
Esta Câmara Municipal é, de facto, um primor de rigor e preocupação com a aplicação do dinheiro público.
Pena é que não tenha o mesmo cuidado com a atribuição de subsídios às colectividades geridas por camaradas do PCP. Aí até são bem benevolentes.
Veja-se o caso da Academia Almadense e comparece-se com este exemplo:
Neste caso, para atribuir pouco mais de mil euros exigem que se prove a aplicação do dinheiro no fim a que se destina e, também, o comprovativo da situação financeira regularizada (embora isso seja com as Finanças e não com a Segurança Social como, por lapso - mais um! - se indica).
À Academia, porque são os camaradas que estão à frente da direcção, atribuem só de uma vez 300.000 euros e nem se preocupam em saber onde o dinheiro foi aplicado (quando é evidente que no fim a que se destinava não o foi: a recuperação das instalações do antigo teatro). Isto em 2005... mas as transferências continuaram até ao presente... e se a Academia, hoje, até as contas bancárias tem penhoradas por ordem do Tribunal devido a pagamentos em atraso a ex-trabalhadoras, duvido que tenha a situação fiscal regularizada.
Mas o cartão do PCP tudo permite e isenta o seu portador (ou a entidade a que pertença) do cumprimento de quaisquer obrigações (até as legais) e a preocupação com a boa aplicação do dinheiro dos contribuintes passa a ser secundária, ou mesmo inexistente, pois a primeira (e por vezes única) é garantir que os camaradas recebem sempre a tempo e horas o que precisam (mesmo que mintam sobre o destino a dar às verbas recebidas)...
E quem tem o azar de não pertencer a essa cor política? Bem, está tramado! Se for preciso até perdem documentos do processo, solicitam duas e três vezes a mesma declaração, inventam mil e um entraves... e só muito a custo lá acabam por conceder o apoio mas, mesmo assim, sob novas condições...
Quanto não vale o cartão do PCP!
Quanto não vale o cartão do PCP!
