarem, ainda, a funcionar... é preciso ter muito descaramento.

terça-feira, 6 de março de 2007

Assim se trata o nosso património

Ao que parece a homenagem da autarquia fica-se pela colocação da placa... e, agora, é deixar cair o edifício até à ruína final. Pergunto: é assim que se trata o nosso património? Quem são, afinal, os responsáveis? Os proprietários negligentes? Ou a autarquia indiferente?

segunda-feira, 5 de março de 2007

Lagoa das Sete Cidades

Neste fim-de-semana estive a arrumar as minhas caixas de fotografias (do tempo em que as máquinas eram analógicas) e deliciei-me a ver, nomeadamente, aquelas que eu tirara numa viagem que fiz aos Açores (Ilha de S. Miguel), em 1997. Como a inspiração anda arredada e, por isso, não sei o que escrever, deixo-vos ficar uma das mais bonitas paisagens daquela ilha ( e mais umas quantas nos álbuns aqui do lado)...

domingo, 4 de março de 2007

Até dói só de ver...

"Os portugueses não têm testículos", afirmou-o Alberto João Jardim... Será porque ele os obrigou a participarem neste concurso?

sábado, 3 de março de 2007

Sindicalismo


A propósito da mega manifestação de ontem, deu-me vontade de escrever algumas linhas sobre o papel dos sindicatos com base num exemplo concreto: a aplicação do SIADAP (sistema integrado de avaliação do desempenho na administração pública) às assembleias distritais (órgãos supramunicipais e cujo pessoal está abrangido pelo estatuto dos seus congéneres que trabalham nas autarquias locais).

Independentemente de se questionar, ou não, no todo ou em parte(s), aquele regime de classificação de serviço dos funcionários do Estado, o que vos quero aqui falar é da função dos gabinetes jurídicos dos sindicatos, e neste caso em particular do STAL, o qual, ainda ontem esteve representado, em massa (entre dirigentes, delegados, sócios e simpatizantes), a gritar palavras de ordem contra o governo e, supostamente, na defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores.

Pois é. Mas tirando a grande capacidade de mobilização (que é um facto) no que toca a organizar manifestações públicas de efeito mediático relativo (e deixem-me desabafar: há quem vá para estes “passeios reivindicativos” como se fosse para um qualquer circo carnavalesco, com máscaras a condizer e tudo, gritando slogans anódinos, repetidos de forma monocórdica até à exaustão mas depois do desabafo folgazão esquecem-se de cumprir os seus deveres e de lutar pelos seus direitos no dia-a-dia) desempenham um muito fraco papel nos bastidores do quotidiano onde se desenrola a verdadeira batalha sindical.

Ou seja, por exemplo, na análise jurídica dos projectos de diploma em que é obrigatório a sua audição prévia. Aí, longe das luzes da ribalta, nos gabinetes dos sindicatos ou dos ministérios, em reuniões de trabalho, onde se acertam pormenores, propõem-se soluções, rectificam-se erros, etc., aí, desculpem-me a sinceridade, a voz dos sindicatos é bastante ténue e apresenta falhas imperdoáveis.

Apesar de todos sabermos que, por vezes, a prepotência de uns (governantes) impede que se aceitem as sugestões de outros (sindicatos), o certo é que ficariam, com certeza, pareceres e/ou actas onde se demonstraria terem os ditos tentado quebrar a barreira do autismo governamental.

Todavia, o que acontece não sei se muitas mas pelo menos mais do que o aceitável, é que os advogados dos sindicatos estão mais preocupados em seguir orientações políticas dos dirigentes do que fazer uma verdadeira análise dos diplomas e deixam passar aberrações como a do Decreto-Regulamentar n.º 6/2006, de 20 de Junho, que padece do vício de inconstitucionalidade por omissão na medida em que criou um vazio legal, de consequências imprevisíveis para os trabalhadores, ao esquecer-se da existência de um tipo de entidades da administração local.


Mas como terá sido possível uma coisa destas? O Governo errou, é certo. Não devida. Mas o STAL teve hipóteses de estudar o projecto antecipadamente, emitiu parecer sobre o mesmo, e marcou presença na reunião governamental convocada para o efeito. Contudo, apesar de muitos trabalhadores das assembleias distritais serem sócios deste sindicato (em Lisboa éramos 100% sindicalizados, mas depois desta vergonha que a todos nos chocou cerca de 75% desistiram de sócios... para nos defenderem assim desta forma irresponsável, para que serve estar a pagar quotas?), os notáveis senhores que analisaram o diploma em causa esqueceram-se da sua existência. Esqueceram-se, vejam bem!

Francamente... não há pachorra para aturar uma coisa destas... E, agora, acabam por ser os trabalhadores que, sozinhos, estão a tentar que o governo altere a situação. Por isso pergunto: qual é, afinal, o papel dos sindicatos?

sexta-feira, 2 de março de 2007

Fotodicionário

TEMPO.
E aqui vos deixo mais algumas palavras por mim ilustradas neste fantástico jogo que é o FOTODICIONÁRIO, da autoria da Manuela do PALAVRA PUXA PALAVRA. Para verem a foto em tamanho maior e ler os comentários, basta clicar na palavra correspondente.
As imagens foram captadas em 2006 nos seguintes locais:
Abismo - Convento de Cristo (Tomar).
Estranheza - Jardim público (Torres Novas).
Física - Largo da Rua António Feio (Cacilhas).
Medo - Mata do Seminário de S. Paulo (Almada).
Música - Praia da Boca do Rio (Algarve).
Ousadia - Mata do Seminário de S. Paulo (Almada).
Peso - Estação da CP em Tunes (Algarve).
Tempo - Ribeira de Santarém.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Estou de volta

Entre o nevoeiro do primeiro dia (que nem inspiração me trouxe... do D. Sebastião nem se fala, esse ficou-se lá pelas bandas de Alcácer Quibir)...
E a chuva interminável do terceiro dia, lá apanhei uma terça-feira com um sol resplandecente que só me fazia sentir vontade de sair do gabinete e passear pelas ruas da cidade... infelizmente o trabalho era muito e esse desejo ficou-se para nova oportunidade.


Até amanhã.
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