sexta-feira, 14 de Junho de 2013

Poesia de Cabo Verde

Programa
15h00Descerramento de uma placa no edifício onde o poeta morreu, sito na Rua Mário Sacramento, nº. 66 Cova da Piedade. (frente à paragem do Metro denominada Parque da Paz - Perto da Igreja Nova).

Intervenções: Associação Caboverdeana, em nome da comissão organizadora; representante da Câmara Municipal de Almada e do representante da Embaixada, a par da possível leitura de um poema do homenageado.

16h00 Inauguração, no Fórum Municipal Romeu Correia, da Exposição sobre a Morna (género musical de Cabo Verde), no âmbito da candidatura a património imaterial da humanidade, explicada pelo Dr. Eugénio Sena, Presidente da Fundação Eugénio Tavares, a convite da Embaixada.

Alocuções: Sra. Embaixadora de Cabo Verde e Representante da Câmara Municipal de Almada, acompanhada da Leitura de uma breve introdução sobre a Morna e do poema de JB "A Morna", Interpretação de mornas por Zenaida Chantre e Mário Rui, acompanhados por Armando Tito e Zé António, ao violão e cavaquinho.

16h30Mesa Redonda sobre a vida e obra de Jorge Barbosa, coordenada pelo Dr. José Luís Hopffer Almada, com a participação do Prof. Doutor Alberto Carvalho e dos Drs. Hilarino da Luz e Joaquim Saial.


18H30 - Recital de poesia de Jorge Barbosa com a participação de Charlie Mourão, Filomena Lubrano, Luís Lobo, Manuel Estevão, Marlene Nobre e Regina Correia. Selecção de textos de José Luís Hopffer Almada, direcção artística de Manuel Estevão e a participação musical de Armando Tito, José António e Zenaida Chantre.


Co-fundador da revista Claridade
Poeta cabo-verdiano Jorge Barbosa
evocado na Cidade de Almada

O poeta cabo-verdiano Jorge Barbosa, falecido na Cova da Piedade, Almada,  no início da década de setenta e um dos fundadores da revista e do movimento literário Claridade, vai ser objecto de homenagem a 15 de Junho.
A iniciativa, com inicio marcado para as 15h00 junto ao edifício onde o poeta faleceu e no qual será descerrada uma placa evocativa do autor, inclui ainda a inauguração pelas 16h, no Fórum Municipal Romeu Correia, de uma exposição alusiva à candidatura apresentada à UNESCO por aquele país de expressão portuguesa, visando a classificação da Morna ( canção nacional de Cabo Verde) a património imaterial da humanidade, uma conferência sobre a obra do homenageado e um recital de poesia, integralmente preenchido com poemas da sua autoria.
Organizado por uma comissão constituída pela Associação Caboverdeana de Lisboa, Embaixada de Cabo Verde em Portugal e um grupo de admiradores do aludido poeta; o evento conta com o apoio da Câmara Municipal de Almada e pretende salientar a importância deste autor da lusofonia e o relevante papel que a sua obra assumiu no contexto do aparecimento da actual poesia cabo-verdiana.
Associando-se ao programa tendente a assinalar as Festas da Cidade, a aludida homenagem constitui, igualmente, uma das várias formas usadas pelo povo de Almada para evidenciar a sua vocação universalista, homenageando um autor que amava a língua de Camões e, por essa via, saudar todos os cabo-verdianos que residem no concelho ou nele trabalham.

Alguns dados bibliográfico de Jorge Barbosa
É co-fundador, com Manuel Lopes e Baltasar Lopes da Silva em 1936, da revista “Claridade”, publicação que está no centro de um movimento de emancipação cultural, social e política da sociedade cabo-verdiana. Seguindo as pegadas dos neo-realistas portugueses, os claridosos assumiram no arquipélago a causa do povo na sua luta pela afirmação de uma identidade cultural autónoma baseada na criação da "cabo-verdianidade" e na análise das preocupantes condições socioeconómicas e políticas das Ilhas, a par de revolucionarem a literatura local, marcando o início de uma fase de contemporaneidade estética e linguística.
Fazem parte da obra de Jorge Barbosa os livros “Arquipélago”, “Ambiente” e “Caderno de um Ilhéu”. A estes juntam-se os três livros inéditos durante anos, mas já publicados, “Expectativa”, “Romanceiro dos Pescadores” e “Outros Poemas”. Jorge Barbosa publicou ainda dois contos: “Cinco vidas num escritório” e “Conversa interrompida”.
Escreveu várias crónicas que saíram no boletim “Cabo Verde”, alguns artigos de opinião, cartas aos amigos, entre eles Manuel Lopes, João Lopes, Arnaldo França e outros, de grande importância pelos dados reveladores do seu percurso intelectual, e um romance deixado incompleto, “Bia Graça”.

Fernando Fitas

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